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Em meio a prantos e baixos reclamações, Sohui urrava de dor, gemia dolorosamente pelo impacto que a bala causou. A sua carne queimava, porque durante a passagem do projétil a pele expandiu, expelia abundantemente o líquido ferroso e escarlate, deixando evidentemente sinais de que a ómega necessitava de socorros rápidos.
A hemorragia era a que mais preocupava a médica contratada. Era de conhecimento que a maior causa de morte entre os indivíduos feridos por armas de fogo ocorre mais pela exsanguinação, um modo fatal de total perda de sangue, do que com o comprometimento de algum órgão vital ou de alguma ligação crítica do sistema nervoso.
A beta, como desespero, colocou as suas mãos juntamente a um pano limpo sob a ferida, fazendo pressão e esbugalhando os olhos pela quantidade significativa de sangue que escorria pelo ferimento localizado no tórax.
A bata de enfermagem pouco a pouca ganhava a coloração avermelhada, e como costumeiro indicou ao seu ajudante uma das maletas grandes pretas ali dispostas.
— Vamos, rápido! Não posso deixar que ela perca mais de dois litros de sangue! Ou, possivelmente, o cérebro perde a capacidade de funcionar adequadamente, ou seja, é morto. — explicou a mulher observando os lábios pálidos de Sohui, seguidamente instruiu para que o jovem se pressiona o ferimento com força, causando um rosnado arrogante da parte da ómega na maca.
A médica retirou uma bolsa de sangue de uma pequena arca frigorífica fixada em uma das paredes decadentes, em seguida injetou uma agulha de calibre dezoito, todavia parou, ao que o jovem alfa levantou o cenho confuso com as suas ações.
— Caso se tenha esquecido, para ocorrer uma transfusão de sangue é necessário...
— Desde o momento em que o torniquete é colocado e apertado, temos duas horas antes de ver danos irreversíveis aos tecidos, achas que quero pensar que terei de poupar bolsas de sangue? Esta situação é mais importante!! Afinal, falamos da líder!
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O céu escuro não iluminava praticamente o local, nem mesmo o astro brilhante da noite fazia o seu trabalho, deixando alguns lampiões desesperados e outros sorridentes pela execução exata que os planos percorriam.
hyunjin, agora na sua forma lupina, caminhava silenciosamente pela floresta, notando todos os pontos estratégicos possíveis e esmagando câmaras de segurança junto a Seo. O lobo estava eufórico, enquanto sangue corria pela sua boca e presas. Assim como o seu focinho, os seus pelos felpudos estavam banhados de sangue, todavia não se notada pela coloração da pelagem.
Changbin, infelizmente, olhou todas as cenas de desmembramento. Observou o esquartejamento de inúmeros corpos inimigos, estes sendo verdadeiramente pertencentes há máfia de Minjun. Já estava habituado, porém, ainda era desgostoso ver hwang arrancar cada membro dos seus inimigos.
O alfa lúpus não se distraía, nem mesmo quando sentiu o aroma de tulipas de jisung a uns três quilómetros de onde se localizava. Para a segurança do ómega, o han deixou para trás a escuta e os auriculares, todavia permaneceu sob a mira e preocupação do seu noivo.
hyunjin perdera a quantidade de vezes que nocauteado civis calmamente, de modo que não provocasse ferimentos agudos ou irreversíveis. Evitou, principalmente, uma pancada na nuca, mais precisamente no lobo temporal.
— Lobo temporal!! — relembrou mentalmente, como se uma lâmpada se acendesse no cérebro, hwang parou momentaneamente, organizou os pensamentos e constatou ter encontrado a resposta que tanto procurava.
O porquê de jeongin ter perdido as memórias com o pai.
O lobo temporal está localizado na zona acima das orelhas; este é uma parte do cérebro que acomoda dezassete porcento do córtex cerebral. As principais funções relacionadas a este lobo englobam a audição, olfato, função vestibular, memória, interpretação de imagens, linguagem e comportamento emocional.
Indivíduos com lesões no lobo temporal direito geralmente perdem a acuidade para estímulos auditivos não verbais. Já as lesões do lobo temporal esquerdo interferem no reconhecimento, na codificação da memória e na formação da linguagem.
Indubitavelmente, era aquele o motivo das memórias perdidas de jeongin.
No dia em que Sohui drogou yang Duri, após a visionar o homem ficar inconsciente, a ómega correu para o andar superior, de onde retirou um taco de beisebol antigo do quarto e retornou ao andar inferior. Não era possível ouvir nada, nem mesmo um ruído sequer provindo do cómodo em que jeongin se localizava.
