Capítulo 21 - Nos conte uma História Sarah Bellows - Parte Final
Thraja e Sam se reuniram em um quarto de hotel, determinados a criar um plano para capturar o espírito de Sarah Bellows.
- Primeiro, precisamos entender a ligação entre Sarah Bellows e a família de Ruby. - disse Simon ao telefone.
- Eu estive investigando. - Disse Sam. - E descobri que a família de Ruby tem uma longa história de lidar com o sobrenatural. Eles são descendentes de uma linha de caçadores de espíritos.
Thraja se animou.
- Isso explica por que Ruby é tão importante para Sarah Bellows. - Disse Thraja. - Ela precisa dela para completar seu ritual e se libertar de vez.
Sam assentiu.
- Sim, e precisamos impedir isso. - Disse Simon. - Vamos criar um plano para capturar Sarah e entender qual é a parte de Ruby em seu plano.
Sam começou a desenhar um diagrama num papel.
- Eu penso que devemos usar Ruby como isca. - Disse Sam. - Afinal, ela é a chave para atrair Sarah.
Thraja concordou.
- Sim, mas precisamos proteger Ruby. - Disse Thraja. - Não podemos deixar que Sarah a leve.
Simon ralhou a princípio, mas acabou sedendo a ideia.
- Podemos criar um círculo de proteção ao redor de Ruby. - Sugeriu Simon. - E usar equipamentos de captura para impedir que Sarah Bellows escape.
Ruby, Thraja e Sam chegaram à casa de Sarah Bellows, determinados a libertar Emily e Sophia e aprisionar o espírito maligno.
- Vamos começar a instalar as armadilhas. - Disse Sam, tirando equipamentos do carro.
Thraja concordou, começando a montar câmeras, microfones e sensores para detectar atividade paranormal.
- Essas armadilhas vão nos ajudar a capturar Sarah? - Perguntou Ruby.
Thraja assentiu.
- Sim, e o ritual que preparei vai aprisioná-la para sempre.
O ambiente interno da residência revelava sinais de desleixo e da passagem dos anos. As paredes, que em tempos foram adornadas com tintas vivas, agora apresentavam camadas de tinta descascada e manchas de umidade. O piso de madeira, que antes reluzia com seu brilho, estava agora fissurado e envolto em poeira.
A entrada, que outrora era um majestoso portal da residência, agora estava pendurada instavelmente em suas dobradiças, quase caindo. A brisa passava pelas janelas estilhaçadas, fazendo com que os cortinados rasgados se balançassem como espectros.
Dentro da casa, os móveis estavam impregnados de poeira e adornados com teias de aranha. O sofá, que antes era o coração da convivência familiar, agora se encontrava desocupado e em silêncio. A mesa de jantar, que outrora acolhia momentos de refeição, agora se via envolta em caixas vazias e papelões.
O teto exibia fissuras e estava marcado por vestígios de umidade. As lâmpadas, que um dia banharam o espaço em luz, agora estavam danificadas ou ausentes. O silêncio era sufocante, como se a residência estivesse em suspensão, aguardando por algo ou alguém.
No andar superior, os quartos encontravam-se desocupados e solitários. As camas, que um dia foram o abrigo das esperanças, estavam agora desmanteladas e empoeiradas. Os armários, que abrigaram mistérios e anseios, estavam despojados e em absoluto silêncio.
A residência era um símbolo da passagem do tempo e da negligência. Era um espaço onde o que já foi e o que é se entrelaçavam, onde recordações e aspirações eram guardadas, mas também se viam lentamente desgastadas pela ação do tempo.
Embora estivesse em ruínas e em desuso, a casa possuía um charme único e uma beleza sutil. Parecia que ela aguardava a chegada de alguém ou de algo que pudesse restaurá-la e devolver-lhe a vitalidade.
Eles entraram na casa, começando a preparar o ritual. Thraja desenhou um círculo de proteção no chão da sala, enquanto Sam e Ruby colocaram velas e incenso ao redor do ambiente.
- O ritual precisa ser feito à meia-noite. - Disse Thraja. - Quando a energia espiritual é mais forte.
Sam olhou para o relógio.
- Ainda temos algumas horas. - Disse ele. - Vamos nos preparar.
À meia-noite, os três se reuniram no círculo de proteção, segurando objetos sagrados para repelir o mal.
- Sarah Bellows, nós te chamamos. - Disse Sam, com voz firme.
Mas nada aconteceu.
- Sarah Bellows, nós te chamamos. - Disse Sam, novamente.
O ar começou a tremer, a poeira dos móveis começou a dançar na atmosfera do espaço e Sarah Bellows apareceu, com olhos furiosos. Seus cabelos dançavam em torno de seu corpo, como se estivessem na água.
- Quem perturba minha paz? - Gritou Sarah com uma voz estridente.
- Sarah, devolva Emily e Sophia e talvez eu seja boazinha com você. - Ameaçou Thraja. - Você não vai mais machucar ninguém.
