🍀11🍀
Qualquer erro durante o capítulo me avisem. Pode ter passado despercebido durante a revisão.
Achei esse um dos capítulos mais legais de escrever. Espero que gostem.
Votem e comentem💚
"House's Ghost"
•Albus
Depois de entrarmos no corredor escuro parecia não ter mais volta, por mais que a gente voltasse pelo caminho em que viemos, nunca encontrávamos uma saída. O que nos restava era seguir em frente. Ficamos juntos uns dos outros com as varinhas nas mãos preparados para qualquer coisa que pudesse aparecer. Meu coração estava acelerado e eu tentava respirar fundo e me controlar, o Scorpius apertou minha mão e me deu um sorriso mínimo que eu pude ver pela luz que saía da ponta das nossas varinhas.
Não parecia que estávamos dentro da mansão, se não podíamos aparatar e não usamos nenhuma chave de portal, então este lugar possuía um incrível feitiço de expansão. As paredes de pedra começavam a ser iluminadas por velas, então deixamos de usar o feitiço lumus.
- O que será que vamos ter que enfrentar? – a Amy nos olha apreensiva.
- Seja o que for eu não tenho pressa – sorrio nervoso.
- Acho que não vai demorar tanto assim – o Devon aponta para o final do corredor onde a luz ficava mais forte e o lugar parecia mais quente.
- Que não seja o que eu estou pensando – o Scorpius murmurou fechando os olhos.
- O que você acha que é? – sussurro próximo ao loiro.
- Um dragão! – a Thalia cobre a boca com a mão para evitar o grito.
Então vimos o animal que parecia bem grande em relação ao nosso tamanho, ele dormia tranquilamente e tinha uma corrente que prendia uma das patas. E enquanto respirava grandes faíscas saiam do seu focinho. Era isso que produzia o clarão e o calor.
- Droga – o loiro nega com a cabeça.
- Gente – a Megan nos olhou docemente – É só um bebê de dragão.
- Bebê?! – o Nott a olha exasperado – Essa coisa deve ter uns quatro metros e solta fogo. Fogo!
- Não grita – o Scorpius pede - Vai acordá-lo.
- Ele está dormindo – a Megan revira os olhos – Só temos que passar em silêncio.
- Okay, okay – o Devon suspira e começa a andar na frente.
Deixo todos passarem na minha frente, cada um tomando extremo cuidado ao tentar não pisar o rabo do dragão. Mas quando chegou a minha vez o animal espirrou na minha perna chamuscando o local, o que acabou me fazendo gritar.
- Mas que porr... – não tive tempo de terminar, pois o dragão havia aberto os olhos – Corram!
Começamos a correr desesperados, ainda bem que aqui não havia espaço suficiente para esse bicho voar. Tentávamos não tropeçar nos nossos próprios pés e lançávamos feitiços de ataque, mas eles apenas ricocheteavam na pele do animal. Então me lembro do feitiço conjuntivite e tento deixá-lo cego, mas isso não impede que ele cuspa fogo.
- Cabeça de bolha – falo apontando a varinha para o meu rosto e os meus amigos fazem o mesmo ao verem um lago em nossa frente – Pulem!
Caímos na água a tempo de ver o fogo iluminando a superfície. A Megan que nadava melhor ia à frente com a varinha iluminando o caminho. A água esverdeada possuía algumas algas e parecia ser bem funda.
Não queríamos descobrir que tipo de criaturas havia aqui dentro.
- Ahh – a Amy se debate ao sentir um Grindylow agarrar sua perna. Aquela pequena criatura esverdeada com chifres poderia arranhar muito.
- Estupefaça! – o Scorpius aponta a varinha para criatura que é lançada para longe.
- Tem algo nadando em nossa direção – a Thalia avisa ao olhar para baixo.
- Sereianos – o Devon diz ao que eles se aproximavam e aperta firme a varinha.
Algumas tentativas de puxarem nossos corpos para baixo e alguns feitiços de ataque depois, nós conseguimos chegar à outra margem do lago. Paramos um pouco para nos enxugar, ainda bem que havíamos trazido às mochilas e que elas estavam protegidas por feitiços, nada dentro havia sido estragado.