As paredes coloridas num tom azul-bebé atribuía um aspeto infantil, juntamente aos peluches espalhados pela cama e algumas prateleiras. Os lençóis também de coloração clara, e os móveis dispostos concedendo um ar mais subtil e confortável.
O rapaz, naquela época de quatorze anos, identificou os saltos da mulher baterem contra o chão e o seu cheiro enjoativo. O corpo miúdo e pequeno encolheu gradativamente ao que jeongin se escondia no armário, sentindo-se seguro ao sentir o cheiro do pai alfa lúpus que provinha das vestimentas.
Contudo, não demorou para que o seu confortável esconderijo fosse repassado por Sohui, a ómega não teve compaixão na força bruta ao puxar o pequeno lúpus para fora. A face amedrontada adornou adrenalina em Sohui, juntamente ao deleite em observar o medo e ansiedade. Sempre fora assim...
Sohui possuía um desejo profundo em amar, ver e sentir a angústia e emoções negativas que os corpos aterrorizados exalavam. Era doentio.
E o facto de Sohui ter sido vista como uma figura amorosa? Para aquela pergunta ainda não havia uma resposta totalmente de veredicto.
Os olhos escarlates do lobo de coloração preta era somente a única coisa que se observava no breu da mata. O pelo felpudo esvoaçava segundo o vento, entregando alguns arrepios ao alfa, uma vez que sentia a sua marca arder ao refazer o selamento, já que não queria que jeongin sofresse com as suas dores ou emoções.
Os seus auscultadores, por mais que, agora, estivessem pequenos, ainda estavam enroscados na orelha do lobo. Changbin caminhava ao seu lado com a sua arma preciosa; uma pistola tauros TS9. Poderia ser considerada uma pistola de porte pequena, uma vez que se assemelhava a uma glock, todavia nas mãos acertadas fazia danos graves.
A mira ajustável de três pontos percorria pelos arbustos, as suas íris favoreciam de uma visão noturna, não tão boa quanto a do alfa lúpus ao seu lado. A taurus voou sem aviso algum, simplesmente esvoaçou das suas mãos. E, devido ao susto, um tiro foi disparado contra uma das robustas árvores, onde deixou a sua infeliz marca.
No segundo seguinte, Changbin não conseguiu expressar o que viu sem ser abrir a boca em completa surpresa e confusão.
Um alfa, na sua forma humana, portava umas íris totalmente amarelas, espuma apossava os seus lábios; parecia totalmente fora de si.
Irado, hyunjin abocanhou o ombro do alfa inimigo, sentindo as unhas grandes do mesmo adentrarem o seu pescoço. Não se deixou abalar por um mero movimento do oponente, pelo contrário, hwang recuou ainda com os dentes fincados na pele do outro e fez um movimento estrondoso. Havia destroçado uma árvore com o corpo do ser desconhecido.
— Ele está sob efeito da bloom, cuidado! — avisou Changbin procurando pelas folhagens e galhos a sua arma, por fim sentiu uma mão se sobrepor na sua, levantou o olhar e rosnou irritado. Minjun estava ali. Em frente a si e com um sorriso virtuoso. — Jeong.
O lobo olhou de relance e balanceou a cabeça, permaneceu com as suas íris vermelhas na figura de Si-woo, um total desconhecido por si. Os seus planos e notas percorriam consoante o esperado, e com a chegada de Minjun tudo indicou que o alfa iria prosseguir contendo ideias toscas e vagas.
Como esperado, o corpo enraivecido e descontrolado do alfa se ergueu mostrando os poucos ferimentos que obteve, assim como alguns galhos espetados nos antebraços. Aquele era um dos efeitos da bloom; causa efeitos psicóticos, induz o utilizador a um estado de euforia e estes não se lembram ou não têm consciência do que fazem no momento de duração do uso da bloom.
Porém, o alfa parecia ter ingerido uma droga adicional. hyunjin revirou o semblante em desgosto ao que o cheiro cítrico se misturou com aromas podres, provindos das vestes e do corpo em si. Foi então que chegou até si, aquele aroma que jamais planeou voltar a sentir.
A EO.
Essência de ómega. Uma droga altamente perigosa para alfas.
Criada há não mais que seis anos, a essência de ómega era uma droga cujo criador, ou criadora, era desconhecido. Ninguém sabia o porquê de ela ter sido elaborada, ou qual os seus componentes. Somente que tinha efeitos de submissão; tal ação de como um ómega se comportava em frente a alfas ou com vozes lupinas.
