Two-shot| "I love you, Gina"

QUERO AGRADECER A TODOS QUE FIZERAM PARTE DA EDIÇÃO DESSA FANFIC ❤️🌻.

Escrito por: ParkningProject
Co-Autor: PurpleGalaxy_Project
Betagem por: Cevemo
Design por: @hoperock (Spirit)

Era tão cansativo estar nesse lugar novamente, não era o que meus planos queriam, não era o que eu queria. Mas minha omma não me deixou muitas opções depois que faleceu, eu a amava, mas como todo ser humano, ela tinha suas imperfeições e uma delas era jogo.

Kim Bora, minha querida omma, se afundou tanto que hoje tenho uma dívida gigantesca para quitar. Ela só aumenta a cada dia que passa, os juros estão ficando cada vez mais altos, eu trabalho cada vez mais e nunca tenho tempo para respirar. Era sufocante, muito sufocante.

- Você precisa descansar, Taehyung - murmurou Soo-jin ao meu lado, me olhando preocupada, enquanto estou abalado sentado na minha cadeira rotatória.

Neguei com a cabeça enquanto tentava pensar com clareza em meio ao meu cansaço.

- Tem alguma coisa faltando no software e precisamos resolver isso para continuarmos a construir o novo jogo, nem tenho tempo para isso - murmurei me ajeitando rapidamente para anotar um problema que pode ser a solução. - Reunião, em dez minutos - aviso arrastando a cadeira para o lado esquerdo enquanto termino de anotar e me levanto quando termino com rapidez.

Meus passos vão com pressa até a copa para pegar mais um café e me encher dele para me manter acordado por mais um pouco de tempo.

Havia se passado mais ou menos um ano depois que fui embora do Seul, os garotos estavam se mantendo lá e os planos que nós fizemos não se tornaram verídicos. A banda deixou de existir depois que voltei, mesmo que Hoseok pudesse tomar meu lugar e até mesmo o Jimin ou Jungkook. Mas não seria a mesma banda e então o moreno, agora pai, decidiu que seria melhor colocar um fim provisório.

Antes eu sonhava em me tornar um cantor solo, mas a minha realidade bateu na porta quando recebi aquela ligação e hoje eu estava totalmente preso na dívida da minha mãe. Eu não podia voltar para Seul agora e simplesmente deixar tudo para trás, as coisas podiam sair ainda mais do controle pelo simples fato de minha mãe não só ter mexido só em apostas, mas também com pessoas perigosas que pagam dividas com a vida.

- Nós vamos em um karaokê hoje, que tal ir com a gente? - perguntou Jin ficando ao meu lado e levantei meus olhos em sua direção pensativo.

- Pode ser, tô com saudades de cantar - murmuro lembrando outra vez da nossa banda e nas poucas vezes que cantei nela.
O Soo-jin sorriu empolgado e nós dois fomos para sala de reuniões enquanto compartilhava com eles nossos momentos de shows.

- Cantem todos juntos - gritou Jin horas depois, enquanto segurava o microfone em frente aos lábios e influenciou os outros funcionários a cantar junto a ele.

Quatro deles cantaram felizes enquanto moviam os corpos demonstrando sua euforia e os outros incentivavam batendo palmas, balançavam o corpo e cantavam acompanhando na animação deles. Mas eu me retirei ao ver que não estava me sentindo no clima de estar naquele ambiente e depois de informar que iria para casa descansar, fugi dali para não estragar a alegria deles com a minha falta de energia.

Assim que sai pela porta e virei meu rosto para frente, o mundo pareceu parar aos meus olhos quando os pares de olhos que não viam a muito tempo bateram contra os meus. Uma corrente pareceu se prender quando nossos globos se olharam, o que acontecia ou deixava de acontecer ao nosso redor já não era mais da nossa conta. Apenas o silêncio era o suficiente, porque os nossos olhos falam tudo o que nossa língua coça para contar.

Mas não é como se eu tivesse muito para contar, apenas me perguntava como e o porquê ela estava ali.

