Me ajude para eu lhe ajudar

Park Seung-ah

A única saída que encontrei foi ir até o mesmo e pedir desculpas, sim eu engoliria meu orgulho e seria sincera, eu sei que é meio difícil pedirmos desculpas ainda mais quando achamos que estamos certos e principalmente quando você sabe que foi relatado para você parece loucura demais para acreditar. Mas em parte eu sei que não deveria ter esnobado ele ou rido descaradamente do seu desabafo...

- Meu Deus, por que eu não fingi? – passei a mão no cabelo perto da entrada do prédio – tudo seria mais fácil.

Depois do pequeno desabafo comigo mesma resolvi entrar naquele local, para ser sincera eu apenas fui, não sabia se realmente o encontraria naquela enorme empresa, porém eu tentaria, afinal a empresa era dele e ele tinha que vim fiscalizar tudo. Entrei no local caminhando para o balcão de boas-vindas onde haviam duas mulheres conversando animadas, depois de um sorriso tímido indiquei a uma delas o que queria:

- Eu gostaria de falar com o CEO Kim Seokjin! – sorri novamente achando que daquele jeito poderia a convencer

- A senhorita tem hora marcada?

- Hora marcada? – repeti como se fosse uma pergunta difícil de responder

- Sim, só pode entrar se seu nome estiver na lista, não costumamos liberar qualquer um para entrar...

- Qualquer um? – ri incrédula – meu nome é Park Seung-Ah.

Eu sabia que meu nome não estava na lista, que não era alguém importante, mas não deixaria ela me chamar daquela forma, checando não só uma, mais três vezes e logo após olhou para mim sorrindo sem mostrar os dentes.

- Pode checar só mais uma vez? – levantei o dedo indicador em sinal de suplica

- Senhorita Park realmente seu nome não consta aqui. - sua educação me impediu de fazer grosseria então apenas me afastei do balcão dando uma leve suspiro, até que...

- Park Seung-Ah? – a voz veio aos meus ouvidos com uma vibração diferente e quando me virei lá estava ele com um sorriso sínico no rosto claramente evidenciando seu deboche – o que te trás aqui?

- Vim conversar, precisamos conversar sobre aquele assunto!

Em um breve momento vi Seokjin vulnerável, olhando ao redor preocupado se mais alguém entenderia o que eu queria dizer, e em um piscar de olhos ele recuperou a postura confiante anterior me pedindo para o seguir.

- Eu a conheço, senhorita Kang, obrigado pelo bom trabalho! – ela fez uma reverencia e não deixei de o apreciar pela sua educação com o menina da recepção que ficou toda boba com seu patrão a reconhecendo.

O acompanhei um pouco nervosa, em minha cabeça eu tentava elaborar um bom pedido de desculpas ou explicações para o motivo de estar indo atrás dele depois de ter feito desfeita e ter debochado escancaradamente da sua cara pelas coisas que havia me confiado contar, agora estava me sentindo uma tonta e como um CD arranhado suas palavras e sua história voltava a minha mente sendo repetida varias e várias vezes.

- Bem, a que devo sua visitinha ao meu local de trabalho senhorita Park? – ele se sentou em uma poltrona enquanto me ajustei no sofá observando seu escritório, havia muitos quadros pelas paredes que eu poderia afirmar que foram marcantes ao longo da história e esculturas atuais que combinavam muito bem e tornavam o espaço agradável.

- Vim conversar sobre o seu passado! – disse de uma vez, falar rápido doeria menos.

- Ué, resolveu acreditar? – eu sabia que faria alguma piadinha e pela sua feição eu podia afirmar que ele estava preparado para rir ou soltar algo a mais com o que eu falasse.

- Sim, na verdade uma amiga minha ficou muito interessada na pedra que estou pesquisando e você tem interesse e me contou, além de mostrar imagens do seu povo, posso dizer assim? – ele afirmou quando fizemos contato visual – então com provas não há como desconfiar, era tudo como exatamente descreveu.

- Pessoas dormindo em volta de uma pedra, isso? Ela servindo como uma chama para aquecer em uma noite fria – disse pensativo, ao contrario do que pensei ele se demonstrou interessado – havia o encarregado por contar as histórias então ele as desenhava para as próximas gerações saberem.

- Porém algo me intriga...

- Então pergunte...

- Para que retratar se todos ali era imortais, teriam filhos da mesma forma, não é?

- Não! – ele foi taxativo – nem todos dormiram próximos a pedra, sem contar que haviam diversos outros grupos, quando alguns ali se casavam, eu não sei explicar muito bem, mas o DNA que continha a mutação não tinha força para passar para a próxima geração, ele se fragmentava e talvez eles até vivesse cem ou duzentos, mas não aguentavam viver mil ou mais...

- Então você viu seus filhos... – não tive coragem de completar a frase, seria duro demais se ao longo da história ele tivesse visto suas gerações se perderem.

- Não! – suspirou – sim eu tive pessoas amadas ao longo dos tempos, ninguém consegue viver sozinho por muito tempo - ele se embolou um pouco na explicação - mas eu sempre preferia não ter filhos por ver meus amigos passarem por isso!

- Entendi. – olhei meus dedos e senti meu coração doer, mesmo que a história fosse louca demais, ele tinha certeza no que falava e isso já era um grão para acreditar – então é por isso que não quer mais isso?

- Sim, uma coisa é todos estarem no mesmo patamar, outra é só você ver o mundo mudar e não mudar.

- Eu quero te ajudar! – disse de uma vez tentando afastar aquela tristeza em sua voz e olhar – lembra de nossa primeira conversa, ao qual pediu ajuda e disse que queria ajuda em como reverter tudo isso?

- Lembro, que você riu e disse que eu era um maluco por falar aquelas coisas – passou a mão no cabelo e ajeitou sua postura – como poderia me ajudar?

- Um ajudará o outro, você me diz o que sabe sobre essa pedra e eu procurarei formas de uma possível reversão, se existir é claro!

- Tudo bem, parece bom aos meus olhos, contudo você não pode fazer uma coisa! – me assustei com o que poderia dizer e o que aconteceria – revelar a ninguém sobre esse segredo, nem a sua amiga que ajudou com os antigos desenhos das paredes se isso acontecer, nossas vidas podem estar em perigo.

Em suas palavras havia mais que um simples pedido, talvez ele tivesse passado por algo para temer que a notícia sobre sua eternidade vazasse, naquele momento decidi não fazer piada ou brincar, a situação era realmente seria aos seus olhos e de fato lembrei de como minha amiga arqueóloga ficou quando estava explicando sobre as pinturas encontradas e as histórias contadas ao longo do tempo, se descobrisse que ainda existia tal pessoa, que loucura poderia fazer?

- Acredite em mim, eu irei guardar bem seu segredo!

- Então a partir de agora senhorita Park Seung-Ah, me ajude a te ajudar!

Apenas sorri e concordei saindo da sala quando o mesmo foi chamado, nunca pensei que embarcaria em uma corrida astronômica barra arqueológica com uma pitada de fantasia dessa forma e não irei enganar ninguém, meu coração demonstrou inquietação para saber o que viria e como tudo seria esclarecido ao longo dos resultados que fossem saindo.

Bạn đang đọc truyện trên: AzTruyen.Top