Capítulo 02
Mason Monchar.
Assim que eu saí do bar, pego de dentro da mochila a minha corta vento, visto a mesma e caminho em direção a minha moto que está logo ali. Assim que subi na mesma, coloquei o capacete e logo a liguei.
Assim que dou o fora desse bairro, começo a tomar outros caminhos que faz com que o meu percurso seja menor até chegar em casa, se é que eu posso chamar o cubículo onde durmo de casa.
Dirijo em velocidade moderada por conta da polícia que vive atancando e por mais que o som do motor seja alto, eu consegui ouvir risadas e gritos de socorro vindo de um beco assim que eu parei no sinal vermelho.
Mas que porra está acontecendo?
Percebi que havia um grupinho rondando alguém, é impossível ver quem está ali. Pensei em ir lá, mas não é da minha conta e ao mesmo tempo o meu subconsciente está me dizendo para ajudar a tal pessoa, fazendo me passar no lugar do desconhecido.
Acho impressionante isso, é automático, e muitas das vezes acabo em confusão por esse “automático”.
Deixo a moto no costado da calçada e então desço dela, coloquei o capacete sobre o meu antebraço pelo buraco onde há para enxergar. Caminho em direção ao beco, vendo ali uns cinco homens.
—E aí, vai dar o cuzinho para conseguir pagar ou o papai vai dar um jeito?— Um deles perguntou.
—É isso que cê quer?— o homem fez algo a ele, e o mesmo gritou em reprovação para que parassem.
—Aí, o amigos.— Chamo a atenção deles e assim que viraram para me encarar deixaram o cara amostra.
Olho para ele que está sentado no chão, com uma expressão de revolta no rosto. Os cabelos e a face estão sujos com um pó branco.
—Quem é você?—O cara perguntou, já sacando a sua arma para mim.
Puta que pariu! Onde tu foi te meter Mason?
—Qual foi, isso é o que menos importa.— Digo num tom amigável, observando suas expressões marrentas me observarem.— Eu pago a dívida do moleque, quanto é?— os caras se entreolharam e então um deles se aproximou.
—E eu posso saber onde um pobre coitado como você irá conseguir 11.000 mil dólares?— Nem me pergunte. O cara perguntou debochado, enquanto gesticula com a arma na mão.
—Aparências enganam, amigo.— Sorri maroto para ele, em seguido vejo a irritação do cara, e então o meu corpo ser empurrado contra o muro do beco, fazendo os meus músculos enrijecer ali com tamanha força. Ele retirou o capacete de mim e o jogou longe.
—Não me chama de amigo.— Ele gritou, apontando aquele cano para mim.
—Ok, beleza!— Digo.—Mas poderia pelo menos tirar essa porra do meu rosto, para conseguir pegar a carteira?— digo, ele me olhou desconfiado.
—Não.— Novamente ele gritou.
—Beleza, mas antes de pagar pelo cara, eu quero ver o estado dele.— Insisti.
—Você não tem condições de exigir nada.— o outro falou, rindo com o cara.— Mata esse bosta, depois a gente rouba o suposto dinheiro dele.— o cara continuou a rir.
—Ami...— Paro assim que lembro a irritação do outro.— Olha só, se você pensar bem, eu tenho sim. O meu chefe está pagando para quem o achou e o quer sem nenhum raspão. Sacou? Vocês precisam usar mais a cabeça.— A última frase saiu por impulso, mas eles pareceram não se importar. —O dinheiro da dívida, mais a recompensa...Isso é muito bom, não é?
—Quem é o teu chefe?— Ele escorou o cano extenso sobre o ombro.
—Um homem muito generoso com quem lhe facilita, então, ser um pau no cu com o mandante de confiança dele não é uma boa ideia.— aviso.—Agora me deixa ver a porra do cara?— Faço pose de encrenqueiro, mas nada que faça com que eles se intimidam.
