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"Segurando a arma de porte pequeno, jeongin, com um bico pequeno nos lábios, ajeitava a sua postura de segundo a segundo. Encontrava-se entediado com aquelas aulas de tiro, tudo para que pelo menos soubesse se defender adequadamente.
A Sig Sauer P226 era leve, perfeita para iniciantes. Pesando somente um quilo, é uma pistola semiautomática portando quinze munições em cada carregador.
Contudo, não era aquela arma que lhe chamava a atenção e sim o seu professor de tiro. hwang hyunjin.
— innie? — chamou mais uma vez constatando que o pequeno ómega se encontrava distraído com as orbes castanhas em si. As bochechas fartas rapidamente ganharam uma coloração avermelhada, hyunjin não deixou de gargalhar. — Hm, acho que estou com sede...
— Ah, podemos descansar então, jiinie, sem problemas! — repassando a arma seguramente para as mãos do alfa, jeongin sentou-se em um dos sofás de couro da sala de tiros, observando o alfa lúpus descarregar a arma e pousar a mesma com um cuidado absurdo. Seguidamente, as orbes, agora, vermelhas o encararam faminto.
jeongin desceu lentamente o seu olhar encarando a marca visível e robusta no meio das pernas do hwang. Desviou o olhar envergonhado e mordeu o lábio inferior. Certo, deveria resistir às tentações pelo menos durante os primeiros meses de gestação.
hwang caminhou até ao menor colocando se no meio das pernas do ómega e observando o daquele ângulo. Poderia afirmar com todas as letras o quanto yang jeongin, futuramente hwang jeongin, era esbelto. As bochechas fartas vermelhas, indicando a sua timidez, as íris claras, os lábios finos e aclamativos, a cintura delineada e simetricamente perfeita, os dedinhos pequenos; resumindo, tudo em jeongin era perfeitamente perfeito.
— innie.
— Sim, jinnie?
Sendo pego desprevenido, jeongin sequer se se desviou quando os lábios vermelhos de hyunjin foram contra os seus, onde passou a criar um ósculo faminto e gostoso. O alfa explorava, mais uma vez, cada canto bocal de yang, deliciando-se com os gemidos afoitos e desesperados do corpo abaixo do seu.
A destra desceu até à coxa farta de jeongin, onde passou a serpentear por cima do tecido negro de forma indelicada e bruta. hyunjin, querendo um contacto mais profundo, levantou o corpo com cuidado e tomou o lugar do ómega, que, agora sentado em cima da ereção presente do lúpus, rebolava tatilmente sorrindo de lado ao obter um rosnado.
Os braços tatuados circularam a cintura fina de jeongin, o ómega gemeu baixo parando o ósculo e deslizando os seus lábios avermelhados pela pele do pescoço do alfa. Os aromas misturaram-se facilmente, os fortes aromas evidenciavam a excitação de ambos os corpos.
A língua áspera do pequeno lúpus passou pela epiderme arrepiada do alfa, não deixando de tocar na marca sensível.
— innie... — sussurrou docemente movendo a sua pélvis na direção do menor, criando uma fricção dolorosamente excitante para os dois lúpus. Um fio de calor percorreu pela sua espinha, e o lobo evidenciou estar presente ao que as íris mesclaram num negro e escarlate.
hyunjin estava sedento, conseguia sentir o calor e o suor pelo seu corpo e o seu membro latejava dentro das suas calças apertadas. O seu pau era literalmente esmagado pelo membro, também, ereto de jeongin. Ambos se roçavam devido às reboladas intensas e desesperadas de yang.
— Infelizmente não podemos avançar da forma que eu queria, mas... — colocando um sorriso de lado, hyunjin sentiu os fios ruivos serem agarrados pela mão de jeongin, o cheiro adocicado apoderou-se das suas narinas, entorpecendo todo o corpo do alfa.
— Mas isso não me impede de dar um pouco de prazer ao meu alfinha. — retirando-se do colo do alfa, jeongin ajoelhou-se perante o mais velho, trilhando com os dedinhos pelas calças pretas, sorrindo malicioso ao analisar a expressão séria do outro. A excitação de hwang ficou ainda mais inegável, ao passo que a sua braguilha das calças foi aberta e puxada com gentileza, a mão pequena logo buscou se livrar também do par negro de boxers que hyunjin vestia por baixo, agora deixando-o descoberto.
