CAP: 20

Mary Dias / Jonh Wilker

Ele vai me matar... estou arrumando a mesa para ele almoçar e o filho da mãe não colocou a camisa de volta.

— Deixa que eu te ajudo. — Falo em seu ouvido.

— Você está me distraindo senhor. — Assim não tem quem aguente.

— Essa é a intenção. — Falo malicioso. Ela sorri porém continua fazendo o seu trabalho. Ajudo ela a arrumar a mesa. Tudo pronto. — Tenho um frigobar, vou colocar a sobremesa lá. — Coloco a sobremesa para esfriar e volto para a mesa. Convido ela a sentar-se e iniciamos nosso almoço. Enquanto isso estou maquinando aqui a chegada do August. Mary não vai gostar nada disso. Vamos ver como a situação vai se desenrolar.

— Aqui é tão bonito. — Essas janelas de vidros e essa claridade são perfeitas.

— É sim. — Tá tudo delicioso.

— Seu pai quem construiu?— Ele nunca falou dele.

— Sim...mais eu não quero falar sobre isso. — Não quero me extresar mais. — A propósito falei com o Jorge e ele vai ser seu advogado no seu caso do divórcio. — Ela fica um pouco chocada.

— Meu Deus, eu não tenho como pagar vocês. — Nossa...vi alguma coisa na internet que a empresa dele é uma das melhores do país e eles os melhores advogados. Como vou pagar-lhes?

— Não se preocupe com isso...— Sabia que ela ia reagir assim.

— Como não me preocupar, eu não tenho dinheiro. E não vou aceitar nada de graça. — Apesar de tudo não sou interesseira.

— Calma mulher. Se eu quiser pagar você não pode fazer nada... para não te constranger vou descontar do seu salário. O que me diz?- Ela está pensando.

—Se for assim tudo bem. Não sei nem como te agradecer. É muito gentil da sua parte. — Ele está sendo bom pra mim.

— Não precisa agradecer.— Não sei lidar muito bem com gestos de agradecimento. Só que, com ela é diferente. Ela levanta vem até mim e beija minha bochecha. Isso foi legal.

— Obrigada Jonh. Você é uma pessoa boa. — Falei em seu ouvido e voltei a me sentar. Ele ficou parado sem fazer nada.

Eu não sou bom Mary...ela me deixou sem reação. Eu nunca fui uma pessoa boa. O que eu estou planejando não é nada bom. — Você que é boa Mary. Eu não sei ser bom com ninguém.

Olho para ele confusa. — Que isso senhor. As vezes agente pensa que não é bom e é onde descobrimos que só precisamos de oportunidade para praticar a bondade.

— Talvez você tenha razão. — Ela sorri. Terminamos de almoçar, comemos a sobremesa e temos um tempinho antes dele chegar. Mary me pergunta onde éo banheiro, lhe mostro onde é. Não demora ela retorna e começa a arrumar a mesa de novo.

Escovo meus dentes, não dá pra beijar esse homem com gosto de comida. Detonou e retiro as coisas e ponho de volta na caixa térmica. O senhor Wilker se retira ao banheiro também. Alguns minutos distraída e me assusto quando ouço alguém falar atrás de mim.

— Cadê o Jonh? — Me viro para ver quem é o dono de voz tão bonita. Não tanto quanto a do senhor Wilker, mais linda. Nossa que homem lindo, não mais que o Jonh, só que é tão lindo quanto. — Você viu o Jonh? Sabe onde ele está? — Me recomponho e respondo.

— Ele está no banheiro. — Ele é alto, forte, moreno, olhos claros, deve ter 1:75 de altura.

— E você quem é? — Ele me olha atentamente.

— Me chamo Mary. Trabalho na casa so senhor Wilker. — Ele sorri debum jeito muito fofo.

— Nossa....agora entendo porquê o Jonh está assim.— Não estou entendo nada. O que ele quer dizer com isso.

— Não compreendo senhor....

— Jorge. — É o advogado que ele acabou de falar. Um nervoso me toma agora. — É coisa do Jonh. — Ele se aproxima pega minha mão e deposita um beijo singelo ali.—É um prazer enfim te conhecer. Já sou se fã antes mesmo de conhecê-la. — Estou sem graça.

— Que isso. — Puxo minha mão de volta e abraço meu corpo. Seu olhar profundo e investigativo estão me deixando sem ação.

— Não fique assim...o Jonh já falou com você sobre mim?

— Um pouco. — É melhor eu me controlar ele vai ser meu advogado. — Obrigada por aceitar ser meu advogado.

— Agradeça ao Jonh.Você é uma mulher muito linda. — Essa conversa tá ficando estranha. Calma Mary ele só está sendo gentil.

— Obrigada!— Foi o que consegui pronunciar. Ele sorri lindamente.