—Deixa o cara ver o merdinha.— Mandou, em seguido rindo assim que o cara se inclinou para pegar ele do chão.
O tal plano se passou muito rápido pela minha cabeça, não teria tempo para pensar direito, se não acabaria pior que o endividado.
O meu corpo foi em direção às costas dele, logo fazendo o famoso golpe do “mata leão”, ele levantou e as minhas pernas envolvem o quadril do homem que agora está sufocado.
—Se tocarem no cara eu mato o grandão.— Ameaço.—Deixa o encrenqueiro passar e eu libero ele.
—Filho da puta!—Um deles gritou, apontando a sua arma agora para nós dois.
—Fa...fa.. faça.— o cara que estou estrangulando disse com dificuldade.
—Ouviu? Vamos logo, o xará de vocês não está respirando.— Digo debochado e uma risada leve escapou-me.— Aí.— olho para o cara que estava até agora pouco no chão.— Pega a arma da cintura dele e me alcança.— Digo e ele foi até o homem, sem nenhum nervosismo e sim com insegurança, ele pegou a arma e então me alcançou. Eu olhei para frente e vi os outros quatro homens mirando suas armas, enquanto o meu braço aperta o pescoço do outro.
—Abaixem esses caralhos se não querem que ele morra.— Aviso, agora com um braço envolta do seu pescoço, e com a outra mão disponível, seguro a arma apontando para a cabeça dele.
—A gente vai abaixar, mas assim que vocês estiverem fora desse beco, vamos os caçar pelas ruas desse caralho. — Falou.— Solte ele que deixamos vocês vazarem daqui.
—Eu não confio em vocês, eu posso muito bem matar ele e me largar daqui e vocês nunca mais verem a minha foça nem pintada de ouro. — Eu disse simples. Desci das costas do homem, e agora estou mirando na mesma, bem onde fica os pulmões, enquanto caminho de costas e o outro cara me acompanha.— Quando eu estiver pilotando a minha moto, você estará liberado.— Digo.— E vocês ficam aí.— Grito, pôs já estávamos longe.
Assim que saio do beco, faço uma curva e deixo o cara ali jogado, mas não esqueço de atingir a sua cabeça com o cano da arma, com toda a força para que ele fique tonto e não pense em nos impedir.
—Sobe na moto.— digo, indo correndo até a minha parceira. Eu subi e agora sem o capacete. O garoto também subiu, ligo a mesma e vazo de uma vez por todas e já um pouco longe dali, ouço a voz dele dizer:
—Eles estão nos seguindo.— vejo pelo espelho, eles estão de carro e se preparando para iniciar o tiroteio.
—Merda!— praguejo.
Acelero a moto e então ultrapasso os outros carros da pista, vejo um deles bater por ter sido baleado por engano. Que Deus o tenha!
Entro em outra rua, e desvio de mais carros, andando em ziguezague pela pista e então novamente aqueles malditos estão na nossa cola.
—Entra nesse beco, tem saída em outra rua.— Ele gritou para que eu ouvisse.
Assim eu fiz, tendo a iluminação da moto para aquele beco escuro, ouço ele dizer “passa por cima” quando havia algumas coisas para impedir a nossa passagem, ele segurou em meu quadril como força, e então chutou o que conseguiu. Saímos em outro bairro onde o chão que é de terra e então passamos por um típico labirinto de ruas, eu não faço ideia de onde estamos!
—Entra por aqui que estaremos na avenida principal logo, logo.— Ele avisou.
Novamente o fiz, agora percebendo que estou longe de casa e mais alguns quilômetros estaremos saindo da cidade. Olhei para trás e não vi mais perseguição.
—Despistamos? — Ele perguntou.
—É o que parece.—Aviso totalmente aliviado.
—Valeu, dude!— Agora parar e pensar tudo o que aconteceu há uns dez minutos atrás, chega a me dar arrepio. Eu não acredito que fui capaz disso tudo, de mentir, de por a minha cabeça a prêmio pelo desconhecido que não sei nem o nome. Estou impressionado!—Qual o teu nome?