O contacto frio que o seu membro esteve para com a mão, criou um engasgo em hyunjin. O lúpus fechou os olhos deixando as suas costas se confortarem no sofá, deixando-se sentir os pequenos choques de prazer subiam pela sua espinha, ao que jeongin lambeu o início da glande.
— i-innie.
O ómega passou o dedão, acariciando a intimidade úmida de hyunin, sorrindo ladino ao notar o corpo trémulo e o arrepio na tez morena do ruivo. jeongin resolveu brincar um pouco, querendo aproveitar o pouco de controlo que obteve.
A sua destra desceu e subiu em movimentos delicados, claramente provocativos, enquanto ouvia os gemidos e desconto de prazer no seu couro cabeludo. Lentamente, aproximou a face da pélvis do lúpus, ouvindo o rosnado sobressair ao colocar a ponta do pau na sua boca, onde sugou com afinco. Repentinamente, seguindo o seu lobo, yang deslocou a língua para fora da cavidade bocal, permitindo que metade do membro de hyunjin entrasse na sua boca sem preocupações, o resto foi coberto pelas mãos pequenas. jeongin sentiu as veias grossas da intimidade latejarem em meio aos seus apertos.
O alfa aceitou o contacto de bom grado, deleitando-se com a visão obscena que ocorria diante dos seus mirantes escarlates, contudo não deixou que o ómega mantivesse o total controlo. Subiu uma das suas mãos até aos cabelos loiros, segurando firme os fios macios, guiando tatilmente os movimentos precisos e o ritmo das estocadas contra a garganta do rapaz.
Os lobos oculares de hyunjin continham gotas brilhantes, estas molhavam o rosto jovem e macio. As suas pernas tremiam e o lúpus poderia afirmar que aquela sensação lhe causava familiaridade, parecia um pré-cio. O membro latejava e expelia pré-gozo, o seu corpo queimava em excitação, os arrepios, o suor que começou a escorrer por cada canto do seu corpo... tudo aquilo somente pelos movimentos precisos de jeongin. Sentia-se como um jovem alfa em combustão.
Contudo, não diferia das reações do corpo do ómega. O interior de yang contraía em expectativa, a pele estava em brasas, com os seus quadris esfregando lentamente uma das pernas do alfa, jeongin sentia a lubrificação escorrer em abundância ao sentir os dedos do lúpus escorregarem pela sua derme, procurando arranhar e explorar a sua tez leitosa.
hyunjin revirou os olhos ao estocar a boca fortemente, porém com cuidado, e o menor chupar destramente a intimidade. Sentia-se como um adolescente com as hormonas desreguladas, não demorou para gozar na boca do menor, fechou as pálpebras e logo as abriu avistando o pequeno lúpus engolir o líquido e reprimir o semblante desgostoso, fazendo hwang gargalhar ainda extasiado.
Puxou o corpo do pequeno lúpus quando se levantou arrancando as suas peças inferiores do corpo, deixando somente as cuecas brancas no corpo juntamente a uma fina blusa da mesma cor. Encostou ambas as testas e sorriu ao constatar o conforto que jeongin sentiu, somente para depois inserir dois dedos no interior do ómega sem aviso.
— A-alfa...
— M-meu A-alfa...
— Sim, amor, o teu alfinha. Aproveita, hm? — selou cuidadosamente uma das bochechas vermelhas e fartas do ómega movendo ambos os dedos.
hyunjin queria gravar aquela imagem na sua mente, queria aproveitar mais daqueles poucos momentos que tinha com o ómega e satisfazê-lo ao máximo.
jeongin agarrou o seu pescoço procurando beijar os lábios e gemer audível, fechou as pálpebras e focou somente naquele toque.
Os dedos másculos invadiam o seu períneo com delicadeza, mas, ao mesmo tempo, com desejo. O alfa não os inseria mais do que metade, procurando dar prazer ao ómega de modo a não magoar o outro ou causar danos possivelmente irreversíveis.
