16 - Investigação
Capítulo 16
No dia seguinte, fui para o serviço. O dia passou rapidinho e eu fui direto pra casa de Monse, precisávamos conversar.
_Me fala logo, garota. Me deixou o dia todo curiosa. - Monse disse me entregando um copo com suco-.
_Tipo, ontem quando voltei do serviço um cara de trança mexeu comigo. Acho que é o Latrelle, aí ele me olhou e pediu desculpas, eu não tô entendendo nada, um profeta me pediu desculpas. Depois disso contei ao meu pai o que aconteceu e ele não falou nada. Subi para meu quarto pra descansar e ouvi meu pai falando ao telefone. - Monse ficou boquiaberta-.
_E o que seu pai falou no telefone? - Monse perguntou-.
_Ele dizia "Não quero que isso aconteça de novo." - eu disse e Monse me olhou curiosa-.
_Sabe o que isso significa?
_O que? - perguntei-.
_Bom eu não sei o que significa.. - ela disse e eu ri-, mas temos que investigar. Porque meu pai anda bem estranho esses tempos, nem me ligar por vídeo todo dia ele tá fazendo.
_Investigar como? - perguntei-.
_Vamos seguir eles, meu pai chega amanhã e o seu já está em casa, então, se trabalharem juntos devem sair juntos. - Monse disse-, vamos chamar as meninas e os meninos para nos ajudar.
Convocamos todos para nos ajudar na "investigação" e todos vão nos ajudar. Fui para casa e meu pai estava vendo TV na sala.
_Oi, querida. Demorou porque? - meu pai perguntou-.
_Passei na Monse depois do serviço. - eu disse e ele assentiu-, você vai ir trabalhar que dia?
_Amanhã a tarde, querida, porque?
_Nada. - eu disse e ele assentiu-.
Subi para o meu quarto e me joguei na cama cansada, meu telefone tocou.
Ligação:
_Alô, Aléxia? Sou eu Olga.
_Oi Olga, em que posso ajudar.
_Em nada querida, só liguei pra avisar que amanhã você pode ficar em casa, tenho um compromisso e não vou abrir a loja. Depois vamos conversar sobre que dia é melhor pra ser sua folga.
_Ah sim, então tá.
Ligação off.
Já que tudo está ao meu favor, amanhã nosso plano se concluirá. Tomei um banho e vesti um pijama, relaxei na cama e quando peguei no sono alguém bateu na janela.
_Abre aqui. - ouvi um sussurro e quando abri a cortina, era Oscar-.
_Oque você tá fazendo aqui? Você é louco? Meu pai está lá em baixo. - eu sussurrei em desespero mas logo dei uma abraço apertado nele que retribuiu na hora-.
_Eu sei, por isso tô sussurrando. -ele revirou os olhos e foi até a ponta tranca-la-.
_Quando voltou? - perguntei-.
_Hoje, era pra eu ficar lá até o fim de semana mas resolvi voltar. - ele disse parando em frente a minha cômoda-.
_Vai me dizer o que aconteceu pra você sair da cidade assim?
_Vou. - ele deu de ombros-.
_Então fala. - me sentei na cama de frente para ele-.
_Os profetas estão armando contra Los Santos e precisamos armar uma maior pra eles. - ele disse se virando pra mim com um porta retrato na mão -.
_E o que vocês vão armar para eles? - eu perguntei-.
_Não posso falar ainda, mas logo você saberá. - ele disse olhando o porta retrato -, quem é? - ele perguntou virando a foto pra mim que me emocionei só de olhá-la-.
_Esse é meu avô, pai da minha mãe, e o único que já se preocupou comigo além de meu pai. - eu disse e uma lágrima teimosa desceu e eu a limpei rapidamente-.
_Você morava com ele? -Oscar perguntou-.
_Sim, morei lá três anos por ele. Se não fosse por ele eu teria vindo embora no mês seguinte que me mudei para lá. Ele faleceu já tem uns dois meses. - eu disse triste-, ele é muito importante pra mim.
_Sinto muito. - ele disse colocando a foto no lugar onde a pegou e se sentou ao meu lado fazendo carinho no meu cabelo-, Senti sua falta.