—Mason, Mason Monchar.— respondo, parando a moto, já que marca o sinal vermelho. Antes eu nem havia me importado com os mesmos.— E o teu?
—Ryan Ru...— Ele hesitou em dizer o sobrenome, fiquei curioso do motivo, mas acabo ignorando.
—Onde eu te deixo?— O sinal voltou a ficar verde, e agora volto a pilotar a moto.
—Em qualquer lugar.— Ele disse.—Entra nessa rua aí, vou dormir na casa de um parça.— Ele me indicou a esquerda, mas sou impressionado com um carro que passou por nós e então parou na nossa frente. Esse ato me fez frear bruscamente.— Fodeu!
—Quem é?— Eu fui ignorado, ele desceu e então fui obrigado por mim mesmo a fazer o mesmo.
De cada porta um cara saiu, todos vestidos muito bem, e...armados. Da próxima vez pensa duas vezes antes de ajudar alguém, Mason.
Vejo mais um homem sair do carro, ele segura um charuto entre os dedos, usa um terno muito bem alinhado e sapatos pretos brilhantes! O que me deixou abismado foi o seu olhar matador para Ryan. Todos odeiam Ryan, é isso mesmo?
—Nem possuir o nome mais sujo do que a sua cara na justiça, me faz sentir tanta vergonha como estou sentindo de você.— O homem falou duro, com a sua voz repreendedora e firme.— Meu filho um drogado, que vergonha!— O homem falou totalmente decepcionado.— Pois eu juro que da próxima vez em que usar mais alguma, eu faço você entrar em cana.— Ele disse de frente para o garoto.—Você vai limpar merda de marmanjo,— Com o dedo indicador, ele tocou o peito dele, logo retirando-o.— para tomar vergonha nessa cara.— Aquelas palavras duras afetaram até em mim, por mais que ele esteja jogando seu futuro fora com essas porra, ele ainda é um ser humano. —Você vai trabalhar para conseguir esses 11.000 mil dólares.— Determinou.
—Ok, pai.— Ele disse com sua expressão tediosa.— Eu sei que errei, e estou arrependido.
—Cala essa boca!— o homem gritou.—Eu já cansei de ouvir isso vindo de você, seu marginal, entre agora no carro.— Ordenou. Ryan me olhou envergonhado, e então disse:
—Valeu, irmão. Qualquer dia desses nos encontramos.— Eu não disse nada, apenas confirmo com a cabeça e assim que ele entrou no carro o homem me olhou e então perguntou:
—Quem é você?
—Apenas um Zé ninguém.— Respondi, mas acabo me arrependendo ao ver sua expressão séria.— Mason Monchar, senhor.
—O que fazia com o meu filho?— Ele colocou o charuto entre os lábios, e então o tragou.
—Eu o encontrei em um beco, uns cara cobravam ele e queriam o matar.— Explico a primeira parte.—Eu...eu o ajudei a se livrar, fomos perseguidos e agora estamos aqui.
—Para quem você trabalha?— Ele perguntou, ainda rude.
Esse homem parece não possuir bondade, seu olhar me intimida, e homem nenhum me deixa nessa situação.
—Travis, senhor.— Respondo
—Travis?— Ele elevou a sobrancelha para cima, logo abaixando o charuto.
—Sim, trabalho na academia dele...ele também me treina e faço algumas lutas.— Respondo nervoso, e percebi que a sua expressão fácil suavizou. O que ele achou que seria?
—Agradeço por sua bondade, o meu filho é um incompetente.— Ele falou com decepção.— Eu me chamo James Russell.— Ele se apresentou.
—Não a de que.— Respondo.—E... — hesito em continuar.— eu já ouvi o nome do senhor em algum lugar.— comento, e de fato, eu já ouvi. Sempre que ouço, eles dizem como é um senhor muito perigoso e impiedoso.
