17
— Innie! — chamou a mulher de cabelos longos com um sorriso lindo na face. O menor olhava para a mesma confuso. — Vamos, conta-me!
— Não entendo, omma! Contar o quê? — indagou olhando a progenitora sentar-se ao seu lado no extenso sofá, este que nem sabia de onde era, já que nunca o havia visto.
— Oras! Não te faças de inocente, filho! Quem é aquele alfa bonitão?
— Hm? Quem? — apontando para trás, Jeongin virou-se vendo Hwang Hyunjin ali parado com um sorriso estranho na cara, aquele sorriso sinistro que o homem, que se considerava appa, mostrava. — Hyunjin hyung? O que...
— Vamos embora, Jeongin!
— O-o quê? Para onde? E-eu... — pego desprevenido, Jeongin gritou ao ter o seu braço agarrado fortemente pelo ruivo, este que não falou nada. — OMMA! PARA, HYUNJIN!
— VAMOS, JEONGIN! AGORA!
— N-não!
— Nem tudo é o que aparenta ser, Jeongin! Acorda!
Sendo jogado brutamente contra a parede fria, Yang choramingou olhando para cima outra vez. Agora não era apenas Hyunjin, mas também Yang Duri. O homem ria das expressões dolorosas que o menor fazia, o lúpus mantinha-se sério olhando o menor de cima a baixo.
— Sabes, Jeongin, é muito fácil controlar tudo facilmente, até um alfa lúpus. Precisamos meramente de ir até ao fundo do passado da pessoa, descobrir as suas cicatrizes e rompê-las, para que assim os seus medos se desencadeiem. — começou fazendo o loiro olhar confuso para o mesmo. Onde ele queria chegar com aquilo?
— Todos têm segredos, uns escolhem guardá-los a sete chaves, outros confiam nas outras pessoas para contar-lhes. Mas assim que dizem, esquecem-se de que dão uma faca à pessoa, para que esta possa-te apunhalar pelas costas quando quiser.
— O-o que queres dizer com isso? — indagou engolindo em seco ao ver o ruivo dirigir-se a si. — Hyunjin...
— Corre, Jeongin! Foge daqui!! — afirmou altivo.
— O quê? — dando passos para trás, o lúpus foi agarrado pelo Yang mais velho, tendo uma pistola apontada à sua cabeça em seguida. — HYUNJIN!
— Nem sempre tudo é como tu vês! Confia em ti mesmo!
Deixando o menor confuso com a última frase, Jeongin gritou ao ouvir um som de disparo e em seguida acordou suado e assustado. Olhando o lúpus à sua frente, Jeongin abraçou-o fortemente, deixando o outro assustado com a ação do menor durante alguns segundos, porém, logo aconchegou-o nos seus braços. Hyunjin sentia o pequeno tremelicar nos seus braços enquanto ele inspirava brutalmente o seu cheiro tentando se acalmar.
— Jeongin, meu anjo, acalma-te! — sussurrou Hyunjin ouvindo o outro sibilar palavras, tais como "Ele apanhou-te", "Tu morreste", e outras, estas que o lúpus não conseguiu entender. — Estou aqui, pequeno!
Pegando em ambos os lados da face do menor fazendo o loiro olhar para si, juntou ambas as faces fazendo beijinho de esquimó.
Na porta do quarto, estava um Minho de olhos arregalados enquanto tirava fotos àquele momento. Rindo internamente, o Lee negou com a cabeça anotando mentalmente que enviaria todas as fotos para Felix.
— Quando estiverem a namorar vou fingir surpresa e gritar! — afirmou baixo saindo dali, fazendo em seguida o que anotara mentalmente.
— Melhor? — o pequeno assentiu envergonhado, tentou desfazer-se do aperto, porém Hyunjin não o deixou. — Toma um banho e depois vamos assistir algo, tudo bem? O Felix contou-me que não consegues dormir após os pesadelos.
— N-não é preciso... Eu p-posso ficar acordado s-sozinho...
Ignorando o ômega, Hyunjin observou-o entrar na casa de banho após escolher outras roupas confortáveis. Ouvindo a água correr, o Hwang retirou o seu telemóvel do bolso, digitando o número que tanto conhecia.
— Senhor Choi? — indagou ouvindo a voz rouca do velho soar pelo aparelho. — Desculpe estar a ligar tão tarde! Mas tenho um problema urgente.
— Tudo bem, Hyunjin! Diz-me! — proferiu o outro pouco se preocupando para o horário que era, já que quando o Hwang afirmava ser urgente, realmente era urgente ou de extrema importância.