_Eu também. O que você ia me falar aquele dia antes de viajar? - perguntei o olhando-.
_Não era nada de mais. - ele disse e eu assenti-.
Ficamos em um silêncio chato por longos minutos até ele passear suas mãos em minha coxa e me olhar nos olhos. Me sinto quente com seu toque, estar com ele por mais que seja a ocasião é maravilhoso, e sim, eu estou completamente apaixonada e rendida por este homem.
_Quer sair amanhã a noite? - ele perguntou ainda me olhando nos olhos-.
_Quero, onde vamos? - eu perguntei olhando a boca maravilhosa e bem desenhada que ele tem-.
_Surpresa. - ele disse e eu fiz uma careta o fazendo rir-, te pego as dez. - ele disse e eu assenti-.
Ele riu e selou nossos lábios e um beijo quente e gostoso, ele passava a mão em minha cintura e a outra puxava de leve meu cabelo me fazendo arrepiar. Parei o beijo e sentei em seu colo o fazendo sorrir com malícia. O beijei e ele apertou minha bunda, já podia sentir sua ereção.
Ele aprofundou ainda mais o beijo e eu já estava ficando louca com aquilo. Sua mão saiu de minha cintura e passeava por minhas costas e seios.
_Você me deixa doido. - ele sussurrou em meu ouvido e me arrepiei-.
Ele levantou minha blusa e sorriu malicioso encarando meus seios mas logo em seguida seu telefone vibrou, era uma ligação. Saí de seu colo e ele levantou e foi até a janela atendendo o telefone. Ele não disse muitas palavras e logo desligou.
_Tenho que ir, Mi bien. - ele disse com uma cara brava-.
_Sério? Tá bom, te espero amanhã. - disse caminhando até ele-.
_As dez, não se esqueça. - Ele disse e eu assenti, ele veio até mim e me deu um beijo e em seguida saiu-.
Merda, que homem maravilhoso da porra. Definitivamente, seriamente eu estou caidinha por ele! Depois que ele foi embora eu me recompus ainda ofegante e dormi.
Acordei no dia seguinte com o despertador que eu tinha esquecido de tirar, pois hoje estava de folga. Levantei da cama e fiz minhas higienes, tomei um banho e fui para a cozinha tomar café com meu pai. Ele estava sentando lendo jornal e bebendo café puro.
_Bom dia, querida. - ele disse me cumprimentando-.
_Bon dia, pai. - beijei sua testa-.
_Vai trabalhar? - ele perguntou-.
_Não, minha chefe me deu uma folga hoje.
_Ah que ótimo, querida. Bom que quando eu foi trabalhar posso me despedir. - ele disse sorrindo e eu sorri-.
Não queria esta desconfiada do meu pai mas ele não em deu outra alternativa. Tomamos café e logo ele deu uma ida ao supermercado e quando voltou já era hora do almoço.
(...)
_Tchau, querida. Juízo e toma cuidado. Eu te amo muito. - meu pai disse se despedindo de mim com um abraço-.
_Pode deixar. - ri-, Eu também te amo pai. - eu disse a ele que sorriu feliz-.
Meu pai saiu e eu já tinha avisado Monse que ele estava indo. Ela me avisou que seu pai também saiu, Yolanda, Jasmine e César nos esperavam no carro da abuelita do Ruby para irmos e Jamal e Ruby iam nos acompanhar de bicicletas. Logo eu e Monse fomos para o carro e conseguimos alcançar o caminhão de nossos pais, que estavam um ao lado do outro.
_Estou com medo do que vocês vão descobrir. - Yolanda disse-.
_Eu estou com medo, mas é uma aventura. - Monse disse e eu ri-.
_Rubyzinho está cansado. -Jasmine disse olhando para trás onde era visível que ele estava cansado-.
_Ele tem que se exercitar. - abuelita disse e todos rimos-.
_Eles não vão conseguir nos alcançar. - César disse olhando e eles estavam cada vez mais afastados-.
Estávamos seguindo eles quando ambos pararam em uma rua bem afastada de Freeridge e nós paramos um pouco afastados para observar.
_Eu conheço esse lugar. - César disse-.
_Que lugar é este? - Monse perguntou-.
_A casa dos profetas. - César disse incrédulo-.
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