A lubrificação escorria em abundância sobre os dedos, hyunjin podia sentir a fragrância mais forte. O lobo tentava seduzir o alfa a ir com mais destreza, a passear as suas mãos sobre o corpo esguio e esbelto.
jeongin gemeu ao constatar que já não se sentia invadido, hyunjin saiu de si, pegou o corpo e o deitou no sofá. Deslizou a camisola do menor para fora do corpo e colocou-se em cima do ómega, não ousando deixar o seu peso totalmente sobre ele.
As suas mãos percorreram pelas coxas até ao pescoço, onde apertou levemente e sorriu ladino aproximando os seus lábios do lóbulo de yang.
— Baby, imagina as minhas mãos a percorrerem todo o teu corpo. — sussurrou mordendo a orelha. jeongin remexeu-se inquieto, sentindo o seu interior arder com a combustão que se tornou ainda mais presente só ao imaginar a cena descrita pelo seu alfa. — Neste momento, eu estaria a colocar fundo e forte.
— j-jinnie... — desviando o seu olhar envergonhado dos mirantes do lúpus, jeongin revirou os olhos ao ter o seu membro agarrado e hyunjin deslizar a sua mão por este, a sua outra mão foi ao encontro do queixo do yang, obrigando-o a olhar para os seus mirantes vermelhos.
Iria aproveitar cada hora, minuto e segundo com o seu ómega."
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— Temos os três na nossa posse, e agora? — afirmou jisung retirando a coleira ao lobo e agradecendo-lhe com um sincero olhar e um sorriso fino nos lábios.
— Agora...
— Na verdade, não temos os três. O Iseul não está connosco. — alertou Chan, engolindo em seco ao que o lobo se virou, o encarando profundamente. — Ele nunca esteve.
— Ele não caiu na armadilha de que eu fosse ir contra a máfia, hwang, ele sabia que tu cogitarias um plano desses. Foi ele quem me levou até Sohui, e... Afirmou que este era o teu plano, uma forma de te aproximares de todos eles.
hyunjin rosnou baixo, enfurecido com o rumo diferente que os planos tomaram. Iseul era esperto, reconhecia o poder do hwang, porventura não iria acreditar que o lúpus mantivesse uma presença traidora na máfia. Aniquilaria em questões de segundos o indivíduo.
— Onde está o jeongin? — todos pareceram recuar em meio há sentença, todavia Choi San avançou dois passos.
— Não sabemos uma localização exata, somente temos conhecimento de que ele está com o Seo.
— E com o idiota do Minjun! — rosnou alto e grosso, não deixando de farejar o ar e seguir os seus instintos. Porém, parou olhando para trás, tendo a visão de Sohui, com um semblante sorridente. — Levem-na de volta ao início da floresta! Voltem todos!
— Mas, hw...
— Ah, e não a tratem, deixem que ele sofra as consequências.
Um olhar fulminante foi o suficiente para que todos os presentes caminhassem a um rumo contrário que hyunjin tomava.
As patas, com garras afiadas e grossas, iam ao encontro do terreno sólido, partiam galhos secos e fazia com que os animais indefesos que se encontravam por ali, fugirem velozmente ao sentir a presença do predador.
O lobo em fúria seguia o aroma de baunilha, tudo se tornava mais facilitado devido há marca, todavia hyunjin selou a sua conexão mais uma vez ao que as suas orbes foram de encontro a um corpo pálido e com vestimentas rasgadas com vestígios de sangue.
A dor do ferimento da pata foi esquecida momentaneamente, permitindo ao lúpus que toda a sua raiva descomunal fosse demonstrada com um rosnado grosso e potente.
Iseul vibrou em medo, sentiu medo por enfrentar uma figura lupina. Pensou que hyunjin seria covarde demais em enfrentar um inimigo na sua forma de lobo, contudo quer esteja na sua forma de lobo ou não, hyunjin continuava forte.
Recordou-se de inúmeros momentos com o seu pai, a inveja que obteve durante anos do lúpus. Cresceu a ouvir que Minjun invejava Changmin por ter um filho lúpus, forte, robusto, inteligente e desprovido de tolice.
hyunjin era o sinónimo de sucesso; poder. O lúpus treinou com convicção e tatilmente atingiu objetivos e metas propostas por outras máfias, e até mesmo por si. Reergueu a máfia do seu progenitor, trouxe justiça para casos extremos que nem mesmo a polícia soube resolver.
