🍀8🍀

Atualização surpresa. No fim de semana tem mais.

Qualquer erro durante o capítulo me avisem. Pode ter passado despercebido durante a revisão.

🍀Votem e comentem. Isso incentiva a continuidade da fic.

“Soulmates"

•Scorpius

Um pequeno grupo de alunos usando uniformes com o brasão da Sonserina. Os quatro adolescentes andavam apressadamente para chegar a tempo da aula de transfiguração.

Amy, Devon, Megan e eu fomos para a aula, pois o Albus havia dito que não iria demorar, então esperamos por ele um tempo, mas como ele não chegou fomos para a aula. Ele tinha Já tinha  tendência a fazer besteira quando agia por impulso.

Entramos na sala respirando aliviados por não ver a professora dando aula e sentamos em nossos lugares.

- Ufa - a Amy sorri ao meu lado - Achei que a gente ia levar punição.

- Senhorita Zabini - ouço a voz trêmula e fina da diretora/professora de transfiguração ao sair do parapeito da janela em forma de gato e voltar a forma humana  - Você está totalmente certa.

- Droga - o Devon murmura e abaixa a cabeça, encostando a testa na mesa.

- Pelo atraso de hoje eu quero cinco folhas de pergaminho sobre o assunto que estamos estudando - ela ajeitou os óculos.

- Cinco? - a Megan murmurou chocada - Eu nem sei o que estamos estudando.

- Senhorita Goyle - a Minerva coloca a mão sobre a testa como se houvesse uma dor de cabeça - Por que não me surpreende... Onde está o senhor Potter?

- Ele não pode vir - apenas respondo.

- Enfermaria novamente? - ela arqueia uma das sobrancelhas, eu diria preocupada.

- É...é - o Devon balança a cabeça rapidamente.

- A madame Pomfrey está cansada de vê-los, senhor Malfoy - consigo ver o fundo de um sorriso.

- Ela sabe que só fazemos isso porque gostamos da companhia dela - sorrio.

A diretora em suas vestes verde escuro ignora minha brincadeira e continua a aula. Onde nós deveríamos fazer uma cadeira desaparecer.

Depois de algumas tentativas falhas e de cadeiras em que só metade desapareceram, eu finalmente consegui completar a tarefa.

Não passamos no salão comunal para ver o que tinha acontecido com o Albus, pois não queríamos chegar atrasados em mais uma aula e tomar outra punição.

Seguimos juntos para aula de runas antigas. As traduções de hoje estavam bem difíceis e o texto que eu havia escrito sobre dragões azuis que comem fadas mordentes não fazia nenhum sentido, mas pelo menos não falava sobre roupas íntimas voadoras como eu havia lido no pergaminho da Amy. Que afirmou que era realmente aquilo que o texto dizia, ainda tenho dúvidas.

O Albus também não veio para essa aula. Só o vimos quando chegamos à aula de herbologia. O Potter estava sentado em uma mesa no canto da sala e sua cara não estava nada boa.

- O que aconteceu? - pergunto preocupado - Você iria apenas mandar uma carta para o seu pai e sumiu a manhã inteira.

- A gente até tomou punição da Minerva por te esperar por um tempo - a Megan fala frustrada.

- Foi mal - ele fala envergonhado.

- Relaxa, eu vou copiar do Scorpius mesmo - ela me abraça e beija minha bochecha e eu reviro os olhos.

- o Devon te cobriu - a Amy conta.

- A Minerva acha que você estava na enfermaria - o Devon diz.

- Vou me lembrar disso se ela perguntar - ele agradece ao Devon - Espero que o professor Prince não me entregue.

- Albus... - olho para ele esperando o mesmo contar o que aprontou.

- Enviei a carta para o meu pai e encontrei o James no corujal - começa explicando - Pedi a capa de invisibilidade que foi do meu pai para que a gente investigasse a sala do Prince, mas para resumir... Nós fomos pegos e tomamos uma punição.

- O que vocês vão ter que fazer? - o Devon pergunta.

- Limpar a sala dele e organizar os livros em ordem alfabética hoje à tarde.

- Mas como? - a Amy olha para ele perplexa - Mesmo com a capa da invisibilidade vocês conseguiram ser pegos. Merlin! - a morena ri.

- Eu esbarrei em algo que estava no chão, o James tropeçou em mim e caiu rolando para fora da capa - ele conta rindo um pouco como se tivesse lembrando - Então eu comecei a rir e o professor ouviu.

- Ótimos espiões - comento rindo.

Ele faz bico e os alunos começam a chegar, logo a sala se enche de sonserinos e lufanos. A professora Sprout começa a aula falando sobre uma planta da Costa da África que poderia curar ferimentos.

Fomos almoçar para depois seguir para aula de aritmância, que só a Amy e eu fazíamos, enquanto os outros três foram para aula de adivinhação.

E tivemos uma aula dupla de feitiços para encerrar o dia.