— Tenho um ômega lúpus. Ele quando era pequeno foi sequestrado para assim ser privado da vida e ficou anos privado de tudo, apenas convivendo com os alfas brutos dali e pelo que entendi ômegas que o invejavam por ele viver 'nobremente' ali dentro. Há alguns dias era para ele ter sido vendido, porém, a minha máfia já tinha planos para acabar com aquilo há alguns tempos. O Felix e o Jisung estavam infiltrados, e umas horas antes de tudo acontecer, o Lee pediu-me para que eu comprasse o ômega para o livrar daquilo. Mas, acho que o manter aqui comigo mesmo assim não irá acabar com os possíveis traumas dele. Tanto que apenas deva saber uma parte deles.
— Hm. Certo. Bom, primeiro que eu não sei se ele se sentiria à vontade para conversar comigo, sendo que sou um alfa, e pelo que me contaste ele tem um possível trauma deles. Preciso que primeiro converses com ele, e amanhã, se for possível, quero que o tragas aqui. Quanto mais cedo começarmos uma terapia, melhor ainda!
— Obrigado! — respondeu o lúpus assustando o mais velho, então o outro alfa sorriu do outro lado da linha.
— O quão valioso esse ômega é para ti, hm?
— Ele... é apenas especial, digamos assim. — afirmou rindo nervosamente em seguida. — Tenho de ir, tenha uma boa noite!
Ouvindo a porta se abrir, Hyunjin desligou a ligação olhando o pequeno loiro que andava na sua direção com os cabelos ainda úmidos.
— Espera aqui, já volto! — saindo da cama, o lúpus logo sentiu o seu pulso ser agarrado. — É durante alguns segundos, vou deixar a porta aberta e não apagarei a luz. O meu quarto fica em frente ao teu, eu deixo a minha porta aberta também, ok? — retirando a mão do menor calmamente do seu pulso, Hyunjin deixou um beijo casto na testa do mesmo, vendo o ômega assentir ainda mais envergonhado.
Voltando com um filme, Hwang sentou-se junto ao outro na espaçosa cama, deixando alguns centímetros de distância entre eles, não querendo deixar o pequeno lúpus desconfortável.
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— Ele morreu mesmo? — indagou o ômega choroso entre os braços de Hyunjin este que riu levemente e assentiu. — N-não gostei! O alfa mau é que devia ter morrido!
— Nem sempre os finais são como esperamos ou desejamos, pequeno! Mas, o que mais me impressiona é que ela nunca se esqueceu dele e do amor vivido entre os dois, mesmo que tenha sido em apenas alguns dias.
O lúpus havia escolhido o filme Titanic, este que captou logo nos primeiros minutos a atenção de Jeongin. O loiro já havia derramado tantas lágrimas durante o filme inteiro que Hyunjin acolheu-o nos seus braços. Claro que na pequena cena quente, Hyunjin pulou essa parte vendo o ômega distraído enquanto olhava para si. Queria resguardar ainda a inocência do pequeno, e também poupar-se de responder a perguntas que não saberia responder ao pequeno inocentemente.
— Acabou... — proferiu baixo olhando de soslaio o lúpus que olhava para si, as suas bochechas rapidamente ficaram vermelhas. — V-vamos ver o-outra vez!
— Claro!
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— O Kwang anda bem sossegado, isto fica cada vez mais estranho... — proferiu o de cabelos longos vendo o seu noivo assentir calmamente. — Não faço ideia de quem seja o verdadeiro chefe, mas pode estar mais perto do que esperamos!
— Sim... Temos de ter mais atenção a tudo, principalmente agora que o Hyunjin descobriu mais um traidor na máfia. Qualquer um pode passar informações para fora de for bem pago. Muitos de nós estamos aqui porque o Hyunjin ajudou-nos em alguma situação da nossa vida, mas outros apenas por dinheiro. Se alguém oferecer uma quantia mais elevada do que o Hwang paga, é muito óbvio que eles iriam aceitar, e quem quer que faça isso promete cuidar da vida deles, sendo que sabe o destino deles.
— Bom, não te incomodes com isso, amor! Precisas de descansar mais um pouco! — proferiu o Hwang cobrindo o ômega.
— Onde será que está o homem que me ajudou, precisava de agradecer. Acho que se não fosse por ele eu nem estaria aqui! — afirmou baixo o ômega, fazendo o alfa olhar para o mesmo seriamente. Não com ciúmes, mas sim algumas teorias em mente.
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