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“wands"

•Scorpius

O Albus olhava o pai ainda com os olhos arregalados pela surpresa.
O tio Harry ainda estava em silêncio, mas pelos apelidos carinhosos eu já tinha entendido o que estava acontecendo ali.

- Albbie - ele sorriu de canto e arrumou o óculos no rosto meio sem jeito.

- O que você está fazendo na casa do tio Draco? - o Albus pergunta.

- Por que não comemos antes? - meu pai deu um sorriso nervoso.

- Paiiii - o repreendi por estar querendo mudar de assunto. Eu também queria uma explicação.

- Bom ... - o Potter mais velho suspirou e sentou a mesa junto com a gente - Acho que vocês viram as manchetes que sairam no profeta diário.

- Você achou sua alma gêmea e se separou da mamãe - o Albus fala e o Harry afirma com a cabeça.

- Eu e sua mãe já conversamos, nós sabíamos que essa hora iria chegar um dia - ele fala e o meu pai aperta o ombro dele, mas quando me vê encarando o ato, o loiro se afasta - Ela ficou com a casa e eu estou passando um tempo com o Draco.

- Não sabia que vocês eram tão próximos - eu dei de ombros e deixei a frase escapar.

- Era sobre isso que iriamos falar com vocês no jantar - meu pai se pronuncia.

- É você não é? - o meu amigo perguntou ao meu pai - A alma gêmea do meu pai?

- Sim - o Sr. Malfoy afirmou com a cabeça.

- Ufa - ele soltou o ar que eu nem sabia que ele estava prendendo.

- Você reagiu melhor do que eu esperava - o Harry sorriu soprado.

- Alguém me deu uns conselhos - o moreno mais novo pisca para mim e eu sorrio de canto - Pelo menos não é uma pessoa aleatória, vocês meio que tiveram uma história... Mas ainda é meio difícil de acreditar.

- Coloca difícil nisso - eu concordo com o meu amigo - Como isso foi acontecer?

- Nossa marca surgiu há alguns anos - meu pai fala e eu arregalo os olhos.

- Por que não me contou? - o olho surpreso.

- Eu não fazia a mínima ideia de quem seria a pessoa - meu pai dá de ombros - Foi durante a batalha de Hogwarts.

- Mas como? - o Albus olha para eles confuso assim como eu - Vocês se casaram com outras pessoas e...

- Albus, a marca não impede de você amar outra pessoa - o Harry explica - Aquele ano foi uma bagunça, nós nem sabiamos que havia um sentimento e por isso seguimos nossas vidas. Nossas marcas perderam a cor e ficaram como uma cicatriz, mas apenas adormecida.

- E agora do nada elas voltaram a serem pretas? - eu pergunto curioso.

- Não - meu pai nega sorrindo e levanta a camisa para me mostrar a marca na costela que era de duas varinhas cruzadas - O Harry me salvou uma vez no meio de uma batalha.

Eu sabia da história da sala precisa em chamas por causa do fogomaldito e do Harry ter salvado meu pai.

- E mês passado ele me salvou - o Harry conta - Numa caça a bruxos perigosos.

- Mas meu pai é medibruxo - o olho confuso.

- Os aurores precisaram da ajuda de algumas pessoas nesse serviço - meu pai explica - Os bruxos caçados eram ex-comensais.

- Mas ainda sim, como isso pode acontecer se vocês meio que se odiavam? - o Albus pergunta.

- Nós implicavamos um com o outro e muitas vezes sem motivo algum - o loiro mais velho conta - Mas mesmo assim, nós nos arriscamos algumas vezes para salvar a vida um do outro.

- Talvez essa seja nossa forma de demonstrar que gostamos - o Harry dá de ombros.

- Vocês vão ficar juntos só por causa da marca? - o Albus pergunta.

- Não - meu pai nega rapidamente - Por mais que a marca apareça, ela não cria amor. Você precisa entender o que sente.

- Se duas almas gêmeas vão ficar juntas é porque elas realmente se amam - o Harry completa.

- Fico feliz em saber disso - sorrio.

...

Depois daquela conversa nós lanchamos o que havia sido preparado. Só quando começo a comer é que realmente percebo o quanto eu estava com fome.

Aproveitei esse tempo para observar meu pai e o Harry juntos e eles realmente combinavam. Apesar das implicâncias em alguns momentos, eles eram carinhosos, sempre encostando um no outro ou falando com algumas palavras doces.