Uma vez injetada, a vítima obtinha reações violentas até que a droga fizesse efeito. Estes sendo: espasmos pelo corpo, espumar em abundância, íris dilatadas, aumento dos reflexos e maior resistência à dor. Enfim, a vítima é controlada pelo seu injetador, ou seja, quem injetou a droga é quem estará no comando, podendo, então, estar por detrás de todas as ações de quem está sob efeito da OS.
A sua para dianteira direita avançou um passo, e correu atrás do alfa que involuntariamente fugiu do lobo. hyunjin sequer ouviu os gritos de Changbin; sequer cogitou que aquilo fosse uma armadilha; e sequer se deu conta de que o aroma de jeongin estava por ali.
Correu com toda a sua força, as patas pesadas batiam contra o terreno de forma ágil e o lobo preto por fim alcançou o alfa com o cheiro cítrico.
hwang lançou uma das suas patas contra o corpo e forçou-o contra o chão. Ao contrário do que cogitou, o alfa não fez menção de retaliar o ataque, somente manteve-se quieto observando distraidamente os olhos escarlates e o focinho sério do lobo.
— Quem és tu?! — indagou telepaticamente. Como resposta obteve um silêncio absurdo, porventura aproximou o focinho do ouvido do homem e rosnou perto do ouvido, analisando o corpo estremecer violentamente e em seguida morder a pata do alfa lúpus, ocasionando um lamurio baixo deste. — RESPONDE PORRA!
— Chefe?! — a voz de Christopher fez-se presente. O alfa do outro lado encarava o seu, recente, noivo no terreno, visionando a casa que apodrecia pouco a pouco. Nenhum aroma se fazia presente, nem mesmo o de lee. — hwang!
O lobo uivou em resposta, todavia parou a meio ao que o seu interior se remexeu e segundos depois ficou estático com a figura de Sohui, decadente, contendo um sorriso em escárnio e uma arma na destra e uma coleira na mão esquerda.
— Por fim, nos encontramos, caro hwang! — proferiu ao passo que andava deixando evidente a cinta de granadas presa à cintura e o ferimento nada célebre no peito.
— Se morresses, era melhor... — debochou, largando o corpo do alfa, agora imóvel, e sentou-se nas patas traseiras. Inclinou a cabeça e desfez os auriculares, precisava de privacidade e principalmente de cuidado.
— Como está o jeongin? Bem? Mal? E o bebé? — provocou retirando uma das granadas do coldre, hyunjin não recuou. Ao lado de Sohui, como esperado, duas figuras de alfas apareceram do breu com duas caçadeiras em mãos.
— Sabes que não tenho medo de nenhuma coisa que faças, certo? — a mulher deu um sorriso malévolo. — Sohui, tu és completamente inútil para mim ou para qualquer um daqui. Morrerás miseravelmente e eu verei o teu corpo desfalecer numa vala comum. Ah... Verdade, achas mesmo que não sei quem era o alvo daquela bomba? És mais idiota do que pensei.
— hwang, a bomba era mesmo para ti. E achas que eu não sei as milhões de conceções que rodeiam essa mente? — riu em escárnio olhando a pequena granada em mãos. A alavanca precursora era acariciada suavemente pelos dedos esbeltos, e em seguida a mulher atirou o objeto após retirar o pino de segurança.
E, por fim, explodiu.
Em frente aos olhos do lobo, uma fumaça começou a se fazer presente, assim como alguns destroços do material perigoso. O lobo não se moveu do lugar, nem mesmo quando a mulher caminhou na sua direção, parando a poucos metros de si, com outra granada em mãos.
— O medo causa uma sensação de adrenalina no nosso corpo, por conta das substâncias libertadas para o nosso cérebro. Sentir medo não é um sentimento bom, não ajuda e não há ninguém que não tenha sentido essa sensação. Nem mesmo tu, hwang. Quando a tua mãe veio parar às minhas mãos...
— Para!! — o lobo rosnou exibindo as suas terríveis presas. O líquido ferroso recente escorria pela mandíbula e pelos, de facto tal coisa causou arrepios há ómega, todavia esta somente sorriu.
— Oh, pensei quereres saber a verdade.... Suponho que estou enganada. — lamentou numa falsa tristeza.
— O que queres dizer com isso?