- Quanto antes sairmos daqui melhor – o Scorpius fala ao colocar a mochila nas costas.
- Verdade – a Amy concorda com a cabeça – Não acho seguro a gente parar para descansar.
Continuamos andando em silêncio. Nenhum de nós estava no clima para conversar. A Megan cantarolava uma música enquanto caminhava na frente, a Thalia se mantinha atenta para qualquer possível ataque. O Devon carregava a mochila dele e da Amy que havia perdido metade da calça na tentativa do Grindylow de atacá-la e a perna dela ainda sangrava um pouco, apesar dela dizer não sentir nada. Eu caminhava ao lado do Scorpius que descansava a cabeça em meu ombro.
- Sua perna está doendo? – ele lança um olhar reprovativo ao lugar.
- Não, só esquentou um pouco – sorrio de canto, apesar daquilo ainda estar queimando.
Desanimo totalmente ao ver Explosivins no nosso caminho. Mais fogo. Que ótimo. Eu amo fogo!
Ficamos próximos e seguramos as varinhas em punho. Conseguimos estuporar as criaturas que eram um tanto grandes, saímos chamuscados, mas vivos. Caminhamos mais um tempo até achar um corredor totalmente escuro e as varinhas iluminavam o suficiente para vermos um bicho papão em nosso caminho.
- É como numa aula de defesa contra as artes das trevas – a Amy sorri confiante e vai primeiro.
Fomos um de cada vez, enfrentando nossos medos e seguindo em frente. Chega a minha vez e o bicho papão se transforma em uma enorme aranha. Eu definitivamente havia herdado isso do tio Ron.
Respiro fundo e aponto a varinha para a aranha em minha frente – Riddikulus! – grito e meu caminho é liberado.
Ficamos mais confiantes e caminhada se torna mais leve, a gente conversava e ria sobre em que o bicho papão havia se transformado. Como estávamos entretidos não prestamos atenção no que estávamos pisando. Só reparamos quando a planta começou a nos prender e tentar nos sufocar.
- Visgo do diabo – o Devon murmura – Temos que relaxar – ele fecha os olhos e respira fundo.
Agradeço mentalmente por ele ter lembrado dessa aula e faço o que ele disse para me soltar.
- Lumus Solen! – a Amy aponta a varinha para planta e ela resseca.
- Nós temos que ficar atentos – a Thalia avisa respirando profundamente.
- Eu só queria descansar – encosto em uma das paredes e abaixo a cabeça resistindo a vontade de sentar no chão.
- Al, não olha agora – o Scorpius aperta o meu ombro.
- O que...Ahh – murmuro ao ver uma acromântula – Mas que droga.
- Essa não é aquela aranha gigante que come carne humana? – a Megan pergunta, mas já sabendo a resposta.
Sim – fecho os olhos – Obrigado por lembrar.
- Nós vamos conseguir – o Scopius me dá um sorriso e aperta minha mão me puxando para caminhar, mas eu o interrompo.
- Se nós morrermos agora... Namora comigo? – as palavras saem da minha boca – Eu queria fazer um pedido bonito, mas... – explico.
- Que pedido inusitado – a Amy dá um sorriso.
- Foi sincero – a Megan coloca uma mão sobre o peito e se apoia no ombro da Amy. As duas sorrindo para nós.
- Eu não me importo com a droga da marca – falo sincero – Eu só quero te dizer que eu gosto de você e me arrependo de ter perdido tanto tempo me importando com isso.
- Eu aceito – o Malfoy concorda com a cabeça e envolve meu pescoço com os braços para me dar um longo beijo – Eu queria poder te beijar mais, porém temos uma aranha para vencer – ele sorri.
- Impedimenta! – aponto a varinha para a aranha que vinha em nossa direção a paralisando.
Nos apressamos e ela continuava a vir atrás de nós.
- Confringo! – o Scorpius grita causando uma explosão.
- Estupefaça – o Devon também lança o feitiço para estuporar.
Depois de nos vermos livres da acromântula, paramos para descaçar e respirar um pouco. Tomamos um pouco de suco de abóbora apenas para molhar a garganta e ter mais força para continuar.
