Bônus
Layla
Ricardo me beija com tanta vontade, ele parece desesperado. Esse desejo todo que sinto vindo dele é quase um bálsamo para a ferida que o Dimitri deixou. Nós ficamos por alguns dias e namoramos alguns meses mas ele não sabe respeitar ou esperar, estava sempre fazendo pressão ou forçando alguma situação.
Eu comecei a sentir um certo medo dele e decidi terminar e me afastar. Ele não aceitou muito eu ter terminado e disse palavras horríveis. Me chamou de frígida e insossa e isso mexeu com minha autoestima de alguma forma.
Tinha mais de um ano que eu não me envolvia com ninguém, não fazia parte dos meus planos me envolver com o Ricardo de toda forma. Ele perguntou se eu poderia dar monitoria para ele e eu disse sim.
Ele foi educado, gentil e eu sensível de mais acabei deixando o caminho aberto, escancarado na verdade. As poucas amizades que eu tinha ou estavam namorando ou tinham algum tipo de compromisso, o que me deixava com um sentimento de solidão ainda maior.
Eu não esperava que acontecesse qualquer coisa entre o Ricardo e eu, mas de certa forma, eu queria. Sempre achei ele bonito. Pele morena, olhos escuros, um semblante sério e um jeito que dizia "não sou de brincadeira", fora os músculos!
Eu queria mais, só não estava pronta para o que viria depois. Eu só fiquei com o Zeca e foi uma única vez, antes de ele viajar para longe para fazer a faculdade dos sonhos. Não foi prazeroso como dizem os livros, foi triste e incomodo.
Eu amava o Zeca, ele foi meu amigo, a mãe dele sempre o levava para minha casa porque não tinha com o deixar, o pai era mestre de obras na empresa do meu pai.
Quando entramos no ensino médio nossa amizade ficou diferente começamos nos beijar e ele se tornou o meu primeiro namorado quando fizemos dezesseis. Aos dezoito ele passou na faculdade e foi embora.
Eu não o amo mais.
Não como amava, nem ele me ama, hoje tem uma namorada, noiva ou sei lá como nomeiam a relação, eles moram juntos e estão planejando se casar assim que se formarem.
Eu sentia falta de um alguém, de ter um amor, acho que foi isso que acabei deixando o Ric entrar. Ele me respeitava não avançava o sinal e era o cara mais compreensivo que eu conheci.
No dia que minha se foi ele estava comigo, me deu força, me fez enfrentar os meus medos. Ele sempre é assim. Não me deixa ter medo. Como quando ele disse que eu deveria ir e ficar o papai porque ele também estava sofrendo.
Meu pai estava mesmo muito triste, demorou quase uma semana para retornar para sua rotina, eu continuei encontrando o Ric, continuamos com os beijos, acho que ninguém sabia, não que nos escondessemos nada era escondido.
Também não ficamos como casal na frente de todos da turma.
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