- O que faz aqui? - Foi a pergunta que escorregou da minha língua e estragou o clima.

Ela arqueou as sobrancelhas acionando seu modo atrevido e dei dois passos para frente em sua direção.

- Não sei se você percebeu, mas estou em um karaokê e não tem graça festejar sozinha. Não é mesmo, senhor Kim? - Maldita garota insolente.

Eu não gostava de ouví-la dizer isso porque me sentia estranhamente satisfeito quando meus ouvidos captam o som da sua fala, eu não sabia o porquê meu subconsciente insistia nisso e não preciso entender, eu só quero que pare.

- Você tá muito insolente - digo levemente irritado com seu tom de falar.

Ela riu demonstrando ainda mais suas ações.

- Não é como se você fosse algo meu e acho que muito menos iria me castigar, senhor - diz outra vez, me fazendo fechar os olhos por alguns segundos para soltar o ar pelos lábios.

Mas a ação da garota foi tentar fugir e a segurei girando seu corpo até o meu, Gina tentou de tudo remover seu braço da minha mão, mas segurei com firmeza.

- Se você me desafiar outra vez, não terei pena de deixar sua bunda escarlate com as tamanhas quantidades de tapas que lhe darei, senhorita Min. - Descrevo cada palavra e recito minhas entonações de modo irritado, possesso e... o quê?

A solto quando fico confuso com meu corpo e vejo seu olhar amedrontado depois que falei aquilo, a soltei de imediato e sai dali virando a direção contrária da qual ela estava fazendo.

Eu estou ficando maluco com essa garota.

Na manhã seguinte, as coisas não estavam nada boas para mim. Em vez de ser um dia divertido como todas as sexta-feiras, em que os funcionários comemoraram o começo de mais um final semana de descanso, eu estava empacotando minhas coisas e os meus colegas levantaram minha ira. A verdade é que eu fui acusado pelo meu chefe de ter o ajudado a ganhar um par de chifres enquanto ele estava fazendo uma viagem de trabalho, mas ele nem fazia ideia que era seu próprio irmão que era o verdadeiro culpado disso tudo e ele não queria acreditar em mim.

Essa manhã não podia ser pior.

Mas piorou quando saí do escritório na imensa chuva que estava caindo dos céus, quando entrei nele estava com lindos raios de sol. Mas de repente virou uma enxurrada de nuvens pesadas e agora as gotas caem abruptamente sobre nós.

Me abriguei em frente a um restaurante e assim que fiquei parado, uma rajada de água suja espirrou em mim quando um carro em alta velocidade passou pela poça e fechei os olhos tentando segurar todo meu ódio que guardava dentro de mim.

Acho que peguei um certo trauma de sextas.
Mas talvez eu tenha pegado algum agrado com as segundas, porque foi em uma delas que eu estava entrando em uma sala de aula para começar como professor de literatura. Era uma das minhas matérias extras quando fiz faculdade de música, me especializei por alguns meses ao achar interessante e pensei nessa possibilidade de poder dar aulas em algum colégio. Mas cá estava eu, dando aula no mesmo local onde eu estudava a algum tempo atrás.

- Bom dia turma, sou Kim Taehyung. O novo professor de literatura de vocês - murmurei seriamente enquanto olhava para alguns dos alunos e ajeitei meus óculos no rosto. Ouço a porta de entrada bater e meus olhos voam até lá, meus olhos acompanham a pequena atrevida andar pela sala calmamente e talvez ela não tenha percebido minha presença. - Está atrasada, senhorita Min.

E então, ela paralisou seus pés no lugar e lentamente voltou sua atenção para mim. Em uma posição descontraída cruzei meus braços enquanto olhava seriamente para os seus olhos espantados e surpresos.

- Já é uma rotina, professor. - Corta alguém o clima e sinto meu corpo tensionar ao saber quem era.

Mas o que me chamou a atenção foi a atitude de Yoongina erguer seus olhos até a Felícia que estava no topo da sala e erguer as sobrancelhas para ela a questionando sobre quem a chamou na conversa ou quem mandou atrapalhar.

