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Qualquer erro durante o capítulo me avisem. Pode ter passado despercebido durante a revisão.
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"Strange"
•Albus
O Devon havia acabado de chegar do treino de quadribol. A equipe parecia estar tendo avanços... Talvez eu que seja um péssimo capitão. A Amy continuava a leitura de um livro deitada na cama do Scorpius e eu estava na minha bolha de mau humor, por descobrir que as pessoas estavam realmente certas. Eu nunca seria como o grande Harry Potter.
O scorpius entra pela porta do dormitório de maneira apressada, suas bochechas estavam vermelhas e ele respirava pesadamente. Provavelmente pelo esforço da corrida até aqui.
- O que aconteceu? - o olho preocupado e a Amy larga o livro para prestar atenção.
- Quase fui pego - o loiro fala respirando fundo.
- Como? - a morena pergunta curiosa.
- Ele me viu na sala dele e perguntou o que eu estava fazendo ali - ele começa a explicar - Falei que queria saber mais sobre as almas gêmeas e ele acreditou.
- sim e o que aconteceu? - pergunto impaciente.
- Ai ele me contou sobre um jeito de ter uma marca - o Malfoy senta na minha cama.
- Mas você já tem - franzi as sobrancelhas sem entender. Talvez eu tenha soado um pouco magoado.
- Não - ele nega com a cabeça e faz um sinal com as mãos - Ter uma marca com a pessoa que você ama.
- Como? - a Amy se levanta e senta ao lado dele.
- É perigoso... Tem que passar por alguns testes - ele dá de ombros.
- Isso pode ser apenas uma história - comento cruzando os braços.
- O conto dos três irmãos também é - o loiro argumenta - Olha só! Seu irmão tem a capa de invisibilidade.
- É um bom ponto - a Amy aponta para ele e eu reviro os olhos - Mas isso deve ser arriscado. Vocês não precisam de droga de marcas.
- A Amy tem razão - olho sério para ele.
- Tudo bem - ele suspira - Deu certo para o professor Prince.
- Que? - a Amy o olha confusa.
- Ele me mostrou a marca em seu braço - o Scorpius diz, mas disso todos sabiam - Ele passou por esses testes e até me mostrou a foto da mulher dele.
- Pode ser qualquer pessoa - falo exasperado.
- E se for verdade? - ele arqueia uma das sobrancelhas.
- Scorpius eu não acredito que você está pensando em fazer uma estupidez dessa! - nossa amiga parecia irritada.
-Ele disse que nos levaria até o local - o loiro dá de ombros.
- Você já confirmou? - o olho estarrecido por ter tomado uma decisão sem falar comigo antes. Eu fazia parte daquela droga também.
- Achei que você fosse querer isso - ele abaixa a cabeça.
- Não é isso - seguro em suas mãos - A gente já tinha superado essa coisa de marca.
- Só não quero isso nos assombrando - o loiro me encara.
- Tudo bem - sorrio ao o ver abrir um largo sorriso.
Se fosse para vê-lo sorrir desse jeito eu enfrentaria o que fosse.
Mas estranho o fato dessa comemoração contida. O Scorpius era de abraços calorosos e de comemorações exageradas quando se referia a me convencer do seu ponto de vista. Mas ignorei isso e deixei um leve selar em seus cabelos.
- Não posso deixar vocês irem sozinhos - nossa amiga se pronuncia - Vocês não sobreviveriam.
- Não precisa Amy - o Malfoy disse rapidamente - Não será seguro e o professor disse que era para ir apenas o Albus e eu.
- Como se eu ligasse para o que ele fala - a morena dá de ombros - Além do mais, você é meu melhor amigo. Não vou correr o risco - ela sorri para ele, o abraça de lado e ele apenas aperta a mão dela.
- Então temos uma aventura para ir - comento rindo ao fazer um sinal com a cabeça agradecendo a Amy por estar com a gente junto nessa.
- Quando vamos? - a morena perguntou.
- Amanhã à noite - o loiro conta - O professor falou que como é sexta. Ninguém no sábado vai sentir nossa falta. Todos sempre tem algo para fazer e não iriam notar a nossa saída.
- Para onde vamos? - o Devon pergunta ao sair do banheiro com uma toalha pendurada no ombro e vestindo a calça do uniforme.
- Numa aventura maluca - a Amy respira fundo e sorri.
[...] No outro dia ao acordar vejo a cama do Scorpius feita, mas ele não estava em lugar nenhum do quarto. Ontem ele não dormiu no mesmo horário dos meninos, disse que iria ficar lendo no salão comunal. Acabei dormindo sem o ver voltar.
O Devon estava largado, seu cobertor havia caído no chão e uma de suas pernas estava para fora da cama, enquanto o mesmo dormia de boca aberta.
Adam, o garoto que dividia o quarto conosco tinha acabado de sair do banheiro quando eu levantei para tomar banho.
Faço minhas higienes e após tomar banho ao passar em frente ao espelho percebo que meus cabelos estavam longos demais e eu precisaria cortá-los. Como estava com tempo livre até o café da manhã, resolvo usar a varinha e torço para que o meu cabelo fique no mínimo apresentável.
Coloco meu uniforme e acompanho a Thalia e a Amy até o Grande salão. Estava comendo uma tortinha de abobora quando o Jeb Greengrass para em minha frente e apoia as mãos na mesa para falar comigo, o que era bem estranho, já que nós nem trocávamos cumprimentos.
- Você viu o scorpie? - ele me olha preocupado.
- Não - nego com a cabeça - O que você quer com ele? - tentei não soar grosseiro.
- Assunto de família - o loiro dá uma risadinha.
- Eu aviso que você quer falar com ele - sorri sem mostrar os dentes.