— Não foi Minjun quem a matou, e sim eu! — revelou com um sorriso grandioso. A aura que hyunjin portou naquele momento ficou assustadora, tudo no lobo, até mesmo o olhar que ele lançava à ómega, intimidava qualquer um que estivesse na posição de Sohui. E, involuntariamente, hwang forneceu um dos seus pontos fracos. A família.
Por vezes, quando mais precisamos de não demonstrar, o nosso corpo engana-nos. Atrai a nossa própria ruína para os olhos, ou em meio a ações; deixa-nos vulneráveis perante aqueles que mais nos desejam ver mal, aqueles que querem retirar uma quantidade significativa de dor dos nossos corpos.
Imprudentemente, hwang rosnou altivo e os feromônios amadeirados espalharam-se pelo recinto, deixando os dois alfas, inclusive Sohui, atordoados.
— Rapazes! — a mulher gritou em meio ao sofrimento silencioso. Tapou as narinas e sorriu ao ver o lobo estagnar ao que as caçadeiras pararam ao lado dos corpos conscientes de jisung, minho e um dos seus capangas. — A tua família, hm? Só faltava o innie aqui! Espero que o Minjun tenha sucesso na sua missão de encontrar o pequeno ómega.
— Chefe... — tentou ressoar jisung recebendo um chute da parte da ómega. minho aproximou-se do corpo do noivo, acolhendo-o nos braços, todavia know também parecia frágil, com a sobrancelha contendo uma ferida aberta, um dos olhos roxos e sangue nos lábios.
Com certeza, havia levado diversificados socos, porém também contra-atacou, não aguentando ao ser colocado sobre a mira de quatro tasers nas suas costas, todos ligados nos vinte mil volts. Já jisung, deixou-se ser capturado ao ameaçarem esfaquear o seu alfa.
— Então, hwang, iremos tratar de assuntos importantes agora ou...?
— Solta-os!! — interpelou a mulher cambaleando ao ouvir a explosão estridente perto dos seus ouvidos. Tudo pareceu girar, e tudo o que conseguiu captar foi os zumbidos nos seus tímpanos. Um tiro trespassou pelos seus olhos, a bala esvoaçou e como destino parou em um dos seus fiéis capangas.
"— Alguns de nós poderemos morrer. Não digo na percentagem normal que diria, estaremos num campo minado de inimigos. Não teremos em quem confiar. Porém, deixarei todas as vossas famílias seguras, não deixarei que nada falte, tanto quanto alimentação, dinheiro ou estudos. Prometo que protegerei todos, o máximo que puder... Mas, não consigo prevenir que todos saiam impunes.
A sala estava num completo silêncio. Todos, sem exceções, ouviam atentamente as palavras do líder, não deixando de notar na sua sinceridade e confiança. Sentiram a pitada de insegurança nas últimas palavras, a voz de hyunjin falhou consideravelmente, logo recompôs-se reprimindo os lábios por breves momentos.
A destra foi em direção aos cabelos ruivos, onde deixou que esta desembaraçasse alguns fios teimosos. Foi quando o seu olhar se encontrou com o de jeongin. O seu ómega lúpus. O seu coração. O seu porto de segurança e amor.
Fechou as pálpebras e respirou fundo. Queria manter a expressão alegre, os feromônios de baunilha, as ações fofas e o rosto rubro na sua mente; queria acreditar que no final tudo sairia conforme planeado, que todos ficariam bem e que haveria poucas baixas. hyunjin queria sair vivo, assim como todos. Queria viver a sua vida com o seu futuro filhote e futuro marido.
Queria amar em paz e deixar todas as preocupações para trás.
— Acredito em ti. — ouviu o sussurro de jeongin. Somente o alfa lúpus conseguiu ouvir, e ao abrir os olhos observou as íris violetas sorrirem para si. yang jeongin. O ómega era tudo o que importava para si. Portanto, iria protegê-lo. Custe o que custar."
— hwang, tu sabes o que aconteceu com a sua mãe. Sabes o quanto ela sofreu naquela jornada, nada divertida para constar, ela desistiu por vocês, então, porque caralhos veio perturbar a minha vida novamente?! — a ómega rugiu raivosa, atirando uma das próximas granadas contra o lobo. O material embateu contra as costelas do lobo, que pousou rapidamente a pata sobre a granada, sentindo ela explodir contra si.
Ganiu choroso em poucos segundos e olhou para baixo, ouvindo risos da parte dos inimigos. A pata sangrava abundantemente, todavia não conseguia localizar o início do ferimento, ao menos lambeu para parar o sangramento.
— O que queres?!
