58

Jisung caminhava rapidamente pelos corredores do galpão, a sua mente a mil e parecia querer matar quem quer que observasse no caminho. Tinha a perfeita consciência de que se lembrava daquela informação, ou que já havia visto o homem em qualquer lugar. Porém, ainda relutante, tentava confirmar se aquela informação era verdadeira ou falsa, pois não poderia acusar ou trazer o alfa para o centro da missão sem provas.

Chegando ao seu destino, o ómega abriu a porta com força, fechando-a da mesma forma assim que entrou. Todos estavam ali, exceto por Hyunjin e Jeongin, era o último dia do hut do alfa lúpus e segundo o Yang, parecia estar a acalmar gradativamente somente naquele dia.

— Wow... Aconteceu algo, Hannie? — interrogou Minho aproximando-se do noivo. — Hm? Amor?

— Lembram-se do leilão?! — os presentes assentiram em confusão. — Lino, o velho que me socorreu quando levei os tiros, relembraste dele?

— Sim... O que queres dizer? Viste-o? — levantou o cenho dirigindo o ómega a uma cadeira, todavia o menor negou querendo ficar de pé visualizando todos os presentes.

— Hye Duri!

— Duri... — Felix repetiu arregalando os olhos. — YANG DURI!

— Eu não pensei nisso quando ele nos disse o seu nome, mas agora que entendo, e percebo o caso do Jeongin, é que me apercebi de tal coisa! — começou. — Ele ajudou-me, mas pelas fotos que mostraram não parece ser o mesmo...

— Verdade. Por isso que nunca cheguei a pensar nessa opção. O nome poderia ser familiar, mas muitas pessoas têm o mesmo nome! Tal como sou o Minho, poderá haver outro! — comentou o alfa loiro ganhando acenares de outros.

— Vamos ver primeiro! Seungmin, por favor, pesquisa sobre Hye Duri. Quanto mais cedo tivermos informações, melhor será para o futuro!

— A menos que a pasta ou ficheiros não existam! Ou que o nome seja falso! — apontou Seungmin dirigindo-se à sua mesa de trabalho alongando o pescoço e mãos. — Poderá demorar, revejo o cavalo de tróia, então...

— Ainda? — cansado, Lee perguntou sem querer ser rude, porém o modo como havia falado, devido ao cansaço, fez com que soasse rudemente e de modo estúpido. Tal ato fez com que Seungmin olhasse para o mesmo com uma sobrancelha erguida, e antes de conseguir dizer algo, Seungmin interrompeu.

— Se achas assim tão fácil porque não o fazes?!

Um silêncio abordou a sala imediatamente, os rostos tensos que se apoderaram na face de todos foi o suficiente para que Bang se levantasse e suspirasse bastante audível.

— Ok. Ok. Primeiro precisamos de respirar fundo, todos e manter a calma! Seungmin, o Felix não suou rude e nem teve essa intenção, e eu sei que poderás ter percebido isso! Estamos todos cansados, eu percebo, sem o Hyunjin aqui parece que tudo ficou no nosso encargo, então por favor sejam mais compreensivos! Não apenas vocês estão, mas como todos os aqui presentes!

A sentença foi o fim para a tensão diminuir. As palavras de Bang estavam simplesmente corretas, nenhum requisito de falsidade estava presente, isso foi o suficiente para que Seungmin e Felix se desculpassem apenas com o olhar. Assim, seguidamente, Changbin olhou para Minho e Bang.

— Temos informações sobre a carrinha! — começou vendo o cheiro do outro alfa ficar mais forte, não pelo seu hut, mas sim pela raiva que começava a se fazer presente. O semblante sério ficou mais presente na cara do alfa, este sentou-se próximo aos dois alfas e observou pelo canto do olho Felix aproximar-se de Seungmin e Jisung. — Há dois históricos de compra! O primeiro em nome de Jeong Minjun, e o outro Yang Duri!

— Não faz sentido... Se Hye Duri fosse Yang Duri, ele não compraria o carro no, possível, nome falso? — indagou para os dois alfas. — Todavia, ainda não temos a certeza, quando assim a tivermos iremos mais a fundo com novas pistas!

— Credo... Falando assim parece que somos polícias! — repudiou Minho com um semblante de nojo, negando veemente.

— Diferente dos polícias, nós resolvemos os casos e não deixamos os culpados impunes! — respondeu Felix virando a cabeça somente para responder a Lee. — O que nos difere bastante... Protegemos ómegas, alfas e betas. Temos regras infinitas que comparadas com as deles são melhores, em termos de tudo. E a proteção que damos aos cidadãos poderia ser considerada a melhor e a mais segura que tudo o resto! Ao contrário deles, nós não ficamos sentados enquanto pessoas sofrem!

No dia do sequestro de Jeongin;

Localização: Celeiro

A pouca luz apresentava um ambiente assustador a alguns, enquanto a outros dava um aspeto tranquilizante, e ao alfa ali despojado na cadeira podre com certeza era a segunda opção. O semblante por baixo da máscara era sereno, como se não temesse nada. Já Jeongin tinha o seu semblante sério e frustrado. O cheiro conhecido por si, porém não conseguia identificar exatamente a pessoa, a sua cabeça doía e a pobre mente baralhava-se em confusão.

— Está tudo bem, Innie? — indagou o alfa após minutos torturantes de silêncio. — Indisposto talvez?

