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Desejo é um estado mental em que um indivíduo almeja algo. É visto como uma atitude proposicional em relação a estados de coisas concebíveis.
E, agora, longe um do outro, Hyunjin tratava de chamar o outro lúpus entre abafos e pequenos gemidos, este que continha uma expressão envergonhada no seu quarto junto a Jisung e Seungmin. Porém, sem sucesso. Os corpos ferventes necessitavam de toques, de beijos, de uma intensidade absurda.
Nos períodos de cio, um alfa necessita de um ómega, assim como um ómega necessita de um alfa — explicitando apenas este caso, pois ainda há outros. As dores no ventre apenas cessariam se ambos estivessem juntos, se alguma relação sexual fosse realizada. Caso nada aconteça, o alfa e o ómega sofrem de dores constantes, apenas se não tomarem supressores, até que o parceiro ou parceira os resolvam ajudar.
Os sons que saiam do quarto de Hyunjin eram obscenos, o nome do ómega saia incansavelmente, assim como as batidas e socos na porta de madeira, "pedindo" aos amigos que o deixassem sair.
— Felix...
— Não, não e não! — negou sério, voltando-se para o namorado nervoso. Bang estava encostado há porta do quarto de Hyunjin, pensando seriamente se o outro planeava partir a porta pela forma em que este a socava. — O Hyunjin está fora de controle, se ele coloca as mãos no Jeongin, sabe se lá o que irá acontecer.
— É imoral da nossa parte fazer isso, Lixie! — apontou Minho finalmente cruzando os braços. — Eles amam-se, e mais uma vez, vocês sequer perguntaram ao Jeongin o que ele queria!
— Oras, não é como...
— Não foi o que vimos quando saímos do celeiro! E, digo mais, já está na hora, não? Eu sei, e entendo, antes que digas o oposto, o que o Jeongin passou, não retiro essa conclusão de ti. Mas, e se o Hyunjin mostrar o lado bom do amor ao Innie? O Hwang que conheço jamais, mesmo sendo o lobo que o controla agora, ele jamais colocaria ou faria algo que magoasse a raposa. Entendes?
O ómega nada falou. Lee estava certo, enalteceu as capacidades e o controle que Hyunjin tinha mesmo naquelas situações, lembrava-se claramente de quando o lúpus passeava em casa em pleno cio, isto quando não tomava supressores.
Mesmo pensando na hipótese de Jeongin negar tal coisa, mesmo uma dor excruciante e aguda trespassou-o como um punhal, Felix não poderia negar, estava hesitante e receoso, todavia teria que deixar todos os sentimentos negativos de lado. E, como uma pequena distração, ouviu Hyunjun ditar-lhe do lado de fora.
— Vamos, traz a minha raposa! — afirmou o lobo baixo, sem qualquer requisito zombeteiro ou malícia, queria apenas enterrar o seu rosto na clavícula de Jeongin e ficar ali por horas. Mesmo que não pudesse aliviar-se, Hyunjin somente queria a presença do ómega, e começava a sentir-se desconfortável sem isso. — Jeongin... — sussurrou o nome mais uma vez, farejando o ar entorpecidamente.
— PARA, SEU LOBO CHATO! — gritou Bang socando fortemente a porta do quarto. — Assim, conversem com o Jeongin, se ele não entender o que está a acontecer, expliquem resumidamente! Ok?
O alfa e o ómega, decidiram, então, que por fim seguiriam até ao quarto em que Jeongin estava hospedado durante aquelas poucas horas, já que haviam decidido retirá-lo do quarto habitual por ser muito perto do de Hyunjin.
Todavia, de nada adiantou, o cheiro do ómega chegava a todas as partes da mansão, e sendo um lúpus, o seu olfato era mais apurado que o de todos os outros. Já dentro do outro quarto, os dois rapidamente receberam a devida atenção do ómega lúpus, seguidamente dos outros dois amigos.
— C-como ele está? — indagou levantando-se repentinamente da cama. As suas pernas ficaram levemente bambas ao sentir o cheiro do alfa ficar ainda mais forte, para atrair Jeongin até si. — Hm?
— Precisamos de ter uma conversa antes de tudo. Sabes o que é o cio? — indagou Felix calmamente, viu o ómega assentir devagar. — Então, suponho que saibas o que está a acontecer com o Hyunjin! Ele...
— Ele chama-te! — ditou Minho com um tom de voz eficientemente alto, para que todos no cómodo o ouvissem. Jeongin tornou o seu olhar para o alfa, os olhos levemente arregalados e a boca entre aberta. — Calma! Não é o que pensas!! — levantou as mãos negando.
— E-ele...?
— Não! O Hyunjin jamais faria tal coisa sem a tua permissão!! Ele só deseja a tua companhia, o teu cheiro, e as tuas palavras. Se algo acontecer, irá ser apenas com o teu consentimento, espero que tenhas isso em mente!
— Mas, por que eu? Por que ele gosta de mim? Ou parece gostar? Sei porque eu o amo. Mas... sinto que não o mereço. Porque tudo o que está a acontecer é por minha culpa! — suspirou mais uma vez, sentindo-se confuso. Todavia, o grupo de amigos presentes disparou fogos de artifício nos seus interiores, Jeongin havia acabado de dizer que amava o Hyunjin, e o lúpus com todas as certezas ouvira aquilo.
