CAP: 7
Mary Dias
Deitei na cama e enfiei a cara no travesseiro. Isso não era pra estar acontecendo, não quero me envolver com outra pessoa. Ele rasgar minha roupa daquele jeito me expondo, foi demais por pouco não me entrego a ele. Ele parece que só quer se divertir comigo. Um homem desses não ficaria com uma mulher como eu. Não vou me envolver, o August acabou comigo e não quero outro fazendo a mesma coisa.
Visto outra roupa e me deito, rolo pela cama sem conseguir pregar os olhos. Sinto ainda sua pela contra a minha, seu beijo ardente e o desejo que meu corpo sentiu ao contato com o dele. Não nego que me sento atraída por ele, quem não ficaria com um homem desses. Eu não estou em mim. Com muita relutância consigo dormir.
Acordo, faço minha higiene pessoal e vou a cozinha fazer o café. Depois de pronto nem aguardo ele descer, não quero vê-lo depois de ontem. Ainda sinto o gosto do seu beijo e meu corpo traidor se arrepia todo, só de pensar naquele beijo delicioso. "Deixa disso Mary, isso foi só loucura e fraqueza." Espantei os pesamentos peguei uma garrafinha e levei um pouco de café ao jardineiro. Ele aparenta ter uns 45 anos, cabelos bagunçados e roupas uniformizadas para tal profissão. É um homem forte e bonito.
— Bom dia Mateus! Sou a Mary. — Sorri pra ele.
— Bom dia senhorita Mary. — Soou simpático.
— Trouxe café para você.
— Obrigada senhorita mais não precisava.
— Que isso pode me chamar só de Mary. Vem eu te acompanho. É bom saber que tem pessoas mais simpáticas por aqui.
— Obrigado senhorita.
Sentamos num banco de madeira e nos servimos.
— Faz tempo que trabalha aqui? - Comecei um diálogo pra saber mais sobre as coisas por aqui.
— Faz só 5 anos.
— E sabe me dizer se o Senhor Wilker sempre foi assim? Frio e grosseiro!
— Não tenho o que falar sobre isso. Que eu saiba ele sempre foi assim. Não sei nada além disso, meu trabalho é só aqui no jardim, dificilmente falo com ele ou frequento a mansão.
— Sinto até pena dele, ficar sozinho sem ninguém pra conversar. Isso é deprimente. Mais ele quer assim. Que assim seja. E você tem família?
— Não senhorita. Moro em uma das casinha lá nos fundos. No local dos funcionários, o Carlos e a Lurdes moram na outra ao lado da que eu estou.
— Gostaria de ir conhecê-los.
— A senhorita não deveria sair da mansão. As empregadas da casa não costumam frequentar por lá. Ordens do patrão.
— Ele não vai saber. — Falei baixinho. Ele sorriu. Tens um sorriso bonito.— Tem mais alguém além de vocês que moram lá?
— Tem sim. O motorista de seu Wilker o Francisco os irmãos Julian e Austin que cuidam da limpeza da propriedade.
— Pouca gente para um lugar tão grande.
— O senhor Wilker gosta assim.
— Deu pra perceber. Vou indo Mateus, foi bom conversar com você. A noite vou visitar vocês.
— Tá bom. É só segui a estradinha de pedra. Estarei lhe esperando. Tem certeza que quer fazer isso? O patrão pode não gostar. — Falou preocupado.
— Não esquenta com isso.— Pego a bandeja e volto para dentro da mansão. Adentro e nada dele ainda bem. Passei o restante da manhã limpando algumas coisas e na hora do almoço nada dele descer. Será o que aconteceu com ele? Me pergunto sem saber da resposta.
Não queria fazer isso mais ele precisa se alimentar. Subo a escada e bato na porta de seu quarto.
— Senhor Wilker? — Nada ouço bato novamente. — Senhor Wilker? O almoço está pronto. — Ouço sua voz irritada e carregada de raiva. Depois do que ele falou fiquei chateada e triste. Não fiz nada pra ele me tratar dessa forma. O senhor Wilker é um poço de grosseiria.
*
John Wilker
O que diabos essa mulher está fazendo comigo? Nunca me sentir assim antes por ninguém. A doçura do seu beijo arde meus lábios como o fogo ao queimar a pele. Estou possesso, porque ela saiu correndo se estava gostando? E que corpo é aquele meu desejo agora só se itensificou....merda...não vou cair em seus encantos... Volto ao meu quarto e me deito mais não consigo dormir. Que inferno...eu quero terminar o que começamos. E é isso que vou fazer, não sou homem de deixar nada pela metade.
Vou até seu quarto e fico parado diante da porta. "O que você está fazendo Jonh? Tá ficando louco! Isso pode ser considerado assédio, você é advogado sabe disso." Com esses pensamentos volto ao meu quarto passando o restante da noite em claro. O sol está nascendo e estou aqui feito um desertor na minha própria casa. Não desci pra tomar café e nem tirei as roupas de dormir. Me aproximo da janela e a vejo ir em direção ao jardim. Ela parece bem depois do que aconteceu. Isso me irrita porque estou a me sentir atraído por ela, e parece que ela não quer nada comigo.
Ela se aproxima do Mateus e fecho as mãos em punho. Ela está alegre conversando com ele e os dois tomando café. O que tanto eles conversam? Mateus sabe que não gosto desse tipo de aproximação com as empregadas da casa. Depois terei uma conversa com ele. Ela fala próxima dele algo e isso me deixa confuso e raivoso. Ela vai aprender a se colocar no seu lugar, já que agora ela está se engraçando para o lado do Mateus. Ela volta e resolvo tomar um banho.
Passo o restante da manhã no quarto trabalhando pelo notbook e pesquisando alguma coisa a mais sobre ela. Não vou descer não quero olhar para a cara dessa...Ouço batidas na porta e sua voz me chama do outro lado. Não vou responder. Porra, mais ela é insistente. Respondo de forma grosseira.
— Se não desci é porque não quero comer. Me deixe em paz. Quando sentir fome sei onde é a cozinha. Vai fazer o que lhe pago para fazer. — Não ouvir mais ela, acho que não vai mais me incomodar.
Não preciso ser grosseiro eu sei, mas ela está acabando com minha sensatez. Se é que ainda tenho isso. Ouço o celular apitar em cima da cama, é uma mensagem do Jorge.
"Tenho as informações que pediu. Mais tarde mando para seu e-mail. Estou ocupado agora. Te vejo na festa da empresa. Se lembre que terá que levar uma acompanhante."
Mais essa agora! Quem eu vou levar? A Mary não vai querer ir, mais se eu der essa ordem a ela não vai me desobedecer! Pedi ao Francisco para ir a loja da Carmem e trazer uns vestidos de lá pra mim, saltos e joias. Dei mais ou menos suas medidas só de oberva-la. Aproveito que não está no quarto, deixo os vestidos sobre a cama e um bilhete!
"Escolha um deles e vista-se, tenho uma festa para ir e quero que me acompanhe. É uma ordem!"
Jonh Wilker
***
Esse Jonh não tem jeito mesmo!
Eita Mary será que o Jorge descobriu tudo?😥
Essa festa promete grandes emoções e muita confusão!
Espero que tenham gostado! Deixe seu comentário e seu voto de confiança!
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