- Me desculpa, professor. - Centralizou na última palavra como uma ironia ao dizer de fato que não a havia chamado ela para conversar, ela voltou seus olhos a mim. - Mas diferente de algumas garotas filhinhas de papai, eu trabalho para me sustentar - diz querendo alfinetar e me segurei para não sorri orgulhoso.

- Entendi, por favor, sente-se - pedi, apontando para uma das cadeiras que vou ter o privilégio de observá-la melhor e acaba escapando um sorriso dos meus lábios quando ela me obedece.

A aula começou falando sobre o livro Orgulho e Preconceito, e terminou com uma discussão acirrada entre as duas garotas. Eu realmente entendo a implicância da Gina com a Felícia, ela é uma garota irritante pra caralho. Mas como professor, eu tive que cortá-la para não pegar mal para mim e acho que ela ficou furiosa.

Então, vou atrás dela para me desculpar. Mas acabo tomando uma atitude meio idiota quando a puxei para uma sala e a prensei na parede. Não sabia o motivo, mas parecia estar relacionado a raiva que senti quando um garoto estava encarando com segundas intenções no corredor.

- O que merda você está fazendo? Kim Taehyung! - pergunta e ao mesmo tempo me repreende, e em vez de responder, colo minha testa na sua repousando ali.

Nossas respirações estavam se misturando naturalmente e olhei para os seus olhos brilhantes. Eles pareciam estar perdidos ou até mesmo gritando algo, pareciam estar lutando ou tentando entender algum sentimento presente.

- Eu não faço ideia do que você está fazendo comigo - digo fechando os olhos para colocar meus pensamentos em ordem.

Desde aquele dia que ela tinha apenas dezesseis anos e a encontrei dentro da boate do outro lado da sua cidade, onde ela deveria estar na sua casa, na cama e no terceiro sono. Mas ela apareceu lá com um maldito vestido colado rosa bebê e tão justo que me perdi um pouco em me deliciar com suas curvas. Mas recobrei meu juízo quando lembrei que ela era irmã do meu melhor amigo, meu fruto proibido.

- Por que tudo tem que ser culpa minha? Já parou para analisar suas próprias palavras? - Jogou suas perguntas enquanto tentava me empurrar, mas não conseguiu por eu ser mais pesado e ela me empurrou. - Para de confundir meus pensamentos! Você está namorando com aquela vagabunda e ainda tem coragem de ficar fazendo promessas chulas para mim? - Ela dispara com raiva e antes que eu pudesse dizer que não havia nada entre eu e aquele desgraçada, paraliso no lugar com seu grito. E não é por causa do seu grito em si, mas pelas suas palavras. - Quando vai entender que não deve ficar dando esperanças para uma idiota apaixonada como eu?

Alguns segundos de confusão mental não foram o suficiente para acreditar que ela acabou de falar algo assim para mim.

- Você... - E antes que eu pudesse confirmar, seus lábios se chocaram com os meus e em vez de fechar meus olhos para aproveitar.
Eu fiquei tenso enquanto sentia a textura macia dos seus lábios e quando percebeu que não retribui, ela se afastou e não me olhou mais quando saiu dos meus braços fugindo logo depois.

Os turbilhões de sentimento atingiram-me como uma flecha, me nocauteando brutalmente, enquanto me encolhia no chão da sala vazia e no chão frio que me abriguei. Minha cabeça estava doendo de tantos pensamentos caóticos e me segurei para não acabar chorando.

Era um caos demais para minha cabeça entender.

[...]

No dia seguinte as coisas voltaram a não acontecer do jeito que esperei, era o segundo dia como professor e eu não me sentia bem. Talvez seja por não ter tirado uma pausa para mim em um emprego para outro, as coisas foram rápidas demais e o cansaço pareceu duplicar depois do caos mental de ontem.

- A literatura é... - murmurei tentando começar o assunto, mas a fraqueza do meu corpo fez eu abaixar a cabeça e tentar amenizar a tontura.