— Preciso de destruir o yang Duri. O pai de jeongin. Preciso de destruir todos eles e provar que eu estava certa, que eu sou poderosa!
— Poderosa? A única coisa que prova é que estás desesperada! — afirmou minho sentindo o cano frio da caçadeira contra a sua nuca, seguido do grito desesperado de jisung. O corpo fraco do alfa caiu no terreno sendo amparado pelo seu ómega. O inimigo que tentou esbofetear know ficou sem mão, sem cabeça; totalmente sem vida.
Os mirantes escarlates brilhavam em ironia e cólera, hyunjin estava prestes a avançar contra o outro inimigo, todavia ocorreu uma reviravolta rápida.
Sohui puxou jisung contra si, deixando o canivete contra o pescoço do ómega. han nada disse, somente fechou os olhos e negou contra os pensamentos do lúpus. Cogitava as milhentas opções que se encontravam na mente de hyunjin, e uma delas era a mais desesperadora para si.
— TUDO BEM, MERDA!! Eu ajudo!!
— Ótimo! Coloca a coleira no lobo! — Sohui estendeu a coleira para minho. O alfa olhou o seu líder e constatou a confiança, a dor e possivelmente uma raiva descomunal.
Contudo, cada um tinha as suas fraquezas.
Até mesmo Sohui.
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O aroma de baunilha fazia-se presente na trilha um pouco desconhecida. jeongin corria com uma corda em mãos e um canivete no coldre da sua coxa direita. As calças apertadas atribuíam um aspeto deslumbrante ao ómega, a menos que ele não tivesse sangue na sua camisola bege.
Na verdade, o líquido ferroso não era seu, e sim de uma beta que tentou ajudar. Uma beta civil da máfia do Norte. A mulher estava grávida, mas, ao contrário de si, a barriga de cinco meses era evidente. Como alguém poderia permitir que aquilo acontecesse.
Entregou a ómega em segurança a um dos capangas conhecidos por si. Foi então que uma dor lacerante se apossou da sua marca.
jeongin esganiçou, com os joelhos agora contra o terreno sólido, as mãos na marca e lágrimas nos cantos oculares.
"— innie. — o chamado baixo e fofo provinha de hyunjin. O alfa lúpus, então, levou uma das suas mãos há bochecha do ómega, sentindo a maciez e quentura desta.
— jinnie... Hm?
As íris violetas chamaram a atenção do hwang, este vislumbrou da maravilhosa vista. Permitiu também que o seu lobo tivesse um contacto direto com o seu ómega, porventura o corpo humano tornou-se no corpo lupino. Os ossos modificaram, o som estridente destes a partirem soou e fez com que yang colocasse uma expressão dolorosa. "Aquilo deve doer", pensava.
— Lobinho!! — exclamou afoito ao observar por fim a presença do lobo de pelos felpudos. Os mirantes escarlates chamaram por si, imploraram pelo toque do ómega, do seu ómega.
hyunjin aproximou o seu focinho da barriga, ainda sem volume algum, do ómega e permitiu se sentir da colónia do pequeno feto que ainda se formava.
O lobo saltitou e uivou em euforia, ocasionando um riso breve e fofo da parte de jeongin. O loiro somente sorriu pequeno, não queria que aquelas boas memórias acabassem, não queria se ver sem o seu alfa. Queria experienciar mais daquele amor, queria cuidar do seu futuro filhote ao lado de quem mais amava. Ao lado de hwang hyunjin
— jinnie, será que as tatuagens são possíveis de se ver ainda? — indagou curioso analisando o semblante confuso do lobo. Este inclinou a cabeça sentando-se em frente ao pequeno lúpus.
— Acho que não, nunca cogitei nessa possibilidade. Porém, penso que não, uma vez que a minha pelagem é totalmente escura, algo que não permitiria ver o que está por baixo. — concluiu vendo o semblante de jeongin assentir tristonho. — Porquê, meu amor?
— Queria ver a tatuagem... A do meu nome...
— Vamos ter muito tempo para isso, innie. Prometo, hm?
— Promete ficar vivo! E que retornarás para mim! — um bico surgiu nos lábios finos e rubros. hyunjin quis rir e mordê-los, todavia assentiu e deixou que o seu corpo lupino fosse abraçado parcialmente.
— Prometo voltar, innie. Prometo!"
Em meio há memória doce, jeongin se ergueu com um semblante rígido e sério. Iria acabar com a sua parte, atrair Minjun e acabar com ele.
