6

- É uma surpresa você ter uma fada. - Domminic murmurou, assim que sentiu a presença da virtude perto dele.

- Surpresa é você ter mesmo vindo. - Violeta sorriu.

- Talvez. Não nego que fiquei curioso para saber porque ainda está tão cheia de saúde. Era para você estar se contorcendo de dor há uma hora dessas...

- Pode ser. Mas eu tenho meus truques.

- Vim até aqui para descobrí-los. - ele deu de ombros.

- Bom, antes de tudo eu queria falar sobre o plano. Você deveria contar a verdade ao seu irmão e, tentar convencê-lo de que o ideal é terminarmos com essa guerra de uma vez por todas. Eu vou falar com a Angel também e... Eu acho que vai ser o gatilho que eles precisam para ficarem juntos. - ela disse, orgulhosa do que havia pensando. Mas só falar era muito fácil...

- Como é?!

- Qual é, Domminic? Nós dois já sabemos que essas últimas semanas têm sido maravilhosas para eles. Estão se abrindo, conversando, e em apenas três vezes que os observamos deu para perceber isso, imagina agora como devem estar. E sem querer ofender, mas nesse meio tempo, acha mesmo que seu irmão não deu aquele jeitinho?

- Jeitinho? - Dom franziu o cenho. - E o que seria esse "jeitinho"?

- Ah, você sabe... - ela começou, sem graça. - Pelo menos umas passadinhas de mão ele já deu nela.

- Você é mesmo pirada.

- Fala sério! Acha mesmo que seu irmão não já...?

- Óbvio que não! Derick não ficaria com um anjo, por mais tesão que ela causasse a ele.

- Ah, é? Tipo você? - a Virtude da Paciência, debochou.

- Exatamente. Tanto ele quanto eu temos nojo de tocar em um ser celestial. - o Pecado da Ira a olhou com desdém.

- Não foi o que pareceu da última vez...

- Cala a boca, só te beijei porque achei que você morreria. Eu não vim aqui para falar do Derick e da princesinha pomposa, quero saber como você ficou imune a doença. Você disse na carta.

Violeta suspirou.

- Uma maga, amiga minha, ela conseguiu fazer um feitiço ou algo do tipo para reverter a chamada "doença demoníaca". Vocês não podem ter qualquer contato íntimo com sua própria espécie ou outro ser celestial se não a doença é fatal, só os humanos se salvam por não terem poderes. Mas, antes de eu tomar a frente de te beijar, eu, sabendo das consequências, pedi em segredo a esta maga que fizesse para mim algo como um antídoto. E graças a ela... Eu estou aqui.

- Isso é interessante... Muito interessante. Quando o rei souber...

- Alto lá, Domminic! - ela gritou. - Você sabe que não pode ir correndo contar ao seu paizinho, porque ele vai descobrir que você beijou um anjo, um anjo qualquer não, a virtude que anula seu pecado. E tem mais, vai descobrir também que você encobriu o Derick e a Angel, e vai querer saber como você conseguiu a informação fresquinha de que um anjo foi salvo da doença demoníaca. Você vai se ferrar no final das contas.

- Violeta, Violeta... - odiava admitir, mas ela tinha razão. - Você sabe que eu ainda vou derramar seu sangue, não é?

- Ah, eu sei... - ela riu, se aproximando do corpo masculino. - Mas antes, aproveita que eu estou de bom humor e pensa em outra coisa para fazer comigo ao invés de me matar. - sussurrou no ouvido dele, o fazendo involuntariamente colocar as mãos na cintura dela e apertar, queria afastá-la, ela sentiu isso. - Eu sei que você também está sentindo essa tensão sexual e está louco para saciá-la. Eu não tenho medo de morrer, até porque se fizemos o que nos der vontade, nem irei.

- Sabe que está perto de se queimar brincando comigo desse jeito, não é? - ele murmurou, quase se entregando.

- Eu só quero o fim da guerra e tenho que contar com você para me ajudar. - Violeta deu de ombros. - Mas eu também quero outra coisa de você.

- Está disposta a me mostrar o que é? - Domminic a encarou, com um sorriso malicioso.

- Com toda certeza. - ela sorriu de volta, e então, ele tomou os lábios dela para si.

Os dois se beijavam com uma vontade avassaladora, como se estivessem mesmo com saudade.

As mãos no corpo dela, a boca no corpo dele, as peças de roupa caindo na grama aos poucos. Domminic nunca pensou em ser carinhoso, principalmente na hora do sexo, mas com ela, ele sentia que precisava fazer direito, lhe faria falta.

Passava levemente as pontas dos dedos nas asas tão brancas dela, e sentia o cheio doce que ela emanava. Enquanto ela, sem saber o que realmente fazer, só tentava ser carinhosa e seguir alguns movimentos dele.

Era óbvio que ela era virgem, o príncipe devia ter imaginado. Mas depois de algumas rodadas naquela grama, com fracos raios de sol batendo no rosto dos dois, ela já se sentia mais do que pronta.

E ambos só desejavam mais e mais.

Afinal, o proibido é sempre o mais gostoso.

Depois da quarta vez naquela tarde, Domminic parecia ter tido um choque de realidade extremo, pois saiu de dentro da garota sem ao menos esperar o orgasmo dela vir.

Ela não entendeu nada e se sentiu frustrada, contudo, ambos estavam cansados, e ela acabara de descobrir tais sensações, então resolveu não comentar.

Até ele abrir a boca...

- Isso foi um erro. - Domminic murmurou, parecendo mau humorado.

- Você adorou. - Violeta sorriu, convencida.

- Não disse isso.

- Também não disse que não gostou.

