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Hey, galerinha! Como vão?
Sabem o que é isso? É uma att dupla!!! Esse capítulo vai ser um pouco mais explicativo, para que vocês entendam como algumas coisas funcionam. Sem me demorar muito aqui, boa leitura!
"Mamãe."
William chamou e Louis desfez o abraço com Harry. Ele olhou para seu filho – agora finalmente oficial – com os olhos marejados, sabendo muito bem que era a primeira vez que o filhote o chamava daquela forma. O ômega não impediu as lágrimas de caírem o sorriso que se formava rasgando seu rosto enquanto as gotas salgadas caíam e manchavam seu rosto. Harry o abraçou pelos ombros, deixando-o ter seu momento; Louis enxugou rapidamente as lágrimas.
"Sim, meu amor?"
"Se o tio Lou é a mamãe e o tio Hazz é o papai, nós vamos morar juntos? Como uma família?"
"Ah, bem..." Louis olhou rapidamente para Harry, sentindo suas bochechas arderem pela pergunta, que o tinha pegado completamente de surpresa. "Eu não acho..."
"Não seria tão ruim." Harry disse, fazendo-o arregalar os olhos. "Nós poderíamos viver como uma família e eu mimaria vocês até a exaustão."
"Alfa, isso é..."
"Eu sei, Lírio. Apenas se você se sentir confortável, eu adoraria ter vocês aqui."
"Isso parece precipitado demais." Louis desviou os olhos. "Nós ainda estamos nos conhecendo, eu quero levar as coisas de forma devagar."
Harry concordou, alegando mais uma vez que só faria o que Louis estivesse confortável em fazer. Foi um pouco complicado explicar para o filhote que eles não morariam juntos – ainda, segundo o lobo –, mas que não ficariam afastados e se veriam sempre. Houve relutância de William, antes de ele concordar, um pouco triste porque não teria sua mãe e seu pai juntos de si o tempo todo.
Partia o coração de Louis ver seu filhote daquele jeito, mas ele ainda achava tudo muito repentino, ele precisava de um pouco de tempo, pelo menos até ter certeza de seus sentimentos pelo lobo ou até ter certeza de que tudo aquilo daria certo. O ômega acertou com Harry manter aquela rotina, pelo menos enquanto eles se conheciam melhor.
"Se está tudo certo, podemos pensar no jantar, agora." Harry disse com um grande sorriso.
"Não vejo por que não. Mas nós precisamos de um banho."
"Ah, bom..." Harry desviou os olhos, parecendo repentinamente envergonhado. "Eu posso ter comprado algumas roupas para vocês, como presente."
"Alfa, você... Quando você fez isso?" Louis perguntou incrédulo.
"Durante a última semana. Eu queria mostrar como eu posso ser um bom alfa para você."
"Hazz."
Louis não externaria, mas as bochechas rosadas do alfa o deixavam muito fofo, ele jamais pensaria que veria um alfa, um lobo puro, corando. De toda a forma, o ômega concordou com aquilo. Gentilmente, Harry os guiou ao andar de cima, até um quarto de hóspedes cheio de sacolas de compras, que deixaram os olhos cianos de Louis abertos como pratos. O alfa os deixou ali, à vontade, Louis verificou as sacolas, sorrindo ao ver que o alfa parecia ter entendido perfeitamente seu gosto ao escolher o que comprar.
Tomlinson escolheu a roupa mais simples que achou, escolhendo uma parecida para o filhote. Ele ajudou William a tomar banho, vestindo-o com carinho e fez o mesmo sozinho, em seguida. Os olhinhos castanhos de William brilhavam para si, o ômega apenas sorria, ainda sem acreditar que aquele lindo garotinho agora era realmente seu filho. Louis era mamãe, ele estava tão feliz! Louis se olhou no espelho, era uma roupa simples, mas ele se sentia bonito: Harry o tinha comprado uma camisa de lã lilás, com mangas longas e uma calça de tecido leve. Louis calçou os tênis que já estava usando antes.
Quando terminou de se vestir, o ômega pegou o filhote no colo, deixando o quarto para voltar à sala. No corredor tinham várias fotografias de Harry, em algumas ele estava com Niall, Liam e Zayn ou outras pessoas do clã, em algumas ele estava com Gemma e quem deveriam ser seus pais. Harry se parecia muito com a mãe, ela era muito bonita. Louis desceu as escadas, encontrando o lobo na sala em que estavam anteriormente, ele pigarreou e os olhos de jade do alfa brilharam quando o viram.
A forma como Harry fazia Louis se sentir o ômega mais bonito do mundo inteiro era incrível, fazia sua barriga formigar.