Em nosso caminho encontramos uma esfinge (cabeça de mulher e corpo de leão) que ocupava totalmente o espaço do corredor.
- Após mim resta apenas mais um desafio – a voz dela soava forte e alta – Acertem o meu enigma e sigam em frente ou ficaram presos aqui.
- Pode falar – a Thalia diz. Ela era boa com enigmas.
- Okay – vimos a mulher dar um sorriso –
Lugar reservado aos sacrifícios seja o templo que for
Desfolha no inverno e brota no verão
Objeto que tem som, luz, ar e flutua na superfície do mar
Junte tudo e me responda que criatura você não teria coragem de beijar.
A Megan se aproximou da Thalia e as duas começaram a pensar.
- Lugar reservado aos sacrifícios seja o templo que for (Ara)
Desfolha no inverno e brota no verão (rama)
Objeto que tem som, luz, ar e flutua na superfície do mar (boía)
- Criatura que você não teria coragem de beijar? – a Thalia coloca a mão no queixo.
- Araramboía! – as duas exclamam juntas.
- Muito bem – a esfinge se mostra orgulhosa – Podem passar – Fica de pé e nós passamos por baixo do seu corpo.
Andamos mais um pouco e encontramos um espaço que tinha o teto mais alto e havia uma porta a frente. Algo que lembrava pomos de ouro voavam lá em cima e tinham vassouras encostadas em uma das paredes.
- Temos que achar a chave – o Thalia aponta para a grande porta.
Cada um de nós pega uma vassoura e começa a voar, era difícil diferenciar, pois todas pareciam iguais, mas para nós que jogávamos quadribol ficara um pouco mais fácil.
- Consegui! – o Scorpius exclama animado segurando uma chave prateada com um enorme sorriso no rosto, o que me fez sorrir também.
Ele voava muito bem, só precisava confiar em si mesmo.
Pousamos e colocamos as vassouras no lugar onde estavam e quando abrimos a porta, a chave voou para longe.
Demos de cara com outra porta que possuía um aviso gravado.
"Essa porta conhece o desejo de cada coração
Então esteja aqui por um bom motivo ou volte para o ínicio
Aqueles de puro coração não precisam de chaves"
- Já chegamos até aqui – suspiro e empurro a porta.
A porta se abre para um local iluminado pelo teto de vidro, parecia ser um jardim interno. Tudo estava limpo, a grama aparada do canteiro e as flores tinham uma aparência bonita que coloriam o local. Alguns bancos de pedra estavam espalhados de maneira harmônica pelo lugar e havia uma pequena fonte no meio.
Nós parecíamos elementos estranhos, as roupas sujas ou chamuscadas e alguns arranhões pelo corpo. As mochilas continuavam em nossas costas depois do caminho e pareciam ainda mais pesadas. Ao nos aproximarmos da fonte para lavar nossos rostos vimos uma figura sentada olhando para água.
Um fantasma. Era de um tom perolado, mas conseguíamos ter um vislumbre dos objetos através dela. Tinha a aparência de uma bela jovem, o vestido que usava indicava que ela já havia morrido há muitos anos.
- Mais uns – ouvimos a voz doce dizer – Sejam bem-vindos – ela nos encara e sorri.
- Existe mesmo – a Megan comenta estupefata.
- Por mais que eu já saiba, podem me dizer o que vieram fazer aqui? – a mulher nos observa.
- Nós... Meio que... Fomos obrigados – o Devon fala cansado.
- Me desculpem a minha falta de hospitalidade – a moça sorri de canto – Thinker! – ela chama e um elfo doméstico aparece – Temos visita, traga algo, por favor.
- Sim, minha senhora – num estampido a Thinker some.
- Sentem e descansem – ela aponta para os bancos.
- Nós estamos com pressa – tento explicar.
- Depois de comerem eu escuto as suas histórias, rapaz – ela diz.
Nos entreolhamos, mas preferimos não contrariá-la. Largamos as mochilas no chão e nos sentamos nos bancos de pedra e esperamos a comida chegar. O Devon foi o primeiro a começar a comer e logo depois percebemos o quanto estávamos com fome. A comida era ótima e o suco de abobora estava gelado.