- Foi só uma transa. - ele revirou os olhos, já colocando suas roupas.

Ela ficou em silêncio por alguns segundos, até encará-lo com o cenho franzido.

- O quê?

- Ah, para. Violeta, eu só fiz o que você queria, uma foda proibida e excitante com o seu maior inimigo. Sei também que só fez isso para que eu te ajude a parar a guerra, mas não vai rolar.

- Está querendo dizer que eu transei com você porque quero um favor seu? O que você pensa que eu sou?! - ela o olhou incrédula, enquanto vestia as roupas. - Eu não fiz isso por causa da guerra, eu fiz isso porque gosto de você! - aquela frase fez Dom olhá-la com os olhos arregalados. Porém, ela não parou de falar. - Claro que eu quero que você abra sua mente para ver o quanto estamos nos destruindo a cada batalha que acontece, mas eu jamais ia fazer algo com você pensando nisso. Eu gosto de você!

- Até parece, gracinha. Em tão pouco tempo você conseguiu gostar de mim? Acha mesmo que eu vou acreditar em algo assim? - ele estava começando a perder a paciência que não tinha. - Você quis me usar, e eu só deixei porque isso foi como uma despedida, a próxima vez que eu te ver eu vou matar você, eu só não podia deixar você morrer virgem.

- Você... Você é um filho da puta! - ela explodiu, deixando Dom surpreso. - Eu não preciso da sua ajuda, eu vou acabar com essa guerra sozinha. Só tenha em mente que eu... - apontou para si mesma com orgulho. - Tenho coragem de assumir o que eu sinto, enquanto você fica igual um banana, mesmo sabendo que também sente algo por mim. Você coloca seu pai em um pedestal para que consiga assumir melhor o trono do que ele e Derick, mas você só está se matando aos poucos com essa sua raivinha reprimida de moço revoltado. - vestiu a blusa, e voltou a olhar para os olhos de Domminic, que já estavam escuros pela Ira. - Eu vou embora, você foi a primeira pessoa em toda a minha existência que conseguiu tirar a minha paciência, espero que esteja feliz. - balançou a cabeça negativamente. - Com sua licença, alteza. - ela abriu as asas e voou rapidamente.

Assim que ela sumiu de sua vista, Domminic sentiu a raiva crescer dentro de seu coração mais forte que nunca, então sem se importar se Derick e Angel o escutariam, ele socou o chão com a maior força que tinha, fazendo uma rachadura enorme aparecer e abrir o chão em um estrondo ensurdecedor.

Passou a mão pelos cabelos, ainda nervoso, e assim que olhou para onde ele e Violeta haviam passado a tarde, encontrou algumas penas das asas dela. A virtude havia perdido uma quando tinham se beijado, mas aquela era uma quantidade enorme, talvez pelo cansaço misturado com a doença que ele involuntariamente transmitia.

Um alívio percorreu o corpo de Dom, mesmo que sem querer. Estava feliz por saber que ela ficaria bem, mas aquele sentimento sumiu repentinamente por conta da discussão de poucos segundos atrás. E se ela fizesse besteira? Aquela garota era imprevisível.

O famoso "foda-se" correu dentro de sua mente, e ele abriu as asas negras criadas pela energia de seu corpo. Então, voou até a entrada no céu, cuidando para não ser visto ou sentido ali dentro, usando o restante de sua energia.

Ele foi andando escondido entre as nuvens, passando despercebido pelos anjos que viviam ali. Assim que chegou a entrada do palácio celestial, viu que as virtudes da Generosidade e da Humildade, que também eram os guardiões.

Pensou em como iria se livrar deles sem chamar a atenção, mas foi impedido ao ver um grupo de anjos perto da entrada, cheios de sangue e com caras de cansaço, enquanto anjos "civis" batiam palmas. Provavelmente estavam matando demônios.

- Qual é, Luz?! - Ford reclamava.

- Eu não estou dizendo que não quero, estou dizendo que no momento é complicado. Estamos perto da coroação da Angel, do casamento dela com meu irmão e no meio de uma guerra! - a menina disse. - Casar agora é arriscado, e você sabe que eu odeio fazer as coisas com pressa. Tem que ter equilíbrio.

- Tudo bem, mas você não me escapa essa noite. Vamos no mínimo adiantar as núpcias.

- Olha o respeito, seu puto.

- Que grosseria, Nathaniel. - Castiel franziu o cenho.

- Ele está desrespeitando minha irmã. - o Arcanjo líder falou, nervoso.

- Ah, não se sinta ofendido, cunhadinho, sua irmã adora. - riu Ford.

- Só está piorando, idiota! - a Virtude da Temperança deu um tapa na nuca dele, o fazendo resmungar.

- Querem saber? Deixem ele falar. Nada, nem você, cunhadinho, vai estragar o meu dia hoje. - Nathaniel deu de ombros, arrancando um olhar desconfiado de Ford e de Luz. - Tenho um plano para acabar de uma vez por todas com o príncipe Derick.

- O que vai fazer? - um dos anjos do grupo de batalha perguntou.

- Antes de qualquer coisa, vou esperar uma oportunidade para conversar com a Rainha Celeste sobre, mas eu quero invadir o Inferno e matá-lo enquanto dorme. Sei que não é do meu feitio atacar alguém desprevenido, mas aquele cara já me irritou o suficiente. Vou mostrar a ele quem é o florzinha. - ele abriu um sorriso maldoso. - O futuro Rei dos Céus está prestes a atacar.

Domminic os olhava entrar pelo portão do palácio, com nojo. Se pudesse ele mataria aquele arcanjo ali mesmo, mas ainda estava com a consciência sã. Quando por fim decidiu ir embora, avistou Angel chegando com um sorriso triste nos lábios e uma pena em mãos.