— Eu diria que serias tu quem está indisposto! Ele vai capturar-te! — afirmou entre dentes rosnando baixo, porém logo se deteve ao ver o homem sair da cadeira arrastando um pedaço grande de aço. O som do material foi o único que prolongou durante alguns segundos até que o alfa se aproximasse minimamente da jaula.

— Quem me dera que eu estivesse apenas indisposto. — retorquiu o alfa rindo brevemente. — Mas parece que é por ser frio e insensível! Modificou-me completamente. Desde o dia em que fugiste!

— O-o quê...? Eu conheço-te... Mas não és o...

— Oh! — espanto rasgou a face do alfa, todavia este apenas riu alto soando irónico. — Meu querido Jeongin, infelizmente não posso ainda retirar o meu disfarce! — apontou para as próprias vestimentas de cores negras. — Não está na hora...

— Hora de quê?! Do Hwang te achar e esmagar-te em pedaços?! — cuspiu as palavras sentando-se no chão. — Ele vai-te matar e eu vou amar ver!

— Deves estar doente! — supôs o homem antedando-se perto das grades, ainda a uma distância mínima para que Jeongin não conseguisse descobrir a sua identidade. — Ou aquele lúpus de merda enfiou-te assim tanta coragem?! Bastaram uns meses e já estás assim?

— Não sabes contar? — provocou erguendo a sobrancelha. — Na verdade, foi exatamente um mês. Um! — ergueu o dedo na cara do alfa, e totalmente desprevenido, este foi agarrado com brutidão e puxado rapidamente contra a grade, prendendo o ómega lúpus ali.

Seguidamente, o homem dobrou calmamente a mão do ómega, fazendo com que um pequeno grito de desespero saísse pela sua garganta.

— Hm? Sim, Innie? Algum problema? — fingiu virando a cabeça de lado e revirando mais a mão. A sua intenção, pelo menos naquele momento, não era partir a mão do lúpus, e sim explicar-lhe algo naquela situação. — Oras, não pareces assim não valente quanto parecias há pouco!

— SOLTA-ME!! — rosnou fino deixando um pequeno gemido de dor transparentar. Os seus feromônios pareciam estar a obedecer ao seu corpo, tanto que a abundância em abundância fez com que o alfa soltasse a sua mão, na mesma velocidade que a agarrou, e tapasse o nariz fortemente.

— Merda! O sedativo não fez efeito?!!

— O meu lobo é mais forte que qualquer coisa que possas dar! Se achas que sou recessivo como antes enganaste! — sorriu cínico vendo o alfa afastar-se em direção aos portões, todavia parou a meio do caminho, virou-se para trás e sorriu por baixo da máscara.

— Iremos nos encontrar brevemente. E se eu fosse a ti, não confiava naquele lúpus tanto! — cuspiu desaparecendo pelos portões em seguida.

A respiração de Jeongin ficou despolarizada, o ómega sentou-se e fechou os olhos suspirando alto, as lágrimas que antes eram forçadas a não cair, finalmente saíram em pouca abundância.

Por que estava a chorar?

Por que se sentia fraco?

Quem era aquele alfa?

Por que a última frase do alfa o fez desconfiar?

Ele não confiava em Hyunjin? Sim. Confiava com todo o seu coração. Não iria virar as costas ao seu amor e coração. O alfa ajudou-o, fez com que a sua autoconfiança voltasse, com que a sua autoestima subisse, e principalmente deu-lhe um bom lar, um amor, e uma família.

— Família... — sussurrou juntando os joelhos ao peito. — Jinnie...

Um som estrondoso fez o ómega assustar-se e pular levemente no pequeno recinto. Cerrou os olhos e constatou a madeira forte tremer, os portões.

— Jinnie?! — gritou colocando ambas as mãos nas grades e levantando-se com o apoio de tal, esqueceu-se totalmente da pequena pontada de dor na mão, estava esperançoso de ser a sua família. — Meninos?

O portão, por sua vez, não partiu, mas a madeira abaixo quebrava lentamente com as pancadas ali desferidas.

— Chanchan?? — viu o alfa aproximar-se rapidamente seguido dos outros. — O Jinnie?! — percorreu o seu olhar euforicamente pelo espaço sentindo o aroma forte do alfa, todavia provinha do lado de fora. — Lixie... O Jinnie!!

— Calma, Innie! Por favor! — respondeu afoito, procurando junto aos outros por algum molho de chaves, ou a chave, para abrir a pequena porta da jaula.

— O Jinnie. Onde ele está? — indagou agarrando a mão de Jisung que parecia procurar algo pelo chão perto das grades. O movimento desesperado acabou por fazer com que o outro ómega recuasse minimamente assustado.

— Jisung, acalma-te! Por Deus! Aconteceu algo? Estás bem??

— E-eu... Eu estou bem! Sim! O Hyunjin?

— ACHEI A CHAVE! — gritou Minho correndo até à pequena porta. A mesma estava levemente enferrujada, levando ao Lee alguma dificuldade para girar o objeto na fechadura. O seu semblante sério e a força, fez com que em poucos minutos o Jeongin corresse para fora do recinto. — ESPER... A chave partiu...

— Como? — sibilando algo, Lee arregalou os olhos ao puxar o objeto e somente voltar metade deste. — Wow... Esperem... Estás a sentir isto?

— O quê? — farejou o ar junto aos amigos. — Acho que reconheço este cheiro...

— Do leilão!! 

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