— JEONGIN!! — o grito de certa forma assustou o pequeno lúpus. O citado olhou para trás e se sentiu aliviado ao ver felix, Bang Chan e mais quatro alfas robustos.
— lixie. Channie! Conseguiram seguir a localização dela?
— jeongin... — a voz fraca de Bang atiçou curiosidade e uma pontada de desespero. yang deu dois passos para trás, totalmente atordoado com o cheiro de agonia que provinha dos dois amigos. Os aromas conjuntos causavam um perfeito estado de desespero em jeongin, e então felix segurou os seus braços benevolentes.
— O hyunjin foi capturado.
— Como assim?? NÃO, NÃO!
— jeongin, precisamos de outro plano! Urgentemente!!
— felix, o jinnie... — a voz entrecortada paro no caminho que iria trilhar e um soluço tristonho saiu, juntamente a algumas lágrimas desesperadas e à sensação incómoda no seu pescoço.
— Ela...
— E-eu não q-quero saber... Acabem com ela!! Eu q-quero o jinnie!
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— Qual é o teu objetivo com tudo isto? — questionou o lobo fechando fortemente as pálpebras ao ser puxado pela asquerosa coleira que a ómega o prendeu. Não ousou coxear, manteve a sua dor na para internamente para si.
A mulher riu, porém, não demorou muito tempo. Sohui parou ao sentir a dor crescente no peito. Os pontos mal feitos doíam conforme os seus passos. A feição ainda pouco pálida, juntamente aos lábios secos, diziam por si só o quanto a ómega estava em dor, proferiam silenciosamente o quanto aquela barata cirurgia mal empenhada foi perigosa. Sohui parecia decadente, contudo o seu timbre de voz seco e estridente continuava na sua garganta.
— Eu já disse. Mostrar que no final quem estava enganada eram eles e não eu!
— Não me refiro a isso, ómega! E sim ao facto de eu estar aqui agora, preso a esta maldita trela!!
— Caso o innie tente algo perigoso. — ao que o apelido carinhoso soou, hyunjin rosnou altivo mantendo a sua visão em frente. O seu olfato lupino captou os inúmeros cheiros conhecidos por si. No meio do breu e da mata selvagem, a equipa Alfa, sem o seu líder, encontrava-se a postos, armada e esperavam ansiosos por um sinal verde para atirarem contra a ómega e um alfa inimigo que caminhava atrás de si. — Estou a brincar, lobo! Bom, já sabes que o yang Duri é, também, um alfa lúpus, então é só juntares os pontos, caro hwang.
— Cogitas mesmo a possibilidade de aniquilar um lúpus com um alfa lúpus?! Sabes o quão perigoso isso será?! — indicou sério. Seria uma luta violenta caso ocorresse. Um lúpus contra um lúpus era um caos, uma Terceira Guerra Mundial, talvez. — Por que caralhos eu mataria ele?!
— Queres proteger o jeongin, não? Ou o resto da tua família, certo? Hm, bom... Tenho pessoas atrás deles, caso decidas negar o meu "pedido", infelizmente terei que acabar com todos eles! — afirmou encolhendo os ombros de forma nada amistosa. Sohui sabia chegar ao ponto fraco de alguém, mal sabendo que o ser lupino na sua frente reparava em cada detalhe, não deixando que nada escapasse aos seus sentidos.
— Tudo porque ele parou de te dar atenção após o nascimento de jeongin?
— hwang!! — advertiu cerrando os dentes. — Não sabes o que falas, sugiro que cales a porra da boca!!
— O teu comportamento só me atribuiu ainda mais certeza da minha fala. Lamento informar, mas nunca foste ninguém importante para o yang, até porque ele tinha um outro alguém, não é? Uma pessoa que se importava derradeiramente com ele e o filhote. Então, por que continuar contigo? — contestou imprudentemente. — Foi por esse motivo que criaste a EO, e agora a bloom. Para escapares da escuridão que os teus pensamentos te mantinham. Para escapares da triste realidade que é ao saber da verdade. Que ninguém nunca realmente te amou!
— Não!! — vociferou ufano. A mulher parou no caminho, puxou a trela e fez com que o lobo colocasse o focinho no chão, onde o pisoteou ferozmente, não adquirindo nada do golpe. Somente um revirar de olhos e um lampejo das íris escarlates. — Mudança de planos, em vez de yang Duri, mataremos o derradeiro motivo. yang jeongin!
— NÃO!
— Escolhe. yang jeongin ou yangDuri.
— yang Duri!
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