- Professor, você está... - Ouvi a voz de uma das alunas e foi as últimas palavras antes de meu corpo encontrar o chão.

Horas depois eu senti um pano molhado sobre meu rosto, o que fez todo meu corpo arrepiar por inteiro. Eu tentei sair daquele molhado empurrando minha cabeça para trás e a pessoa recuou.

- Você está com febre, preciso passar a compressa morna em você - diz uma voz suave e mansinha perto do meu ouvido.

Eu abri os olhos calmamente por conta da iluminação e mesmo que pareça fraca, ainda sim incomodava um pouco minha visão. Mas quando consegui focar eu encontrei seu rosto me olhando com atenção, os traços do seu rosto fizeram meu coração acelerar ainda mais. Os batimentos foram a mil.

Pela visão periférica conseguia perceber que estava em um hospital, mas parecia que nada agora era mais interessante para mim do que admirar seus traços. Os lábios inchados que estavam sendo maltratados pelos seus dentes, o queixo pontudinho e suas pálpebras duplas que achava tão fofo.

- Está me agoniando - murmuro depois de alguns segundos delirando com tamanha beleza e ele alinha os lábios antes maltratados.

- Me desculpa, não queria lhe deixar assim. - Se desculpou fazendo-me desviar os olhos para não acabar fazendo o mesmo e o motivo seria de fazê-la se culpar.

- Tudo bem, obrigado. - Agradeci sorrindo levemente e ela retribuiu voltando com o brilho gracioso em seus olhos.

As coisas pareciam estar finalmente em paz entre nós, voltamos à estaca onde ensinava algumas matérias para ela. Uma delas era a minha disciplina: literatura.

Gina tinha um pouco de dificuldade de entender as origens da literatura e os aspectos que a envolvem, então sempre tenho que ter a paciência redobrada. Porque o que para mim parece mamão com açúcar, para ela é mais difícil que chupar limão sem fazer careta. Mas era difícil quando ela errava perguntas tão óbvias e acho que vou ficar careca de tanto puxar meus cabelos para ter a mínima paciência.

- Gina, presta a maldita atenção. A resposta está no texto, princesa - digo apontando a parte óbvia da pergunta e ela me olha atentamente demonstrando alguma emoção gigantesca. Eu me toco de que acabei de lhe chamar de princesa e ela sorriu contida. - Parece que já sei um modo de fazer você se concentrar - murmuro arrancando um sorriso de verdade dela para soltar um riso.

Ela tenta novamente e quando acerta finalmente, coloco minha mão no topo da sua cabeça e movo meu polegar pelos seus fios ruivos. Meus olhos descem pelo seu rosto cheio de sardas e me perco em cada sarda marronzinha ou é vermelhinha? Só sei que a deixava mais graciosa e delicada, o sorriso dela era o mais espetacular de todos.

- Por que tá me olhando desse jeito? - perguntou olhando em meus olhos e me perdi no brilho deles.

O meu coração acelerava no peito, enquanto meus lábios ficavam ocupados em ficarem ressecados e os pensamentos a mil.

- Eu gosto de você... - Escapou dos meus lábios em um sussurro fazendo os olhos dela se arregalaram e antes mesmo que eu processasse as palavras, eu a beijei.

A quentura dos seus lábios agora fez todos os sentimentos confusos entrarem em um consenso e agora todos entraram no silêncio total enquanto o coração tomava posse da situação, o coração bombeando rapidamente em cada vez que seus lábios doces retribuem os meus movimentos e a cada movimento era como se eu estivesse, não somente perdendo o fôlego, mas também ganhando um novo sentimento que pensei que nunca mais teria a oportunidade de ter.

A ardente paixão.

Os meus lábios se afastaram dela e quando meus olhos se abriram, minha visão periférica capta um movimento estranho e quando ergo o rosto em direção da porta, a pessoa havia sumido. Mas eu me preocuparia com Gina nesse momento, ela estava com os olhos fechados enquanto parecia desconcertada parecendo estar em meio ao delírio e sorriu deixando um beijo no seu nariz.

