Capítulo 9

Eu precisei me ausentar, precisei fugir de lá, por mais que meu corpo o quisesse, minha natureza o sufocaria.
Foi uma dor agonizante ter que me distanciar tanto dele, não deveria ter saído aquela noite, não deveria ter olhado em seus olhos impinotisantes, não deveria ter me deixado levar pela sua voz rouca e forte, não deveria ter tocado em sua pele grossa e consistente, eu não deveria. Mas eu fiz. Eu me deixei levar por ele, e ele é o meu pior veneno, agora a dor me assola, já não basta ser um monstro devorador de almas, ter que lidar com mortes das quais você nem participou, ainda ter que sentir essa dor afaga meu peito, esse queimor em minha garganta, quanto mais eu me alimento mais arde, mais queima, estou angustiada. Quem diria, um vampiro entrando em depressão, esse imprinting está me matando, uma dor que nenhuma estaca seria capaz de fazer, esse humano está sugando a morte que me mantém viva.
.......

Alaska, finalmente distante, muito distante, me lembro de vir aqui em 1800, nunca deixou de ser perfeito. O frio do meu chalé não me afeta, mas a solidão sim, aquele olhar, me deixa louca só de pensar, ele poderia ser todo meu. Só o fato dele respirar ja o torna minha vida, a vida que não quero corromper com a morte que exala de mim, se bem que em breve ele vai morrer. Eu poderia salva-lo, mais eu seria egoísta, o querer para esse mundo cheio de trevas e terror. Tenho certeza que a morte é bem melhor do que isso, mas porque temos tanto medo da morte? Muitas vezes ela é nossa libertação.

....

A dor esta passando, mesmo demorando tanto, nunca pensei que passaria, aquilo estava um pouco estranho, mas mesmo assim resolvi sair um pouco e andar pela floresta, nunca se sabe o que pode encontrar. E encontrei. Cheiro de sangue, sangue fresco, corri e fechei meus olhos, deixei meu olfato me guiar. Sei que tenho sangue em casa, mas isso é vício, nenhum sangue me interessou tanto, não demorou muito para que chegasse ao local, e lá estava ele, meu humano de cabelos castanhos, deitado, sangrando.
Cheguei perto dele é seus olhos estavam se fechando, como ele pode vir atrás de mim?

- Idiota!
Creio que dói a última coisa que ele escutou.
O peguei e levei para meu chalé, sorte que quando comprei ele veio com aquecedor, o deitei na cama e cuidei de seus ferimentos, ele passou algum tempo desacordado, tempo suficiente para que eu pudesse dar uma ajeitada em tudo.

.....

Escutei um barulho no chão, ele tentou se levantar e caiu, muito idiota, corri para o ajudar. Olhar em seus olhos era viciante, eu queria o beijar, queria te-lo, esse instinto ainda me mata. Deixei ele sozinho descansando, e me distrair um pouco, esfriar a cabeça, literalmente.
Quando voltei ele ainda estava dormindo, peguei uma bolsa de sangue que estava em um pequeno frigobar, enchi um copo para tomar, acho ridículo beber direto da bolsa, tentei limpar Minha mente, esquecer ele, esquecer que estou me apaixonando, esquecer que ele é minha alma, esquecer que preciso dele para que minha morte eterna tenha uma gota de vida. Merda. Será que nunca vou esquecer ele?
Escuto uma tosse fraca, e corro para despejar minha bebida no ralo da pia antes que ele veja. Nao demora muito para ele estár em pé diante de mim, eu não estava lembrada como ele era mais alto do que eu.

- Oi- ele abre um sorriso maravilhoso e eu tento com todas as forças retribuir.
- Oi Hunter - Pisco várias vezes tentando parecer normal, afinal não tenho necessidade de piscar.
Ele se aproxima lentamente de mim, está com a mesma calça que o achei, porém está sem blusa, e seu peitoral forte faz com que meus olhos se arregalem. Ele percebi que minha visão não está em seus olhos e abri um sorriso travesso.
- Porque você me atrai tanto Emy? - Ele agora está em minha frente, e eu estou estasiada, como ele consegue amarrar um monstro com palavras?
- Dez que eu te vi que quero fazer isso. - Ele agora está com o corpo colado ao meu, uma de suas mãos está em minha nuca entrando lentamente em meu coro cabeludo, e sua outra mão agora está em minha cintura, nossos rostos estão se aproximando, ele se abaixa um pouco para ficar com o rosto colado ao meu, e nossos labios parecem himãs, e se unem, seus labios são deliciosos como veludo, quentes, sua língua pedi permissão e eu autorizo, ele me domina, eu sou a fera e ele o domador, minhas mãos correm por seus braços fortes e musculosos, até seus cabelos castanhos macios, eu puxo tentando tomar o controle, mas suas mãos correm meu corpo até minha nádegas e me suspende, fazendo com que eu me enrosque em sua cintura, voltando a me dominar. Minhas costas encontraram a parede, e ele sentiu falta do ar, estava com ritimia cardíaca.
- Eu quero você - Minha voz saiu rouca e sensual, a que ponto cheguei? Como cheguei? Eu não estou entendendo como chegamos a algo tão avançado.
Ele sorriu, e voltou a me beijar, suas mãos percorriam todo meu corpo, em um desejo desesperado.
E finalmente algo macio em minhas costas, a cama, ele começou a tirar devagar minhas calças, minha blusa, ele me acariciava. Arrancou fora meu sutiã e e preencheu suas mãos com meus seios, me fazendo gemer em meio a seus suspiros, logo percebi que minha calcinha também tinha ido embora, e algo me preenchia, seu peso em cima de mim me fazia gemer, cada movimento me fazia ter espasmos, deliciosos espasmos, era apenas ele e eu, meu domador... aqui estou eu... uma fera amançada...
Sua voz rouca em meus ouvido fazia meu corpo todo tremer... eu o quero... nao aguento mais... ele é meu.   E so meu... !!

........
Uuuuiiii demorou mais chegou....

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