Estou lavando meu rosto e escovando meus dentes quando ouço a voz do Jorge. Termino e abro a porta. Como o banheiro fica do outro lado, não dá para me verem daqui. Saio e fico encostado observando a cena. O Jorge é bem espontâneo, as palavras saem da sua boca sem freio. Ele parece impressionado com a Mary que está evasiva com ele. Também não é pra menos. Espero o momento exato para intervir. E quando ele elogia ela, uma raiva me toma. O que ele quer com essa conversa?

— Já terminou? — Eles se viram para mim e a Mary parece aliviada. E o Jorge com um sorriso cínico na cara. Ele ta doido pra pegar um murro.

— Jonh...estava a sua procura.

— Estou vendo! Você está bem Mary?— Ela me olha e responde.

— Estou sim.— Ainda bem que ele não demorou muito. Me sinto aliviada com ele por perto. Não é que o Jorge me mete medo é que ele tem um olhar tão investigativo que não sei nem o que pensar.

— Que isso Jonh. Só estávamos conversando. — Ele olha para a Mary. Isso não me deixa feliz.- Vamos trabalhar juntos, então, nada como esse primeiro contato para nos conhecermos. Desculpa Mary se te assutei. Eu sou assim, diferente do Jonh, gosto de fazer amizades e conhecer as pessoas. Principalmente a que está reoubando o coração do meu Brow.

— Tudo bem!— Ele parece ser bem próximo do senhor Wilker. Vejo que são grandes amigos. Ele é espontâneo, talvez por isso sejam uma boa dupla.

— O que você quer?

— Com licença Mary. — Assunto com a cabeça e ele se afasta de mim e vai até o senhor Wilker. Me volto para a mesa e para não ouvir a conversa deles vou para o final da sala. Aqui é bem grande. Muito lindo e espaçoso demais.

A Mary se afasta e o Jorge começa.

— Dá pra colocar uma camisa, isso é atentado ao pudor. — Ele se diverte.

— É minha sala e fico do jeitoque eu quiser.— Olho com um olhar mortal para ele.
— Eu sei. Mais não costumo conversar com homem desnudos. — Ele senta na cadeira enquanto vou pegar minha camisa. A Mary está sentada numa cadeira no fim da outra mesa de reuniões. Visto-me e volto a falar com aquele imbecil.

— Fala logo. Ele não demora chegar.

— Ela é linda...fez uma linda escolha. — Ele quer morrer.

— Desembucha Jorge.

— Credo, tá bom. Conseguir mais uma informação. Segundo esse meu informante ao conseguir o divórcio ele pretende mandar a criança para morar com os pais. Sugiro dá entrada no pedido de guarda o quanto antes ou ela vai ficar sem o filho. — Porra isso é muito sério. Vai partir o coração da Mary.

— Vou fazer isso. — Mais o emprego dela ainda não completou mês e ela não tem casa, então vai ser muito difícil ela ter a guarda para ela. Você pode cuidar disso também?

— Na verdade você é o melhor para esse tipo de coisa. Coisas difíceis não te param. Mais eu pego sim. — Ele tem razão mais eu não me envolvo nesses casos.

— Você sabe muito bem meu possicionamento.

— Sei sim. Se você casar com ela resolveria muita coisa. É só uma sugestão.

— É o que? Não sem chance. — Eu a quero demais, mais daí casar é uma coisa que não penso. Não, não. Essa criança vai precisar de uma figura paterna e eu não dou para isso.

— Pensa bem pode ser a única chance dela e do filho. — Merda, esse August merece pagar por tudo isso.

— Vou pensar.

— Conversa com ela, vocês não precisam viver juntos para sempre. Depois de um tempo se separam e pronto tudo resolvido. — E ele não pensa nas consequências que isso pode trazer. — Vou indo. Ele se retira e me sento na cadeira pensativo. De certo modo ele tem razão. E como o August vai ficar sem nada, nãovai querer a criança. Me levanto vou até ela que me dá um sorriso de lado e sinto vontade de lhe beijar até ficar sem ar.

— Tenho uma reunião agora. Você fique aqui e quando terminar precisamos conversar. — Seu semblante mudou para preocupação.

— Tudo bem. — Ele parece preocupado. O que será que o Jorge disse a ele.? Não me interessa. Ele me olha e deposita um beijo bem demorado em meus lábios. Passo minhas mãos em seu pescoço e aprofundamos nosso beijo. Nos afastamos com o som do telefone na outra sala.

Vou matar.... — Vou lá. Estrangular quem tá do outro lado.

— Faz isso não. Quando terminar teremos todo o tempo. Ela morde os lábios e sorri de lado. Caralho que mulher é essa. Sorri malicioso, lhe dei um selinho e voltei a minha mesa. — Quem ousa me interromper?

— Sou eu Jonh o Jorge.

— Espero que seja importante. — Ele gargalha.

— Preciso que venha na sala de reuniões, assim que terminar aí.

—Ok. — Desligo e a minha secretária avisa que ele chegou. É agora.

***

Olá queridos!

Quero agradecer a todos que votam em mim no concurso sapeca. 💕❣️Não consegui, mais tudo bem. O importante é competir. 😊

Eita ele chegou. Mal posso esperar para ver como isso vai terminar.

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