Essa pareceu a chave para mais um dos seus sorrisos doces e seus globos cintilantes se abrirem ressaltando sua beleza.

- Parece um sonho... - sussurrou me arrancando mais um sorriso.
- Vou fazer questão de não acordá-la. - Fiz a promessa voltando a beijá-la.

[...]

O barulho da sacola pesado com o dinheiro ressoou por todo o galpão, Taehyung apontou seu dedo para Felícia com o rosto transmitindo toda sua raiva.

- Não se atreva a encostar um dedo nela, me entendeu bem? - disse em alto e bom som, se referindo a Gina que estava machucada por conta da Felícia ter visto eles se beijando na biblioteca.

Mas a loira parecia estar mil vezes pior que a ruivinha, por dentro seu namorado estava orgulhoso dela e tinha até vontade de rir. Mas em vez de demonstrar mais alguma reação, lhe deu as costas depois de deixar uma quantia de dinheiro dobrada do que devia e saiu daquele galpão com um peso a menos nos ombros.

[...]

A pequena garota de apenas 20 anos estava de joelhos no chão, sentada em seus próprios calcanhares, se passaram mais ou menos duas semanas que Gina começou a namorar com Taehyung. Parecia um sonho sendo realizado e ela não queria ser acordada nunca, o loiro até mesmo prometeu que isso não aconteceria.

Mas algo que ela nunca esperou em toda sua vida é estar naquela situação, sentada em seus próprios calcanhares com apenas uma calcinha de algodão confortável branca, com os cabelos soltos nas costas e com os seios médios nus. Quando sua visão periférica observou o andar descontraído dos seus quadris, ela engoliu em seco quando sentiu seu corpo todo arrepiar com o jeito que ele estava.

Do seu tronco a entrada do abismo nus, marcada com o meio caminho coberto pela calça preta social, as veias saltadas no antebraço até os dedos grossos. Era tudo tão novo, mas ao mesmo tempo atraente para a ruivinha ajoelhada de modo submisso.
Mas acham que isso surgiu de repente? Com apenas alguns filmes assistido com seus colegas de faculdade, despertou o interesse da garota.

Apenas comentou por alto com o seu namorado, mas uma coisa que Gina não sabia, era que seu namorado já fazia parte desse mundo há um bom tempo junto com seu irmão, Yoongi. Que por sinal, iria matar o Taehyung quando soubesse que estava levando sua irmã para esse caminho depravado.

- Você é tão pequenina que tenho medo de te partir no meio, Foguinho - diz enquanto se agacha atrás de si colocando seus dígitos pelas suas costas e escorregando até que esteja na sua barriga. Em relação aos toques sigilosos e quentes, seu corpo arrepiou por inteiro e os seus bicos ficaram eriçados de excitação. - A palavrinha de segurança, princesa.

A de cabelos de fogo em seus braços molhou os lábios perdida com tamanha sensualidade de suas palavras e atitudes.

- Sardas - sussurra ainda com a mente nublada e o homem atrás de si sorri sobre seu pescoço.

- Acho que vou começar meu trabalho às beijando, me lembre de não esquecer nenhuma delas. Meu primeiro comando para a minha princesinha, hum? - Apenas Murmurou começando a beijar as sardas que havia em seu pescoço no lado direito e ele mordeu um local que havia uma grandinha, sua namorada gemeu em seus braços e estremeceu quando ele sugou a pele, - Sugiro não encontrar ninguém da sua família por um tempo - sugere sorrindo maldoso ao ver o local vermelho e sabia que ficaria roxo. - Vire esse seu rostinho lindo, vou beijar as do seu rosto e depois me deliciar nessa sua boca gostosa.

O loiro não só prometeu como cumpriu de imediato, deixando o rastro de beijos pelas sardas abaixo dos seus olhos até às bochechas recheadas e desceu pela sua boca onde maltratou com um beijo intenso, as línguas se movendo em direções contrárias para tornar o ósculo mais gostoso. Nem mesmo senhor Kim estava aguentando mais as pequenas preliminares dos beijos, queria logo pode satisfazer sua amada com beijos mais fundos e fazê-la gritar com algo que a fizesse revirar os olhos, fazer ela lhe sentir por horas um pouco dolorida, mas mesmo assim satisfeita e sedenta por mais.