Todas aquelas conquistas eram faladas em almoços e jantares da máfia do Norte. Minjun olhava de relance o seu filho e revirava os olhos ao observar o corpo imóvel, prevendo que por aquela altura não obteria um bom sucessor, e tudo o que construiu desmoronaria lentamente aos seus olhos. Não tinha esperanças no primogénito, na verdade, nem um esforço fez para treinar o filho para tal.
Iseul teve a sua infância escassa de amor, carinho, treino, e, o principal, presença de progenitores, porventura observou o seu pai invejar e agraciar hyunjin, proferiu inúmeras vezes o quanto o hwang era perfeito para tomar o controlo de tudo, os seus planos e estratégias sempre bem pensadas e delineadas.
No momento em que a máfia do Norte iria decair, Sohui chegou trazendo consigo estratégias, propostas, e novas drogas, estas especialmente produzidas pela ómega. Cativou a atenção de Minjun, e sem perceber fora lentamente perdendo o cargo de líder na máfia, somente saia para negociar, mantendo o segredo entre eles.
A EO foi o que lhes ergueu novamente, prosperou durante poucos anos, derrubada por outras máfias que se opuseram há sua venda. Uma vez, que esta somente funcionava em alfas. Então, seguidamente veio a Bloom. Causando variados acidentes e mortes, comprovando que Sohui somente se importava com o dinheiro.
Os mirantes escarlates acompanharam os movimentos do alfa inimigo, prevendo uma das suas ações que foi correr até si, acabando por cair em meio ao terreno. hyunjin quis rir da burrice do alfa, todavia o que saiu foi um rosnado e o lobo colocou-se em posição de defesa, deixando as presas de fora.
As roupas estavam desgastadas, como se Iseul as tivesse no corpo há dias, ou semanas. O líquido ferroso molhava a blusa clara que vestia, e o olhar insano e fumegante indiciava a raiva que o homem alfa continha no seu corpo.
— Sabes quem temos, certo? — hyunjin questionou tentando conter mais uma morte que ocorreria.
Tinha o conhecimento de que a raiva que habitava no corpo do alfa era porque Minjun criou algumas barreiras entre os dois. Não atribuiu a devida atenção ao alfa, resultando em emulação e cobiça. Cobiça, pois queria chegar aos pés de hwang, arrancar toda a sua felicidade e poder.
— Pouco me importa se têm a Sohui sob a vossa custódia, espero que ela morra! — cuspiu as palavras gargalhando ao que sentia os cheiros perto. Aquele cheiro cítrico...
— Partilhamos dos mesmos pensamentos, Iseul, porque não te juntas a...
— Achas que acredito nessas merdas que tu falas?! Assim que chegarmos ao teu território sei bem o que acontecerá! Vocês não pouparão nada do que aconteceu!
— Querias atenção. Entendo isso...
— Oh, não! Tu não entendes!! — berrou levando as mãos aos fios de cabelo negros, onde os puxou raivosamente, andou três passos, fazendo o lobo recuar lentamente. — E o jeongin? Onde ele está? Por acaso não te preocupas de que o Jeong esteja neste momento a esfaqueá-lo até há morte?!
— O jeongin não é fraco como todos pensam!! — rosnou andando mais alguns passos para trás coxeando levemente pela ferida que passou a incomodar-lhe. Iseul prestou atenção naquele detalhe, a ferida ainda estava aberta, assim constatou que se alvejasse algum dos dois, a conexão não enviaria sinais, pois o lúpus havia a selado por pouco tempo.
Como se ouvisse os seus pensamentos, Kim Si-woo apareceu com as suas orbes amarelas brilhantes, a espuma escorria pela boca, o homem parecia totalmente doido. Gargalhou e os instintos de hyunjin tornaram-se mais fortes e presentes, ao que se desviou de um ataque esperado. O alfa lançou o seu corpo sem mais nem menos, logo reerguendo o corpo e ficando quieto, olhou para o Leste e esbugalhou os olhos totalmente inertes.
— Mas que ra...
— YA! CHANGBIN, APANHA-O!!
O lobo captou a voz melódica do seu ómega, logo se colocou em frente ao alfa drogado, ficando de costas para este e observando as orbes dilatadas de Iseul e a sua expressão divertida.
