Capítulo 35 - Isabella Marie Swan Cullen - Parte II
— Foram momentos muito difíceis, passei meses sem realmente notar a vida. Depois de algum tempo, comecei a recobrar a consciência, percebi que podia ouvir a voz de Edward - uma ilusão, criada quando fazia algo perigoso e idiota. Adquiri duas motos velhas, e pedi a Jacob que me ajudasse a conserta-las. Estar com ele, acabou sendo um grande motivador para minha recuperação. Mais tarde, acabei descobrindo, - de uma forma não tão agradável - que ele era um lobisomem e fazia parte do bando de Sam Uley.
— Me tornei alguém diferente nos meses que se passavam. Laurent, ex integrante do bando de James, me procurou, a mando de Victoria - ao fim, ele foi morto pela matilha - que agora desejava se vingar por seu amado, me matando. Comecei a ser alguém imprudente, pois, em momentos extremos acreditava poder ouvir a voz de Edward em minha cabeça. Um dia, motivada pelo desejo de ouvir a sua voz mais uma vez, cheguei a pular de um penhasco em direção ao mar.
— Mergulho de penhasco? - Pergunto, me lembrando das apostas ridículas, que os garotos costumavam fazer. - Bella assentiu com a cabeça, soltando um sorriso ao final.
— De início, parecia que tudo estava dando certo. Como, Alice, que monitorava minhas decisões, não compreendeu que o que fazia, era apenas por diversão. Pois, a presença de Jacob, em meu resgate, a impediu de me ver saindo sã e salva, saindo do mar. Ela pensou que eu estava tentando me suicidar. No mesmo dia, Harry Clearwater havia infartado em sua sala de estar, após a transformação repentina de Leah. Edward, havia ficado sabendo através de Alice, que eu havia tentado me matar. Não houve tempo de chegar a Edward que foi tudo era apenas um engano.
Me coloco no lugar de Edward, imagino a dor que sentiu ao pensar ter pedido sua amada para sempre.
— Motivado apenas pela tristeza da minha suposta morte, ele foi aos Volturi's, buscando também a sua destruição. Para esclarecer a situação, Alice e eu fomos a Volterra. Onde Aro, nos poupou, apenas por Alice, fingir ser a responsável por me conceder a imortalidade.
— Como assim, fingiu ser a responsável?
— As visões de Alice, são movidas por decisões. Ao perceber que não sairíamos dali com vida, decidiu que ela mesma me transformaria, acarretando assim em uma visão minha, no futuro sendo uma imortal.
Bella lutou muito para estar ao lado de Edward, desejava que meu relacionamento com Demetri tivesse a mesma intensidade.
— Foi nesta época, que ele me pediu em casamento. Disse que ele mesmo quem gostaria de me imortalizar. Mais que me desejava como esposa antes de tal ato.
— E, é claro que você aceitou de imediato?
— Não. Queria que ele me transformasse antes. Mais ele era relutante a isso. Ele acreditava que vampiros eram seres sem alma que não têm lugar no paraíso.
— Mas, por que não aceitou se casar? Você já não o amava?
— Sim. É muito. Mais possuía uma opinião sobre casamento um tanto quanto diferente da de Edward, pelo fato, de o casamento dos meus pais não ter dado certo. Entretanto, aceitei me casar com ele, na condição de que iriamos dormir juntos enquanto eu ainda era humana.
— Percebi que vocês eram bons em negociar. - Comento ironicamente.
— No início ele recusou, dizendo que poderia se descontrolar e acabar me matando, mas ao ver o quanto isso era ser importante para mim, ele aceitou em tentar fazer amor comigo, enquanto ainda era uma humana, porém, só depois do casamento.
— Então, você se deu por vencida?
— Sim, aceitei seu pedido de casamento. Mais pedi para que não contasse a ninguém ainda. Havia me tornado muito próxima de Jacob, e ele havia misturado seus sentimentos.
Permaneço cala, apenas ouvindo seus relatos.
— Enquanto tudo isso acontecia, Victoria continuava com seu plano de me matar. Pois, julgava Edward culpado pela morte de seu companheiro, portanto, para vingar-se, decidiu que me mataria também - parceiro por parceiro.
— E eu aqui, pensando que logo ouviria o, felizes para sempre.