Louis desviou os olhos, sentindo suas maçãs do rosto arderem. Harry se levantou do sofá e veio até eles, deixando um beijo na bochecha do ômega; ele segurou a mão de Louis, guiando-o em uma volta que só o deixou mais envergonhado. Tomlinson se sentou no sofá, observando atentamente o lobo se ajoelhar à sua frente, tirando do bolso da calça uma tornozeleira de prata, com alguns pingentes de borboletas. O alfa tomou a perna de Louis, colocando a joia delicada ali, deixando um beijo rápido no local. Louis apenas suspirou.
"Você está lindo, Lírio." Harry disse baixo. Louis adorava quando o alfa falava daquela forma, porque parecia muito mais íntimo e verdadeiro. "Um lindo lírio."
"Eu não estou usando nada demais, Hazz. É só uma camiseta de lã e calça."
"Você não precisa de muita coisa para ficar bonito, querido. Já nasceu o ômega mais bonito do mundo."
"Você me bajula demais, alfa."
"É apenas a verdade." O lobo deu de ombros, como se o que tivesse dito não fosse nada demais. "O que você acha, filhote? A mamãe não é a flor mais bonita do mundo?"
"Sim!" O filhote respondeu animado, saindo do colo do ômega para ir até Harry. O alfa o abraçou apertado e Louis sorriu com a cena. "Mamãe é o ômega mais bonito do mundo todo!"
"Obrigado, filhote."
Harry ficou calado por um tempo, depois daquilo, Louis nem imaginava o que se passava na mente do lobo. Repentinamente, Styles se levantou, deixando William sentado ao seu lado; o lobo deixou um beijo na testa do filhote e um na de Louis, parecia decidido sobre alguma coisa importante e, mesmo sem entender direito o que estava acontecendo, Louis riu. Harry os deixou ali, andando até a saída da sala.
"Onde está indo, alfa?"
"Fiquem aí, eu vou trocar de roupa."
"Trocar de roupa? Não vamos fazer o jantar?"
"Vocês estão muito bonitos para jantar em casa, vou levar vocês a um restaurante e exibir minha linda família." Louis ficou tremendamente surpreso, levantando-se do sofá baixo e indo até o alfa, segurando seu braço. "O que foi?"
"Não acha que já gastou demais com a gente, Hazz?"
"Não." Harry sorriu e mostrou as covinhas. "Eu quero sair com vocês e mostrar que posso ser um bom alfa."
"Você... argh, Harry, não precisa ficar usando seu dinheiro para mostrar isso para mim. Eu sei que você é um bom alfa."
"Mas eu quero fazer isso. Vocês merecem isso."
»
Louis não conseguia desfazer o sorriso em seus lábios. Harry tinha acabado de fazer os pedidos e eles esperavam pacientemente pela comida, William estava extremamente animado, já que era sua primeira vez em um restaurante. O alfa fizera questão de levá-los ao restaurante em que comemoraram o aniversário do ômega, sendo muito conhecido por todo o país, ele não precisou de reserva e logo estavam em uma mesa.
O alfa tinha pedido um vinho rose e agora os dois degustavam o líquido, enquanto o filhote comia um pedaço de pão que estava na cestinha da mesa e bebia água, confortavelmente sentado em sua cadeira mais alta que as outras. Louis apenas sorria para seu filho, amaldiçoando o alfa desprezível que não viu o quanto aquele garotinho era maravilhoso.
"Então, Hazz." Louis começou, tomando outro gole de seu vinho. "Como foi a operação de hoje?"
"Ocorreu tudo bem, nós cuidamos dos lobos responsáveis e resgatamos alguns filhotes."
"Eles estavam sequestrando filhotes?"
"Usando eles nas operações, na verdade. Estavam usando parentes como reféns para fazê-los trabalhar."
"O que?" Louis arregalou os olhos. "Filhotes?"
"Sim." Harry colocou a mão por cima da de Louis, fazendo um carinho com o polegar. "Eu sei que é horrível, Lírio, mas nós os resgatamos."
"E quanto aos reféns?"
"Deixei que Liam cuidasse disso, eu queria estar com vocês."
"Alfa." Louis apertou a mão lobo, seus olhos brilhando por aquela declaração. "Você é maravilhoso."
A comida logo chegou e os dois interromperam a conversa, o filhote não tinha prestado atenção, já que Louis o tinha dado seu celular para que se distraísse com um jogo. O ômega esperou que os pratos fossem servidos, provando da massa que tinha escolhido para si. O prato de William tinha carne e Harry a cortou para o filhote, antes de deixá-lo comer sozinho.