Não demorou muito para que Changbin e jeongin se aproximassem afoitos, como se tivessem corrido vários quilómetros ou mais de oito metros. A dupla não notou que o Jeong menor estava ali, porventura Han sorriu grande ao observar o seu alfa na forma lupina, todavia o lampejo de animação logo parou de iluminar os seus olhos quando viu a ferida aberta na pata do lúpus.
— jinnie!! — esbracejou, sendo impedido de avançar pelo Seo. — Chang!! Ya!
— jeongin... — sussurrou colocando o corpo do ómega atrás do seu, em modo defensivo ao observar Iseul sorrir divertido para os dois.
— Vieram se juntar há brincadeira? Oh, innie... Vamos brincar um pouco? — a fala repassada fez com que o corpo do ómega lúpus estremecesse em agonia, jeongin estagnou sentindo o coração bater fortemente em medo contra a caixa torácica. Mas, mesmo assim, não se deixou afetar mais que aquelas pequenas reações, não poderia parecer fraco naquele momento, não agora.
— Claro, porque não? — respondeu seco cerrando os punhos posicionados ao lado do corpo, Changbin enrijeceu o corpo, sentindo o olhar escarlate fulminar Iseul. O cheiro de baunilha sobressaiu-se, jeongin tentava acalmar o seu alfa para não agir antes de pensar nas consequências. — Afinal, não tenho medo de ti.
A voz lupina do ómega impressionou não só Changbin, mas também Iseul, os dois alfas recuaram atónitos pela repentina presença lupina. Era a primeira vez que Han se colocava na frente, que libertava o seu lobo potentemente.
Já hyunjin sorriu orgulhoso, lembrando-se dos treinos que ocorreram para o ómega conseguir libertar o seu lobo.
— Não achas um pouco injusto? Três contra um... — gargalhou fazendo os demais ficarem sérios, yang caminhou até ficar a três metros de distância do alfa, prevendo que o seu alfa ficaria atrás de si, o que deveras ocorreu.
Si-woo ficou parado, ofegante, o seu corpo, agora, sentado, recobrava todo o ar antes perdido, a espuma não corria em abundância da sua boca, as íris amareladas ainda presentes, todavia as pupilas antes dilatadas pareciam voltar ao normal.
— Foi por isso que convidei alguém... Hm, o hwang já o conhece assim como o Seo também. Já o jeongin...
O vento percorria por aquela madrugada, já se haviam passado três horas desde o início do ataque. Recordava dos bons momentos que obtiveram antes de entrar em terreno inimigo, das palavras encorajadoras de todos, e, talvez, estivesse com um certo receio de como aquilo acabaria.
O som de passos foi ouvido somente pelos lúpus, que se entre olharam confusos, hwang sentiu os seus pelos negros serem acariciados pela destra de jeongin, este que tentava-lhe passar conforto devido ao seu ferimento.
Era desgostoso não poder sentir o seu alfa pela marca, sentia um vazio incompleto, como se algo lhe faltasse. Olhou o alfa de relance e observou a arma que Iseul portava ao lado da cintura.
O colete à prova de balas que vestia por baixo de todas as suas vestimentas cobria a barriga e o ventre, algo que o tranquilizou quanto há ida para o terreno.
Porém, ao ver a figura desconhecida por si, yang levantou a sobrancelha confuso. Quem era aquele alfa?
— ayng Jae-sang! — apresentou com um sorriso malévolo nos lábios. Iseul estava mais que seguro de que sairia vitorioso dali.
— yang? — questionou o pequeno lúpus em confusão. — C-como assim...?
— Bom, yang, yang Jae-sang. Hmm... Irmão de yang Duri. — proferiu fazendo o ómega conter a respiração e arregalar os olhos pasmo com a informação.
— Ele não tinha irmãos! — o lúpus contra-argumentou sentindo um laivo de tristeza e raiva no seu interior.
— Claro que tinha, vocês é que não procuraram bem! — riu abrindo a bolsa que carregava. hyunjin rosnou ao observar a arma de porte grande apontada para a frente e destravada pelo alfa inimigo. — Quero apressar as coisas e sair logo daqui, então entendam os meus motivos, sim?
