CAP: 5
Mary Dias
Sinto mãos pelo meu corpo. Parece que tem alguém me segurando. Onde eu estou? As lembranças da noite anterior me veio a mente e lembro do senhor Wilker me afogando. Sinto um nó na garganta. Abro os olhos e vejo que estou em seu quarto. Eu dormi aqui, na cama dele, será que ele fez alguma coisa comigo? Tento sair mais estou colada a ele. E agora, o que eu faço? Não quero acordá-lo, quanto mais tento sair de seus braços mais ele se aconchega. Depois de muita luta, consigo me levantar. Olho pra ele na cama e nossa...ele é tão lindo, que homem... "Mary não pensa besteira, ele tentou te matar...e daqui a pouco você estará fora daqui". Espanto os pensamentos e saio de seu quarto. Minha garganta dói um pouco.
O que será que ele devia estar sonhando. Vou deixar isso pra lá. Entro no meu quarto e vou ao banheiro. Vejo as marcas no meu pescoço e me sinto mal. Eu sou tão fraca, tão insignificante, preciso mudar isso se quiser ter meu filho de volta. Tomo um banho e procuro na bolsa uma blusa que cubra até o meu pescoço, não encontro, passo um lenço e vou até a cozinha passar um café antes de ir. Deixo minha bolsa no balcão e boto a água na cafeteira. Pego na dispensa uma fécula e molho a massa.
— Café pronto. Agora passar os beijus. Vou deixar pra ele. Afinal de contas eu não sou uma pessoa ruim.
Pego o café e ao me virar ele está bem atrás de mim e pelo susto deixo a jarra cair e ele segura com uma velocidade impressionante.
*
Jonh wilker
Ao acordar não a vejo mais na cama. Pra onde será que a estranha foi.
— Se ela já levantou é porque está bem.
Dormir feito uma pedra, coisa que não acontece desde que eu era garoto. Seu cheiro está em toda minha cama, algo suave e não muito doce, não sei descrever ao certo. São 9:00 da manhã, vou ao banheiro faço minha higiene pessoal, tomo um banho e visto uma calça e uma camisa preta e ponho um casaco por cima. Está frio. Desço e não a vejo na sala, deve estar na cozinha. Chego na entrada e fico lhe observando preparar o café.
Ela está linda e é muito aérea, porque ainda não percebeu que estou aqui. Seu pescoço está envolto de um lenço branco com detalhes florais e um embrulho no estômago se forma. Quase a matei ontem, não sei o que está acontecendo mais me sinto mal por isso. Vejo que há uma bolsa em cima do balcão, ela pretende ir embora? Mais eu ainda nem a demitir.
Por curiosidade me aproximo dela lentamente ficando a alguns sentimmetros dela. E seu cheiro invade meu nariz, me deixando com muita vontade de agarrá-la. Não entendo o que está acontecendo. Ela vira-se e por pouco não demarra todo café quente em seu pé. Seguro a jarra antes do desastre acontecer e ficamos perto até demais.
*
— Você é sempre assim, desastrada? — Me aproximo ainda mais. Ela só pode ser uma bruxa porque estou enfeitiçado com vontade de provar seus lábios.
— Nã...não... O senhor me assustou. — Ai meu Deus, ele está muito próximo e como ele está lindo, sinto um frio na barriga e meu copo está arrepiando todo. Mais ele se afasta e me sinto aliviada.
— Mais cuidado, se quebrar alguma coisa vai pagar. — Falei isso pra mostrar pra ela que comigo as coisas são diferentes. Me afasto dela e coloco a jarra na mesa. Não quero me envolver com ninguém, isso não é pra pessoas como eu.
— Sim senhor. — Respondi nervosa não tenho dinheiro pra pagar nada desta casa. Tomarei cuidado.— Gosta de beiju? Ele apenas acenou com a cabeça. Preparei os beijus e coloquei sobre a mesa.