"Eu consigo sozinho, papai. Já sou grandinho." Foi o que o filhote disse, tirando risadas dos dois adultos.
"Muito bem então, garotão." Harry o deixou comer, bagunçando seu cabelo com a mão.
Foi um jantar tranquilo, até onde foi possível. Todo o país conhecia Harry e, como se não bastassem os pais fofocando sobre os dois na escola, agora que estavam juntos em público, no dia seguinte, todo o país estaria falando sobre os dois. Não era como se realmente incomodasse Louis, saber que todos o viam como o ômega de Harry era muito bom, mas lá no fundo ele ainda tinha medo de que o lobo o deixasse por achar alguém melhor.
Tomlinson pensou em Lil, no que seu amigo diria se o visse daquela forma. Na verdade, era mais provável que o outro ômega o batesse no rosto, diria para acordar e alegaria algo como 'Olha como esse alfa está de quatro por você!', ou qualquer coisa assim. Louis sorriu ao pensar em seu melhor amigo.
De sobremesa, Louis pediu uma fatia de torta de limão para si e para William, que também quis. Acabou sendo uma fatia maior do que o comum, entregue em um prato grande, com dois garfos; o garçom só se afastou quando teve certeza de que Harry estava satisfeito com o serviço. Louis trouxe William para seu colo, alimentando o filhote com o doce, enquanto deixava Harry fazer aquilo consigo.
Mesmo sendo meio-lobo, o ômega conseguia ouvir os cochichos das pessoas ao redor, assim como fora em seu aniversário. Por que ninguém poderia simplesmente cuidar da própria vida? Louis não queria que seu filho ficasse no meio das fofocas, mas talvez fosse algo que ele não pudesse evitar. No fim das contas, Harry era o pai do garoto, agora. O lobo parecia ignorar completamente o que era dito, muito concentrado em levar pedaços da torta para a boca de Louis.
De qualquer forma, Louis não queria se preocupar com pessoas que não acrescentariam nada em sua vida ou na de seu filhote.
Quando enfim terminaram de comer, Harry pagou a conta e guiou-os de volta para o carro. William estava sonolento, o corpo mole ao ser colocado na cadeirinha do carro do alfa. Louis se sentou assim que acomodou seu filhote, que logo pegou no sono em seu assento. O alfa deu a partida no carro, o caminho seguindo tranquilo pela noite, com o pequeno já adormecido no banco traseiro.
"O que vai acontecer com aqueles que vocês resgatarem?" Louis perguntou, quebrando o silêncio.
"Vão jurar para nós. Vamos mantê-los seguros."
"Entendi." Louis assentiu. "Eles vão ser parte da sua família, agora?"
"Você entende como isso funciona?" Harry desviou os olhos da estrada no sinal vermelho, olhando fundo nos olhos de Louis.
"Para ser sincero não." Louis riu tímido. "Mas acho que ninguém de fora sabe como funciona."
"Tudo bem." Harry acariciou seu rosto com uma mão, o ômega fechou os olhos para apreciar o contato. "Família é como chamamos todo o conjunto de clãs que trabalha sob um juramento. Na minha família temos cerca de quatro clãs oficiais e os membros da família se dividem neles. Como nós fazemos juramento, nossos sobrenomes não indicam necessariamente nosso clã."
"Então alguém de um clã pode passar para outro ou alguém de fora pode escolher um clã?"
"Sim. O Zayn era completamente de fora e escolheu os Payne quando jurou, isso foi antes dele e Liam serem um casal. Alex nasceu entre os Ryder, mas jurou aos Chase na Apresentação."
"O que é uma Apresentação?"
"Quando temos entre quatroze e dezoito anos, nós podemos escolher entre ficar ou sair, os que ficam são apresentados aos líderes dos clãs, eles escolhem de qual clã vão fazer parte e fazem o juramento."
"Eu vejo." Louis assentiu. "Parece bem importante." Harry concordou.
"Nessa cerimônia também temos o apadrinhamento. Os padrinhos são como 'novos pais' dentro do clã em que a pessoa escolheu."
O caminho seguiu, Louis ficou em silêncio por um tempo. O ômega se virou para trás, vendo seu filho dormindo tranquilamente na cadeirinha, um completo anjinho. Ele estava tirando um tempo para assimilar tudo o que o lobo tinha dito, tentando entender qual seria seu papel naquilo tudo, se tivesse algo duradouro com Harry.
"Hazz." Louis chamou suavemente, esperando que o alfa olhasse para si antes de continuar. "Se nós... se formos para frente com isso, eu também vou precisar me apresentar?"