Dava para perceber que eles se gostavam.

Quando comemos o suficiente, pedimos licença e subimos para o meu quarto. Os três lances de escada eram nada para mim que já estava acostumado, mas o Albus subia praticamente morrendo.

- Albus - murmuro - Não é como se você não subisse escadas. Hogwarts está repleta delas!

- Sim - ele respira pesadamente - Mas nunca vou gostar ou me acostumar.

- Você reclama demais - eu reviro os olhos.

Entramos no quarto amplo com janelas enormes que iluminavam naturalmente o ambiente e dava uma vista incrível para o jardim.
O Albus se joga em minha cama todo espalhado.

Nós já havíamos dormido juntos diversas vezes. Desde do momento que nos tornamos amigos, vivíamos visitando a casa um do outro. Mas desde o natal há três anos atrás, tem sido meio estranho, apesar de fazermos de tudo para nada mudar.

- Vou tomar um banho - aviso - Tira os sapatos, não quero que suje a cama.

- Okay, pai - o Albus murmura e se senta para retirar os sapatos.

Entro no banheiro e retiro as roupas rapidamente, enquanto a banheira enchia e logo depois entro na água aquecida.

A espuma branca cobria meu corpo e a marca preta parecida com tatuagem, estava ainda mais viva.
Se fosse como meu pai contou a marca já deveria estar apagada, já que eu nem ao menos sei quem é, mas ela continuava ali como um lembrete horrível de que o Albus e eu não estávamos destinados a ficar juntos.

Passo a mãos pelo relevo em minha pele, lembrando do beijo que o Albus havia me dado. Lembro de gostar dele desde o primeiro momento em que eu o vi, mas depois de um tempo percebi que não era só amizade. Eu realmente gostava dele.

Então a marca apareceu, eu estava tão animado... Eu tinha certeza que havia sido depois daquele beijo, mas tantas coisas aconteceram naquele natal...

Eu não queria cobrir aquilo, queria mostrar ao Albus rapidamente, mas vi seu sorriso morrer ao ver antebraço. Nenhuma marca para o Albus e nós sufocamos o que sentíamos e continuamos sendo apenas amigos.

Mas era difícil esconder o que eu sentia por ele.

Quando eu descobri que não era o Albus, eu não fiz questão de procurar saber quem era minha alma gêmea.

Enxaguo meu corpo e me visto ainda no banheiro, antes de voltar para o quarto com os cabelos já penteados e os pés descalços.

- Me empresta um pijama - ele pede, já que havia esquecido de colocar na mochila.

- Pode escolher um no guarda-roupa - falo ao sentar na cama.

Ele pega as duas peças antes de entrar no banheiro.

A luz entrava alaranjada no quarto por causa do sol de pondo. Era uma imagem bonita de ver. Fiquei concentrado lendo um livro e só levantei a cabeça quando o vi sair do banheiro.

As peças de roupa emprestadas ficavam um pouco apertadas dele porque eu era mais magro.

Seu cabelo estava molhado e algumas gotículas escorriam e molhavam a camisa.

- Eu adoro a vista do seu quarto - ele fala se aproximando da enorme janela me fazendo parar de encarar seus pequenos detalhes que me fascinavam.

A luz brilhava sobre a pele dele e o cabelo parecia ainda mais escuro com o fundo laranja e rosa que era o céu lá fora. Se eu tivesse uma câmera eu com certeza registraria esse momento.

O sorriso aberto, os ombros largos e os pés descalços no chão de madeira. As mãos espalmadas na janela para ver melhor.

- Droga de marca - sussurrei ao passar a mão levemente por ela.

Ele se aproxima da cama e sorri para mim, senta ao meu lado e se apoia pelos cotovelos deixando nossos rostos próximos.

O Potter me olha por um tempo, meu cabelo claro fazia contraste com o lençol preto que cobria a cama.
Respiro fundo com a nossa proximidade e ele encara meu corpo parando no antebraço.

- Amigos - sussurra baixinho, mas acabo escutando e nega com a cabeça.

Para quebrar o clima pego um dos muitos travesseiros e bato na cabeça dele.

- Ei - ele me olha ofendido.

- Como nos velhos tempos - sorrio de canto.

- Como nos velhos tempos - repete ao me atacar também com outro travesseiro.

🍀🍀🍀

- Ella

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