Mas o mais velho lembrou que uma pequena pelinha dentro da sua garota ainda não havia sido rompida e tinha que ser delicado, nada de ser como alguns que apenas vão lá e tiram as virgindades das mulheres como se fosse apenas isso. Ele tinha a obrigação de mostrar a ela os prazeres que dedos e língua podem dar.

- Senhor Kim... - chamou ao sentir os dígitos entrarem pela sua calcinha e se segurou na nuca do amado.

- Shi... curta caladinha, princesa.
As coisas poderiam ter parado aí, certo? Mas não foi bem assim. Depois de ter mostrado o céu e o inferno ao mesmo tempo, os dias foram recheados com algumas atitudes loucas deles.

Como no meio da aula, Min Yoongina estava soando frio no meio da aula do seu professor de literatura enquanto mordia os lábios e cruzava as pernas embaixo da mesa tentando fechar suas paredes que estavam vibrando.

- Está tudo bem, Gina? - perguntou seu colega preocupado e ela sorriu com as sobrancelhas vermelhas. Mas acabou soltando um gemido baixo, multiplicando a preocupação do garoto ao seu lado. - Professor Kim, a Yoongina está com dor.

Avisou na inocência, e antes de escrever algo na lousa, se virou para olhar a situação da sua princesa. Mas trincou o maxilar quando viu as mãos do garoto nela, os olhos da sua namorada encontraram os seus que tinham raiva do garoto e temendo ficar com a bunda na cor de escarlate como ele prometeu antes de eles namorarem, ela se afastou do toque dele.

- Venha até aqui, senhorita Min - manda em tom sério fazendo seu baixo ventre pulsar com o pequeno objetivo dentro de si e ela engoliu em seco apoiando as mãos na mesa para não cair. Ele desligou o vibrador, o que a deixou aliviada. - Ande, não temos o dia todo.

Ela puxou seu vestido para baixo o ajeitando e prendeu um gemido em sua garganta quando o objetivo acabou balançando junto, ela desceu as escadas indo em sua direção no fundo da sala e os dígitos em seu queixo a fizeram arfar instantâneamente.

- Eu estou bem - sussurrou fraca, temendo que seu toque a faça ter visão turva e o professor Kim tocou sua testa para verificar que não havia febre ali.

- Vá para enfermaria, você não está bem - mandou tirando seus dígitos dela e ela prendeu os lábios para não resmungar.

- Eu posso ir com ela, professor Kim. - Se voluntariou o garoto que estava ao seu lado e todos começaram o famoso "hmm" deixando esse garoto envergonhado e o professor irritado.

Ele olhou pro seu relógio e contou até cinco na sua cabeça, quando a contagem acabou, o sinal bateu.

- Podem ir todos, a senhorita Min vai estar segura comigo - avisou fazendo sua aluna sentar na cadeira dele e todos foram embora, alguns desejando melhoras para a ruivinha enquanto seu professor subia as escadas para pegar suas coisas. - Aquele garoto parece um urubu te rodeando - disse em um resmungo e Gina se atreveu a ri. - Escarlate deveria ser sua cor de segurança, sabia?

Alfinetou fazendo a garota se calar e foi a vez do mais velho rir.

As circunstâncias não estavam favoráveis, mas não por escolha, mas sim por estarem tão embriagados que nem se lembravam mais onde estavam.

Mas os lembrando ou não, eles estavam de volta a Seul para passar o Natal com a família Min e com os seus amigos. Só que um pouco de bebida no sangue deixou a mais nova em um puro fogo e em vez de pará-la, o loiro com poucos parafusos entrou na onda e eles estavam quase se fundindo em um beco pouco movimentado, mas não inabitado. Isso se comprovou quando os Jeon's estavam entrando no beco e ao virar, Nabi tapou os olhos do seu pequeno e arregalou os seus.