"Não, Lírio. Quando você é marcado ou marca alguém de dentro, você já entra para esse clã."
"E o Will?"
"Bom, ele é meu filho agora." Harry pareceu pensar. "Se nós ficarmos juntos, e eu desejo muito que sim, Will vai crescer como um de nós, ele vai aprender sobre nossos costumes. Se isso não acontecer, você é a mãe dele, deixarei que ele fique com você e se for do desejo dele, sempre terá um lugar com a gente. Assim como você."
Louis apenas assentiu, sem saber o que dizer. Talvez não houvesse nada a ser dito. Harry respeitou seu silêncio, deixando-o pensar o quanto quisesse. O ômega queria estar com Harry, ele queria deixar seus sentimentos crescerem e queria tentar algo com Harry, queria que fossem, juntos, uma boa família para William. Ele sabia que o lobo seria um bom pai.
Tomlinson pensou em seus pais. Já fazia algum tempo desde a última vez que falara com eles, sua mãe adoraria saber que agora é avó e seu pai ficaria fazendo um monte de perguntas sobre Harry. Assim que ligasse para eles, Louis teria que falar com o alfa e preparar o quarto de hóspedes para os mais velhos. Da forma que conhecia dona Johannah, os dois estariam lá no dia seguinte.
Louis deveria falar com William também.
Pensando daquela forma, o ômega também teria que acertar com Harry sobre o filhote. Eles ainda não estavam realmente juntos e Styles agora era o pai de William tanto quanto Louis era a mãe, dessa forma, o pequeno também deveria poder ficar algum tempo com o pai. Conversaria com Harry sobre isso, depois.
O carro do lobo parou em frente ao prédio dele, o alfa saiu primeiro do veículo, dando a volta para abrir a porta para Louis. O ômega pegou o filhote a cadeirinha, o corpo completamente adormecido aconchegando-se em seus braços e o rostinho se posicionando em seu pescoço, para inspirar seu perfume de abacaxi. Harry pegou suas coisas no carro – o que incluía tudo o que tinha comprado para os dois –, colocando a mão livre em suas costas, guiando-o para dentro.
O porteiro acenou para os dois com um sorriso. O elevador não demorou muito e logo estavam no andar do ômega, entrando em seu apartamento. Harry disse que queria cuidar deles antes de irem dormir e, com o coração acelerado, Louis concordou. Ele deixou que Harry trocasse o filho deles e perfumasse-o, deixando o filhote com os cheiros dos dois pais, para dormir mais tranquilo.
Louis se trocou, colocando seu conjunto de pijama de cetim verde, suas tatuagens ficando à mostra, e foi até a sala, onde o lobo o esperava pacientemente no sofá. O alfa se virou quando Louis deixou seu cheiro um pouco mais forte, segurando uma caneca fumegante nas mãos.
"Espero que não se importe, mas eu fiz chá." Harry disse um pouco envergonhado.
"Está tudo bem." Louis se sentou ao lado de Harry, pegando a caneca do outro. Harry puxou suas pernas e colocou-as por cima das dele, iniciando uma massagem em seus pés. "Isso não é necessário, Hazz."
"O deus Sol nos deixou o ensinamento de que os ômegas sempre devem ser adorados como divindades." Harry respondeu simples, como se não fosse nada demais. "E você é professor, passa muito tempo em pé. Deve ser cansativo."
Louis não reclamou mais, deixando que o alfa massageasse seus pés, que estavam realmente doloridos. Por um momento, o ômega se imaginou chegando em casa todos os dias – a casa do alfa – com William, Harry os recebendo, os três jantando juntos e, depois de colocar o filhote para dormir, Harry massageando seus pés. Parecia uma ótima imagem para ele. William realmente gostaria daquilo e, no fundo, Louis sabia que desejava ter aquilo com o alfa.
Harry não ficou ali por muito tempo. Depois que Louis terminou seu chá, o lobo deixou um beijo de boa noite em sua testa, Louis retribuiu com um demorado beijo na bochecha do lobo. Harry deixou o apartamento, depois de se certificar de que Louis e William estavam seguros, Louis se despediu do alfa e trancou a porta, seguindo para o quarto.
Ao ver o filhote dormindo ali, o ômega pensou se deveria montar um quarto para o filhote, mesmo que seu coração insistisse que não era necessário, pois logo estariam morando com o lobo. O ômega sentiu suas bochechas arderem. Ele deitou ao lado do filhote, trazendo-o para perto e deixando um beijo em sua bochecha.