- Obrigado - ele acena para as meninas - Tenham uma boa aula - fala ao se afastar.
- Merlin! - a Thalia me olha perplexa - Eu achei que você iria azará-lo.
- História velha esses dois - a Amy dá de ombros - Só ficam nas provocações.
- Na verdade o Jeb irrita o Albus, porque sabe que ele vai ficar com ciúmes - a Megan explica.
- Quando eu virei o assunto do café da manhã? - as encarei - Vamos falar de... - olho o profeta diário - Carro voador assusta trouxas no céu de Londres - leio a manchete para mudar de assunto.
Chegamos a primeira aula do dia que era história da magia e já estávamos nos nossos lugares quando o Scorpius entrou na sala e sentou ao meu lado sem falar nada.
- Enfermaria de novo? - questiono rindo. Era uma brincadeira nossa.
- Só queria ficar sozinho - ele dá de ombros.
- Você está bem? - o olho preocupado.
- Tudo normal - sorri de canto e pega a pena para fazer anotações ao ver o professor entrar na sala.
A aula era monótona e a voz do professor Binns me fazia querer dormir. Talvez eu tenha descansado os olhos por alguns minutos até ouvir meu sobrenome ser chamado.
Poções, feitiços e estudo dos trouxas para completar minha cargo-horaria do dia. Como algumas aulas eram opcionais e nem todos os meus amigos faziam as mesmas aulas, os encontrei no jantar.
Nós já havíamos conversado no almoço a forma como íamos sair da escola sem ninguém desconfiar, mas isso deixava todos nós nervosos, exceto o Malfoy.
- Ele não está na mesa dos professores - comento ao não ver o professor Prince.
- Ele deveria estar aqui não deveria? - o Devon olha para nós preocupado.
- O Prince precisou viajar as pressas - a Amy nos diz - Eu ouvi a Minerva conversar com o professor Rosier.
- E agora? - olho de forma questionadora para o meu amigo.
- Já está tudo planejado - ele nos falou e voltou a comer.
Depois do jantar ficamos um tempo no nosso salão comunal conversando com os outros alunos, jogando alguma coisa ou bebendo cerveja amanteigada. Muitos dos alunos fazendo alianças, algo que não deixou de ser comum na Sonserina. No meu caso, preferia fazer amigos.
Depois que todos já haviam ido para os seus dormitórios e a sala comunal estava vazia e escura, fomos pegar nossas bolsas com alguns itens pessoais. Não sabíamos como essa viagem seria.
Olho para o quarto já no corredor mais uma vez, tentando lembrar se não havia esquecido algo, mas nada vinha a memória. Guardei a imagem das camas arrumadas e dos objetos no lugar antes de virar as costas e sair.
Saímos antes de eu ver uma coruja deixando uma cara em minha cama. Talvez fosse importante eu ter lido a carta assinada pelo meu pai antes de sair.
Caminhamos pela sala vazia para chegar até a entrada do retrato, quando vimos duas sombras.
- Para onde os senhores pensam que vão? - ouço a voz da Thalia e ao virarmos a vemos ao lado da Megan.
- Não é o que vocês estão pensando - o Devon se pronuncia levantando as mãos em rendição.
- Vocês iam fugir sem nos chamar - a Megan fala ofendida.
- É meio uma aventura perigosa - a Amy dá de ombros.
- Legal - a Thalia sorri - Esperem a gente pegar as bolsas.
- Como? - o Scorpius as olha confuso.
- Desconfiamos de vocês agindo estranho o dia todo e bom eu meio que ouvi algo... Depois vi a Amy arrumando uma mala - a Megan dá de ombros - Somos uma equipe.
- Não podemos colocar vocês em risco - falo preocupado.
- Ei - a Thalia fala - Estamos indo porque queremos. Não se preocupa.
- Sejam rápidas - o Devon diz.
- Mordred - ouço o Malfoy murmurar baixinho.
Ouvimos o som de passos e vemos elas pegando as mochilas escondidas atrás do sofá e as varinhas.
Então caminhamos em silêncio e com cuidado para fora do castelo. Os corredores estavam escuros e frios. Meu coração batia acelerado por medo de alguém aparecer, mas eu estava animado.
Vi o Salgueiro lutador e lembrei das histórias que eu ouvi do meu pai. Nós seguimos o Scorpius, ele parecia conhecer o caminho.
Acho que o professor Prince havia explicado a ele.
Entramos em uma espécie de buraco próximo a raiz da árvore. Usamos o feitiço Lumus para iluminar o caminho escuro e apertado. O cheiro de terra era forte, haviam teias de aranhas e talvez eu tenha herdado a aracnofobia do tio Ron.
Chegamos numa casa antiga, os móveis eram velhos e estavam empoeirados. Teias de aranhas pelo teto e as madeiras do chão rangiam com os nossos passos.
- Que lugar é esse? - o Devon reclama antes de espirrar.
Ele não era o único espirrando e muito menos com medo daquele local, mas o Malfoy parecia tranquilo.
- Você não vai querer saber - escuto a Amy dizer ao olhar em volta. Casa dos gritos?
- O que faremos agora? - a Thalia pergunta.
- Esperamos - é a única coisa que o loiro diz.
Cada um tenta achar um espaço limpo para sentar. Murmurei o feitiço de aquecer e me encostei na parede. O Scorpius sentou um pouco longe de mim e eu não entendi essa distância.
- Ei - o chamo - Vem cá.
Ele se aproxima e senta ao meu lado. Então o abraço fazendo com que a cabeça dele fique apoiada em meu peito.
🍀🍀🍀
Críticas construtivas são aceitas. Não deixem de dizer o que estão achando.
-Ella
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