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— Salve-nos do perigo, prezamos pelo silêncio em Serendia! — A mulher dizia, encolhida nos grandes braços de Joviam. — Adoraremos os senhores para sempre, salve-nos mais uma vez!

— Joviam, solte esses cidadãos inocentes. Podemos negociar de outra forma, não envolva seres como eles em uma briga! — Em tom calmo, diz Sperctor, tentando fazer com que Joviam se acalmasse e soltasse a moça inocente que estava presa em seus braços.

— Apenas solto ela se me derem a senha da fonte de energia. Temos um acordo?

Vendo que não tinha jeito, o Jeon mais velho fez gestos para seu filho, este que chegou por trás de Joviam e lhe golpeou, fazendo com que abrisse seus grandes braços, para que abrisse caminho para a moça inocente que estava presa ali.

— É só isso que seu filhinho tem para fazer? Venha aqui, Park Jimin, e mostre para eles do que você é capaz. — Sem mais escolhas, Joviam recruta seu filho que estava escondido em algum canto.

— Pai, já lhe disse que não gosto de lutar! — Exclamou em alto e bom som para que seu progenitor ouvisse.

— Lute agora, Park. Ande. — Joviam saiu dali, deixando seu filho contra o filho de seu inimigo, enquanto ia lutar com alguém de seu tamanho.

— Não tenha medo, mocinho, não irei machucar-te.

— Olha, realmente não quero brigar… Então, se você puder não me bater, ficarei grato.

— Sequer parece criação de Joviam. Como pode seu pai ser tão malvado, enquanto tu és apenas um ser inofensivo?

— Não gosto de brigas, mas meu pai me leva para lugares assim. Apenas me esqueça e ajude seu pai… Acabes com isso mais uma vez. — Diz Jimin em tom derrotado, já sabendo que seu pai não teria nenhuma chance contra os Jeons.

E então, nesse momento, uma ideia mirabolante brotou na cabeça de Jeon. Se Jimin não gostava de lutas e nem que seu pai o envolvesse nisso, por que não armar para que pegassem logo os dois juntos? Com um pouco de mentiras — que no final lhes traria paz para a tão amada cidade onde habitavam —, não faria mal a ninguém, certo?

Após muito tempo de batalha, alguns objetos voavam para todos os lados, e com um golpe certeiro, Sperctor consegue finalmente deixar Joviam imóvel, colocando com facilidade algemas em seu pulso.

E como sempre, em uma fração de segundos, Joviam consegue escapar, levando Jimin consigo.

Era sempre assim, ninguém nunca ganhava a guerra que haviam declarado.

Sperctor levava consigo a pena de deixar Jimin sem família, e por conta disso, nunca agia de sua melhor forma com sua criança, sendo capaz de fazer mais.

— Papai, iremos acabar com essa guerra em pouco tempo, e eu já tenho a solução. — O Jeon mais novo falou, enquanto chegava perto de seu pai. No meio tempo da briga, estava tirando informações do pequeno Park, que inconscientemente, lhe dava todas de maneira fácil.

— Conte-me, filho.

— Se conseguir me aproximar do filho de Joviam, fazendo com que ele nos dê informações o suficiente para derrotar seu pai, ou até mesmo fazer uma negociação com o pequeno Park, a guerra finalmente acabará e prenderemos os dois. — Falou em tom de animação por finalmente poder dar orgulho a seu pai com o plano perfeito para trazer novamente a paz em Serendia.

— De certa forma é arriscado, pensando assim, parecemos até mesmo os vilões da história. — Gargalhou. — Por outro lado, pode ser usado para o bem maior, contando que todos saiam bem no final, não vejo problemas.

— Prometo executar o plano de bom grado e te dar muito orgulho. Amo-te e obrigado! — A animação do menino transparecia em seus atos. Depois de deixar um beijo na bochecha de seu pai e um abraço confortante, subiu para seu quarto e lá começou a inventar desculpas para que Park se juntasse a eles.

Apesar de serem super heróis, tendo poderes e adrenalina circulando por suas veias, eles também tinham sua vida civil.

Agiam como pessoas normais, iam para o supermercado, ao shopping e até mesmo esperavam em filas, já que eram irreconhecíveis entre tantas pessoas que habitavam Serendia.

— Por que não lutou como te ensinei, Park? — Furioso, Joviam estava tendo uma conversa com seu filho ao que acabara de entrar em sua residência.

— Papai, disse ao senhor que odeio brigas! Se achas que sou capaz de bater em alguém, estás muito enganado.

— Jimin, quando me cansar é você quem tomará meu lugar, você quem irá lutar contra a nova geração dos Jeons.

— Não, eu não vou. Não podes me obrigar, e por favor, não me leves junto de ti quando for para essas suas "briguinhas". — Debochou e subiu para seu quarto, cansado de tudo e de todos. Desabou em sua cama e nem se deu o trabalho de tomar um banho ou algo do tipo. A imagem de Jeon apareceu em sua mente e ficou feliz por não precisar lutar com ele dessa vez.

"Mocinho"

O apelido de Jeon que foi dado a ele era consideravelmente bonito, Jimin gostava… Achava carinhoso. Não que sentisse algo por seu rival, apenas achava um apelido carinhoso, e também carinhoso o fato de que Jeon não o enfrentou… Hoje não havia sido um dia tão mal assim.

Os dois estavam em seus respectivos quartos, ambos pensando um no outro. Um de forma boa. O outro de uma forma não tão boa assim...

Era irônico a forma que o herói estava se tornando um vilão e se aproveitando de um inocente.

Mas é para o bem de todos, certo?

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