Sentindo o cheirinho de seu filho, Louis não levou muito tempo para adormecer.
♥
"Como foi tudo?"
Harry estava com Liam, dias depois, na sala de sua casa. Os membros ainda não apresentados estavam instalados em sua casa; como líder da Família, Harry se sentiu na posição de abrigá-los até sua Apresentação. Styles tinha deixado Liam no comando do resgate dos parentes dos novos membros, que tinha ocorrido no dia anterior e agora estavam com os médicos da Família, e agora estava tomando o relatório.
Embora estivesse fazendo seu trabalho, sua mente estava em Louis e William. Desde a conversa com o ômega, Louis parecia um pouco mais aberto a todos os seus costumes e ficava menos tenso com suas demonstrações de carinho em público – e o lobo suspeitava que Louis fingia não perceber quando ele o perfumava, antes de deixá-lo entrar na escola.
"Ocorreu tudo bem." Liam respondeu. "Eles não foram inteligentes o bastante para deixarem os reféns com lobos, então nós acabamos com tudo muito rápido."
"E como estão eles?"
"Assustados, mas não tinham ferimentos graves."
"Eu irei vê-los."
Liam assentiu e os dois se levantaram de suas almofadas. Eles estavam no escritório do líder, no primeiro andar; deixaram o local, descendo as escadas e, saíram da casa, indo ao carro de Liam, que estava estacionado na frente da casa. O centro médico da família não ficava no condomínio, assim como a forja dos Ryder, ficava em um local próximo.
Haviam vários centros médicos pelo país, para que pudessem ter atendimento rápido em qualquer lugar que fosse necessário, além de servir de atendimento para os núcleos da Família que estavam mais distantes.
O caminho não foi longo, logo eles chegaram ao destino. Harry mandava uma mensagem para Louis, avisando que se atrasaria um pouco para buscá-lo. Não tinha muita gente no centro, o pai de Magnus, Blitzen, foi até ele assim que o viu, com seu jaleco azul claro e olhos cansados. Perto o bastante do líder, Blitz abaixou a cabeça em respeito.
"Senhor." O beta saudou, antes de erguer a cabeça.
"Olá, Blitz. Como todos estão?"
"Ninguém teve ferimentos graves, apenas alguns arranhões. Mas estão muito assustados, os mais novos só se acalmaram quando os irmãos apareceram."
Harry apenas assentiu, seguindo pelo longo corredor ao lado do médico. Blitzen abriu a porta do primeiro quarto, vendo a garota ruiva do outro dia; ela estava com o cabelo amarrado e os cachos cobres estavam soltos em suas costas. A beta estava sentada em uma cadeira ao lado da maca, que era ocupada por uma mulher que parecia muito com ela, embora fosse mais velha; os olhos castanhos da beta mais velha pareciam cansados e ela tinha um curativo na testa.
O alfa se aproximou, sendo respeitoso com a mulher mais velha e mantendo a distância, quando a viu encolher os ombros por sua presença. A mais nova, Sadie o encarou com os olhos azuis sérios, desafiando-o a fazer algo de ruim à sua mãe. Sem dúvida, ela bem corajosa, Harry gostaria de tê-la na família.
"Olá." Harry saudou. "Espero que tenham sido gentis com vocês."
"Nós estamos bem." A garota respondeu. "Minha mãe não sofreu ferimentos graves, o Dr. Blitzen disse que em breve ela pode sair." Harry olhou para Blitzen com uma sobrancelha arqueada.
"Ela se recusa a me chamar de Blitz." O beta deu de ombros.
"Bom, acho estamos todos bem, então." Harry respondeu. "Qual o nome da sua mãe?"
"Essa é a minha mãe, Maxine."
"É um prazer. Fico feliz que estejam bem, eu preciso verificar os outros, mas sintam-se à vontade. Minha casa ficará disponível até sua Apresentação, Sadie."
"Queremos ficar no mesmo quarto."
"Claro, sem problema."
A beta assentiu, com os olhos sérios. Harry deixou o quarto, seguindo para o vizinho. Dylan, o alfa do outro dia, estava lá, sentado na maca junto de uma garota mais nova; os dois tinham os olhos castanhos e os cabelos pretos, os traços asiáticos deixando exposta sua ascendência. O lobo sorriu para os mais novos e Dylan retribuiu, confortando a garota, quando ela se assustou com o alfa.
"Sua irmãzinha parece bem."
"Ela está, só ficou assustada. Blitz disse que podemos sair ainda hoje."
"Parece ótimo. Vou mandar preparar um quarto para ela."
