[❂] SEM UM MINUTO DE PAZ



Jimin estava totalmente apreensivo, não confiava naquele médico de meia tigela que veio ameaçar seu alfa e a segurança dos seus filhotes, Jungkook segurava sua mão, sentindo o que o pequeno gatinho sentia através da marca, aromatizando o cheirinho cítrico de tangerina que deixava o ômega molinho porém, ele ainda estava ansioso. Eles decidiram que acabariam com aquilo de uma vez, e Namjoon se dispôs a levá-los com seu carro, afinal seu pai era um dos "donos" de uma rede de tecnologia automobilística.

— Ei? Pode parar de aromatizar meu carro? Seokjin também entra nele, ficará intoxicado com esse cheiro! – O lobo rosnou para o felino, que fez o mesmo.

— Meu ômega precisa disso, ele está aflito. Calma, meu coração. – A Pantera deixava beijinhos no pescoço de Jimin, e tinha a mão gigante na barriga volumosa e macia do loiro, que ronronava, gostando do carinho.

O alfa lupino revirou os olhos e decidiu ignorar o chamego dos amigos em seu próprio carro. Inacreditável. Eles não demoraram muito para chegar ao destino.

— Pelo amor da lua, só saiam do meu carro, vou precisar dar um belo banho nele. Tomem cuidado com aquele médico, meu lobo disse que ele está escondendo alguma coisa. – Avisou, olhando para os olhos atentos do felino, que assentiu e saiu do carro junto com o esposo.


O laboratório era moderno, como eles previram, seguraram as mãos e seguiram em frente. O ar estava gelado na sala de espera, tinha algumas pessoas ali, pessoas prenhas e humanos. Jungkook tinha uma dúvida na cabeça: Será que estão ali por pura espontânea vontade ou não?

— Gatinho, fique aqui eu vou falar com a secretária ok? – Falou sem esperar uma resposta, a bolinha grávida se sentou para esperar seu grande Gook, se queixando que estava com fome e queria beber algo gelado.

A pantera chamou atenção, pela sua estatura naturalmente forte e dominante, mas não se importou com os olhares, já estava bastante acostumado.

— Bom dia, o médico maluco está aí? Hyungwon falou para eu entrar mas, eu preferi perguntar. – Falou rouco para recepcionista que sorriu em seus olhos, interesse brincava em seus olhos. Era híbrida de leoa, loira, Jungkook olhava para mulher com puro tédio.

— Sim, está senhor... – Ronronou interessada, com um cheiro que Jeon jurou vir direto do lixo misturado com água pobre, franziu o nariz.

— Apenas senhor para você, posso entrar? Meu ômega est- – Foi interrompido pelo próprio Jimin, que tinha uma carranca irritadiça e fogo nos olhos heterocromáticos.

— Olha aqui sua leoa oferecida, não ronrone e nem solte esse cheiro fedorento para ele. Ele tem dono, e sou eu, sua maldita safada! Eu estou com dores no mamilo e as costas quase quebrando com cinco filhotes no ventre, então é melhor você acalmar essa xota cheia de fogo para o meu macho! – Explodiu o pequeno Park, suspirando quando colocou um pouco da sua dor através das palavras. A mulher engoliu em seco, por isso sentiu um cheiro floral vindo do macho alfa.

Jeon ronronou para o companheiro, adorava quando ele ficava bravinho. Se abaixou um pouco e cheirou a cabeleira loira macia.

— Eu adoro quando você fica todo nervosinho, coisa linda, eu quero você... – Sussurrou, e um pigarro atrapalhou o momento do casal icônico. Era o maldito médico, Jimin rosnou mostrando as presinhas curtas.

— Vamos Jungkook, quero ir logo embora, sair dessa espelunca. – Aquele lugar não tinha nada de grotesco e o Hyungwon tratou de reafirmar para o ômega.

— Respeito a minha área de trabalho, Sr Park. Venha me siga.

