¹⁹ euforia
ah, eu me recuso.
me recuso a viver em uma bolha,
em um limite,
em uma estante alta para que me admirem.
não me admirem, sequer me pendurem.
é que a vida é inconstante,
imprevisível,
e eu sou mar e onda,
parte do todo,
no meu próprio ritmo.
ora bato em pedras,
ora navego num frágil barquinho de papel,
mas sigo,
porque me recuso a habitar um mundo que teme a intensidade.
somos humanos,
eternos aprendizes da nossa natureza,
negando e escondendo,
aquilo para o qual fomos feitos.
e eu não fui feita para viver de migalhas,
um lago raso não me basta, quero o oceano que transborda.
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