[❂] VOCÊ ME DEIXA LOUCO




— EU NÃO ACREDITO! – Gritou Jimin, no meio da cozinha, onde comia com Jungkook, esse que fechou os olhos pelo berro estridente.

A noite caiu na ilha, e Jeon tinha colocado o namorado para dormir depois do almoço, após transarem por toda casa, no tapete da sala, no banheiro, no rio, na varanda, em qualquer lugar. Jungkook estava um pouco cansado, pensou que seu gatinho acordaria com dores, e então limpou os resquícios de sua semente em Jimin e pela casa, e depois preparou algo delicioso para os dois comerem na janta, e foi descansar na cadeira de balanço, quando Taehyung apareceu na sua porta, perguntando apenas se poderia ficar no seu lugar, na frente do parque florestal, ou seja, o bosque onde viviam e trabalhavam cuidando da sua segurança. Ele não reclamou, e concordou com isso.

— Então, de noite posso chamar Yoongi aqui para conversarmos? – Indagou, com medo da reação do outro felino.

Ele bufou, balançando a cadeira.

— Sim, só quando Jimin dormir na pausa do cio, ou amanhã. Vou avisar. – Disse, e Kim saiu rapidamente, nunca é bom ficar no território de um alfa quando o seu ômega está no cio.

Após, um gato manhoso foi abraçar seu pescoço enquanto lia um livro bobo para passar o tempo. Mas largou imediatamente, preocupado com Park. Ele perguntou se estava doendo seu corpinho e disse, que doía o bumbum, e suas ancas.

— Minha mãe teve muito trabalho comigo, eu sou muito ativo e sempre me machucava. Ela me ensinou uma mistura natural, onde cura as áreas doloridas.

Jungkook cuidou do seu dorminhoco, enquanto estava de bruços, recebendo massagem nas bandas gordinhas e rosadas, igual um pêssego, ronronava gostando daquilo. Quando Jungkook acabou, e vestiu Jimin, beijando sua boquinha, perguntou se queria comer a Torta de batatas com cogumelos, e sim, os felinos são basicamente "veganos", Jungkook caça mas não precisa comer toda hora, fora isso, comem vegetais e derivados. Sem carne de frango, de boi, afinal tem híbridos que sofrem muito com isso e devem ser protegidos e respeitados. E já que estava com a mão na massa, aproveitou e fez uma torta de sorvete de morango, afinal, seu namorado ama doces, especialmente geladinhos.

Agora, depois de comerem e conversarem um pouco, Jimin pegou o celular, e viu as mensagens da irmã, tinha esquecido que ela viria aqui. Ela era uma intrometida, queria saber o que ele andava fazendo e depois fofocava tudo para os seus pais. Ele gritou, porque aquilo não poderia estar acontecendo. Sua irmã tinha chegado e estava na porta do seu apartamento.

— Vagabunda! Ela vive às custas dos meus pais, e eu tive que ralar para conseguir meu cantinho. Ainda continuo trabalhando! – reclamou, e Jungkook franziu o cenho.

— Você trabalha, gatinho? – Perguntou palitando as presas, onde tinha alguns cogumelos presos.

— Oras, claro que sim, eu trabalho em casa, como design gráfico para uma empresa na área sudoeste da ilha. A empresa me dá um salário bom, e fico em casa. Pedi licença semanas antes. Fiz alguns cursos na cidade dos humanos.

Jungkook pensou, é claro que fez, ele é tão talentoso. O gato, agora arisco, foi para o sofá de couro e o Pantera babão também. Sentou-se um pouco afastado, na mesa de jogos, onde jogava com Taehyung no tempo livre.

— Mina, ela vai me pagar. Vai atrapalhar minha vida, Jungkook! Faça alguma coisa, alfa! – Sua carinha estava toda enrugada, com as presinhas para fora. O grandão engoliu em seco.

— O-o que eu poderia fazer? Quer que eu busque ela? Assuste ela? – Perguntou, achando adorável a faceta brava do seu menino, queria beijá-lo e cheirá-lo, mas ganharia um arranhão no meio da cara.

Jimin bufou, batendo os pés, mimado.

— Não! Alfa, eu... eu não quero ver ela hoje. Talvez amanhã, eu quero ficar com você... – A voz antes agressiva, estava mansa agora e manhosa. Jungkook correu para pegá-lo no colo, acariciando seus cabelos loiros e deitando a cabeça em seu ombro.