Ele apenas deu uma risada leve, deixando amostra os dentes perfeitos, mas para mim foi torturante ouvir sem saber exatamente do que ele ria, se é da minha cara ou de algo que eu tenha dito.
Afinal, o coringa mata sorrindo.
Aquele olhar agora sacana desviou de mim, o homem alto e bem portado deu as costas e se afastou. Ele entrou no carro e os caras armados foram junto, em seguida eles foram embora, arrancando dali.
Eu só espero que não foda para o meu lado.
Respiro fundo e passo as mãos sobre os meus cabelos, parece que todo o peso em minhas costas finalmente saiu, e agora vou poder dormir sossegado. Quanta adrenalina, senhor! Mas nenhuma parte comparada com os poucos minutos de conversa com esse homem tão sério.
Eu fui rumo a moto, logo partindo desse lugar para a minha “casa”.
Na manhã seguinte eu cheguei cedo na academia, Travis está abrindo as portas de ferro e eu o ajudei. Ele me ofereceu um café e eu recusei, Travis especulou o meu namoro com sua filha, eu o respondi e então logo começou a chegar o pessoal para nos interromper.
Alongo os músculos e então começo a treinar com o próprio Travis, teria uma luta na segunda-feira, e eu estou me preparando já à tempos. Seria uma forma de mostrar que sou melhor que o Jacob, e que o pai do mesmo falou-me que caso eu ganhasse, eu seria investido por ele.
—Treine com o Jacob enquanto eu resolvo uns problemas.— Travis disse e olhou para o homem com cara de pilantra e segurando uma maleta entrar na academia.
—Jacob.— O chamo.— Teu pai disse para treinar comigo.— Digo, o mesmo virou os olhos e então subiu no ringue.
—Pronto para apanhar?—Ele bateu ambas mãos, que estão revestidas pelas luvas. Viro os meus olhos com tedio, como Jacob consegue ser tão fútil?
—Depois que você apanhar, não venha chorar para o papai.— Digo, eu não costumo responder suas banalidades para ele não fazer fofocas ao Travis, o seu pai.
—Tanto faz, vamos logo.— Disse.
★★★
Fui almoçar, ou melhor, comer um sanduíche em uma lanchonete ali perto, nada exagerado, não estou com muita fome. Fui especular o meu celular, ver se há algo importante, e vejo algumas mensagens de Sarah. Resolvi apenas ignorar, e depois responder.
Levo um susto, o meu celular quase cai assim que sinto alguém chegar animado e então balançar minhas costas.
—Mason.— Vi ali o mesmo encrenqueiro de ontem, ele sentou na cadeira disponível. A companhia dele seria ótima se não fosse um endividado, e o pior é por marginais, que se me acharem, eu serei um homem morto.
—Ryan.— Fizemos um cumprimento de mão.
—Aí, irmão. Eu queria agradecer pela ajuda ontem.— Ryan subiu o óculos, deixando-o em cima cabeça.
—De boa.— apenas disse.
—É sério, poderíamos ter morrido. Você foi muito corajoso com um desconhecido.
—Cara, já disse, tá de boa.— Eu disse, não sou muito fã de ser “gloriado”.
—Beleza! Mas eu vim até aqui para te fazer um convite.— Ele disse animado.
—E qual seria?
—Topa ir em uma boate cheia de strippers peitudas?— Ryan bateu palmas uma vez só, e com aquela expressão maliciosa continuou.— Lá só tem puta gostosa.
—Olha, Ryan.— Inicio.— Eu até iria, se não fosse ter uma luta na segunda-feira.—Eu disse e ele me olhou confuso por alguns segundos.
—Você luta?— Em seu rosto há uma expressão surpresa, e então eu confirmo com a cabeça.— Mas hoje é sábado.
—Eu preciso me preparar no domingo.— Explico.— E não ficar de ressaca.
