Capítulo 11

Tem meses que estamos nesse relacionamento estranho, somos amigos e nos beijamos quase o tempo todo. Somos amigos e fazemos coisas de casais. Somos amigos mas ela dorme na minha cama agarrada a mim. Não transamos porque somos amigos e essa merda deveria me aborrecer mas não...

Me sinto bem só porque Layla decidiu dormir aqui nessa cama velha dentro desse apartamento minúsculo. Ela poderia estar na cama confortável que tem, sobre o colchão de mola, vendo um filme em algum canal de streaming na enorme TV do quarto. Layla prefere estar aqui vendo um filme infantil na tela do meu notebook.

Ela vestiu uma camisa velha e surrada minha, quase um vestido no pequeno corpo, estou a pelo menos dois meses nessa. Essa mulher me leva a loucura de tantas formas que não consigo se quer explicar.

_Está me olhando daquele jeito de novo. - ela sorri se virando na cama.

Estou abraçado a ela, estamos grudados exceto pela almofada que está entre minhas pernas, uma tentativa de esconder o desejo latente do meu corpo pelo dela.

_Não estou te olhando de jeito nenhum princesa.

_Está sim Ric, fica olhando como se eu fosse um enorme ponto de interrogação! - o sorriso dela se expande, é o ponto de interrogação mais lindo que eu já vi. - O filme está lá. - ela aponta para tela do notebook sobre uma cadeira velha.

_Você é uma visão muito melhor princesa. - digo me abaixando para beija-la.

Não pretendia prolongar o beijo não era para esquentar nada, sei que ela não vai me deixar ultrapassar essa barreira. Me ergo sorrindo de leve. Sou um homem de vinte e cinco anos que está deitado ao lado de uma mulher, vamos dormir juntos outra vez e não vai rolar mais que alguns beijos.

_ Ric... - ela chama de olhos fechados.

_Estou aqui princesa.

Layla abre os grandes olhos agora num castanho mais escuro, tem brilho um diferente neles, alguma estranha determinação. Abro um sorriso confuso para ela quando sou empurrado de leve pelo ombro esquerdo, a surpresa é ainda maior quando a garota sobe sobre o meu corpo e me beija.

O beijo é quente e eu decido arriscar tocar o corpo dela. Minhas mãos sobem devagar e param na cintura apertando o local, estou começando a ficar maluco com ela se mexendo assim sobre o meu corpo.

Layla para, ergue o corpo me olha durante algum tempo, ela não diz nada só me olha e eu retribuo o olhar, a respiração acelerada de ambos é tudo que eu ouço. Quero perguntar o que deu nela para fazer algo do tipo, perco a voz quando ela tira a blusa na minha frente. Meus dedos coçam para troca-la, ela se move outra vez e eu solto um gemido sofrego.

Ela volta a me beijar e dessa vez seus lábios escorrem pelo meu queijo e pescoço. Estou tão quente e tão desesperado! 

_Layla... - eu aviso, estamos indo longe e vai chegar um ponto muito difícil de parar. - Layla... - minha voz sai como uma súplica e ela volta a se mexer - Porra!

Inverto as nossas posições decido a atacar, talvez isso a faça parar, não que eu queira! Beijo o pescoço, colo e meus lábios encontram um dos seios e depois o outro ela se contorce cravando as unhas em mim me levando ainda mais a superfície.

_Layla... - tento avisar outra vez, mas minha amiga parece ter ficado surda.

_Pega a camisinha. - ela diz, com a respiração pesada e olhos fechados, seu rosto cora.

Largo o bico do peito e olho para uma garota descabela que está mordendo o canto do lábio inferior enquanto me olha com desejo.

_ Layla... Esse é meu último aviso, se não pretende ir até o fim melhor pararmos aqui. - não sou de ferro e se ela pretende brincar comigo está fazendo isso com o cara errado.

Ela não responde só me toca de forma atrevida, estimulando meu pau.

_Foda-se! - eu digo me erguendo da cama e indo ao armário do pequeno banheiro pegar a porra do preservativo.

Entro no quarto esperando encontrar Layla vestida e pronta para ir embora, fugindo, como ela sempre faz toda vez que ultrapassamos algum limite mas, ela está sem a calcinha. As pernas estão fechadas e ela parece tímida por estar assim, eu sou um tarado de merda porque corro meus olhos pelo corpo dela sem pudor algum. Só tem a luminosidade da tela do computador e ela parece o suficiente para ver tudo o que quero.

Afasto sua pernas me encaixo ali, acariciando o local que vou meter bem fundo. Meus dedos fazem a vez garantindo que ela esteja molhada o suficiente. Tiro a cueca e coloco o preservativo.

Será que ela quer mesmo se entregar? Eu me pergunto sem coragem de expor meus pensamentos. Se ela quisesse parar já teria dito alguma coisa, certo? Me jeito na cama sobre ela e entro de devagar, sinto a unha cortando a pele das minhas costas e começo a me mover.

...

Layla pegou no sono completamente cansada, me sinto tão estranho olhando ela dormir. Uma culpa enorme se apodera de mim, porque eu sei que ela sente alguma coisa, tenho certeza disso assim como tenho certeza que o dia nasce amanhã.

Eu deveria terminar tudo agora, consegui o que eu queria, mas, deixar Layla não faz parte do que eu quero agora. Eu posso continuar me divertindo com ela, posso continuar a ter prazer durante o tempo que for necessário para esquece-la.

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