"Ah..." Dylan desviou o olhar, parecendo envergonhado. "Sua irmã passou aqui mais cedo e ofereceu um lugar para a gente, já que o senhor está formando uma família e, bem, eu sinto como se estivéssemos invadindo."
"Não é incômodo algum ter vocês por lá. Mas se quiser ficar com Gemma, está tudo bem."
"Obrigado."
Com aquilo resolvido, o lobo saiu do quarto, indo direto para o terceiro. Lá estava Griffin, com quem deveria ser o seu irmão mais novo. Eles não se pareciam, apesar de ambos terem os olhos castanhos e os cabelos lisos e escuros. O mais novo era pequeno e delicado, parecia magro demais, mas não tinha machucados além de um roxo no olho direito. Harry ficou furioso, aqueles vermes tiveram a coragem de bater em um ômega filhote?
Styles percebeu quando Griffin seguiu seu olhar, sua mandíbula travando ao ver o hematoma no rosto claro do irmão. Nos últimos dias, o beta tinha ficado por perto de Harry, querendo aprender sobre seus costumes e sobre os clãs, o lobo tinha gostado dele e, mesmo sem ter dito aos outros, Harry tinha se decidido a apadrinhá-lo, junto do irmão. Falaria com Louis depois, porque gostaria que o outro Também o fizesse, mesmo que ainda não fosse propriamente da família.
Harry chegou mais perto, fechando a porta atrás de si e sentando-se na cadeira ao lado da maca, tentando sorrir para disfarçar. O ômega não se sentia muito à vontade e Harry pensou que, talvez, Louis se desse melhor com ele.
"Olá, qual seu nome? Como você está?" Harry perguntou diretamente ao ômega, que sorriu um pouco, com os olhos meio tristes.
"Sou Noah, estou bem, obrigado. Gri disse que vamos morar com o senhor agora."
"Verdade. Farão parte da Família, agora."
"É mesmo?"
Os olhos do garoto brilharam de uma forma que cortou o coração do alfa, como se ele nunca tivesse tido uma casa aconchegante antes. Harry decidiu que daria tudo àqueles dois garotos, seria como um pai para eles. Griffin parecia confiar em Harry, o que o deixava feliz e ao seu lobo também, já que o lobo também tinha se afeiçoado ao beta e gostado do ômega mais novo.
"É mesmo. Vamos fazer uma Apresentação para você e seu irmão, vamos receber oficialmente os dois na família."
Noah ficou animado, falando com seu irmão mais velho empolgado com o que estava acontecendo, como se não se importasse com o fato de ter um hematoma enorme em seu rosto. Ele percebia como o ômega parecia inocente e lembrava-o de William e pensou em como seu filhote ficaria feliz em ter mais gente na família. O lobo sorriu, gostando da forma que sua família crescia. O lobo olhou seu celular, que tinha acabado de vibrar. Uma mensagem de Louis aparecia na tela, era simples, mas fez o peito do alfa aquecer.
Mate
Tudo bem, alfa. Estamos esperando por você. ♥
(17:40)
Harry sorriu para o celular, sentindo os olhares curiosos dos filhotes em si. Ele ergueu os olhos quando a porta do quarto foi aberta, Liam entrou, um sorriso pequeno nos lábios. Styles conhecia aquele sorrisinho, era do tipo que o lobo só tinha visto quando o amigo estava conhecendo Zayn e fingia que não gostava do outro.
"Zayn trouxe seu carro." Liam disse, tentando soar completamente sério e jogando a chave do veículo para Harry, que a pegou no ar.
"Esse sorriso não é apenas por causa disso."
"Ele está com a garota ruiva. Eu gostei dela, é corajosa."
"Está bem, então." Harry fingiu não se importar, virando-se para os filhotes. "Vamos, eu tenho que ir buscar meu ômega."
Mesmo parecendo um pouco confusos, os mais novos se levantaram e seguiram-no para fora. Harry não parou para falar com Zayn, sabendo que ele e Liam gostariam de um tempo a sós com a filhote ruiva. Styles deixou Griffin e Noah no banco de trás do carro, seguindo para a escola em que Louis trabalhava. O caminho foi rápido e silencioso, os garotos pareciam empolgados para conhecer o ômega.
Eles chegaram à escola rapidamente, ainda tinham alunos sendo buscados pelos pais. Louis estava perto da entrada, sentado em um banco, com William no colo, comendo algum doce. Harry sentiu seu lobo se animar apenas em ver o ômega por quem estavam se apaixonando e o filho deles ali.