Um tiro trespassou ao lado da pata de hyunjin, fazendo com que o mesmo não recuasse, pelo contrário, o lobo de abaixou alguns centímetros olhando para jeongin e apontando para o seu corpo. O ómega não demorou a subir nos pelos felpudos.
Changbin adentrou mais a mata passando despercebido. Os seus passos eram leves enquanto observavam as risadas dos alfas ao errarem todos os tiros que a arma os permitiu dar. O alfa explorava os arredores rapidamente, observando um par de olhos a alguns metros também escondido.
Acenou veemente e, ao estar posicionado a alguns metros atrás dos alfas com o conhecido, Seo moveu o seu braço para perto da jugular de Iseul, onde passou a bloquear a sua respiração e sentiu as bofetadas e pontapés que este atribuía no seu corpo.
Jae-sang, pela falta de treino, desesperou-se ao sentir a escassez de ar, a arma ainda nas suas mãos começou a disparar tiros aleatórios.
— YA! RETIRE A ARMA DELE! — Changbin proferiu abaixando os corpos e ouvir os barulhos altos. Ainda agarrado ao Iseul, pontapeou o braço do yang mais velho, prevendo que este não largaria a arma por nada.
O corpo do lobo preto aproximou se com destreza, encarando o yang com repúdio. Só não esperou que uma das suas patas traseiras fosse esfaqueada inúmeras vezes com afinco, o que acabou por fazer o lúpus rosnar alto num ganido estridente.
— HYUNJIN, NÃO!! — gritou o pequeno ómega com um semblante de desespero, virou o corpo e observou Kim Si-woo com um canivete velho e enferrujado. O velho alfa carregava um semblante raivoso e confuso, como se não soubesse o que acontecia ali, como se procurasse o culpado com desespero. — Y-ya!!
O líquido ferroso transbordava da nova ferida aberta, porém hyunjin arrancou a arma das mãos de Jae-sang destruindo-a com as presas, o yang mais velho abriu a boca variadas vezes, nada saia, a falta de ar deixou a face roxa e mais tarde o oxigénio já não passava para o seu cérebro fazendo com que o corpo morto caísse no chão como uma pedra.
Duri colocou a mão no coração, totalmente afoito com o que acabara de acontecer, desviou-se de um pontapé de Iseul que ainda resistia aos ataques, e Changbin não teve outra opção sem ser o derrubar e colocar-se de cima do alfa.
Os feromônios de jeongin entravam pelas narinas dos presentes o mais rápido possível, o menor estava assustado com a abundância de sangue que escorria, saiu de cima do lobo e colocou uma das suas mãos no ferimento tentando o estancar inutilmente.
— j-jinnie, n-não! — choroso, o ómega observou o lobo se aquietar estranhamente no lugar, o seu corpo lupino caiu com alguns requisitos de fraqueza no terreno sólido e hyunjin analisou a situação.
— Mata-o! — o lobo proferiu sem pudor, e rapidamente o corpo de Iseul estava no chão, com os olhos abertos, assim como a boca, os traços de juvenilidade mais tarde desapareceriam, e, ambos, seriam enterrados numa vala comum, ou esquecidos na floresta para que predadores os devorassem.
Os lúpus conseguiram capturar os barulhos dos pneus de uma carrinha em alta velocidade, sabiam pelos aromas que os amigos estavam perto dali, mas não perto o suficiente para os ajudar com o alfa que estava ali de pé, com os olhos amarelos evidentes.
— S-si-woo... — Duri aclamou o nome do alfa sentindo o cheiro cítrico regredir lentamente, o alfa olhou para si. Os olhos vagos, vazios de sentimentos ou piedade, o seu estado afirmava que a conexão com a EO havia acabado, assim sendo, Sohui não o controlava mais. Contudo, o semblante sério e raivoso indicava que o alfa estava com sede de vingança, olhando o corpo de Iseul morto no chão.
— VOCÊS!! — levantou o olhar ainda com o canivete em mãos, Seo cerrou os olhos aproximando-se gradativamente do seu líder. — E-eu não acredito que mataram O ALFA!!
— Si-woo? Ouve... — foi interpelado por uma mão em frente ao seu corpo, o alfa esvoaçou no seu corpo com a arma antes abrigada no coldre de Iseul. — Tu não me conheces?! PORRA!
