23 - Son ⛪️
- Filha! O que está fazendo aqui fora? Já vamos cantar parabéns!- escuto minha mãe chamar e limpo minhas lágrimas rapidamente.
- Ah claro!- digo e sorrio, entro de volta em casa e observo todos ali mas me surpreendo quando vejo quatro pessoas na qual eu não tinha convidado.
Me aproximo deles.
- Hina, Josh e barman!- digo ao ver meus companheiros de balada e sorrio.
- Any! Parabéns!- eles me cumprimentam e comprimento a mulher ao lado do baman.
- Fico feliz em vê-los aqui, sem querer sooar mal educada mas quem os convidou? - pergunto eles riem.
- Assim que você foi embora da balada, Sofya, a nossa amiga, chegou junto com a sua amiga chamada Nour e nos conhecemos, Nour acabou nos chamando. Mas e aí conseguiu o padre?- Josh diz e eu dou um sorriso triste.
- Acho que estou desistindo dele...- digo e Hina dá um sorriso triste- Mas então, quem é?- indico a mulher ao lado do barman a mesma sorri para mim.
- Minha namorada. - o barman diz e eu sorrio nervoso.
- Hãm...me desculpe por dar em cima do seu namorado, eu tinha bebido um pouco demais. - me justifico e ela ri.
- Está tudo bem. - ela era doce, sorri pra ela, ia perguntar seu nome mas o meu celular vibrou indicando que tinha chegado mensagem.
O pego e estremeço quando vejo a mensagem dele...
Noah
20:40
━ Noah: Eu sei que eu não tenho direito de te pedir nada, sei que nem mandar essa mensagem eu deveria, mas eu preciso de você, pode vir aqui por favor?
━ Baby girl: Sim, eu sou idiota, estou indo.
Ia saindo de casa mas meu pai e para.
- Aonde vai?- ele pergunta confuso.
- Agora não pai, desculpe. - digo e saio correndo escutando ele me chamar mas apenas ignoro correndo em direção a casa de Noah.
Assim que eu chego em sua casa depois de alguns minutos coloco a mão no joelho tentando respirar.
Toco sua campainha e não passa 5 segundos e ela já é aberta.
Olho para Noah e ele me puxa pela cintura para dentro da sua casa, fecha a porta e me presa contra a mesma logo quando a fecha.
- Me perdoe senhor. - ele fala e logo ataca os meus lábios me beijando carinhosamente mas feroz.
EU ESTAVA BEIJANDO O PADRE!
CADÊ O AR?!
Pego em sua nuca e o puxo mais para perto intensificando o beijo, paramos por alguns segundos para respirar e seus olhos estavam fechados, enquanto ele roçava seu nariz com o meu.
- Merda Any, vou ter que rezar 200 pais nossos assim que você ir embora. - ele diz e eu rio baixinho-, O que você está fazendo comigo menina maluquinha?
Rio com o apelido e me aproximo mais dele roçando nossos lábios novamente.
- O que você está fazendo comigo padre fake? - devolvo a pergunta e ele ri, paramos de rir e ficamos em silêncio apenas aproveitando a companhia.
Até que eu me arrisco a perguntar...
- Se desistiria de ser padre por mim...porque não pode? - o pergunto acariciando a sua bochecha e o vejo ficar tenso e o mesmo respirar fundo.
- E-eu.. - ele gagueja, ele queria falar mas não conseguia.
- Não gosta de mim o suficiente então não tem certeza se largaria mesmo a religião por mim? É isso? - o pergunto e o mesmo nega rapidamente o que me faz suspirar aliviada.
- Não é isso bebê. - ele diz com sua voz rouca e eu quase me derreto ali nos seus braços.
- Então o que te impede?- o pergunto, ele não queria falar, dava pra ver que o mesmo não queria confessa—, Noah, olhe pra mim.
O peço segurando seu rosto com as minhas mãos. Ele me olha.
- Eu irei te apoiar em qual for a sua decisão, seja lá qual ela for, você desistir de ser padre ou não pra mim tudo bem isso é uma escolha sua, não quero que mude sua vida por minha causa sem você querer, entende? - o pergunto terna e ele assente rapidamente logo me beijando de novo e segurando minha cintura.
O amor que eu sinto por esse homem é inexplicável, eu poderia o beijá-lo a noite inteira, eu não me cansaria nunca.
- Eu te amo. - sussurro após terminarmos o beijo, ele abre a boca para falar mas nada sai...
- Não precisa falar que me ama também, eu só falei isso para que saiba, não quero que fala uma coisa na qual não sente. - digo e ele assente logo depois me abraçando.
- ich liebe dich- ele sussurra no meu ouvido e eu fico confusa mas apenas o abraço mais forte em meus braços.
- Acho que já vou indo- digo e desfaço o abraço sorrindo para ele e ele dá um sorriso triste.
