Capítulo 6: O Furacão
O homem gordo e barbudo se debatia, tentando se libertar, respirar, embaixo da água fria em pleno inverno. Ele não sabia o que era pior daquela tortura.
Ao ter a cabeça erguida pelos dois homens, retirada do balde, pode divisar a figura temida da loira, vestida em roupas pretas, uma espécie de macacão e coturnos, se aproximando com uma expressão cruel.
- Então, Fat Boy, vai me dizer onde está Carlucci? – Falava enquanto se aproximava, virando uma cadeira e se sentando ao contrário dela, com os braços repousando sobre o encosto. – Sabe que eu não sou muito paciente. Tenho este gênio difícil. – Falou com ironia.
- Vá se foder, sua vadia!
Ela abriu um sorriso cruel, o encarando o encarava, até que se pronunciou.
- Sabe que ele não tem fidelidade a ninguém, ainda mais a você que é um contrabandistazinho de bosta, um merdinha nesta grande empresa de crime que ele criou. Eu estou impressionada com a capacidade que esse filho da puta tem de diversificar o negócio. Puta que pariu! Não posso deixar de reconhecer que o filho da puta tem uma mente empreendedora. Mas, pessoas como ele não serão bem vindas no meu Porto, porque eu prometi a população que tornaria esse lugar melhor, mais seguro, claro que não disse como, isso não pega bem para os negócios.
O homem deu uma risada, uma grande risada.
- Não adianta, você não vai limpar isso aqui nem que chupe o pau do próprio Carlucci.
- E quem disse que eu quero chupar o pau dele? Eu quero que ele vire comida de peixinho, porque nem pra ser preso aquele filho da puta serve, é tanto crime na costa: abuso de menores, prostituição, tráfico, contrabando de armas, tráfico de pessoas, venda de órgãos no mercado negro...Caramba! É tanta coisa no currículo, que ele vai puxar uma Perpétua e ainda vai ficar dando gastos para o contribuinte. Para pessoas que ele aterrorizou, explorou, saqueou e até estuprou. Nããããão. Meu objetivo é matar mesmo.
- Então por que eu falaria, se você vai me matar também.
- Eu já te disse Fat, que isso depende de como você vai ajudar. Podemos ficar só nisso...
Ela fez sinal para o os homens que começaram a afogá-lo de novo. Os outros que estavam em volta olhavam de forma impassível, eram mais quatro dentro da sala, todos com roupas pretas, pareciam ex-militares, devido a postura como estavam parados, entregando seu treinamento.
Quando o homem foi puxado de dentro da banheira de água, uma arma já o esperava apontado bem na sua testa, a loira não tremia a mão, segurava a arma de forma firme, então encostou a 9mm na testa molhada, aproveitando o efeito surpresa.
- ...ou pode ser assim. Já que vai fazer o inútil, o jeito é matar.
O homem olhou para a arma e para o olhar determinado dela, olhou em volta avaliando suas possibilidades. Tremia de frio e medo ao mesmo tempo.
- Ele sempre fica nas ruinas do Hotel Merrit, as ruinas não passam de fachada, por dentro tudo é bem diferente, segurança reforçada. – O desespero estava presente em cada palavra, pois parece que alguém percebeu que ela não estava brincando.
A mulher ergue uma das sobrancelhas.
- E as armas que você trouxe no último carregamento, estão aonde?
- Já foram entregues para Carlucci, ele precisava para um assalto a banco. As meninas não andam mais rendendo tanto quando o pó. E ele precisa de dinheiro para comprar itens necessários para refinar o bagulho.
Katherine ponderou as informações, por trás do prisioneiro surgiu das sombras uma outra pessoa, um loiro, seu chefe da segurança. Eric fez um pequeno aceno de positivo, as informações batiam com o que ele já sabia através das informações.
- Ótimo!
A mulher puxou o gatilho estourando os miolos dele, fazendo sangue espirrar nela, incluindo o rosto que era a única parte do corpo que não estava coberta. Uma expressão de desprezo surgiu no rosto, não pelo sangue em si, mas a origem dele, de quem vinha aquele sangue. Um dos seguranças entregou uma pequena toalha para ela, que limpou o rosto enquanto dizia.
- Tirem esse porco imundo daqui e podem dar fim nele, ninguém vai procurar esse desgraçado. Dava armas para crianças, pessoas como ele tem um lugar reservado no inferno.
Ao se afastar do local da execução, homens rapidamente começavam a cuidar do homem, preparando para ser enterrado em algum lugar que só eles sabiam. Enquanto a mulher caminhava até a saída, era seguida por Eric, o homem falava de forma profissional:
- Senhora, vou começar a investigar as informações repassadas por ele. Assim que estiver pronto, traçarei um plano de ação.
- Certo, Morgan. – Ela para e o encara com seriedade. – Não quero espaço para erros, dentro daquela ruína que ele transformou em puteiro devem ter muitas meninas, então cuidado. Quero que inclua no plano alguma forma de dar suporte para elas, nós sabemos que aquele imundo deve encher elas de Drogas.
A mulher não conseguiu esconder a consternação diante do quadro que visualizou. Era triste demais até para imaginar.
- Vamos! Preciso passarno meu apartamento, vou tomar um banho, trocar de roupa e depois vamos para acasa do meu pai, preciso visitá-lo. Ele vai estranhar que tenha vindo até Bostonpara um baile e não tenha feito uma visita. – Ela suspirou cansada. – Eu aindatenho que ir a este baile. Saco!
***
Essa e outras músicas estão na playlist da Trilha Sonora no Spotify: https://open.spotify.com/playlist/2l7XQw3oh4uZidoumVL96a?si=G5fRfy3uSMimeWcN9OFNmQ
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