Capítulo 5
_Não entendo porque a Verônica tem tanta raiva de você... - solto enquanto Layla está digitando em seu notebook as frases do trabalhado.
_O pai dela estava roubando o meu. Tinha muito tempo que ele estava fazendo isso... Meu pai descobriu e mandou ele embora. - a garota responde sem me olhar. - ele tinha desviado uma quantia muito grande de dinheiro, meu pai fez ele assinar um documento pedindo demissão. O pai dela, claro não contou a família sobre o que estava fazendo... Colocou meu pai como um grande carrasco e agora a família acha que ele é uma pessoa mesquinha. - Layla dá de ombros e volta a digitar.
_Dimitri também detesta você.
_Namoramos um mês. Ele queria... Você sabe. Eu não estava pronta, não queria fazer aquilo sem ter certeza, ele reclamava fazia pressão... Tinha descoberto sobre a doença da minha mãe, o Zeca tinha ido embora uns dois meses. Eu terminei. Ele não gostou, disse que eu tinha feito ele perder tempo. É isso.
Que tremendo filho da puta! Eu sabia que ele tinha feito algo parecido, ouvindo ela contar parece ter sido muito pior.
_E você ainda sente alguma coisa por ele?
_Não, de jeito nenhum, no fundo acho que sabia disso e ele também não sente nada, talvez um raiva. Devo ter ferido o ego dele.
Você não imagina o tanto! - penso com um pequeno sorriso.
_Posso te beijar? - pergunto com um sorriso.
_Você está sempre com isso de beijar... - ela sorri.
Me aproximo mais dela olhando em seus olhos e depois para a boquinha perfeita que ela tem.
_Não pode me culpar morena. Eu não tenho culpa se você tem uma boquinha assim tão perfeita. Totalmente beijável.
Dou de ombros cobrindo os lábio dela com os meus. Não escondo meu desejo quero levar ela logo pra cama e acabar de vez com isso. Escorro meus lábios pelo pescoço e quando minha mão encontra a alça do pijama rosa ela me empurra de leve.
Me ergo aborrecido, essa garota não libera! Deveria parar com todo esse mel e me dar logo o que eu quero. Porque apesar de acreditar em algumas coisas que ela diz eu sei que não é essa garota que demonstra ser.
_Vamos com calma Ric.
_Claro, com calma. - resmungo me levantando.
Eu preciso de sexo e não de calma! - é o penso.
Layla respira fundo e muda de assunto dizendo que vai assar uma pizza e sai da sala me deixando sozinho e duro. Entendo Dimitri completamente agora.
...
Tem três dias que estamos na fazenda dos pais de Layla essa é a terceira noite que eu passo sem dormir direito sabendo que ela está no quarto ao lado sozinha, numa cama grande e confortável.
Me levanto de vagar, talvez se eu chegar de mansinho consigo o que eu quero. Abro a porta de vagar e escuro o som de um choro. É Layla, ela está chorando muito, sigo a luz que parece vir de um banheiro dentro do quarto.
Ela está de joelhos no chão chorando.
_Ei, o que aconteceu? - ela se assusta mas, continua chorando sem me responder. - Ei! O que aconteceu?
_Minha mãe... - ela diz - Estou tentando me arrumar e ir mas... Eu não tenho forças, não consigo. Estou om muito medo!
_Ela...? - não consigo perguntar se a mãe morreu.
_Meu pai disse que ela não vai resistir por muito tempo, talvez não passe de hoje... Mas, eu não consigo.
_Eu vou te ajudar. Ser covarde não mudar o futuro. Você tem que ir e enfrentar por mais que doa, então, vamos se levanta Layla.
Ajudo a garota a se despir, se vestir, arrumar a mala e a deixo no aeroporto para encontrar a mãe. Sei quem e mulher que entra nesse avião, só não tenho certeza se ela voltará a mesma.
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