Capítulo 14 - Nos conte uma História Sarah Bellows - Parte II
- Que incrível Thraja, você conheceu o Bobby Singer, ajudou a matar um Wendigo, salvou três vidas e ainda teve notícias sobre os Winchester. - Fala Simon entusiasmado.
- Pois, é.... - Responde a garota, abaixando sua cabeça e enchendo os pulmões.
- Você não parece tão animada, mas deveria, a anos procura pelos irmãos. - Articula Simon.
- Sei, mas depois de todos esses anos... - Pausando entre as palavras. - O Sammy nunca me procurou... ou qualquer outra coisa.
- Você não precisa usar seu nome verdadeiro, você quase não o usa mesmo. E mais, o Bob falou que o mais velho dos irmãos desapareceu após eles salvarem uma jovem de um espírito vingativo. Pode ser algum tipo de vingança espiritual, você tem que ajudar. - Sugere Simon.
- Vingança espiritual? - Pergunta Thraja, fazendo uma cara de não faço a mínima do que você está falando.
- Sei lá, foi o primeiro nome que me veio à cabeça. - Respondeu Simon pelo outro lado da linha.
- Como minha vida seria sem graça se você não existisse. - Brinca Thraja dando uma risadinha.
- Qual o nome que Bob falou mesmo, da mulher que conta histórias? - Perguntou Simon mudando de assunto.
- Sarah Bellows. Por quê? - Questiona ela sem entender a curiosidade repentina do amigo.
- EU SABIA! - Grita Simon, fazendo Thraja se assustar.
- Porra... Simon, levei um puta susto. - Reclama com a mão no ouvido em que minutos antes estava o aparelho telefônico.
- Me desculpa, eu apenas estava pesquisando sobre desaparecimentos misteriosos na Deep Web e por acaso um Título em questão me chamou a atenção. - Responde ele.
- Continua. - Fala Thraja pouco antes de desviar o carro de um buraco na rodovia.
Malditos buracos.
- Nos conte uma História Sarah Bellows. - O rapaz continuou.
- Nos conte uma história Sarah Bellows? Não entendi Simon, explica. - Pede ela enquanto vê uma placa de início de cidade, com os dizeres:
Sejam Bem Vindos a Luther - Iowa, população 343 habitantes.
- De início estava procurando casos de mortes ou desaparecimentos que tivesse especulações sobre ser sobrenatural. - Comenta Simon, como se fosse a coisa mais natural de se pesquisar. - E dos inúmeros que eu vi, "Nos Conte uma História Sarah Bellows", era o com mais acessos e comentários. - Explica ele.
- Sobrenatural como? - Perguntou ela ainda sem entender a onde o amigo queria chegar.
Nunca entendeu porque Simon dava tantas voltas antes de ir ao que realmente interessava.
- Houve alguns desaparecimentos estranhos na cidade de início, a alguns anos a cidade incluiu em seu "ranking" sequestros e esgotamentos dos corpos antes de serem deixados em frente à casa da família ou amigos da vítima. - Começa ele. - Vou explicar sobre Sarah Bellow primeiro.
- Só um momento Simon. - Pede Thraja, que estaciona ao lado de duas senhoras paradas na calçada e lhes pede uma informação.
- Boa tarde, estou de passagem, podem me indicar um motel ou pensão para que eu possa passar a noite? - Pergunta ela com um ar simpático.
Após alguns minutos Thraja volta a falar com Simon.
- Ainda está aí Simon? - Questiona, seguindo para o lugar indicado pelas senhoras.
- Sim, posso continuar? - Pergunta ele.
- Sim, pode, estava pedindo informações de onde passar a noite, estou cansada, meu corpo precisa de algumas horas de descanso, tenho alguns ossos quebrados ainda, meu excesso de movimento não está permitindo que minha regeneração aja rápido.
- Entendi. Continuando: - Sarah Bellows era caçula de uma família de imigrantes que se mudaram para Mill Valley na Pensilvânia no século XIX. Abriram uma fábrica na cidade que gerou vários empregos, colocando a cidade definidamente no mapa. A garota gostava de contar histórias de terror para crianças no Halloween, apesar de nunca sair de casa e ninguém nunca a ter visto, iam crianças de todos os lugares para ouvir suas histórias. Consequentemente algumas crianças que ouviram suas histórias, morreram inexplicavelmente. Então assimilaram suas
Histórias as mortes das crianças. Sarah foi mandada para um hospício onde permaneceu até sua morte. - Já chegou ao motel? - Fala ele interrompendo sua história.
- Acabei de chegar. - Responde Thraja desligando o carro, já estacionado em frente a um pequeno motel, com treze quartos enumerados com grandes números vermelhos bem destacados em suas portas amarelas. - Pode continuar. - Saindo do carro.
- Depois do seu falecimento, todos os membros da sua família desapareceu, não se mudaram ou morreram, eles desapareceram. Deixando tudo intacto. Alguns anos depois, um grupo de crianças no dia de Halloween invadiram a casa de Sarah e também desapareceram. Ano após anos na época do Halloween um grupo ia para lá e sumia, até o ano de 1968, quando o último grupo sumiu, restando apenas uma sobrevivente, Jessie Mill's. - Explica Simon.
- Simon, vou me registrar, envia tudo o que encontrou para meu e-mail, chegando no quarto te ligo e você continua me contando. - Pede ela desligando o celular, ligando o alarme do carro e seguindo para a recepção do motel.