— Innie, eu somente posso dizer que a tua chegada mudou drasticamente o Hyunjin. Ele almejava conhecer a sua cara-metade, a sua alma gémea, porém parecia nunca a encontrar, e então simplesmente desistiu de tal coisa, até chegar! E o que está a acontecer, poderia muito bem acontecer com outras pessoas, e não remoas a tua mente e culpes-te por tal coisa, Innie! Não é tua culpa, e sim a do impostor que está a fazer isto! Certo, eles estão atrás de ti, mas isso não significa que a culpa é tua!
— O Felix tem razão, vamos, para de pensar nessas idiotices! Quem quer que seja, estará muito bem mortinho assim que Hyunjin o conhecer! — afirmou Jisung por sua vez sorrindo confortante para o ómega lúpus.
— Confio no Hyunjin, mas é bom para ele eu ir? Não ficará com dor?
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Jeongin hesitou, e olhou Felix e Minho, que já o olhavam com requisitos de, também, hesitação, mesmo assim conseguia sentir o encorajamento e conforto dos olhos de ambos.
— Qualquer coisa liga-me, ok? O Hyunjin não fará nada que tu não queiras! Isso posso prometer-te!
Com aquelas últimas palavras, Jeongin assentiu prendendo o ar ao finalmente abrir a porta e acenar para Felix, fechando a porta atrás de si, Yang sentiu-se inebriado com o cheiro amadeirado. Estava por todo o quarto, e chegava às suas narinas intensamente e com devoção cheirou o ar mais subtilmente, como se desejasse experienciar tal coisa a sua vida inteira.
Com o seu sorriso subtil, Hyunjin, observou meticulosamente o ómega. Sentia-se profundamente interessado. Interessado pelos pensamentos do loiro. Este que parecia tímido, uma vez que olhava os cantos do quarto, parando na marca que Hyunjin havia feito há dias atrás, as garras do lobo.
— Vamos, anjo, eu não irei fazer nada! — sussurrou perto da orelha do loiro, acabando por o assustar e arrepiar no mesmo segundo. Os pelos finos do pescoço acabaram por ficar eriçados, assim como a pele do mais novo estremeceu. As setas de astúcia passavam-lhe ao lado. Uma respiração entrecortada apartou-lhe as pétalas dos lábios que estremeceram. O suor fervente escorreu pela sua espinha, e agitou todas as suas células ao observar o ómega virar-se na sua direção.
Era maravilhoso observá-lo. Com o seu belo rosto, as suas bochechas levemente encarnadas, os lábios levemente entreabertos, e os olhos cheios de inocência, agora, com as íris levemente arroxeadas.
Repentinamente, Jeongin sentiu necessidade de falar. O silêncio palavroso perturbava-o, assim como o olhar que Hyunjin predadormente lançava a si.
— B-bom...
— Já te disseram o quão doce é o teu cheiro? — afirmou de repente, e Jeongin pôde aperceber-se do seu rosto pegar fogo com tais palavras intensas. A voz grossa fez os seus pelos se eriçarem mais uma vez, e assim que viu Hyunjin caminhar mais uma vez até si, em passos pequenos, uma vez que a distância era curta, sequer recuou.
E, vendo tal ação como um consentimento, Hwang aproximou a sua mão da bochecha do ómega, sentindo o quente do seu rosto, as dores haviam cessado lentamente, menos a tensão e a excitação, esta que com o cheiro havia aumentado. Com o polegar fez uma trilha invisível, desde o nariz até ao canto dos lábios finos de cor rosada, e ali parou o seu olhar e os toques. Sentindo-se num impasse, Hyunjin sorriu artilheiro assim que o olhar de Felix desceu sob o seu abdómen desnudo de qualquer vestimenta. As tatuagens ficaram mais uma vez visíveis, e sem nem se aperceber, tocou a do lobo, aquela que Hyunjin havia falado, iria colocar o nome do seu parceiro ali, abaixo do cós das calças. Se Jeongin visse que ela estava completa, surpreenderia se.
— Yang Jeongin.
O citado rapidamente olhou para as íris vermelhas, sem qualquer vestígio de medo, vergonha ou hesitação. Parecia submerso aos toques, tanto que fechou os olhos por longos segundos enquanto Hyunjin passeava com a sua mão pelo seu torso, nem se apercebendo que o ruivo colocara ali a mão, por entre as suas vestes.
— Posso?
— Ainda perguntas?
A resposta havia feito com que um sorriso de lado crescesse na face de Hyunjin, e sem esperar mais nenhum segundo ou minuto, atacou os lábios do ómega, sentindo o mesmo ofegar pela sua rapidez. Adentrou, com avidez, a cavidade bocal de Jeongin, explorando cada canto da mesma.
Jeongin sentia a sua pele queimar, por onde as mãos de Hyunjin passeavam, deixava um aperto que queimava em excitação. Queria explorar todas as partes do corpo do ómega, passear e tatear todo o seu corpo, enterrar-se nas coxas do mesmo, e para além de tudo, tomá-lo para si.
— Confias em mim, Innie? — levou a mão até ao rosto angelical fazendo carinho, e esperou com desejo a resposta do menor. Os olhos vermelhos de Hyunjin encaravam o ómega com intensidade e devoção, como se quisessem devorá-lo ali mesmo.
— Confio.
Yang entendia o que precisava fazer, e estava disposto a tal, sabia que Hyunjin não era como os homens que já o abusaram e estava preparado para se entregar a uma pessoa que amava, há primeira pessoa que já amou. E era por isso que Yang iria se entregar àquele amor de alma e corpo.
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