O lobo estacionou o carro e desceu do veículo, vendo os dois mais novos fazerem o mesmo, logo depois. Obviamente, o burburinho entre os pais e professores que estavam ali ainda começou imediatamente e o alfa revirou os olhos esmeraldas. Louis os notou ali rapidamente, abrindo aquele sorriso brilhante que o lobo adorava e mostrando-o ao filhote. William desceu do colo da mãe animado, correndo até Harry, que se abaixou para pegar o filho nos braços.
"Papai!" O garotinho disse feliz, enquanto era rodado no ar pelo alfa. "Eu e a mamãe esperamos. Foi pra sempre."
"Me desculpe, filhote. Eu tive que resolver umas coisas, mas já cheguei. Vamos para casa? Podemos jantar juntos."
"Sim!" Harry riu com a empolgação do filho, que mudou de expressão ao ver o beta e o ômega atrás de si. "Papai, quem são esses?"
Desde o último jantar com Louis e William, Harry não os tinha levado até sua casa, então ainda não tinham conhecido os novatos. Por causa da agitação que estava em sua casa, o alfa tinha preferido manter sua família distante, então eles ficavam no apartamento do ômega – o que, para Harry, era até melhor, porque assim conseguia colocar seu filhote para dormir junto de Louis e massagear e mimar seu ômega antes que ele fosse dormir.
"Esses são o Griffin e o Noah, vão ficar lá em casa por um tempo. Eu vou cuidar deles." Harry respondeu.
"Irmãos mais velhos?" William perguntou animado, os olhinhos brilhando. Harry olhou para trás, vendo os mais novos de olhos arregalados. O alfa sorriu.
"Sim, filhote. São seus irmãos mais velhos."
"Eba!" O garoto desceu de seus braços, correndo para Louis, a mochila balançando em suas costas. "Mamãe! Mamãe! Will tem irmãos mais velhos."
"É mesmo, meu amor?" Louis perguntou amoroso, tomando o filhote nos braços. "Que bom." O ômega se aproximou do lobo com um sorriso, deixando um beijo na bochecha do alfa. "Oi, Hazz."
"Oi, Lírio. Conheça o Griffin e o Noah."
"Os irmãos mais velhos do nosso filho. É um prazer conhecê-los, filhotes."
"O prazer é nosso." Griffin respondeu, abaixando a cabeça em respeito a Louis. Noah apenas o imitou, com um sorriso pequeno. Apesar de Harry e Louis não estarem oficialmente juntos, o beta estava aprendendo sobre os costumes dos lobos e sabia que o parceiro do líder merecia igual respeito. "O chefe Harry falou muito de vocês, eu estava animado para conhecê-los."
"Ah, eles são adoráveis, alfa."
"Vocês são tão lindos!" Uma voz emocionada e quase debochada disse. Harry se virou, assim como os outros, vendo Lil se aproximando com um sorriso. Ele passou um dos braços pelos ombros de Louis antes de falar. "Olhe só para você, Lou. Dizia que não tinha nada com o Harry e agora vocês já têm três filhos juntos."
"Lil!"
Louis reclamou, com as bochechas rosadas, e Harry apenas conseguiu sorrir, porque concordava com o ômega negro. Nenhum deles estava se importando com os olhos de todos em cima da cena, Harry sempre teve olhares em si e aprendeu a viver com isso; Louis não era habituado, mas parecia começar a se acostumar com tudo. Os ômegas se despediram e Harry aguardou o tempo de Lil entrar em seu carro e deixar o local, antes de se certificar que poderiam ir.
O lobo esperou que Griffin e Noah entrassem no carro, antes de abrir a porta do banco do carona para Louis e colocar William na cadeirinha. Depois de se acomodar no banco do motorista, Harry deu a partida, seguindo direto para sua casa.
»
"Está tão gostoso!" Noah disse animado.
Harry estava terrivelmente feliz. Sua pequena família estava reunida na mesa de jantar, na casa do alfa. Depois de buscar Louis e William na escola, o alfa parou no apartamento do ômega, para que pudessem pegar roupas para passar a noite – o que precisou de uma certa persuasão do lobo, porque ele realmente queria que seu ômega e o filho deles ficassem – e para o dia seguinte, seguiram direto para a casa de Harry.
O alfa deixou que os quatro fossem tomar banho – Louis no banheiro de seu quarto, com William – e tomou para si a missão de fazer o jantar. Harry não tinha as mãos mágicas de Louis para a cozinha, mas conseguia se virar, mesmo assim, ele resolveu fazer algo simples. O lobo preparou uma travessa de macarrão com queijo e bacon e deixou tudo no forno.