Não...

Derick havia beijado ela. Ou pior.

Quanto mais Domminic olhava, mais ele sentia que o peso de tudo ia para as costas dele.

Então, ele fez o que qualquer um faria: saiu dali sem ser notado e foi para casa dormir.

Enquanto isso, Angel se matava por dentro. Tinha se despedido de Derick, aquele havia sido o primeiro e último beijo da vida dela. Mas não se arrependia. Estava se apaixonando por ele, e essa era a primeira coisa que ia colocar como observação em seu livro.

A garota entrou no seu quarto com Nana já lá dentro. A princesa contou o que tinha acontecido, e a essa altura já se sentia fraca.

Desesperada, a babá passou um braço da menina em seu pescoço e um dela na cintura da mesma, saindo pelo corredor e tomando cuidado para não serem vistas por alguém, principalmente pela rainha ou Nathaniel.

Bateu na porta de um dos quartos do palácio, que foi prontamente atendida por uma Violeta confusa, olhando para as duas paradas na porta.

- O que aconteceu, alteza? - a Virtude da Paciência perguntou, preocupada.

- Eu... - Angel engoliu em seco. - Beijei um demônio.

- Minha nossa, mais uma! - Anastácia gritou, aparecendo atrás de Violeta com um sorriso brincalhão nos lábios.

- Entrem. - Violeta as convidou, as duas entraram e Angel se deitou na cama, quase não se aguentando. A doença se espalhava extremamente rápido. - Anastácia vai te ajudar.

- Não se preocupe, você vai ficar bem. Eu ajudei a senhorita paciente ali. - a maga apontou para a virtude se corou instantâneamente.

- Você beijou um demônio, Violeta? - Nana perguntou, curiosa.

- Oh, ela fez muito mais do que isso. - Anastácia riu, maliciosa, já começando o feitiço no corpo da princesa.

- Aconteceu! - a Virtude da Paciência revirou os olhos. - E você, Angel? - encarou a futura rainha. - Beijou o filho mais velho do Rei das Trevas, Derick, não é?

- Como sabe que é o Derick? - franziu o cenho.

- Espera, você beijou o Derick? - a maga piscou os olhos verdes freneticamente, vendo a menina assentir, sem graça. - Puta merda, garota, você pegou o pecado mais quente que o inferno, que sorte! Não deixa ele escapar, ele é gostoso mesmo, com todo respeito.

- Acho que já está na hora de fechar a tampa da privada, Anastácia, a bosta já está começando a vazar da sua boca. - Violeta riu.

- Engraçadinha. - ela deu língua, como uma criança.

- Violeta...? - Angel a chamou, ainda confusa.

- Sabia que era ele porque eu vi vocês dois. Fugi uma vez de uma das reuniões do conselho para respirar, não estava mais aguentando essa guerra. Então, eu vi vocês juntos e pensei comigo mesma que isso poderia ser uma oportunidade. Se vocês realmente se dessem bem, quando fossem coroados a Guerra Divina poderia estar acabada. Mas eu não contava que tinha alguém, ou melhor, um demônio vigiando vocês também. Não se preocupe, ele não contou nada para o Rei das Trevas porque eu e ele... Bem, aconteceu. Anastácia me ajudou a ficar me livrar na doença, e ainda bem que eu não contei nada para a rainha, pelo visto eu estava certa... Você e o Derick estão se dando bem.

- Eu diria muito bem. - Anastácia mantinha um sorriso sem vergonha, deixando Violeta vermelha.

- Obrigada. - Angel mordeu o lábio inferior. - Mas, acha mesmo que eu e ele podemos acabar com a guerra?

- Você só precisa convencê-lo.

- O problema é Nathaniel, ele vai matar qualquer um que o impeça de ser rei, e todos nós aqui nesta sala sabemos que Angel vai querer o Derick. - a babá cruzou os braços, preocupada.

- Qualquer coisa, a gente se prepara para ter guerra com ele. - Violeta falou, convicta.

- Prontinho. - Anastácia se afastou para Angel poder levantar. A princesa já se sentia melhor, e poderia respirar aliviada. - Vai precisar ficar em repouso pelo menos um dia para a doença neutralizar completamente.

- Eu não vou voltar a Terra por um tempo. Tenho que colocar meus pensamentos em ordem. - a garota colocou uma mexa de cabelo atrás da orelha, pensando.

- Sim, eu te entendo. Mas olha, quando voltar, não se esqueça de conversar com o Derick. Nosso tempo está acabando, e não querendo desmanchar a honra de Nathaniel, mas para mim ele não é confiável. - a Virtude da Paciência deu de ombros.

- Temo que ele se torne rei. - Nana desabafou, sendo abraçada por Angel em seguida.

- Farei meu melhor. - murmurou.

Cinco dias depois...

- Bom dia. - falou a mulher que estava deitada na cama ao lado de Derick, coberta apenas com um lençol.

A cabeça dele doeu.

Abriu os olhos devagar, olhando em volta para se lembrar de onde estava e o que tinha acontecido.

Lembrava-se de ter conversado com Darius na noite anterior antes de sair mais uma vez naquele dia para uma boate qualquer em uma das vilas próximas a entrada do inferno.

Já fazia cinco tortuosos dias que não tinha notícias de Angel, ela havia sumido depois que se despediram quando se beijaram. Depois disso, ela não apareceu, e mesmo assim, Derick ia onde era o ponto de encontro deles todos esses dias no mesmo horário de sempre, e a esperava por no mínimo 2 ou 3 horas. Mas ela nunca chegava.

