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— Hyunjin?
O lúpus piscou várias vezes, tentando ao máximo afastar todos aqueles pensamentos assim como memórias. Tudo rondava à volta da morte da sua mãe, do que o seu progenitor lhe havia dito e principalmente Jeongin. Não poderia deixar que aquilo acontecesse com o ómega lúpus, ele não poderia envolver ainda mais o loiro naquele assunto. Afinal, pelo que havia entendido, o porquê de aquilo se estar a repetir era por conta do seu passado, da sua felicidade atual e de Minjun. O alfa, líder da máfia do Norte, queria arrancar tudo se si, como fez com o seu progenitor há anos atrás. E isso tudo porquê? Para ter mais poder? Para matar a família Hwang lentamente?
— Innie... — Jeongin colocou-se à frente do lúpus com dificuldade, já que ele ainda estava na mesa de jantar sentado enquanto olhava para um ponto fixo. — Hyung... O que se passa? Hm? Hyung.
— Anjo. — foi tudo o que o alfa disse antes de trazer o ómega para o seu colo, abraçando-o apertadamente, pouco se importando para o que havia ao seu redor, Hyunjin fechou os olhos. O ruivo sentiu-se apavorado com a ideia de perder o ómega assim como perdeu a sua mãe. — Por favor, fica comigo.
— H-hyung... Eu não vou fugir... — sussurrou, retribuindo o abraço ainda confuso. — Nunca. Nunquinha!
— Eu ainda preciso de ti... Por favor... Eu...
— Hyunjin?
Jisung entrou na sala, arregalando os olhos para a cena há sua frente. O lúpus parecia fazer de tudo para não deixar as lágrimas saírem. E por mais que quisesse desabar, manteve a calma, os seus feromônios não podiam ficar descontrolados, não enquanto Jeongin estivesse ali.
— Preciso de um momento. — resmungou, retirando Jeongin com todo o cuidado do seu colo. — Desculpa-me por isto. Não era para eu...
— Está tudo bem, hyung! — o menor sorriu abraçando o lúpus. Pela segunda vez, Jeongin tomou a iniciativa, pressentia que o alfa precisava de um apoio naquele momento. Hyunjin parecia triste, prestes a desabar, não o fazendo por conta do seu ego ou com medo que o vejam a ser fraco.
Jisung sorriu saindo dali junto aos capangas presentes, deixando por fim os dois sozinhos.
— Eu não sei o que se passa, Hyun. Mas, estou aqui. Tens me ajudado e prometeste que cuidarias de mim, então vou retribuir essa promessa. Estou aqui, hyung. Mesmo com os meus problemas, com os meus traumas, vou-te ajudar também. Quero ser um porto seguro de alguém, de ti, assim como tu és o meu... — disse a última parte, envergonhado, deixando Hyunjin de olhos arregalados. Havia mesmo ouvido, certo? — Não digo isto por dizer... Hyung, obrigado!
— J-jeongin...
— Tudo vai ficar bem, hyung!! Mesmo não sabendo o motivo de estares assim, tudo se resolverá no seu tempo! E eu estou aqui, hyung, nunca sairei!
Não esperando mais, Jeongin puxou Hyunjin para baixo, deixando um beijo na sua bochecha direita e correu para fora do cómodo, deixando para trás um lúpus inconformado com o que havia acabado de acontecer.
— E-ele...
— O Jeongin acabou de desconfigurar o Hyunjin! — apontou Minho enquanto ria histericamente para a situação que acabara de ocorrer assim que colocou os pés na sala de jantar. — Jeongin virou o meu favorito dentro desta casa!
— Então vai ter com ele, seu idiota! — exclamou Jisung revirando os olhos pronto para sair do cómodo, porém fora agarrado por Minho. — Minho, seu idiota, larga-me!!
— Meu amor!! Era brincadeira!!
— Idiota.
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"— JEONGIN, MEU DEUS!! — Felix gritou assustado com as mãos na boca olhando o ómega lúpus, o citado estava vermelho tentando esconder a sua vergonha. — E saíste? Sem mais nem menos?!
— Sim... — sussurrou colocando um bico nos lábios.
— Mas também... Já beijaram, um beijinho na bochecha não é nada! Jeongin! Para a próxima dá-lhe um beijão! Daqueles de tirar o fôlego, certo? Se não fizeres isso, eu corro atrás de ti e tento matar-te com uma caixa de gatinhos!!
— Hyung... — resmungou envergonhado colocando a cabeça sob a coberta de Felix, o ómega riu alegremente. Observar os dois assim tão perto fazia o coração de Lee se aquecer, observar Hyunjin cada vez mais apaixonado, assim como Jeongin, era como se sentisse na pele de um cupido.