Sarah Bellows sorriu, seus olhos brilhando com malícia.
- Você acha que pode me parar? - Perguntou Sarah.
Thraja assentiu.
Sarah Bellows se aproximou de Thraja, sua voz baixa e ameaçadora.
- Você não sabe quem eu sou. - Disse ela.
Thraja não recuou.
- Eu sei que você é uma assassina. - Disse Thraja.
Sarah Bellows se enfureceu, seu rosto contorcido de raiva.
- COMO VOCÊ OUSA! - Gritou Sarah.
Sam foi jogado contra a parede e ali ficou preso por uma força invisível, enquanto Thraja foi lançada ao chão. Ruby que havia se escondido permaneceu calada dentro do círculo de proteção.
Sarah se aproximou de Thraja, seu rosto contorcido de raiva.
- VOCÊ VAI MORRER! - Gritou Sarah. - Vocês não podem me aprisionar!
Thraja se manteve firme.
- Eu não tenho medo de você. - Disse ela.
A fúria de Sarah Bellows cresceu, sua energia negra envolveu a sala.
Sam se libertou e atacou Sarah por trás, a jogando em uma armadilha para espíritos.
Sarah Bellows estava presa na armadilha para fantasmas criada pelos caçadores. A armadilha era feita de cordas sagradas e símbolos de proteção, projetados para manter o espírito maligno contido.
Mas Sarah não era um espírito comum. Sua fúria e determinação a impulsionavam a encontrar uma maneira de escapar.
Ela começou a se contorcer e a se debater, tentando quebrar as cordas sagradas. Seu grito de raiva ecoou pela sala, fazendo os objetos tremerem.
Mas ela não desistia. Começou a usar sua energia negra para tentar dissolver as cordas sagradas.
A armadilha começou a tremer, e as cordas começaram a se enfraquecer.
Sam sabia que precisava agir rápido. Ele adicionou mais símbolos de proteção à armadilha, reforçando sua força.
Sarah Bellows gritou de raiva, sentindo sua chance de escapar se esvair.
A armadilha aguentou, Sarah Bellows ficou presa, furiosa e impotente.
Thraja começou a recitar o ritual, enquanto Sam segurava os objetos sagrados.
- Ao poder do bem, nós te pedimos. - Disse Thraja. - Aprisiona este espírito maligno.
Sarah se virou e atacou Sam com uma força brutal, mesmo contida pela armadilha.
- Não vou deixar que você o machuque! - Gritou Thraja recitando novamente o ritual, mas em latim.
- Ad boni potentiam te rogamus. Carcere hunc malum spiritum.
O círculo de proteção começou a brilhar e Sarah Bellows foi sugada para dentro.
- É hora de libertar Emily e Sophia. disse Sam a Ruby.
Thraja assentiu.
- Sim, vamos encontrá-las. - Disseram as garotas em uníssono.
Eles encontraram as duas amigas de Ruby, presas em um quarto escondido, atrás de uma estante na cozinha.
- Viemos aqui para salvar vocês. disse Ruby a irmã.
Emily e Sophia a abraçaram, chorando de alívio.
- Obrigada. - Disse Emily aos caçadores.
Thraja sorriu. Sam assentiu mexendo no seu cabelo.
- Vamos levar vocês para fora daqui.
Enquanto Thraja, Sam e Ruby levavam Emily e Sophia para fora da casa, o ritual continuou a funcionar, aprisionando Sarah Bellows para sempre.
- Está feito. - Disse Thraja queimando o livro de contos de Sarah em um fogo sagrado. - Sarah Bellows não vai mais machucar ninguém.
Sam que observava o livro queimar ao lado de Thraja, colocou seus braços em volta do ombro da caçadora e lhe deu um abraço. Continuando com seus braços em volta dela. Até que o livro tivesse totalmente queimado e restasse apenas suas cinzas.
- Alô, Simon!
- Thraja! Como foi? Vocês conseguiram derrotar Sarah Bellows?
- Sim, conseguimos! A armadilha para fantasmas funcionou perfeitamente. Ela está presa e não pode mais machucar ninguém.
- Que ótimo! E as meninas? Ruby, Emily e Sophia?
- Estão salvas! Estão um pouco abaladas, com alguns pigmentos superficiais, mas estão bem. Agradeceram a você por ter nos ajudado a encontra-las.
- Fico feliz em ter podido ajudar. E Sam? Ele está bem?
- Sim, está bem. Foi uma grande ajuda na batalha contra Sarah.
- Ótimo! Estou aliviado.
- Obrigada, Simon. Não poderia ter feito sem sua ajuda e a de Sam.
- O que pretende fazer agora?
- Com certeza é dormir umas quinze horas seguidas. - Respondeu rindo. - Depois não sei. Vou conversar com o Sam e ver o que ele sabe sobre os Falts. Pois por aqui não encontrei nada relacionado a eles.
- Até amanhã Thraja.
- Até amanhã Simon.
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