O perfume de Louis se fez presente e Harry se virou, vendo o ômega ali, na entrada da cozinha, com um sorriso nos lábios. Styles se aproximou, segurando o mais baixo pela cintura e deixou um beijo demorado em sua bochecha. A pele de Louis era sempre tão macia e tão cheirosa, Harry gostava de passar a ponta do nariz pela bochecha alheia, para inspirar mais do seu perfume.
Louis estava divino. Harry adorava a forma como seu ômega parecia uma divindade não importando o que vestisse. Era um vestido verde musgo, com bolinhas brancas; tinha as mangas longas e folgadas e um decote de ombro a ombro, que deixava sua clavícula à mostra. Harry queria passar seus lábios ali e beijar a pele, mas se conteve.
"Deixei Will com Noah e Griffin, ele está animado por ter irmãos mais velhos." Louis disse calmo.
"Eu vou apadrinhar os dois na Apresentação, se escolherem meu clã. Eu... gostaria que fizesse isso comigo."
"O que?" Louis arregalou os olhos. "Mas Hazz, eu não sou da família."
"Você é a mãe do meu filhote, é o bastante."
Harry deu de ombros, como se não fosse nada demais. Não era, para ele, nem seria para os outros. O alfa o deixou sentado em uma das almofadas da sala de jantar, por tempo o bastante apenas para tomar seu banho. Louis ainda estava perfeitamente sentado quando voltou; Harry pegou a travessa e deixou-a na mesa, sentando-se em seu lugar, esperando pelos filhotes.
Os passinhos apressados de William os denunciaram, o filhote veio correndo até a mãe, sentando-se em seu colo. Louis beijou suas bochechas e colocou-o em sua almofada ao lado. Harry estava sentado à cabeceira da mesa, com Louis a direita e William logo depois, Griffin se sentou à sua esquerda, com o irmão mais novo logo depois. O alfa serviu o ômega e os filhotes, então se serviu e eles começaram a comer.
Depois do jantar, eles foram para a sala de TV. Louis colocou algum filme infantil para o filhote mais novo e Harry se pôs ao seu lado, no sofá, trazendo seus pés para suas pernas, fazendo a massagem de sempre, enquanto os filhotes estavam no chão, William mais concentrado no filme do que os outros dois. Harry sentia os olhos do beta e do ômega mais novo em si, o lobo sorriu para eles, apertando os dedos nos pés de Louis.
"A mamãe é linda, não é?" O alfa perguntou, chamando a atenção do ômega e fazendo os filhotes arregalarem os olhos. "O ômega mais bonito do mundo."
"Eu nunca vi um alfa olhar para um ômega como você olha para o Louis." Griffin falou, parecendo impressionado.
"É porque não estavam com alfas de verdade. Ômegas são presentes da deusa das Constelações e é função dos alfas adorá-los como divindades."
"Isso é tão legal!" Noah disse, William em seu colo olhou para ele. "Quando estávamos no orfanato, eu não gostava de ficar muito perto dos alfas, eles diziam que eu era muito feio."
"Não, não!" Will disse, parecendo com raiva. "O irmãozão é bonito. Alfas maus!"
"Eles realmente eram."
Os olhos castanhos de Noah brilharam, enchendo-se de lágrimas, Harry imaginava que fossem lembranças ruins. Louis puxou os pés, levantando-se do sofá baixo, indo até Noah; Harry observou o ômega mais velho se ajoelhar ao lado de Noah, abraçando-o carinhosamente e passando a mão por seu cabelo liso. Louis esfregou sua bochecha com a do mais novo, seu cheiro de abacaxi ficando mais forte, perfumando todo o recinto.
"Shh. Está tudo bem, filhote. Você está bem agora." Louis sussurrou, os olhos azuis como o céu em Harry. "Está tudo bem."
"Viu? Mamãe disse que tá tudo bem." William disse, abraçando Noah junto de Louis. "Tudo bem, agora."
Harry apenas sorria, vendo como seu ômega era amoroso com os filhotes. Uma mamãe tão boa e natural. William soltou o abraço, correndo até Harry, que o pegou e sentou-o em seu colo. Depois daquilo, Noah se acalmou e eles voltaram ao filme; Louis voltou a se sentar ao lado de Harry, com as pernas cruzadas, a cabeça do ômega mais novo deitada em suas pernas. Griffin ficou por perto, sentado perto de Harry, no tapete felpudo que estava ali por ideia de Niall. O lobo estava adorando aquilo, sua família reunida para fazer algo em conjunto.
Era como o paraíso.
E foi isso, galera! Não esqueçam seu voto e de comentar, que ajuda bastante no engajamento. Amo vocês!
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