- Puta que pariu, Kim Taehyung - repreendeu Jungkook, fazendo com que o Kim se afastasse rapidamente de Gina e ficou em sua frente para ela ajeitar suas roupas. - O Yoongi vai te matar.

Avisou enquanto assistia os dois ofegantes e a Nabi negou com a cabeça desacreditada, mas se divertindo com a situação.

- Ruivinha, vamos conversar - disse Nabi passando por onde eles estavam e ela obedeceu a mais velha sem pensar duas vezes.

- Quebrou uma das nossas promessas. - Lembrou Jeon fazendo Kim soltar um suspiro, a regra era clichê. Nada de pegar sua irmãzinha e o moreno ao seu lado estava muito preso na sua ruivinha para pensar em alguém além.

- Não é só pela promessa que ele vai me quebrar - resmungou Taehyung bagunçando ainda mais seus cabelos, que já estavam arrepiados pelos puxões da sua namorada.

- Se incluir essa pegação em público também - completou se segurando para não rir.

- Não só nos pegamos - disse mordendo os lábios e Jungkook ficou chocado.

- Oh merda, você já tirou a virgindade dela? Quanto tempo vocês estão juntos Taehyung?

- Três meses, estamos nisso já faz um tempo.

- Você é um desgraçado mesmo, hein. - Acusou deixando o loiro ainda mais culpado. - Conta para ele.

- Me ajuda?

- Você leva o meu e o seu soco.

Dito e certo, o maxilar do Taehyung foi nocauteado por um murro e depois um segundo quando ele já estava caído.

- Seu desgraçado. - O xingou ficando em cima de si e desferiu mais dois socos.

- Oppa, solta ele - implorou a mais nova já entrando em desespero e o Jungkook tirou ele de cima do Taehyung com a ajuda do Namjoon.

- Você tocou na minha irmã, eu vou te matar - prometeu com uma raiva áspera na voz e a tensão ficou quando o Taehyung não respondeu.

- Taeh, Taeh - chamou sua namorada em prantos, enquanto dava batidinhas no seu rosto e as lágrimas caiam pelo seu rosto.
A senhora Min ficou ao seu lado e viu seus batimentos.

- Ele está bem, só desmaiou - disse tranquilizando sua filha e ela deixou que os garotos levassem seu amado para o quarto no térreo.

Ela se levantou com raiva e deu um tapa estalado no rosto do seu irmão deixando o clima tenso.

- Min Yoongina - repreendeu seus pais juntos e ela não ligou.

- Você sabe como o Taehyung está fraco com o tratamento da anemia, você não podia ter pegado mais leve? - gritou ficando possessa e o mais velho riu desacreditado.

- Ele tirou a porra da sua honra!

- Eu quis que ele tirasse - gritou de novo, deixando seu irmão sem palavras. - Eu pedi isso, Yoongi. Se quer culpar alguém, culpe a mim! Não ele.

- Você só está defendendo esse merdinha, tenho certeza que foi ele que te seduziu.

- Você é tão babaca que não enxerga que pisou na bola, eu sei bem que sabe que ele não faria isso e só para sua informação, eu o beijei primeiro - declarou deixando seus ombros mais leves. - Eu estou apaixonada por ele há muito tempo, eu fingi ter um namorado no exterior. Mas que na verdade foi ele, Kim Taehyung.

O seu irmão a encarou como se tudo aquilo fosse absurdo, ele negou com a cabeça sem sequer querer acreditar nessa história.

- Vocês me esconderam isso, não sei se vou ter forças o suficiente para perdoar - avisou, lhe dando as costas e saiu de casa sem rumo.
Com a desaprovação dos seus pais de terem tomado essa atitude, os dois ficaram um tempo sem se ver até que o Yoongi os perdoasse. Até que os dois começaram a se implicar novamente, Yoongi ficou com nojo da melosidade com o casal e sua namorada tirar suas palavras quando beija sua bochecha, o deixando envergonhado.