Entrou na recepção, mas não encontrou ninguém, havia um balcão dividindo o ambiente com um livro de hóspedes e uma campainha e atrás dele uma mesa cheia de papéis com um computador antigo e um telefone sem fio.
Thraja caminhou até o balcão e tocou três vezes a campainha em cima do balcão e aguardou.
- Já vai. - Gritou uma voz masculina de algum lugar.
Logo um senhor de no máximo quarenta e cinco anos, calvo, de óculos, barrigudo e baixo saiu secando as mãos de algum lugar que com certeza seria o banheiro.
- Boa tarde, quarto para uma noite. - Pede ela.
- Vinte dólares. - Fala o homem enquanto ainda secava as mãos.
Thraja retirou do bolso a nota e a depositou no balcão.
Pagar vinte dólares por uma noite em uma espelunca não era seu hobby favorito.
- Suas chaves. - Disse o homem assim que pegou a nota de cima do balcão, entregando uma chave com um chaveiro com o número 13 enorme.
- Tem água quente no chuveiro, toalhas no armário e tv a cabo. - Acrescentou o homem, enquanto guardava a nota em sua carteira.
Thraja saiu pela porta a sua esquerda, que dava acesso ao corredor para os apartamentos, carregava apenas sua mochila com alguns pertences e as roupas necessárias para aquela noite.
O quarto não era muito diferente da maioria dos quartos em que se hospedava a alguns anos, além de seu valor ter sido até o momento o mais absurdo.
Assim como as portas amarelas com números vermelhos, a decoração e a cor do quarto também era bem inusitada.
Thraja colocou sua bolsa na cama, tirou um pote de sal e lacrou todas as portas e janelas, antes de tirar seu computador e também colocá-lo sobre a cama.
Tomou um banho demorado enquanto baixava os arquivos enviados por Simon.
Analisou rapidamente algumas páginas do arquivo recebido e então ligou para seu parceiro.
- Demorou em. - Ralha Simon ao atender a ligação.
- Precisava de um banho, me desculpe. Continue a história, analisei alguns arquivos que me foi enviado, me parece mesmo que há algo sobrenatural. - Comenta Thraja enquanto retira a toalha enrolada em seus cabelos úmidos.
- Desde 1968 não havia nenhum registro de desaparecimentos, até Halloween passado, quando três amigas desapareceram depois de serem vistas invadindo a residência Bellows, por uma senhora que passava em frente. - Começa Simon.
- Mais de cinco décadas dormindo, o que será que a fez acordar? - Pergunta Thraja a si mesma em voz alta.
- Segundo alguns comentários, há um livro das histórias da Sarah escrito com seu sangue. Alguns afirmaram que alguém havia o roubado por isso ela não atacava, mas que agora ele deveria ter sido levado de volta para a casa, acordando o espírito. - Comenta Simon.
- Um livro escrito com sangue seria o receptáculo perfeito para ela se firmar aqui, sendo tirado da casa onde seria o lugar que as coisas ruins lhe aconteceram a fez adormecer e voltando acordou o espírito adormecido. - Conclue Thraja.
- A segunda onda de crimes tidos como sobrenaturais no local, são os sequestros, onde os corpos são devolvidos à família completamente sem sangue. Algo lhe é familiar? - Pergunta ele.
- Os Falts, das duas primeiras vezes em que encontrei alguém daquela"família", haviam sequestros e corpos sem sangue algum. Será que eles têm algum envolvimento nestes também? - Pergunta esperando sua conclusão.
- Não tenho total certeza, tentei ligar eles a algo na cidade, mas até o momento não obtive resultados. Mas você vai investigar esses acontecimentos em Mill Valley não vai? - Pergunta ele.
- Estou um pouquinho longe da Califórnia, mas amanhã de manhã partirei para lá, acredito que chego em umas 30 horas, se nada me atrapalhar. É tão solitário dirigir por estas estradas, sozinha, você poderia perder o medo de aventura e me acompanhar um dia desses. - Fala ao amigo.
- Lutar contra vampiros, wendigos e fantasmas? Não obrigado, prefiro o suporte do que a ação. - Responde ele com uma risadinha.
- Nos falamos amanhã, vou dar mais uma olhada nos arquivos antes de dormir e assim que meu corpo estiver completamente regenerado sigo para Mill Valley. Encontre tudo que puder sobre a garota que sobreviveu e me envie. - Pediu Thraja. - Jessie Mill's, é este o nome? - Perguntando em seguida.
- Isso, Jessie Mill's, eu consegui o nome dos outros envolvidos, mas até o momento apenas os nomes, vou fazer uma pesquisa mais detalhada, quem sabe invadir os arquivos da delegacia da cidade e assim que souber mais, te envio. - Esclarece Simon. - Boa noite e boa regeneração. - Finaliza ele.
- Também me manda cidades e endereços de motéis que posso me hospedar, postos de gasolina e restaurantes pelo trajeto que farei até Mill Valley. Até amanhã Simon. - Desligando o celular e voltando a analisar os arquivos em seu computador.
Thraja não demorou muito a deitar, leu alguns arquivos e fez muitas anotações, tinha quase que total certeza que poderia encontrar Sammy e não tinha a menor ideia do que fazer se isso acontecesse.
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