Será que o que ele temia já tinha acontecido?

Será que Angel já estava morta?

Não. Não era possível. A doença tinha um efeito tão rápido assim?

Ele não saberia dizer ao certo. Nunca tinha tocado em um ser divino. Aquela havia sido a primeira vez e mesmo assim um beijo poderia mesmo causar um grande estrago? Queria acreditar que não, mas no fundo sabia que a doença se espalhava rápido, que era muito perigosa e, obviamente, fatal.

Tudo bem, seu íntimo sempre desejou que Angel fosse morta por ele, em seus braços, agonizando. Ele seria rei e governaria a Terra sem preocupações com anjos malditos, que mais serviriam como futuros escravos.

Não.

Esse era o desejo que seu pai, mas Derick era o sucessor do trono, tinha que seguir os ideais do antigo Rei das Trevas... Não é?

Está certo que ele realmente queria que a princesa morresse em seus braços, mas, isso era um capricho, uma coisa que ele pensara antes de se envolver tanto com ela. Como havia chegado naquele ponto? O objetivo era só um encontro para ver a força bruta da garota, e depois matá-la. Simples.

Porém, o que infelizmente ele não esperava era gostar de ter passado aquele tempo com ela. E depois outro. E outro. Até o beijo... Até aquele sentimento estranho.

Nunca tinha sentido aquilo, mas perto dela aquele sentimento gritante em seu coração era abafado, ainda mais depois do beijo que, infelizmente, era proibido. Mas ele desejava bem no fundo, que ela não estivesse morta e que ele um dia, ele pudesse lhe tomar.

Como verdadeiro Pecado da Luxúria.

- Bom dia. - murmurou ele dando seu melhor sorriso, e virando seu rosto em direção a garota que apoiava o rosto na mão e o cotovelo na cama, olhando nos olhos escuros dele.

- Você foi incrível noite passada. - a moça ruiva falou, mordendo o lábio inferior, provocativa.

- Em qual das vezes? - se fingiu inocente.

- Todas as três. - ela revirou os olhos. Sabia que ele estava sendo convencido.

- Eu sei. - ambos riram, e Derick levou um pequeno tapa no braço, sem parar de rir. - Você também foi ótima.

- Então acho que mereço um prêmio. - a ruiva sorriu maliciosamente, assim como ele, e instantâneamente começaram a se beijar com tanta pressa, que pareciam dois animais.

Quando Derick se deu conta, ela já estava sentada sobre ele e o mesmo com as costas apoiadas na cabeceira da cama. A garota já estava quase que totalmente nua com o lençol que cobria o seu corpo que só tampava sua intimidade e suas pernas.

Ela se afastou do beijo para respirar, e levou a boca até a orelha esquerda dele, mordendo lentamente o lóbulo.

- Eu vou tomar um banho. - sussurrou. - Vou estar te esperando.

Sorriu, se levantando do colo do rapaz, o fazendo suspirar pesadamente, lançando um olhar pervertido para a garota, que já tinha se livrado do lençol no caminho para o banheiro do quarto da casa dela.

Ele balançou a cabeça negativamente assim que ela sumiu de sua vista e ouviu o barulho do chuveiro.

Pensou em ir até o banheiro que ter uma boa foda com ela mais uma vez. Mas, por algum milagre, ele não estava com a mínima vontade de transar.

Quer dizer, até estava. Só que não era com ela.

Nos últimos cinco dias sem ela, as transas que ele vinha tendo para tentar tirá-la da cabeça não estavam funcionando. Ele só conseguia ver o rosto de Angel em todas as diferentes posições do Kama Sutra que fazia com as conquistas que ele conseguia nas boates.

E isso não era por causa da distância dos últimos dias. Na verdade, isso já vinha acontecendo há um tempo, e ele não se lembrava quando exatamente começou a sentir desejo pela princesa. E aquilo só piorava, porque ele sabia que não era só o corpo que ele queria dela.

- Pelas profundezas do inferno, desse jeito eu vou enlouquecer! - Derick sussurrou para si mesmo, com um pesar em seu coração, e passou a mão pelos cabelos e pelo rosto, frustrado. - O que você está fazendo comigo, Angel?

Bufou, se levantando da cama e começando a se vestir, louco para ir embora. Queria ficar sozinho para pensar. E talvez se tocar pensando no anjinho, mas isso era um caso a parte.

Mas, infelizmente não poderia fazer aquilo. Se lembrou mais detalhadamente da conversa com seu irmão. Darius serviria como uma ótima desculpa para sair da casa e não transar com a ruiva no banheiro.

- Você não vem? - a garota perguntou, colocando a cabeça para fora da porta da suíte, observando o garoto já subir o zíper da calça, enquanto o chuveiro ainda estava ligado e ela molhava o chão com seus cabelos ruivos.

- Desculpa, gata. - ele foi caminhando até a sala, sem olhar para trás. - Mas tenho uma reunião de família.

- Onde caralhos estão o Derick e o Domminic? - Dakota perguntou, impaciente.

- E eu que vou saber? - Dimitri resmungou.

- Domminic eu não faço ideia de onde pode estar, mas o Derick com certeza está com alguma garota por aí. - Demétrius murmurou, com a mão servindo de apoio para o rosto.

- Tinha toda razão, irmãozinho. - a voz de Derick foi ouvida no fundo do salão, alto e clara, fazendo todos o olharem para contemplar o sorriso sarcástico e malicioso do pecado mais velho. - Mas eu tive que voltar graças ao tagarela do Darius ontem sobre essa reunião chata.

- É super importante para mim, okay? - a personificação da Gula interrompeu Darius antes que ele pudesse abrir a boca para retrucar.