Os demais que ficaram na sala de espera observaram o casal bonito sumir pelo corredor do laboratório moderno.

//🌳//

— Não toque no meu ômega! – Um tal Jungkook rosnou na enorme sala clínica do homem que tentava explicar para o híbrido.

— Jungko-ok, calma, fera! Eu preciso fazer o pré-natal no Jimin, como vou examiná-lo se não posso tocá-lo. – Jimin estava deitado na maca alegando estar com sono, estava relaxado pois do seu traseiro, quem cuidava era seu macho, tinha dado alguns exames e ultrassom que havia feito com sua doutora de confiança.

O felino bufou e se sentou ao lado do pequeno gatinho, que se aproximou para beijar o grande nariz de seu alfa... pensou em como ele ficava entre as bandas de seus glúteos durinhos e... Não, aqui não, se controlou, mordendo os lábios.

— Bom, Jimin, como você já tem alguns exames e você vai se consultar novamente daqui... – Olhou na prescrição. — Duas semanas, vamos fazer aqui o exame, o eco cardiograma fetal, certo? Depois recolherei uma amostra de seu óvulo. – O humano deu um sorriso e se virou para colocar sua luva.

O cenho bonito e selvagem de Jeon franziu, como coletar uma amostra do óvulo de Jimin se ele está grávido e tudo está bem guardado no seus ovários?

— Espere um momento, como você coletará essa amostra?

— Simples, injetarei uma micro máquina projetada por mim para buscar e coletar o óvulo no ovário. – Disse simplesmente e o casal arregalou os olhos.

— Mas nem que me matem! Você não injetará porra nenhuma em mim! – O ômega rosnou bravo, o cientista suspirou, e lá vamos nós novamente.

— Será rápido e seguro, já usei em outros ômegas e deu tudo certo, ok? Se quiser você mesmo pode colocar e não machucará os bebês.

— Muitas certeza para um cara não confiável. – Jungkook zombou, de jeito nenhum Jimin abriria as pernas para um homem sujo que não tem o mínimo de bom senso.

Hyungwon entendeu o lado dos dois, ele estava em maus lençóis.

— Eu sei que o jeito que abordei vocês foi errado, mas eu preciso disso. Quer dizer, preciso da ajuda de vocês. - Pediu sorrindo pequeno.

Jimin olhou para o seu gigante, não gostava do cara mas faria de tudo para manter Jungkook perto. Ama ele, com tudo que tinha.

— Certo, mas você dará as instruções para Goo e ele colocará, não você, não quero suas mãos sujas em meu corpo. – Propôs lançando um olhar superior ao médico, que ajeitou o óculos e assentiu.

— Como desejar, Sr Park.

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Os exames foram tranquilos, na medida do possível, e emocionantes, Jeon chorou ao ouvir cinco corações batendo dentro do amor da sua vida, o 'Panterão' não se aguentou. Hyungwon não fez nenhuma gracinha e Jungkook pensou que quando terminasse a faculdade de astrônomo, compraria um carro, um bem grande para a família inteira. Sorriu bobo com isso, os dois já estavam em casa, já que Namjoon só tinha deixado o carro para lavar e voltou para buscá-los. O ômega cansadinho apenas deitou no colo do companheiro e ressonava quando ele se despediu do amigo, entrando na cabana. Como ele tinha um sonho leve, acordou manhoso, lambendo a glândula aromática do felino.

— Minha bolotinha, durma, hum? Não vou me controlar se continuar a me lamber. – Miou manso, com Jimin ainda no colo. A cabana estava quentinha, pois o inverno estava chegando e o alfa queria proteger sua família do frio.

— Junnie, eu quero carinho... Na orelhinha para dormir. – Mexeu as adoráveis orelhas peludas e sua cauda loira. Jeon fazia carinho, quando os filhotes estavam agitados de madrugada, sorriu, colocaria ele para dormir e depois faria uma grande refeição, afinal, hoje não tinha aula para os dois. O grandão entrou no quarto e colocou o seu menino delicadamente na cama, correu para abrir um pouco a janela e voltou para cama macia.