— Tudo bem, tudo bem! Mas...
— Já entendi, hyung! V-vou para o meu quarto! — exclamou rapidamente saindo do quarto numa velocidade absurda.
Yang seguiu pelo corredor remoendo-se mentalmente, estava num impasse, desejaria boa noite a Hyunjin ou não? Ia até ao ruivo ou não? Ou seria idiota da sua parte após o que fez?
Não notando o alfa há sua frente, Jeongin acabou por se esbarrar com o Minho, porém não com muita força, então o seu corpo apenas foi uns centímetros para trás.
— H-hyung...
— Estava à tua procura! — exclamou com um sorriso brilhante no rosto. — Ya! Que beijão foi aquele?! Menino.... Desconfiguraste o Hyunjin totalmente!!
— M-minho... E-eu... — sendo interrompido por um rosnado, Jeongin encolheu-se totalmente assustado com o que acabara de ouvir. — O-o que... — outro rosnado pôde ser ouvido. — H-Hyunjin...
Um lobo preto apareceu na visão dos dois que estavam no corredor, o animal parecia furioso, com as presas de fora junto às garras, os rosnados que saíam da sua garganta, agora, assustavam o ómega lúpus.
Perto demais, perto demais.
Essas duas palavras repetiam-se na mente do pequeno ómega indefeso naquele momento. Hyunjin parecia raivoso na sua direção e como se a situação não pudesse piorar, Yang Duri apareceu atrás do lobo com um sorriso de lado na direção de ambos os seres.
— Eu já disse, Jeongin, sei controlar lobos e pessoas. E este teu idiota aqui... — apontou para o lobo preto, este olhava pungentemente para Jeongin. — Não é diferente! Voltarei a dizer... esconde-te bem, Jeongin. Porque irei atrás de ti, vou matar o teu alfa e retirar-te-ei tudo o que me tiraste durante estes anos todos!
— P-porquê? — indagou relutante.
— Ainda tens coragem de perguntar o porquê?! ACORDA, JEONGIN! Eu podia ter tido sucesso, poder, e poderia ainda estar bem da vida! Mas, não!! Tu arruinaste tudo! Tudo! Tiraste-me a vida! Fizeste ela um inferno nos meus anos de vida, achas que eu deixaria isso no passado?!
— E-eu não tenho culpa! Eu não possuo o poder de virar alfa! — bradou altivo. Pela primeira vez, Jeongin, levantou a voz para um alfa, podendo em seguida sentir as consequências disso. Um tapa. Um tapa fora desferido contra a sua bochecha. Como Duri havia chegado ali tão rápido?
— Vais arrepender-te de tudo! Boa sorte!
— HYUNJIN!! — gritou Minho vendo o lobo correr em direção ao ómega..."
— JEONGIN!!
Acordando assustado com o recente grito, Yang deu um leve pulo com os olhos arregalados, a sua feição amedrontada, os lábios secos e os fios de cabelo colados há nuca e testa deixavam o rapaz numa situação completamente desolada.
— Innie. — por fim o alfa chamou recebendo aquele par de olhos totalmente perdido, o olhar que ele não gostava de ver no ómega. — O que aconteceu, anjo?
— ...
— Innie, o que se passa? Hm? Foi um pesadelo, o que aconteceu? — nada mais foi dito, Hyunjin foi pego desprevenido mais uma vez ao sentir os braços do ómega rodearem o seu pescoço, em seguida ouviu fungar e sentiu o seu pescoço molhado. — Innie... Não chores... Por favor...
— E-eu não aguento mais... — proferiu choroso. Jeongin estava confuso, nada parecia fazer sentido. E assim como Hyunjin, nenhuma informação parecia ser assimilada, tudo aquilo parecia um monte de fios emaranhados.
— Não digas isso! Não podes desistir, meu anjo! Jamais!
— E-eu não entendo, Hyun... Não entendo se ele voltou ou não! Eu preciso de me esconder. Ele vai-me achar e eu vou morrer!!
— Jeongin! — chamou, vendo o ómega desesperado e totalmente sem noção olhar em volta depressa, como se algo, naquele momento, fosse entrar no quarto. - Meu amor!! — agarrou na face do lúpus, aumentando o seu cheiro. As pupilas dilatadas de Jeongin, os olhos a mesclar entre um castanho e roxo fizeram o alfa arregalar os olhos mais uma vez. — Acalma-te! Por favor!!
— Ele voltou! Ele está vivo!!
— Eu sei, meu amor, eu vou proteger-te! — e assim uniu os seus lábios aos do ómega, num beijo carinhoso e sem qualquer malícia. — Eu amo-te! — proferiu por fim unindo as testas. — Eu amo-te, meu amor!
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