- Então a culpa disso tudo é sua? - perguntou Dimitri, arqueando uma sobrancelha.

- Droga, queria estar jogando com meus arcos de poder. - Dustin bufou.

- Do que essa palhaçada se trata afinal de contas? - o Orgulho cruzou os braços.

- O papai não vem? - Derick a olhou, confuso.

- Chega! - Dakota gritou já com as bochechas vermelhas de raiva, fazendo todos se calarem e olharem para ela. - Vocês todos são um pé no saco. Mas antes de qualquer coisa, quero esperar o Dom chegar para começarmos.

- Você sabe que eu odeio que me chame de Dom. - o som da voz fria de Domminic se fez presente.

Assim como quando Derick chegou, todos se viraram para a porta do salão para verem o irmão, que caminhava a passos lentos e calmos na direção dos mesmos.

Estranho.

Domminic estava calmo.

Calmo demais.

Estar calmo não era do feitio dele, a não ser que algo extremamente tenso estivesse acontecendo.

Mas parecer calmo, não queria dizer que ele tecnicamente estava...

Da última vez que ele esteve "calmo" daquele jeito, foi na grande batalha quando ele viu seu irmão, a antiga personificação da Inveja, morrer diante de seus olhos. E a calmaria que Domminic estava representando na aparência, fazia pegar fogo por dentro, sendo assim, foi deste modo que eles exterminou 60% dos anjos que restaram no campo de batalha.

A calma de Dom, nunca representou tão bem a própria Ira e o próprio demônio que a possuía.

Ele se sentou ao lado de Dimitri, que sentiu um arrepio forte correr por sua espinha, e uma gota de suor se formar no canto de sua testa.

- Puta que pariu, que aura pesada. Ninguém vai falar disso não? Está me sufocando! - a personificação da Ganância, disse puxando a gola de sua camisa.

- Ele está calmo como um leão se preparando para pular em uma zebra... - Darius o avaliou.

- O que aconteceu, Dom? - Dustin perguntou.

- Não é da conta de vocês. - a Ira respondeu secamente.

- Estão vendo! É exatamente por isso que eu pedi essa reunião. - Dakota revirou os olhos. - A gente não se comunica mais. Somos pecados, somos irmãos! Nós já fomos mais próximos e olha como estamos agora!

- Não acho que tenha alguma coisa de errado. - Demétrius deu de ombros.

- Você vive dormindo, vai notar o que? - o Pecado do Orgulho revirou os olhos.

- Vocês são insuportáveis. - Derick resmungou, se levantando e indo em direção a porta.

- Onde vai? Acabamos de começar! - a Gula o chamou, com indignação na voz.

A Luxúria sequer olhou para trás, mas fez questão de mandar um dedo do meio para os irmãos e saiu pela porta. Estava cheio de coisa na cabeça, não tinha espaço para as ladainhas de sua irmã mais nova.

- Eu que não vou ficar. Chatice do caralho. - Domminic também se levantou, indo diretamente para o corredor onde ficava seu quarto.

- Vocês são horríveis! Argh! - Dakota bateu o pé, furiosa, e saiu dali querendo devorar algo vivo.

Dustin, Demétrius, Darius e Dimitri apenas ficaram para trás, com caras confusas e sem entender absolutamente nada.

Derick saiu pela entrada no inferno, e foi caminhando até a clareira afastada onde ele e Angel se encontravam.

Queria saber como ela estava. Queria poder beijá-la, abraçá-la e até levar lá em outros festivais em vilas diferentes. Porém, temia que o pior já tivesse acontecido. E de todos os erros que ele cometeu na vida, esse seria o pior e o maior arrependimento que ele iria remoer todos os dias.

- Veja só o que temos aqui... - aquela voz desconhecida interrompeu os pensamentos do menino, o fazendo olhar para trás e dar de cara com dois anjos segurando armas divinas extremamente fortes. - Príncipe Derick em pessoa.

- Parece que tiramos a sorte grande, meu caro. - o outro sorriu nem dando oportunidade para Derick se preparar e já o atacou juntamente com o primeiro anjo.

Um sorriso presunçoso surgiu nos lábios de Derick.

- Era disso que eu estava precisando.

Sussurrou para si mesmo, para depois de apenas alguns segundos, ele descontar toda a frustração matando aqueles dois enxeridos.

Olhou para suas roupas e viu que estavam completamente sujas de sangue. Eca, sangue de anjo. Resolveu continuar andando em direção a clareira, já que lá tinha um rio, e decidiu que ia se limpar por lá mesmo.

Mas assim que chegou, deu de cara com quem menos esperava encontrar, seu coração falhou uma batida e um sorriso involuntário surgiu em seu rosto.

- Angel? Eu... Você está aqui. - ele se enrolou com as palavras. - Eu achei que...

- Uma maga me salvou. - a princesa sorriu. - Ela tem o feitiço da imunidade a esta doença, Derick. Acho que... Estou liberada para beijar demônios. - brincou, vermelha. - Perdoe-me por não ter vindo antes, tinha que colocar meus pensamentos em ordem. Por que está sujo de sangue?

- Então... - estalou a língua. - Se eu contar não fica chateada? Seria um péssimo reencontro se ficasse...

- Fala o que houve. - ela se aproximou dele, preocupada.

- No caminho para cá dois amiguinhos anjos seus me atacaram e eu tive que me livrar deles. Simples. - o príncipe deu de ombros, vendo a garota se encostar em uma enorme rocha.

- Você... Matou os dois?

- É, mas relaxa, não perdeu muita coisa.

Eles se olharam por alguns segundos, até ela abaixar a cabeça e se perguntar se ele estava ali só por causa da batalha que teve ou se ele esperava vê-la ainda.