— Tudo bem, me dê seu hiperphone. – Pediu, e Jimin deu o celular com um biquinho nos lábios. A pantera negra, procurou o contato de Mina, a irmã, e discou o número para uma chamada de vídeo.

"Alô, Jimin? Você está em casa, vamos abra o portão!" — Disse a mulher mandona com cabelos loiros e olhos verdes.

— Aqui é o companheiro de Jimin, ele está na minha casa, na floresta. Você poderia ir para outro lugar, pelo menos hoje? Ele está exausto. – Jungkook disse com um semblante sério, Jimin estava cochilando novamente em seu colo. A mulher percebeu que não era seu pequeno irmão, e era um homem muito bonito com uma juba negra linda. Sorriu interessada.

"Oh, tudo bem... Qual é seu nome?" — O felino suspirou com cara de tédio, muitas fêmeas faziam isso para tentar acasalar, não era bobo nem nada. Apenas desligou a chamada, deixando Mina falar sozinha.

Deixou o hiperphone dele na bancada da cozinha, e caminhou para o quarto, grudado na glândula aromática do gatinho, que mexia o rabinho felpudo lentamente enquanto cochilava. Seu bebê estava cansado ainda, tinha acordado apenas porque tinha feito barulho no banheiro, tinha certeza que ele dormiria até amanhã.

Colocou ele no ninho, sorrindo por Jimin vestir suas roupas e com o narizinho rosado pelo vento da noite. Beijou sua testa antes de ir.

— Você me deixa louco, gatinho.

Saiu do quarto, encostando a porta, ele precisaria descansar, parece que o pico do cio é de manhã e à tarde, então amanhã teria que estar preparado para muito sexo. Pois é meu amigo, seu neném não é neném. Caminhou pela casa silenciosa, pegou seu dispositivo e mandou um holograma dele para Taehyung, avisando que poderia vir até sua casa, para acabar com essa disputa ridícula entre ele e Yoongi. Enquanto esperava, foi ao banheiro escovar suas presas, e cheirou seu 'suvaco' para verificar se estava fedendo. Não, estava com cheirinho de tangerina misturado com sândalo e orquídea negra, do seu pequeno Jimin, que ressonava no ninho, tinha um soninho leve, então, deixou a habitação com cuidado.

Pegou um copo de água com limão, para levar lá fora e sentou na cadeira, ligando a luz da varanda. Relaxou os músculos tensos na madeira e sorriu involuntariamente, sua assistente virtual perguntou se gostaria de uma música, com certeza, disse que sim.

Fechou os olhos, com a melodia da música, que era uma mistura de clássica e indie, uma nova categoria para vocês humanos não é? Bom, não dá para explicar, mas sinta como se estivesse num mundo paralelo, e você se conecta profundamente com a natureza, imagine só? Isso que Jeon está sentindo no momento. Sentiu o cheiro de um alfa, e trancou o maxilar tentando se conter. Não gostava de nenhum alfa perto da sua cabana enquanto seu ômega estava dormindo desprotegido.

Abriu os olhos amarelos, quase nunca piscava pois os felinos ficam com uma feição esquisita quando faziam isso. A floresta estava escura, mas foi fácil ver duas figuras vindo em sua direção.

— Boa noite, Jungkook. – O leão cumprimentou manso quando chegou no seu território. — Posso entrar?

Jungkook semicerrou os olhos, mas anuiu com a cabeça em afirmação. Taehyung sorriu ameno para ele, indo sentar nas cadeiras da frente.

— Querem água? — ofereceu com uma voz rouca, e Taehyung concordou. E como ele já é de casa, pegou a jarra da mão da Pantera. — Certo, eu odeio momentos desconfortáveis, vamos direto ao assunto. O que você faz aqui?

Yoongi soltou o ar, aliviado.

— Eu também não, alfa. Eu queria me desculpar pelas coisas que eu fiz, com Jimin e você. Percebi o quanto ele ama você, e não posso fazer nada a respeito, apenas garantir que Jimin estará seguro em suas mãos.

Jeon, pensou se poderia desculpar, mas na realidade, Park deveria estar ali, afinal, ele que sofreu assédio, Min poderia ser preso por isso ou pior.

