69

Só a sensação de perigo proporcionava um certo prazer a Yang Sohui. A ómega com um clip em mãos tentava avidamente destrancar a porta, não sabendo que do lado de fora, dois capangas preparavam-se para qualquer ato inesperado, como foi-lhes ordenado.

— Senhor Christopher? — chamou o rapaz beta pela escuta, ouvindo pequenos zumbidos e logo em seguida uma resposta confirmativa do outro lado. — Temos movimento no interior da cela da mãe do ómega do chefe! O que faremos?

— Como ordenado, usem o taser dado! Nada de armas de fogo, ou qualquer uma que lhe possa ferir exteriormente! Entendido?

Logo após confirmarem a ordem, os dois homens voltaram aos devidos postos. Felizmente eram os únicos que ocupavam aquela linha do corredor, ou não?

As botas pretas assolavam pelo chão, mantinham um ritmo potente e poderoso. No final do corredor, um alfa lúpus com as suas tatuagens nos braços há vista, arrastava uma alfa praticamente desacordada, os lábios trémulos e suor pela face. Contrariamente ao lúpus que com o seu maxilar trancado, assim como um rosto sério e sombrio, não esforçava para arrastar a usuária.

— Chamem a Senhorita Park Roseanne, até à sala 42. Agora! — rosnou. Os homens abandonaram os seus postos correndo em direção ao lado oposto, velozmente passaram a notícia, assim como viram Seungmin correr até à mesma sala, podendo avistar o último momento. — Innie.

— E-eu ainda estou a processar a i-informação... — respondeu utilizando ambas as suas mãos para agarrar o corpo do alfa. — E-eu não... Não me sinto bem...

— Innie! Meu amor, não! Jeongin! — e assim o loiro caiu desacordado e seguro nos braços de Hwang.

"- Appa? Vagando por uma estrada escura, Yang sentia-se pela primeira vez potente, no comando do sonho. Um cheiro a café intenso impregnou na rua ou floresta, Jeongin não sabia como distinguir, porém, logo o identificou. Uma cabana ao fundo da rua estava iluminada por tochas, o seu fogo visível a alguns metros de distância. A ligeira brisa estival corria por entre as árvores da região, entrando pela porta aberta, os feromônios um tanto quanto conhecidos por si acalmaram o seu interior. Contemplando a figura máscula e harmoniosa, Yang reparou então melhor nos detalhes do alfa. Alto, os cabelos ruivos caídos, olhos focados, e um sorriso divertido no rosto. — Innie! Meu amor!! — pego desprevenido, Jeongin recebeu um beijo casto e doce na bochecha direita e foi rapidamente girado na direção do ruivo. — Como foi o trabalho? — Trabalho? — indagou deveras confuso. As leves pálpebras cerraram-se e logo começou a pensar. Porém, nada lhe ocorria. — Oras, Innie! — Riu. — Disseste que os pequenos da tua turma estão a comportar-se melhor! Então como foi hoje? — Pequenos? — pensou. Seria Jeongin um professor infantil naquele sonho? Um sonho estranho. — Oh, sim, foi bom! — concordou sem nem mesmo perceber. — Trouxe a Jiwon de volta. O Felix disse que o Channie estava quase a ter o seu cio, achei seguro a trazer! — Jiwon? — indagou o ómega mentalmente, todavia nem sequer teve a oportunidade de argumentar contra, ou de colocar as suas questões, uma menina pequena, cabelos loiros, bochechas finas, e lábios cheios, apareceu com as suas vestes de criança. — Appa Innie! Appa Innie!! — a animação contagiante, acabou por fazer Yang sorrir em direção há menina que logo pediu-lhe colo e assim foi feito. A aparência da menina era uma mistura do Hyunjin junto ao ómega lúpus, e a personalidade igualmente dividida. O jeito animado e contagiante de Jeongin, o modo protetor e desconfiado de Hyunjin. — Olha o que o vovô me ensinou a fazer!! Um objeto de madeira foi colocado na visão do ómega que rapidamente não perdeu tempo em o pegar. Um cisne, de tamanho médio, feito de madeira polida e envernizada, era branco e com detalhes em preto, lembrando um pequeno peluche que tinha em casa quando era menor, repentinamente sentiu-se tonto, porém logo fora tomado pelos braços do seu alfa. A cor voltou-lhe à face, e um sorriso desenhou-se-lhe nos lábios. Hyunjin prontificou-se e aumentou gradativamente os seus feromônios ao observar a respiração acelerada do ómega, deixou um beijo nos cabelos também loiros e apontou para o fim da escadaria da cabana. — Appa... — sussurrou. — E omma?!

- Meu pequeno Innie!!! — exclamou a ómega claramente em falsa animação, pois ao colocar as mãos em frente ao corpo foi possível ser avistado algemas nas suas mãos, estas as prendiam e mantinham a ómega impedida de realizar qualquer ataque que fosse. — Hyunjin!

— O que foi ómega? — o lúpus respondeu em desprezo, estalando a língua no céu da boca. Nem sequer olhou a mulher que lhe observava raivosamente.

— ...

— Acho que é a minha vez de falar, não? — dando dois passos para a frente, Yang Duri atirou a mulher das escadas, não de modo que ela rolasse, mas sim que ela corresse para não cair. — Ouve-me com atenção, Jeongin.

— Mas...

— Retira todos os pensamentos que tu tens, ou teorias que a tua mente criou durante estes anos todos. O que o homem, senhor Choi, quis dizer é que tudo é ilusão. Tudo!! — comentou sem pausa, respirou fundo e viu o filho nada exibir. — No fundo, tu sabias, apenas fingias não acreditar!

— COMO EU IRIA SABER?! — gritou desacreditado. — Como eu iria saber que a minha própria mãe, em quem eu tanto acreditei, matou o meu pai? Que foi ela quem abusou psicologicamente de mim e ainda por mais me vendeu para uma merda de um leilão??

A cabana herdou um silêncio aterrorizante, as árvores balançavam agressivamente, conforme o vento que se tornava ainda mais cedo e impenetrável.

Yang Jeongin estava abismado, ele esperava receber qualquer outra informação sobre a sua mãe e o seu passado, não os factos já antes ditos.
A situação não era esperada, o sonho parecia diferente. Algo estava errado.

Sohui estava quieta, como um fantasma, parecia que a sua presença nem havia sido requisitada.

— Quando eu disse para confiares somente em ti próprio, eu falava a sério. Contudo, tu passaste a confiar em outro alguém... — olhou Hyunjin, que segurava a filhote nos braços, impassível entre sair da cabana e salvar os seus amados ou desafiar Duri. Hyunjin então deu um passo em frente e colocou Jiwon nos braços de Jeongin.

— Ao menos fui eu quem esteve aqui para o defender dos espaços e situações que o colocaram!! — rosnou. — O Jeongin sabe ao menos do que aprontaste? Da porcaria que fizeste enquanto traias a tua esposa?! Ele sabe que...

— HYUNJIN!!! — Yang gritou estupefacto, os punhos antes cerrados foram contra o chão junto há pequena menina que antes estava no seu colo. — Jinnie. Não, não!!!

— Appa Hyun.

O corpo fervente do Alfa lúpus manchava o piso madeirado com o seu sangue que jorrava da ferida da bala introduzida no seu abdómen. Hyunjin ria em meio há dor. Porém, antes mesmo que pudesse acrescentar algo mais, outro tiro atingiu a testa do ruivo. Yang Sohui quem acabou de vez com a vida de Hwang Hyunjin."

Bạn đang đọc truyện trên: AzTruyen.Top