— Como você quer dormir, coisa linda? – Perguntou, ronronando com o cheirinho atraente do marido, que virou de conchinha num pedido mudo. — Está confortável? Quer trocar de roupa e colocar algo quente?

— Quero, alfa.

Jeon assentiu, levantou, abriu o closet e buscou uma roupa larguinha para Jimin, tinham que fazer compras pois a barriga estava ficando enorme com o passar dos dias. Ele pegou um conjunto de pijama azul com raios e corações, Jeon aproveitava quando o gatinho estava de bom humor e o queria perto, tinha dias que ele surtava com os hormônios e o colocava para fora, o mandando passear, literalmente, na floresta. Ficava como um cachorro sem dono, mesmo que fosse um grande felino.

— Jungkook! Vem logo! – Gritou mandão, e obediente ele foi.

— Desculpa, neném. Senta na cama, doce. – Miou e Jimin sorriu preguiçoso, Jeon adorava tirar sua roupa e ver a pele alva, além dos mamilos inchadinhos e apetitosos, que fez ele salivar.

— Está doendo, doce? Quer carinho aqui antes de tirar uma soneca?

Os olhos azuis e verdes se acendeu, anuindo com animação, Jungkook lambeu os lábios, colocou o pijama nele, e bateu no bumbum redondo para deitar com as costas no colchão, com a camisa levantada, o Pantera massageou o biquinho rosado, Jimin segurou os ombros dele, pela sensibilidade e quando ele atacou seus montinhos, o fazendo choramingar.

— Dev-argar, Goo, seja carinhoso, hum? – Fez carinho nas madeixas presas por um laço, Jungkook rosnou, puxando sua cintura, afagando-a. Jeon sugava o líquido ralinho, não via a hora de os filhotes virem ao mundo para assim, ter leite da mamãe ômega de verdade. — Tão bom para mim, alfa.

O felino balançou a cauda negra, num movimento animado e sexy. Amava tudo em seu gatinho. Quando uma mama ficou vermelhinha demais, passou para outra, logo, tirando o peso incômodo do seu ômega. Quando achou que era suficiente, fez um caminho com beijos até a bochecha de Jimin, mordiscando o local.

— Agora poderá dormir tranquilo, meu gatinho. – Ronronou, beijando a marca evidente em seu pescoço, o corpo debaixo do seu tremeu e Jungkook olhou para Jimin, com aquelas chamas atraente, cor âmbar.

— Ma-s e você, alfa? Seu pau está muito duro na minha coxa... – Sussurrou, e o alfa sorriu sacana.

— Bom, ele sempre está duro para você, neném. – Piscou, beijando os lábios do grávido, que riu, gostando muito daquilo. — Quando você acordar, terá que me recompensar... boa soneca.

Jimin se aninhou no cobertor e sorriu satisfeito, com certeza quando acordar, estaria com fome... fome do enorme pênis de seu alfa.

//🌳//

O Cheirinho de abóbora e alho poro no ar estava delicioso, Jungkook cantarolava uma música que Jimin e ele dançavam na sala quando estavam no tédio, enquanto mexia a geleia de framboesa que estava fazendo para a sobremesa, será torta. O grávido adorava essa guloseima. Jeon ficou em silêncio quando suas orelhas atentas captaram um grande movimento lá fora. Desligou as panelas por um momento e praguejou maldições para quem quer que seja... Não tinha um pingo de paz.

Mas quando abriu a porta, com suas presas em evidência, sentindo cheiros diferentes, recuou com o coração acelerado para trás. Conhecia aquele rosto, de muitas notícias do jornal e pronunciamentos de paz, o líder do super exército veio para buscá-lo.


CONTINUA


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