— QUEM SÃO VOCÊS?! POR QUE MATARAM O RAPAZ?! — berrou fazendo com que o lobo se recompusesse de pé. Rosnou baixo, chamando a atenção do cheiro cítrico para si.
— jinnie...
— Estou bem, innie... — respondeu com calmaria lançando mais dos seus feromônios para o corpo do pequeno ómega, vendo o corpo relaxar, hyunjin avançou na direção de Kim a passos calmos sem desviar o seu olhar do alfa.
A arma na sua mão encontrava-se destravada, bastando um dedo no gatilho que disparos fossem certeiros no corpo lupino. A arma erguida na sua direção, no seu alvo, Si-woo estava decidido no que iria fazer. O cano frio estava encostado nos pelos que ferviam, todavia hyunjin transparentava medo nas suas ações, inspirava uma quantidade abundante daquele cheirinho de baunilha, assim como ouvia as batidas conjuntas do filhote no ventre de jeogin.
Iria apreciar mais daqueles momentos durante vários anos, iria pegar no filhote com carinho, abraçar o seu ómega nas noites frias ou calorentas, alimentar mais o desejo que sentia pelo pequeno ómega lúpus, e, por fim, dar a liberdade e felicidade merecida ao pequeno. Iria amar jeongin para o resto da sua vida...
Um disparo ecoado.
Uma mão trémula.
Os olhos amarelados brilhando em vitória.
O corpo do lúpus no chão.
Tudo aconteceu com velocidade.
Os olhos arregalados, os gritos, Changbin a torcer o braço de Kim, Duri estagnado, jeongin aflito. As íris escarlates já não continham o brilho de antes, o corpo já não tinha forças, todavia hyunjin não parou de selar a marca, não queria ferir jeongin pelos seus próprios ferimentos. Nem que isso custasse a própria regeneração.
Ambos os lúpus tinham o rosto cheio de lágrimas, o focinho preto cobria boa parte da sua tristeza; memórias foram desencadeadas, desde quando se conheceram, até há atualidade. Da primeira vez que jeongin entregou o seu corpo, e hyunjin o explorou com cuidado e prontidão. Dos carinhos que o hwang dava, do medo que ele continha, porém, não o demonstrava. hyunjin rosnou baixo ao sentir o seu ferimento há bala ser pressionado pelo ómega. Lambeu a mão do ómega com cuidado e fechou as pálpebras.
Não iria morrer assim, não queria...
— j-jinnie! P-por favor!
— innie, p-para de chorar.... Estás a magoar o teu alfinha, l-larga o f-ferimento, por favor.
— Não! Não vou parar!! — bradou enraivecido, fechou os olhos colocando mais força nas mãos, sentindo o líquido molhar toda a extensão do seu braço. Uma hemorragia acontecia bem em frente aos seus olhos e, jeongin, não a sabia conter, porém, logo foi amparado por Seo que retirou o casaco mergulhando-o no ferimento afoito.
— O Jackson e os outros estão aqui perto, eles vêm aí! Mantém-te acordado! — avisou estremecendo ao que um rosnado ainda mais potente saiu. — hyunjin! Não nos podes largar agora, porra! Ainda não chegou a tua altura, demónio!!
— Tu és a minha alma gémea, isso significa que estamos destinados a encontrarmo-nos em todas as nossas vidas. innie, eu irei encontrar-te nelas todas... — colocou o focinho perto da bochecha rechonchuda, manchando a tez leitosa com o seu próprio sangue. — E-eu vou sempre estar contigo, innie!
— P-para! Está a soar como uma despedida! P-por favor! Tens de ficar! Tu prometeste, seu lobinho idiota!!
— Nem t-todas as promessas são cumpridas, meu amor...
O amor precisa de uma ação. Não basta apenas dizer que amamos uma pessoa para afirmar que esse sentimento é verdadeiro. É preciso prová-lo através de atitudes do dia a dia, como respeitar o outro, tratá-lo com carinho, enfim, fazer coisas que o deixem feliz e, consequentemente, nos alegrem ao vê-los satisfeitos. Afinal de contas, amar é entrar em um círculo virtuoso de carinho e dedicação.
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