Ele abre a porta para eu passar mas assim que eu ia passar ele fecha a porta rapidamente batendo a mesma e me puxa pela cintura colocando meus lábios novamente nos deles.
Tomo iniciativa, pego impulso e subo em seu colo o beijando, só que agora mais feroz.
OH MEU DEUS VAI SER AGORA?
Estava em um surto por dentro, puxo os seus fios de cabelo enquanto uma de sua mão me carregava e a outra estava nas minhas costas fazendo pequenos carinhos inocentes.
Ele era forte, puta merda.
Sinto ele andar e subir as escadas...
CARALHO ESTAMOS INDO PARA O SEU QUARTO!
Me animo mais fazendo com que a minha intimidade fique mais molhada do que já estava.
Logo fui inclinada e sinto um colchão em baixo de nós, dou um sorrisinho malicioso já adivinhando e imaginando o que viria em frente.
Ele desce seus beijos para o meu pescoço e eu gemo baixinho, logo depois foi minha vez de deixar pequenos beijos em seu pescoço e no lóbulo da sua orelha, o que o faz rir, paro e olho confusa para ele.
- Vim aqui pra te escutar gemer, não rir. - digo e o homem em cima de mim cora, eu rio.
- Te mandei vir aqui para te dar um beijo, nem era para a gente estar em cima de uma cama. - ele diz e eu rio.
- Relaxa aí padre, estamos de roupa ainda. - digo e ainda com as pernas entrelaçadas na sua cintura o puxo contra mim fazendo ele se aproximar da minha boca.
- Se depender de você não vamos tar de roupa daqui uns cinco minutos. - ele diz com os olhos cerrados.
- Cinco minutos é muito, um minuto. - o corrigo e ele ri.
Ele em cima de mim, com o cabelo bagunçado, suas pupilas dilatadas, um pouco corado e sua correntinha de prata com uma cruz, estava maravilhoso, parecia até com a melhor transa da minha vida.
- Se tirar uma foto dura mais. - ele diz e pisca para mim.
- Ótima ideia!- digo e pego seu celular na escrivaninha, coloco a sua senha e abro na câmera.
- Eu estava apenas brincando!- ele diz e eu rio.
- Mas eu quero tirar uma foto!- o repreendo e aponto a câmera para ele, tiro a foto e logo aparece uma chamada na tela do seu celular.
- Quem é?- ele pergunta.
Meu rosto fica sério quando vejo o nome da bendita pessoa que nos atrapalhava...
Joalin.
- Joalin. - digo e o rosto de Noah fica sério também.
- Desligue. - ele diz apenas e eu nego.
- Deixa que eu resolvo isso. - saio de baixo dele e atendo a chamada, escuto um "Any não faz isso!" enquanto descia as escadas.
- O que você quer? - pergunto a loira do outro lado da linha.
- Any? - escuto sua voz.
- Ela. - digo.
- Está trepando com Noah?- escuto sua voz irritante e bufo.
- Que porra você quer Joalin?- a pergunto já sem paciência.
- Cuidado para não engravidar Any...o padre costuma engravidar algumas pessoas e depois não quer assumir a responsabilidade de ser pai...estou sofrendo Gabrielly, falo isso para o seu bem...
Fico sem reação, o celular cai da minha mão e eu apenas me viro, Noah estava parado na escada com uma cara furiosa, vem até mim pega o celular no chão e fala com Joalin enquanto me olha.
- PARE DE ATRAPALHAR MINHA VIDA! JÁ TE FALEI O QUE VOU FAZER! - ele grita, e joga o celular longe.
Eu o olhava sem acreditar, olhava dentro dos seus olhos procurando alguma coisa em que falasse que aquilo não bastava de uma mentira inventada por Joalin e que ela não está grávida de um bebê dele.
Mas ele apenas não diz nada...
E só me olhava com um sorriso triste.
- Any...- ele sussurra meu nome e tenta me tocar mas eu me afasto.
Lembro imediatamente da sua mensagem me perguntando o que eu faria se eu tivesse um filho, lembro na fazenda quando ele tava em uma ligação e falou que era um completo irresponsável e eu disse que não, ao contrário da mensagem na qual eu mandei para ele falando que o bebê não tinha culpa da irreponsabilidade dos pais...
- É por isso que não pode...por causa do seu filho...- digo compreendendo e uma lágrima escorre minha bochecha.
Agora tudo fazia sentido, ele desistiria de ser padre por mim, mas não podia porque iria ter um filho.
Passo por ele em direção a porta mas ele segura meu braço me puxando para mais perto e encostando nossos narizes.
- Any...não, por favor, não vai. - ele sussurra e vejo uma lágrima escorre sua bochecha.
- Vá cuidar do seu filho Noah. - digo apenas e me afasto logo saindo da sua casa batendo a porta.
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