Os meses se passaram, na verdade, dois anos para ser exato. A ruivinha começou a estagiar em uma empresa, o loirinho estava como vice-presidente na agência de músicos do seu amigo Jeon e nesse momento a banda estava reunida em um palco improvisado na casa do Jeon.

- Você realmente é muito boiola pela minha irmã - alfinetou Yoongi maldoso e os garotos riram.

- Ela não merece menos que isso - rebateu lhe dando um sorriso debochado.

- Touché, idiota.

Taehyung sorriu ladino enquanto afinava a guitarra, hoje a bateria estava com o Jungkook. Os dois trocaram de lugar e hoje o Taehyung estaria como vocalista.

- A onde vocês estão me levando? - pergunta a ruivinha rindo de nervoso, enquanto suas duas amigas estão a empurrando na direção de uma cadeira na frente do palco.

O loiro sorriu ao vê-la tão ansiosa para saber o que ele preparou. As meninas a deixaram ali e andaram alguns passos para trás.

- O coração bombeia aproximadamente 7.570 litros de sangue por dia, o que é equivalente a gasolina que leva um astronauta da Terra à Lua. - Seu namorado começa a dizer fazendo seu coração acelerar e retirou a venda lentamente dos seus olhos se emocionado com a imagem a sua frente. - Então, Min Yoongina, isso quer dizer que quando eu lhe digo que te amo daqui até a Lua - ele olhou bem nos olhos brilhantes de sua namorada -, significa que te amo a cada batida do meu coração.

- Owt. - As garotas murmuram atrás de si e a Gina solta um riso emocionada.

Então Jungkook começou com as batidas da bateria e assim foi começando a música que seu amado cantaria nessa noite.

- Você sempre foi minha, senhorita Min - murmurou com um sorriso travesso e começou a música.

Mine - sleep token.

A letra era perfeita para a situação, porque a possessão que ele sentia pela sua namorada, a sua mulher ruivinha cheia de sardas que ele passa horas agraciando com os seus lábios. As melodias saindo graciosamente por ela, mais bonita que a música que ele estava cantando para ela.

Letras escorregando pela sua língua com facilidade, as batidas da música só deixavam Taehyung cada vez mais triunfante em cantar para sua namorada e dedicar para ela. Em últimas estrofes, seu tom ficou mais leve e ele saiu do palco ainda cantando.
- Did you not say we were made for each other? - perguntou olhando nos olhos dela intensamente e os dois se perderam no mundo deles.

You will be mine
You will be mine
You will be mine
You will be mine

Disse repetitivas vezes até estar de joelhos deixando a guitarra de lado, as mãos indo para o bolso e Gina soltou uma lufada de ar de surpresa.

- Você sempre foi minha, Foguinho. Não sou um príncipe delicado que promete gentileza, até porque sua palavra mudou de sardas para escarlate - disse sorrindo maliciosamente e deixou sua namorada envergonhada. - Mas sei que vou lhe tratar como minha princesa, daqui um tempo como minha rainha e teremos uma nova princesa para tomar seu lugar. Mas quando esse dia chegar, quero que seja minha até estarmos bem velhinhos e rabugentos, até que estejamos triunfando com as nossas aposentadorias e sendo bancados pelos nossos filhos.

- Coitado, mal sabe que vai primeiro. - Soltou o seu amigo lá no palco, vulgo irmão da sua namorada e todos riram.

- Antes de mandar seu irmão ir à merda - comunicou fazendo todos rirem novamente. - Princesa, quer casar comigo?

Nem precisou de muito para pensar, Yoongina se jogou em seus braços agarrando seu pescoço e soluçou sobre sua pele.

- Eu te amo - recitou as palavras quando seus olhos se encontraram e Taehyung sorriu.

- Yo te amo. - Retribui imitando o boneco que está passando várias vezes no TikTok, que a Gina mandou para ele há alguns dias. Ela deu um tapa nele, que riu.

- I love you, Gina.

Fim.

Bạn đang đọc truyện trên: AzTruyen.Top