— Não posso aceitar as desculpas por Jimin, porém eu perdoo o que você me fez. Não foi muita coisa, não sou um ser irracional e até compreendo seus impulsos para me desafiar. – Foi sincero, os dois nunca tiveram alguma desavença antes, sempre foi um felino tranquilo e indiferente em relação aos outros seres, mas quando ele chegou, tudo mudou.

— Obrigado, Jungkook. De verdade, e onde está Jimin? Posso falar com ele? – Perguntou, olhando para a janela. Taehyung estava quieto, muito quieto para o gosto do alfa mais velho.

— Ele está cansado e- espera, acho que o gatinho acordou. – Farejou e escutou passos leves de Jimin pela casa. O outro alfa concordou, só Taehyung que murchou na cadeira, não conseguia sentir cheiros em longas distâncias.

A porta se abriu e uma pequena coisa, de cabeleira loira, apareceu ali. Jungkook sorriu bobo.

— Ei, lindo. Venha aqui, está agasalhado?

Jimin assentiu, andando pelos felinos, um pouco acanhado, vestia um moletom de Jungkook com as pernas de fora. Ficou surpreso de ver Yoongi ali, mas Seokjin disse que eles estavam se resolvendo. Sentou no colo do seu alfa, que beijou sua bochecha.

— Oi... – Cumprimentou, deitando no peito da Pantera.

— Olá, pequeno Jimin. Eu gostaria de falar com você. – Yoongi se sentou melhor na cadeira, estava tentando ser o mais breve possível, o cheirinho de orquídea negra estava forte demais para sua sanidade fraca.

— O que você quer comigo? – Franziu o cenho bonito. Jiminie abraçou os ombros largos e fortes do namorado.

— Eu queria pedir perdão, por ter tocado em seu corpo sem sua permissão. Desculpe, de verdade, Jimin.

O gato de olhos azul e verde, ficou comovido, como tem coração mole e sente quando as pessoas estão sendo sinceras, claro que ele perdoaria.

— Claro que sim, Yoongi-ah. Mas você tem que prometer de coração que não fará isso com ninguém e sempre, respeite os ômegas e betas. – Pediu, esticando o dedinho mindinho. Jeon deu risada pela fofura do companheiro. Jimin antes estava tão irritado, quase tacou um vaso na sua cabeça, agora... tão adorável.

Min levantou os cantinhos dos lábios, e selou aquela promessa com o seu dedo branquelo.

— Feito, pequeno gatuno.


[🌳]


Uma semana depois, meu gatões, foi a semana dos felinos, fico com dó da intimidade de Jimin, mas ele que pediu, certo? Ok, continuando, o cio do gatinho havia passado, ele estava com algumas dores mas nada que não resolva com carinho e suas maravilhosas pomadas.

Agora, o casal estava brigando novamente, Jimin estava na sua grande escrivaninha, sua irmã tinha saído para passear, dando espaço para o gatinho namorar e também estudar, para colocar as matérias em dia. A parte que Jungkook odiou, estava adorando ficar nos beijinhos e chamego com seu miúdo.

— Vamos Goo! Só falta essa tarefa e iremos para a cidade! – Miou bravo, e Jungkook rosnou baixinho. Jimin odiava quando ele fazia isso. — Não rosne para mim.

— Mas... – O gatuno cruzou os bracinhos rosados e Jeon bufou, voltando sua atenção para a lição de matemática, odiava essa matéria. Gostava de humanas.

Eles ficaram em silêncio por um tempo, até a porta do apartamento do felino de cabelos loiros ser aberta por Mina.

— Mina, quando é que você vai embora? – Perguntou o mais novo, não aguentava mais ela ali.

— Amanhã seu chato, seu namorado foi embora? Eu vou ficar só de calcinha. – Ela avisou e Jimin arregalou os olhos.

—Não! Jungkookie ainda está aqui. – Gritou, levantando da cadeira, mas foi tarde demais. A mulher estava seminua na porta do seu quarto. Jungkook não ligava, na verdade, estava contando algo nos dedos. — Sai daqui, sua exibida!

Ela jogou os cabelos loiros na cara de Jimin, rebolando a bunda para o quarto de hóspedes. Bufou, sairia dali com seu companheiro, era capaz dela dar aqueles remédios de tesão dos humanos para deixar Jungkook louco. Puxou a gola da camisa dele.

— Vamos, Goo-ah. Vamos para a cidade, agora.

E Jungkook não poderia ter ficado mais feliz da vida. Foda-se a matemática, afinal.


Continua?

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