— Gosto de frutas pra acompanhar.
— Claro. — Pego algumas frutas e as coloco num refratário de vidro. — Mais alguma coisa Senhor?
— Esqueceu do leite. Não tomo café sem leite. — Confesso que mandar nela está sendo divertido. Coisa que não acho nos outros funcionários. Aqui quem frequenta a mansão é só a Ana, os outros só quando é preciso fazer uma fachina geral ou trazer alguma coisa pra Ana. Não gosto de gente circulando por aí tirando a minha paz. Quando não estou não faz diferença, mais quando eu chego todos têm que dançar conforme a minha música.
— Pronto.— Será que ele é assim o tempo todo? Agora entendo porque as outras não ficaram.
— Coloque meu café e o leite na xícara. — A encaro por longos minutos. Ela coloca como eu pedi e se volta para o balcão se servindo de café também. Tomamos em silêncio. Esse beiju é bom.
Não sentei na mesa. Ele ainda é meu patrão e pelo jeito dele, deve fazer todas as suas refeições sozinho. Ele é um homem muito atraente até mais do que August. Sinto a melancolia se aproximar quando lembro dele e meu filho que não posso vê-lo. Os olhos ardem, mais não posso chorar na frente do Senhor Wilker.
Seu semblante mudou direpente. O que será que ouve? Será que foi por causa de ontem?
— Pode retirar. — Ela se vira e seus olhos estão vermelhos, ela quer chorar mais está se controlando. Essa mulher é muito misteriosa. Preciso saber mais sobre ela. — Qual o seu nome mesmo?
— Mary senhor. — Se ele vai me mandar embora porque não diz logo.
— Mary de que?
Droga, qual foi o sobrenome que eu dei pra Ana? Não consigo me lembrar.
— Porque a demora pra responder minha pergunta. Esqueceu seu sobrenome? — O que ela está escondendo? Pergunto impaciente.
— Gonzales, 27 anos, solteira e sem filhos. — Ficha completa.
— Hum... As 12:00hs quero comer bife ao molho, com arroz e salada. E de sobremesa algo com morango. E guarde suas coisas. — Levantei-me da cadeira. Farei uma pesquisa sobre você. Vou descobri o que esconde.
— Não vai me mandar embora? — Fiquei surpresa agora. Ana falou que as outras não passaram de um dia.
— Por enquanto não. Enquanto a Ana não chega você fica. — Ela vai me explicar pra onde foi sem me avisar previamente. Ana sabe que não gosto desse tipo de coisa. A encaro, o lenço do seu pescoço se desprende, relevando a vermelhidão em volta dele.
Chego até ela que se assusta. Pego o lenço passo a mão pelo seu pescoço e sinto seu corpo reagir com meu toque, o amarro de volta.
— Desprendeu. Desculpe por isso.
— Tudo bem! — Foi só o que consegui responder.
Quando dei por mim já havia lhe pedido desculpas. Nunca tinha dito isso na vida. Sua respiração está ofegante. Me Afasto e saio da cozinha. O que essa mulher tá fazendo comigo? Eu não sou legal, não peço desculpas e muito menos me arrependo das coisas que eu faço e ela me deixa assim...fraco. Inferno... Preciso que ela saia daqui o mais rápido possível.
Me asustei com sua aproximação e estou parada sem reação. Ele vai me beijar? Quando passa a mão no meu pescoço, um xoque envade meu corpo, que sensação mais prazerosa, ele fala do lenço e pedi desculpas senti que ele ficou estranho. Se afastou e saiu da cozinha me deixando ali sozinha. Mary o que você está fazendo.
***
Olá amores! 🙋♀️
A Mary tá se atraindo pelo Jonh e ele será que vai ceder ao instinto masculino?
Se gostaram do capítulo comentem o que acharam. E não esqueçam de deixar aquele voto de confiança.
Até o próximo. ✋
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