Fui para o pátio para jogar xadrez bruxo com o Jeb, enquanto a Megan e a Thalia eram minhas líderes de torcida silenciosas.

- Assim não vale - meu primo murmura - Você tem até torcida organizada.

- Eu sou uma estrela - pisco - Só não vê quem não quer.

- Humilde também - o loiro brinca.

- E lindo - continuo.

- Disso eu não posso discordar - o Jeb fala e eu resolvo focar apenas no jogo.

Depois de voltar do seu castigo o Albus estava irritado, por ter tido que reorganizar a estante umas três vezes, pois mesmo em ordem alfabética as cores não ficaram harmônicas.

Ele só queria azarar aquele cara e ir embora. O James espanou tudo, mas na maior parte do tempo só fazia reclamar. Segundo o Potter.

- Eu só queria que meu irmão calasse a boca - o moreno me conta na mesa de jantar - Mas meu pai me proibiu de lançar feitiços no meu irmão.

- Ainda bem - comento - Quer se meter em mais confusão?

Ele nega e abaixa a cabeça na mesa.

- Meu prato parece muito confortável - ele murmura - A mesa é dura para dormir - eu bagunço os cabelos dele e sorrio de canto ao fazer cafuné nele.

🍀🍀🍀

Dois dias depois chegou uma carta do Harry dizendo que não lembrava do Snape ter tido nenhum parente e que aquilo era só mais uma coincidência.

O tio havia investigado, o tal Prince era realmente professor, mas não tinha estudado em Ilvermorny e sim em Hogwarts. E o Potter mais velho iria pesquisar mais sobre o nosso professor.

- Se ele pode lecionar, porque mentir sobre sua escola? - o Devon questiona.

- Ele estudou em Hogwarts! - a Amy fala exasperada - É motivo de orgulho.

- Ele deve estar escondendo algo - o Albus murmura.

- O que? - pergunto - Seria fácil saber o que ele fez em Hogwarts.

- Como a Minerva não saberia de um aluno que passou pela escola? - a Megan diz - Acho que ela sabe o motivo de ele não querer contar que foi aluno daqui.

Uma semana depois da primeira aula de defesa contra as artes das trevas, nenhum estava animado para a aula de DCAT depois do que aconteceu com o Albus e do que o Harry descobriu.

Sentamos no fundo da sala esperando que isso nos fizesse invisíveis para ele.

O professor Prince entrou na sala, as vestes negras como sempre, mas sem livros nos braços, o que deixava um pouco mais fácil ver uma marca em seu antebraço.

- Hoje darei uma aula que não está no currículo - ele se encosta na mesa e abaixa as vestes para cobrir a marca.

- Sobre o que seria, professor? - a Rose pergunta confusa. Pois o que seria tão importante pra substituir algum conteúdo.

- Marcas das almas gêmeas - ele diz - Poucos sabem ou tem coragem de falar que ela é uma maldição.

Todos o olharam espantados e principalmente aqueles que já haviam encontrado suas almas gêmeas. O Albus me olhou de canto e eu arregalei os olhos.

Por mais que eu acreditasse que não era necessário ficar com sua alma gêmea e poderia amar outra pessoa... Eu já tinha visto pessoas muito felizes com os seus soulmates... Não considerava aquilo uma maldição.

- Dois bruxos antigos da América se amavam desde a infância, mas a garota por ordem da família teve que se casar com um rapaz inglês de muitas posses - o professor caminhava pela sala ao contar -
Para lembrar do grande amor ela usou uma magia antiga e tão poderosa para marcar o amigo como sua alma gêmea.

- Algo como a marca negra? - um garoto Sonserino perguntou.

- Não - o professor negou com a cabeça - A marca não causava dor... O marido dela quando descobriu matou o amigo por raiva de uma forma cruel...Então as marcas surgiram como uma lembrança de um sentimento forte entre duas pessoas.

- Isso parece até um dos contos de Beedle o bardo - a Rose torceu o nariz descrente.

- Por ser um conto... Não deixa de ser verdade - o homem sorriu sem mostrar os dentes.

- E porque seria uma maldição? - vejo as palavras escaparem da minha boca.

- Por que aquele homem não conseguiu conviver com o fato da mulher que amava ser alma gêmea de outro - o professor explicou - Sempre com a sombra de outro amor... Nem todos conseguem suportar - ele sorri sem mostrar os dentes ao me ver de mãos dadas com o Albus e a marca destacada em meu antebraço pálido.

Quando finalmente vemos o relógio mostrar que já era o fim da aula, os alunos saíram da sala apressados. Aquela tinha sido uma das aulas mais estranhas que já havíamos tido.

[...] O dia havia sido longo e para completar ainda tivemos uma aula extra de trato das criaturas mágicas. Foi divertido, apesar dos animais terem uma aparência esquisita, eles eram dóceis.

Me jogo em minha cama depois de um banho quente e não tenho forças para me levantar, nem mesmo para jantar.