- Você veio aqui todos os dias? - perguntou, com medo da resposta.

- Sim. Esperei por você, princesa. - ele sorriu, como se lesse os pensamentos dela. - Você me deixou na mão, tive que correr atrás de outras mulheres para me aliviar o que é broxante quando eu só conseguia pensar em você. - passou a língua pelos lábios, juntando seu corpo no da garota.

- E-em mim? - ela corou violentamente com a proximidade que tanto fazia falta, mas ainda era novo demais para ela.

- É... Eu queria estar com você, princesa, em todas as situações.

- E-e-e-eu...

- Ora, princesa... Você realmente não conhece os verdadeiros prazeres carnais... - ele sussurrou próximo ao ouvido dela, passando o nariz lentamente pelo pescoço da garota para sentir seu leve cheiro. Ah, como ele adorava provocá-la.

- O-o que? - gaguejou quando sentiu a ponta da língua do garoto passar por seu pescoço, mas não entendeu por quê. Seu corpo tornou-se quente, e infelizmente, queria aproveitar aquelas sensações novas. O maldito sabia o que causava nela, sabia que ela estava disposta a conhecer esses sentimentos novos, sabia que era errado... E mesmo assim o fazia.

- É... - Derick sorriu maliciosamente, puxando os cabelos da garota levemente para trás, para poder encarar seus olhos e ver o desejo reprimido neles. Aquilo era um alimento tanto para seu ego quanto para sua luxúria. - Pelo visto terei que ensinar a você, princesa.

- O que... O que é isso? - Angel perguntou baixinho, quando algo no meio de suas pernas começou a ficar quente e necessitado de contato.

- Isso...? - ele perguntou, achando um pouco de graça, querendo provocar mais. Sabia exatamente do que ela estava falando, óbvio que sabia.

- Essa... Coisa... - o anjo sentiu a vista embaçada ao sentir Derick subir lentamente os beijos de seu pescoço a sua mandíbula. - Eu estou com uma coisa na...

- Ah... Isso se chama excitação, princesa. - o príncipe apertou a cintura dela, colando ainda mais seu corpo no dela, pressionando seu quadril contra o dela, a fazendo ficar na ponta dos pés involuntariamente. - Bom, não é?

- Não é tão confortável... - murmurou sentindo falta de algo naquela região.

Derick sorriu mordendo o lábio inferior, contendo a excitação que crescia dentro de si. Levou uma das mãos até o meio das pernas dela e pressionou devagar o delicado botão por cima do pano da calcinha.

Abriu a boca e fechou os olhos abruptamente ao sentir as mãos quentes como o inferno em sua intimidade. Angel nunca havia sentido tais sensações, mas não queria que parasse. Era isso que faltava, o contato dele para apagar aquele fogo que aumentava a chamas cada vez mais.

- E agora? - Derick sussurrou no ouvido da garota, e sentiu as pernas dela fraquejando. Por sorte segurava a cintura dela.

Ela não respondeu de imediato, mordeu o lábio inferior fortemente, se sentindo cada vez mais dependente daquele contato.

Suspirou baixinho, não entendendo muito bem o que estava acontecendo ali. O sorriso malicioso de Derick aumentou, e automaticamente seus olhos escureceram.

Puro desejo, pura luxúria.

Iria perder o controle, sucumbir aquele pecado. E era isso que ele queria, que ela visse como um verdadeiro demônio poderia ser extasiante na cama, que demônios não era tão ruins quanto pareciam.

Mas não no sentido de bondade.

No sentido de prazer.

Moveu os dedos lentamente em círculos, enquanto o anjo apertava as mãos nos ombros do rapaz e suspirava baixinho, querendo entender o que era aquilo que era tão bom.

O demônio aumentou um pouco a velocidade, e com o dedão, pressionou o clitóris fazendo a garota soltar um gemido baixo.

Automaticamente ela levou as mãos aos lábios, sem saber o que era aquele som tão novo.

Derick soltou o ar pesadamente por seus lábios entreabertos, e levantou a cabeça em direção aos olhos da garota.

Estavam arregalados, a profundidade azul estava escura pelo desejo, e o rosto estava corado, com uma fina linha de suor em sua testa, e os cabelos caindo perfeitamente em seu rosto.

Extremamente perfeita.

- Está tudo bem, princesa. É normal.

- Eu... Não entendo...

Ele sorriu passando a mão delicadamente no rosto dela, apreciando a beleza do anjo.

Afastou-se ainda mantendo o sorriso carregado de segundas intenções na direção da garota. Angel sentiu falta do calor do corpo dele, e isso definitivamente não era um bom sinal.

- Você... - começou a perguntar, exitante. - Você não vai continuar?

- Quer que eu continue, princesa? - ele olhou profundamente nos olhos azuis do anjo, fazendo um choque correr por toda espinha dela. - Bom... Eu também não quero parar, mas eu preciso, Angel. Estou me torturando, só que é necessário.

Angel abaixou a cabeça com um olhar triste. Ambos queriam, mas também sabiam que estavam infringindo milhões de leis, tanto do céu quanto do inferno.

Aquilo era horrível. Sentir e não poder preencher o vazio.

Mas não era só isso.

Derick sabia também que ela ainda tinha medo. Medo de se aproximar ainda mais de um demônio, medo de sentir, medo de se perder, medo das sensações.

Era mais um motivo para ele ter parado. Ele queria ela 100%. Ambos se gostavam, mas ela ainda tinha muito o que aprender. Queria que ela sentisse o que ele sentia, que ela não se arrependesse depois.

