25 capítulo
P.o.v Hailey
Ele não me respondeu, eu não sei por que mas algo me dizia que algo estava muito errado. Eu não tinha para onde ir a não ser para a casa da minha tia, não queria preocupar Shawn e muito menos preocupar Beatriz, eles precisam de um pouco de paz, cuidar de mim e dos meus problemas deve ser horrível.
Levanto da calçada e começo a caminhar rumo a minha casa, as lagrimas insistiam em cair, cada vez mais, com mais frequência e com mais tristeza. Eu já não tinha um rumo, tudo que estava bem em segundos se desmoronou, eu ainda não entendo por que tenho esperanças de algo em minha vida dar certo. O pior não é ser magoada por Matt, ja me acostumei com isso, o pior é ficar triste e começar a lembrar das coisas do meu passado, meus pais me fazem tanta falta, se hoje eles estivessem vivos eu ligaria para eles e os pediria para me buscarem no meio da rua, choraria no colo de minha mãe e ia ter um pai bravo com os caras que me magoaram.
Ja estava caminhando a tanto tempo que só fui me dar conta que tinha chegado em minha rua quando vi a porta da casa de minha tia em minha frente, mesmo se ela não estivesse em casa a porta estaria aberta, então apenas abri e entrei, o cheiro de droga ali dentro era forte e o cheiro de sexo também, isso não me surpreende mas ainda me incomoda. Subo correndo para meu quarto e o tranco, não queria ouvir a voz irritante de minha "tia" debochando da minha cara de choro.
Me jogo em minha cama e começo a pensar em como a vida das pessoas seriam melhores sem a minha existência, algo dentro de mim me dizia a todo tempo o quão inútil eu era para todos, mas algo dentro de mim também me dizia para ser forte e não deixar coisas pequenas me magoarem tanto. Mas pra mim aquilo não era pequeno, aquilo era simplismente uma avalanche para mim, e eu sei que cedo ou tarde eu iria afogar, e eu acho que já estava me afogando, eu acho que ja estou no fundo, bem no fundo. E agora e a hora que eu deixo a água me levar, e infelizmente ela não vai me levar para a terra firme.
Eu não deveria, mas agora eu não me importo mais com isso, ninguém se importa, por que eu me importaria ?. Eu já não conseguia controlar meu corpo, eu estava fazendo tudo sem um pingo de consciência, eu já não me controlava, eu ja não consiguia mais pensar em nada positivo.
Me desperto dos pensamentos quando eu sinto uma ardência em meus pulsos, sinto uma lágrima solitária descer por meu rosto logo depois sendo acompanhado por um rio. Dessa vez eu não via motivos para parar, não adiantaria pensar em meus pais pois tudo o que eu queria era viver junto a eles, não adiantaria pensar em meus amigos pois eles me deram inúmeros motivos para fazer o que estou fazendo agora, eu simplesmente não tinha ninguém para ser minha válvula de escape, eu estava totalmente sozinha. Eu era uma garota solitária. Sinto o gelado da lâmina em contato com minha pele novamente, corre um arrepio por todo o meu corpo, o arrepio da morte ? Existe um arrepio para a morte ? Essa seria uma boa pergunta mas eu nunca terei a resposta se não sentir na pele. Sinto aquela sensação mais algumas vezes até que sinto meu corpo ficar fraco, olho para baixo e vejo minha roupa toda cheia de sangue e logo escuto a porta se abrindo rapidamente, a última coisa que me lembro de ver era o semblante de preocupação de... Matt ?.
•••
Acordo e sinto meu corpo doer, não so meu corpo como também minha cabeça, eu estava confusa, para mim eu ja estaria no céu junto com meus pais.
--Que bom que acordou garota-- escuto a voz de Beatriz soar ao meu lado.
--A cabeça dela deve estar doendo cala a boca Beatriz-- escuto agora a voz de Shawn soar baixo.
--Eu to bem, só estou um pouco confusa-- tento falar o mais "normal" possível.
--Claro que ela ta normal, é óbvio que ela ta normal, quem fica estranha quando corta praticamente o corpo todo ? Isso mesmo ninguém-- Beatriz disparou em ironia.
--Beatriz-- Shawn a repreende com o olhar.
--Ja que eu infelizmente não morri me falem como sabiam que eu estava em casa e quem me buscou la ?-- pergunto tenta me apoiar em meus braços para levantar um pouco o tronco mas sinto um dos meus cortes dando uma leva abertura, dou um gemido de dor e Shawn logo se levanta me ajudando a sentar.
--Nos não sabiamos que você estava em casa, quem te buscou la e te trouxe para cá foi o Matthew-- minha respiração dá uma leve parada e dou um longo suspiro.
Não os respondo, eu não queria saber mais de nada que o envolvia, eu não queria mais saber dele.
--Ele estava arrasado se isso te faz melhor-- Beatriz fala.
--Beatriz sua boca é igual cu garota, so sai merda dai-- Shawn fala arrancando uma leve risada de mim.
--Bia eu não quero mais saber dele, nada que envolva ele me interessa agora-- falo tentando parecer calma, porque por dentro eu estava desesperada, eu não queria que ele ficasse triste.
Você é muito trouxa Hailey.
Eu o amo, e isso não vai mudar tão cedo.
--Eu vou buscar alguma coisa para você comer-- Shawn fala me dando um beijo na testa e logo olha para Beatriz-- Nada de abrir essa boca se não for útil-- ele fala e logo sai.
Beatriz começa a me dar sermões de todos os tipos, todos mesmo, ela estava chateada comigo mas eu realmente não podia fazer nada quanto a isso, então para que ela a deixar feliz eu finjia escutar e assintia mesmo não sabendo do que se tratava.
Sou tirada dos meus pensamentos pelo ranger da porta ao ser aberta. Olho para a mesma e sinto meu coração parar e minha respiração começar a ficar entre cortada.
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FINGE QUE A ESTRELINHA É A BUNDA DO CARTER E APERTA COM VONTADE 🌟
Xoxo♡
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