Você... O que?
E novamente estávamos naquela cafeteria, a ligação que recebi de Hyunwoo me informava que ele havia conseguido a solução ou ajuda para meus problemas, para ser sincero eu já esperava que o mesmo aprontaria alguma coisa e me deixaria na corda bamba. Não sei qual era a ideia que passava na cabeça daquele cara, mas torcia que ele não tivesse revelado meu segredo para ninguém.
- Então – disse por fim depois de um longo silencio – quem estamos esperando?
- Logo, logo vai chegar, acho que vai ser de muita ajuda na sua jornada – ele evidentemente debochou e eu fechei a cara dando um longo suspiro, sua mania de fazer suspense me deixava inquieto pensando em milhares de coisas...
- Ah ela chegou! – por fim soltou se arrumando na cadeira.
- Ela? – olhei para a porta e vi uma mulher vestida casualmente procurando-o pelo ambiente e quando o achou sorriu gentilmente vindo em nossa direção, respirei fundo me ajeitando na cadeira. O que viria agora? Uma outra pretendente de Hyunwoo?
- Ela é astrônoma e eu tomei a liberdade de a chamar para contar sua história!
- Você... Contou minha história?
- Claro que não né, você que vai fazer isso – fiz uma careta – talvez ela possa ajudar a descobrir algo que posso te favorecer!
- E o que te garante que eu...
- Olá, Boa tarde! – sua voz interrompeu minha fala, me fazendo fazer reverencia e dar um leve sorriso – posso me juntar a vocês?
- Claro! - Hyunwoo abriu seu grande sorriso para deixar a menina a vontade... Logo o mesmo tratou de falar pelas tabelas tentando explica-la o motivo de estar ali e como seria sua formação seria de ajudar, aos poucos seu olhar foi voltando para mim e a curiosidade foi reinando dentro de seus olhos intensos e de cores levemente escuras.
- Então você é o amigo que precisa de uma forcinha com astronomia, mas não tem cara de estar estudando sobre isso, você tem cara de um CEO ou empresário, por que gostaria de saber sobre os estudos dos astros?
- Vou deixar vocês dois conversando com privacidade, se precisarem de qualquer coisa sabem meu número – com um aceno ele praticamente correu deixando eu e ela sozinhos olhando o espaço que antes ele estava.
- Antes de começarmos me chamo Kim Seokjin!
- Sou Park Seung-Ah! Espera... – ela pensou um pouco e acho que uniu os pontos – Você é o dono da empesa Begin? Aquele que está a quase um século no mercado ajudando jovens que querem começar seus negócios?
- Sou eu mesmo! – concordei sério – mas meu objetivo não é falar sobre negócios ou sobre minha empresa, meu amigo achou que você poderia me ajudar com a história de um meteoro e descobrir os efeitos que ela pode causar nas pessoas...
- Você tem amostra dela para ser pesquisada ou seu nome?
- Não sei se ele tem nome – disse confuso – ele caiu a mais de 2.000 anos na terra e não sei nem se existe resquício do mesmo espalhado por aí...
- Na verdade, eu estou para fazer uma pesquisa sobre uma pequena pedra datada com essa mesma idade, ela chegou recentemente ao centro de pesquisas para analisarmos – me debrucei interessado – mais por que tanto interesse, você nem é formado nisso...
Ponderei, deveria contar minha história? Deveria a dizer o motivo real de estar tão interessado ou contar uma mentira? Nunca fui de mentir ou esconder para meu mérito pessoal, apenas quando se tratava de minha identidade preferia maquiar a verdade para não chamar atenção indevida, será que valeria a pena lhe contar?
- Eu não sei se devo lhe falar sobre isso – cocei a nuca
- Olha se quer algo para impotência sugiro que vá ao medico e não procure astros ou meteoritos para fazer alguma diferença isso é um...
- Não tem nada a ver, eu não estou aqui para isso... – fiquei levemente envergonhado, será que alguém já tinha lhe procurado com esse objetivo?
- Pode falar se você se interessa, ajudarei no que for necessário nesse respeito com toda a profissionalidade necessária.
- Eu tenho interesse nela, em como ela pode ser útil e acho que pode me ajudar! – tentei ao máximo enrolar no assunto
- Bem – ela se mexeu desconfortável - vamos ser diretos? – concordei com a cabeça – eu não quero ajuda financeira e nem que sua empresa se meta em meus planos, sei que deve haver um motivo por trás de tudo isso, está tentando algo? Investigar alguma coisa? Ganhar espaço no museu? Comprar alguma pesa?
- Você já pensou em viver eternamente? – joguei a pergunta ignorando todas as suas anteriores.
- Como assim? Sem adoecer?
- Somente viver, se machucar, sentir dor e até adoecer podem fazer parte, mas viver sem envelhecer e ver décadas, séculos e milênios se passarem sem você passar...
- Eu gostaria, mas sem essas coisas ruins que tem... Viver assim só seria sofrimento. - Soltei o ar, era exatamente o que eu pensava.
– Ou então se houvesse alguém comigo junto, sozinha pode ser solitário demais! - murmurou pensativa, novamente ela tocou em outro ponto delicado que me atingia.
- Exatamente como eu penso! – murmurei
- E o que isso tem a ver, não entendi muito bem, você mudou drasticamente de assunto.
- Não mudei – lhe encarei pensando em como dizer – a pedra que está em suas mãos para analise a muito tempo fez isso com uma pessoa e agora ela está cansada de viver assim, ela precisa saber se há um meio de isso parar!
- Quem? – ela se aproximou intrigada – viver eternamente? Ver todas as gerações? Por que ela não quer mais? – muitas perguntas para pouco tempo
Quando abri minha boca para lhe responder meu celular brilhou com uma mensagem de alerta: "Você não está sozinho!" me senti intrigado e olhei ao redor procurando quem quer que fosse o anônimo, estava me vigiando? Eu corria perigo? Minha espinha gelou e me levantei drasticamente para sair daquele ambiente.
- Ei onde vai? Vai mesmo me deixar com essas perguntas?
- Entramos em contato em um lugar mais calmo e mais confiável!
Sai a passos largos sem ouvir o que a mesma ficou falando, não queria soar mal educado, entretanto estava com medo de quem quer que fosse me perseguir e tentar fazer algo comigo, não queria me ferir como aconteceu no passado e tenho que admitir que esse era um dos meus maiores traumas. Fiz o caminho mais longo para casa somente me certificando que não estava sendo seguido e depois que cheguei corri e tomei algo para me acalmar.
A conversa não havia sido terminada e mais um problema estava surgindo, será que eu conseguiria conviver mais tempo com isso sem pensar em uma loucura?
Torcia para que sim!
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