- Vou te dar um tempo para pensar se quer mesmo. Quando tiver certeza, eu não vou negar em te mostrar tudo o que eu sei fazer, ainda mais sabendo que você tem "um anjinho da guarda" no seu palácio que te torna imune a minha doença. - ele piscou, fazendo-a corar instantaneamente. - Eu vou tirar esse sangue do corpo.

Ela simplesmente assentiu, enquanto ele caminhava até atrás de uma árvore grande que ficava perto do rio. Angel se sentou na grama, apoiando a cabeça na rocha onde Derick e ela estavam.

Mordeu o lábio inferior ainda se sentindo quente e molhada. Estava nervosa, com o coração acelerado. Ela queria mais, mas tinha medo, e Derick sentia isso. Mas era uma merda ter que entender tudo aquilo, era tudo muito novo.

Mas de uma coisa ela tinha certeza: queria descobrir tudo aquilo e queria que Derick pudesse desvendá-la.

Como se suas pernas criassem vida própria, o anjo se levantou e caminhou até a árvore que Derick tinha ido e sumido de sua vista. Ela parou atrás da árvore, e rapidamente fechou os olhos e sentiu o toda quentura de seu corpo ir diretamente nas bochechas.

O garoto estava de costas totalmente nu, dando a Angel a belíssima visão de seu traseiro e suas costas fortes.

Devagar, ela voltou a abrir os olhos, receosa. Porém, em seguida sentiu o corpo estremecer enquanto ele jogava água em seus ombros, e ela conseguia ver o sangue do "inimigo" descendo.

- Que coisa feia olhar as pessoas tomando banho, princesa. - a voz do demônio se fez presente, fazendo a garota se assustar e tropeçar, caindo de cara na grama, com as asas até meio desengonçadas.

Ele havia sentido a presença dela. Que vergonha!

- E-e-eu... M-me d-des-desculpa... - ela começou, envergonhada, mesmo com ele ainda de costas.

- Quer entrar aqui também?

- O quê?!

- Pode vim, princesa. Eu diria que não mordo, mas... - o príncipe, então, se virou completamente, deixando a menina de olhos arregalados. - Eu mordo sim.

- Ah! - Angel gritou ao ver o membro do rapaz, ao vivo e a cores. Tampou os olhos azuis, o fazendo rir alto.

- Deixa para gritar assim quando eu estiver dentro de você, princesa. - ele deu de ombros, vendo a garota ficar ainda mais constrangida.

Ele colocou a cueca e saiu do rio, indo em direção a árvore onde a princesa, que já estava de pé, permanecia.

O líder da Elite a prendeu entre o corpo dele e a madeira da árvore, mesmo com ela ainda de olhos fechados. Angel sentia que aquele círculo só crescia.

- Derick... - ela ofegava. - Eu n-não sei se é uma boa ideia...

- Nunca foi uma boa ideia, princesa. Desde o primeiro momento, nunca foi. Mas você me atrai de uma forma que eu não consigo explicar, é muito forte. - o príncipe sussurrava no ouvido dela com certo pesar na voz, deixando-a desarmada. - Eu quero, eu preciso estar perto de você, com você, em você. Sentir cada parte do seu corpo nas pontas dos meus dedos. - ele colocou as mãos nas bochechas dela, a fazendo abrir os olhos e esquecer que ele molhado e semi-nu. - Princesa, eu nunca havia sentido esse desejo tão gritante por nenhuma outra mulher. É por isso que quando eu for lhe ter, quero que você também queira. Mais do que agora...

- O que quer dizer? - ela mordeu o lábio inferior, sentindo a conexão dos dois cada vez mais forte. Olhos azuis conectados tão intensamente nos negros.

- Eu sinto, princesa. Seu desejo de me tocar, de largar tudo e gritar a porra do mundo que transou com um demônio. Mas você está com medo. E é isso que eu não quero.

Assim que ele começou a se afastar, Angel finalmente entendeu o significado da palavra "foda-se", na qual Derick tanto falava.

Ela o puxou pelo ombro nu, e pulou em cima dele o beijando desajeitadamente, mas com muita euforia e paixão.

Surpreso, o demônio acabou caindo na grama ao lado do rio, com a garota por cima dele, ainda com os lábios colados sobre os dele e enquanto passava levemente os dedos no peito do rapaz, que se arrepiava.

- Eu entendo agora. - ela falou, quabrando o beijo. - É por isso... Que eu estou aqui.

- Princesa, esse jogo perigoso... - Derick murmurou ainda de olhos fechados, e com uma expressão de quem estava reprimindo desejo gritante que crescia a cada segundo, se referindo a posição que se encontravam.

- Eu não me importo.

- Desde quando ficou tão atrevida assim?

- Aprendi com o melhor. - Angel deu de ombros com um sorriso maroto nos lábios.

Ele riu, invertendo as posições em questão de segundos, fazendo-a aprender o ar. Derick abriu um sorriso malicioso, depois foi se aproximando ainda mais do corpo frágil da garota.

- Você não tem nem noção da vontade que eu estou de você, princesa. Eu não quero fazer nada que você não queira, ainda mais aqui, à céu e inferno aberto, quase que... Literalmente.

- Eu quero mais que tudo. Não me importa que seja aqui na grama ou numa cama de ouro, mas eu quero que seja com você.

Ele então jogou tudo pelos ares.

Fodam-se os anjos

Fodam-se os demônios

Fodam-se todos que não enxergavam aquela paixão que ambos sentiam

Derick foi descendo os beijos lentamente do pescoço até o ombro dela, com os dedos enroscados nas alças do vestido branco, a abaixando um pouco. Mordeu a pele desnuda, devagar, fazendo a garota suspirar e prender os dentes no lábio inferior.