—É só não beber tanto, foder umas putas e curtir o som.— Ryan disse, como se tudo fosse fácil.
—Não, Ryan.— digo.— Aliás, como conseguiu me achar?
—Bom, irmão.— Ele iniciou, com seu ar esnobe.— Meu pai é super foda, e filho de foda, fodinha é.— Oh, sim. Percebi isso ontem.
—Ah.— Disse, sem nenhuma vontade de saber o que o pai dele é, mesmo já imaginando.
—E então, vai ir?— Novamente insistiu.
—Não.— Fui curto em minha resposta.
—Qual foi, Mason.— O garoto que não curte ouvir não se revoltou.
Caralho, eu não tenho a vida fácil não.
—Não e acabou.
—Se você for, eu vou na sua luta.— E que diferença faria na luta com a sua presença, moleque? Eu fiquei com a imensa vontade de perguntar.— E então eu levo uns olheiros.— Filho da puta!
—Olheiros? Está brincando?— Enrugo a testa.
—Eu não brinco.— Ryan falou totalmente convencido.—Eu sou foda, irmão.— Tão foda que está devendo até o cu.
Perder uma oportunidade dessas é pedir para ser um merda.
—Ok, eu topo.
★★★
Assim que cheguei na boate, estaciono a moto e então vou até onde Ryan está com uns amigos. O homem deixou um longo sorriso aparecer quando me viu.
—Galera, esse é o Mason. Mano esse cara é muito foda.— Ryan parecia já embriagado.
Cumprimento os caras com um aperto de mão, e então fomos em direção a porta, Ryan ignorou a fila e isso me fez hesitar ao chegar perto da segurança, que nos deixou entrar sem dizer nada. Nossa!
—Esse aqui é o cantinho do rei!— Ele falou se gabando, assim que entrou na boate, se referindo a ela. Ryan elevou o braço, apontando para tudo como se fosse dele. E talvez fosse mesmo.
—Do príncipe, né babaca. Teu pai ainda não morreu.— Uma mulher apareceu em nossa frente. Meu olhar fora de encontro com os seios dela que estão espremidos em um vestido. Oh, Deus! — E aí, meu nome é Lilly.— Ela me olhou.
—O meu é Mason.— Digo, não sabendo se olho para os seios da mulher maravilhosa em minha frente ou para o seu rosto.
—Só não vai comer a ratinha.— Ryan falou, e vi ela virar os olhos, como se fosse natural para a mesma. Ryan realmente é muito desnecessário.
Mas comer ela é uma ideia tentadora.
—Vou indo, talvez nos encontramos.— Lilly falou, e então aproximou-se, deixando-me um beijo na bochecha.
Sentir o cheiro da pele negra e brilhante da mulher se tornou uma meta para essa noite. O perfume dela é tão gostoso! Assim como deve ser a buceta dela.
Com ousadia, assim que ela estava indo embora, seguro o quadril da mulher e então volto a encara-lá.
—Não curto o mais tarde.— Disse, enquanto olho seus lábios brilhantes por conta do gloss. Sem hesitar, a minha mão desceu das costas ao seu traseiro, dando uma leve apertada.
O que os olhos não vêem o coração não sente, Sarah.
—Isso é um convite para foder, Mason?— A mulher perguntou, agora abrindo os lábios em um sorriso.
—Até você não sentir mais as pernas.— Digo, estamos tão próximos um do outro. Eu tenho certeza que ela consegue sentir a minha ereção por baixo da calça roçar na sua barriga.
—Talvez algum dia, machão.— Ela deu uma batidinha no meu peito e então se soltou. Lilly jogou os cachos para trás e então com um sorriso e uma piscada se despediu, dando as costas e me deixando ali, duro apenas com a visão do seu decote e sua pele quente próxima a minha.
Hormônios de homens...
[N/T]
...Hey galerinha.
Saímos do hiatus, e agora bora se afundar nesse caralho de obra.
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