O Albus se joga ao meu lado da cama e ficamos apenas deitados sem falar nada, aproveitando o som das nossas respirações.

- Nossa que desanimação - a Amy comenta ao entrar no nosso dormitório - Achei que seria mais divertido estar aqui. Tipo ver vocês se pegando, mas está pior que o meu quarto.

- Cadê o Devon? - pergunto ainda deitado.

- Está no treino de quadribol - ela fala triste - Quando você vai voltar, Al?

- Não sei - o garoto ao meu lado murmura - Acho que só depois do próximo jogo. Não acredito que aquele dementador foi contar a Minerva.

- Você só se ferra - a morena ri - Mas aquele cara te persegue.

- Vem cá - mostro o espaço entre o Albus e eu na cama.

- Own, meus pais - ele murmura ao se jogar entre nós dois. A abraço e o Albus joga as pernas por cima dela - A Megan está com a Thalia e eu estava me sentindo sozinha.

- Você sempre vai ter a gente - murmuro.

- Vamos voltar a falar de como o Albus é burro e não sabe que espião tem que ser discreto - ela implica com o Potter.

- Mas foi engraçado - ele se defende - Eu não consegui controlar o riso.

- Eu faria melhor - pisco para ele.

- Sério, senhor Malfoy? - ele arqueia uma das sobrancelhas.

- Está duvidando? - ai ai eu não recusava um desafio

- Jamais - ele nega - Sei que faria, mas e se ele te ver?

- Vou tomar uma punição - falo simplista, seguro nos ombros dele e o encaro - Confia em mim.

- Toma cuidado - o moreno me olha preocupado.

- Sempre - deixo um beijo calmo nos lábios do Potter e levanto da cama.

- Meus olhos foram abençoados - a Amy sorri e abraça o Albus.

- Não se matem no meu colchão - murmuro antes de sair - Não quero ser acusado de um crime.

Saio pela porta ao ver a Amy bater no Albus com um travesseiro e depois ir procurar entre os meus livros algo para ler, enquanto o Potter fazia uma das penas do travesseiro flutuar pelo quarto.

Ando pelos corredores cheios de alunos, conversando, correndo ou se pegando atrás de estátuas e pilastras.
Era um horário entre a última aula e o jantar, então os corredores estavam cheios e tumultuados.

O escritório do professor Prince ficava no mesmo andar dos quartos dos outros professores. Agradeci por ser uma porta e não precisar de senhas como os quadros dos salões comunais.

- Alohomora - murmurei apontando a varinha para a fechadura que rapidamente abriu.

A sala era um pouco escura e repleta de livros e ingredientes para poções. Haviam pergaminhos escritos pela metade jogados em cima da mesa. Vejo uma foto entre esses papéis e quando eu iria me aproximar para pegar ouço passos dentro do local.

- Sr. Malfoy? - a voz grave do professor alcança meus ouvidos - O que faz aqui?

- Eu vim a sua procura, professor - falo ao encará-lo. Torcia para estar sendo convincente.

- O que deseja? - ele arqueia uma das sobrancelhas e cruza os braços.

- Eu apenas fiquei interessado sobre almas gêmeas - sorrio de canto.

- O que mais quer saber? - o rapaz parece desconfiado - Acho que já disse tudo em sala.

- Na verdade é apenas um comentário sobre o assunto - respiro fundo - Não acho que seja uma maldição. Tem gente que é feliz e tem gente que vive com outra pessoa mesmo sem serem almas gêmeas. Eu e o meu namorado conseguimos...

- Mas mesmo assim vocês sentem a ameaça dessa alma gêmea aparecer - ele afirma.

- Acho que sim - concordo tristemente.

Não sei como o Albus reagiria se algum dia esse alguém aparecesse.

- Existe um jeito de conseguir que a pessoa que você ama seja sua alma gêmea - o professor se aproxima da mesa.

- Sério? - eu falo curioso.

- Dizem que é apenas um conto - ele sorri de canto.

- Por ser um conto, não deixa de ser verdade - uso as palavras dele.

- Mas tudo tem um preço - ele me analisa.

- Me diz o que eu tenho que fazer? - falo convicto tentando convencê-lo.

- Vocês tem que passar por uma série de desafios para ganhar a marca - ele se aproxima da mesa e pega um dos papéis.

- Que tipo de desafios? - pergunto.

- Posso te levar até o local, dizem que a bruxa que lançou o feitiço ainda vive e presenteia alguns casais - ele dá de ombros - Mas exige coragem.

- Correr o risco de morrer por uma marca? - arqueio uma das sobrancelhas e consigo ver a imagem borrada de uma garota ao lado dele na foto escondida sob os papéis.

Quem será?

- Vale a pena - ele exibe o braço me mostrando a sua marca que me lembrava algo, mas eu não sabia o que.

🍀🍀🍀

Mudei esse capítulo umas duas vezes, espero que esteja bom.

-Ella

Bạn đang đọc truyện trên: AzTruyen.Top