Ele foi aos poucos levando o vestido dela a cada beijo que ele dava no corpo da mesma, as mãos passando nas laterais das curvas de Angel, que já ofegava e sentir as bochechas esquentando.

A princesa dos céus nunca havia sentido aquilo na vida. Aquele fogo, aquelas sensações. Ela estava adorando, mas se sentia envergonhada por não saber o que fazer, por não saber onde colocar as mãos, por não saber fazer ele sentir o mesmo que ele estava proporcionando a ela.

Aqueles pensamentos já fizeram enrijecer os músculos no mesmo momento em que ele já apoiava as mãos quentes nas coxas da garota, deixando vestido (que infelizmente para Derick) ainda estava no corpo do anjo, um pouco acima de seus quadris, quase deixando sua calcinha totalmente a mostra.

Sentindo desconforto dela, ele parou as carícias para encarar os olhos azuis do anjo. Ela estava especialmente bonita naquela tarde, talvez por conta do ar sexual que os cercava. Não. O príncipe a achava linda a cada segundo que passava com ela, e o com ambos compartilhando algo tão íntimo, o fogo e o amor que eles estavam há tanto tempo reprimindo, parecia cada vez mais forte.

- Está tudo bem? - ele perguntou por fim.

Angel engoliu em seco, nervosa.

- Eu...

- Não precisa mentir. Você nem consegue, princesa. - o garoto perguntou, brincando e rindo um pouco, a deixando mais leve e confortável e a mesma sorriu junto.

- É que... - ela mordeu o lábio inferior. - Eu não sei o que fazer. Não sei como te dar o mesmo prazer que eu estou sentindo neste momento... - sentiu as bochechas corarem.

- Princesa, não precisa se preocupar com isso. Só o jeito que você me olha, o jeito delicado que você me toca, como você fala, como você cora quando eu estou sendo pervertido... 98% das vezes. - ambos riram. - Como você ri, como você suspira quando eu te beijo. Tudo Angel. Tudo em você me dá prazer. Prazer de ficar com você, de te beijar, de te tocar... Você acende minha Luxúria até sem querer com esse seu jeito ingênuo e inocente, só me deixa mais louco ainda para te ter. - ele sorriu. - Então não se preocupe me fazer sentir, porque eu já sinto.

Por um momento, Angel se viu paralisada e sem palavras, o coração palpitava em seu peito cada vez mais forte, a cada frase que ele dizia.

E ela? Sentia o mesmo.

- Mas... E meu corpo? Fico insegura...

Ele fez um carinho no rosto dela, olhando no fundo de seus olhos, pela primeira vez, sem qualquer malícia a mais, mas sim, com uma verdade absoluta para ele.

- Você é perfeita para mim, princesa. E eu te quero agora mais que tudo.

Ela sorriu.

- Eu também te quero quero como nunca quis algo.

- Então deixa que eu te mostro como é.

Ele abriu um sorriso malicioso, levando o rosto até o pescoço dela, para começar a distribuir beijos naquela região.

A garota se arrepiou.

Derick foi descendo lentamente as alças do vestido, sem parar com os beijos, enquanto seu cabelo ainda pingava por causa do banho no rio. Tentava ao máximo ser delicado, sabia que estava sendo a primeira vez dela. Seus instintos queriam sair, mas faria de tudo para que ela ficasse bem.

Faria de tudo por ela, para ela.

Retirou o restante do vestido, a deixando corada quando ele encarou o corpo semi-nu, somente coberto pela calcinha... Vermelha?

- Essa cor combina com você. - ele sorriu de lado, olhando nos olhos dela.

- Dá para não encarar assim? - Angel levou as mãos aos seios descobertos, fechando um pouco as pernas.

Derick riu alto, para logo em seguida se levantar e retirar a única peça de roupa que lhe restava descaradamente. A princesa ficou ainda mais envergonhada, mas não conseguia desprender os olhos do garoto. Principalmente quando a cueca caiu na grama.

Como se não fosse nada, ele apenas voltou a se deitar sobre ela na grama, pronto para recebê-la. E pelas reações da garota, ela também queria.

Foi descendo os dedos lentamente até sua intimidade ainda coberta, para começar a masturbá-la devagar. A garota soltava gemidos baixos, e ao mesmo tempo que ele a tocava, beijava, sentia o tecido da calcinha ficar molhado.

Sorriu.

Chega de esperar.

Já estava louco para entrar dentro dela, sentir seu interior, tê-la por completo.

Fazê-la sua mulher.

O amor que os dois sentiam seria finalmente feito. Ali. Mas quem se importava? Eles queriam, eles não estavam nem aí, eles estavam se amando.

E se dependesse de Derick, iriam se amar pelo resto da tarde. Sem arrependimentos.

Do outro lado do campo, Domminic andava de um lado para o outro, irritado. Queria ter ido para conversar com ela sobre a situação que o atormentava durante todos aqueles dias, mas pensou bem, e Derick faria o caos. Então, ele iria conversar com Angel.

Mas o que os dois estavam fazendo, era mais uma dor de cabeça para Dom, que se sentou numa rocha um pouco longe do rio, encobrindo o máximo a presença dos três e o cheiro de sexo que seu irmão sempre deixava muito bem marcado com as garotas dele, ainda mais agora em um anjo. E ele já conhecia bem aquela conexão.

Apertou o bilhete em sua mão.

- Merda. Nós cheios de problemas e o Derick resolve transar com quem menos ele pode. Que belo reencontro! - reclamou, tentando não perder completamente a paciência. Paciência... - Droga, Violeta... Que enrascada eu me meti por você, hein?






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