— Para combater essa ameaça, uma trégua foi feita entre os Cullen e os lobos da reserva, liderados por Sam e Jacob. Para ser sincera, não houve uma trégua de verdade entre Edward e Jacob. Mais, sabiam que o alvo era outro. Victoria, havia criado um exercício de recém criados. Os da nossa espécie em seu primeiro ano, são descontrolados e incrivelmente fortes. Com a união que fizemos, derrotamos com êxito o exército e seus criadores, Victoria e Riley. Foi somente após esse confronto, que tive noção do quanto o amava. Decidi então contar a Charlie sobre nosso noivado. Edward então disse que poderíamos fazer amor antes de me transformar, porém, agora queria que tudo fosse ao momento certo: noivar, casar, fazer amor, e então me tornar uma vampira.
Fico imaginando, se ao decorrer do tempo, meu relacionamento com Demetri, chegaria a ser intenso como o deles.
— Alice, cuidou dos preparativos para o casamento. Jacob não aceitou de boa vontade, que não apenas iria me tornar uma deles, mais que queria ter todos os prazeres de casada, enquanto ainda era uma humana. Passamos a lua de mel na ilha de Esme, - uma ilha comprada por Carlisle para ela - localizada próxima ao Rio de Janeiro, no Brasil. Durante a lua de mel, percebi estar grávida, então voltamos imediatamente para casa. Ninguém, além de Rosalie, ficou a meu favor. Todos estavam preocupados com minha saúde, que vinha se definhando a cada dia de gestação, pois, gerava uma criança meio-humana e meio-imortal, algo não visto por nenhum deles em séculos de existência.
— Então a Renesmee é mesmo filha de vocês? - Pergunto alarmada.
Bella concordou com a cabeça, e seguiu seu relato.
— Meu corpo não estava preparado para gerar um ser assim. A cada minuto que Renesmee crescia, eu estava a um passo de meu fim. Todos estavam contra a ideia louca de continuar minha gestação. Porém, bati o pé e segui meu instinto. No momento em que Renesmee nasceu, morri. Jacob desolado por minha morte, - e até então não transformação - decidiu que a mataria, mas por uma peça da vida, ele sofreu seu Imprinting por ela.
— Quanta reviravolta! - Exclamo.
— No segundo dia, após o início de minha transformação, - silenciosa, devido à morfina aplicada para a cesárea de emergência - acordei vampira. Acreditando que tudo finalmente estava bem. Mais o crescimento acelerado de Renesmee começou a nos preocupar, não sabíamos por quanto tempo a teríamos entre nós. Em meio a essa preocupação, veio outra, a que iniciou a rixa entre nosso clã e dos Volturi's. Uma prima distante, Irina, - Denali - que se relacionava com Laurent, motivada por sua família, veio nos visitar, na intenção de se desculpar pela hostilidade em nosso casamento. Entretanto, tudo que encontrou foi, Jacob - em sua forma mágica - e Renesmee - que ainda tinha a aparência uma criança. Acreditando que minha filha era uma criança imortal, - algo proibido - nos denunciou aos Volturi's.
— Como assim ela os denunciou? Os Denali não são considerados família?
— Irina estava abalada, havia perdido seu parceiro e estava cega pelo ódio.
— Mais ela estava certa não estava? Renesmee, não é uma criança imortal?
— Sim. Ela é, mas ela nasceu, e as crianças imortais da qual mencionei foram transformadas.
Ao ver minha expressão de confusão, ela inicia a explicação.
— Houve uma época em que alguns vampiros atacaram crianças, e as mesmas se transformaram em vampiros também. Só que quando se é transformado em vampiro, o tempo para. Assim essas crianças não conseguiriam aprender os hábitos dos vampiros para manter o nosso segredo. Então a situação ficou descontrolada, por isso, tiveram que destruir todas as crianças imortais. A mãe de Irina, foi uma das pessoas condenadas por tal ato.
— Por isso, ao ver Renesmee, ela acreditou terem quebrado uma regra. - Conclui em voz alta.
Ela balançou a cabeça em aprovação ao que disse, continuando o que falava.
— Foi necessário então, montar um exército de testemunhas, - as mesmas que agora estavam presentes no local - para impedir que Renesmee fosse morta. O encontro com os Volturi's foi intenso. Não sabíamos qual a real intenção deles. Sabíamos que mesmo que as suspeitas dos Volturi se provassem falsas, eles fariam de tudo para destruir nosso clã, e fazer Edward e Alice se juntarem ao seu. Alice, então, apresenta a Aro um meio-sangue, filho de vampiro com humana, que cresceu até os sete anos, quando atingiu aparência adulta, e nunca mais se modificou. No final, os Volturi's foram embora com uma certa relutância, acreditando que tudo estava bem.
— Então Demetri chegou, contando os planos secretos deles. - Concluo sua história.
Bella sorriu, enquanto seguia para a escada em direção aos outros, que estavam se divertindo, com os poderes dos presentes.
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