Depois de nos fartarmos a comida sumiu assim como acontece em Hogwarts, então a fantasma se aproximou de nós.
- Grace Patton, fantasma da mansão – ela se apresenta – E vocês quem são?
- Albus, Megan, Thalia, Amy, Devon e Scorpius – o loiro aponta para cada um e depois para si mesmo.
- Nós viemos aqui em busca da marca das almas gêmeas – a Amy explica.
- Pelo que eu vi alguns de vocês já possuem – a Grace nos olha confusa.
- Bem... Não é para nós – o Scorpius conta – Viemos apenas pedir.
- Só quem pode entrar é quem tem o coração puro – a Thalia diz e depois explica o que aconteceu com a gente. Toda a história do Prince.
A Grace dá uma gargalhada e nos olha serenamente.
- É apenas uma história boba – ela sorri de canto.
- Como? – o Devon olha exasperado para a fantasma.
- Vocês são especiais sim – ela nos explica – Mas por não quererem uma marca. Essa é a chave para chegar até aqui. Estarem felizes como estão.
- Sério? – eu olho para o Scorpius sorrindo.
- Agora quanto a dar marcas – ela negou com a cabeça – Anos e mais anos a pessoas tentam entrar aqui para conseguir e muitas mandam outras, assim como aconteceu com vocês – ela nos encara tristemente – Não há magia que produza amor... Essa marca vem de uma magia poderosa... Mas nem ao menos criar uma paixonite como a poção do amor ela consegue.
- Mas ela é uma marca de amor – a Megan afirma confusa.
- É sim... Mas o sentido dela se perdeu com o tempo – ela olha para o braço onde já não se via mais nada.
- A senhora poderia ir com a gente? – pergunto.
- Porque se a senhora explicar, ele nos deixe ir sem fazer nada – o Devon diz.
- Ele não vai fazer mal a vocês dentro desta casa – ela se levanta e para na entrada para um longo corredor iluminado.
Pegamos nossas mochilas novamente e a seguimos pelo corredor iluminado pela luz solar, onde conseguíamos ver a paisagem lá fora cheia de árvores e flores através das paredes também de vidro até a sala principal que nós já havíamos visto.
O Prince levanta da poltrona com um largo sorriso no rosto.
- Achei que vocês não conseguiriam – ele se aproxima – Mas ainda bem que me enganei.
- Não foi bem assim – o Scorpius sorri de canto.
- Como? – ele pergunta franzindo a testa e lançando um olhar confuso.
- Trouxemos a Grace caso você não acreditasse em nós – explico.
- Eu sei que pode dar a marca, fantasma – o rapaz diz esnobe – Eu conheço bem a sua história. Eu pesquisei ela por anos.
- Você como muitos outros perdeu seu tempo, rapaz – não havia doçura na voz dela – Não posso lhe dar uma marca e muito menos foçar o amor de alguém. Esse não é o objetivo, então saia da minha casa agora.
- Não sem antes acabar com ele – pega a varinha e aponta em nossa direção, mas nada acontece, pois naquela parte a magia não funcionava – Tudo culpa do seu pai.
- Claro. Claro – dou de ombros – Muda o disco, esse lance de tudo ser culpa do meu pai já está velho. Se você quer colocar a culpa em alguém, não me use.
Me distraio no meu momento de divertimento e não percebo quando ele me ataca. Acabo levando um soco no rosto e no estômago, o chuto e tento revidar os golpes enquanto meus amigos tentavam tirar ele de cima de mim.
- Chega! – a voz da Grace soa alta e nossos corpos voam para direções opostas – Obrigado Thinker – ela diz docemente – Se não quiserem ser amarrados é bom se comportarem – aponta para o canto da sala onde a elfo amarrava o Prince.
Ficamos quietos e parados nos lugares onde nossos corpos foram parar.
- Eu vou contar o que essa marca significa já que é tão importante para vocês – ela sorri pairando sobre um sofá próximo a um grande retrato de um casal. Aquela moça que sorria e acenava com certeza era ela.
🍀🍀🍀
Faltam poucos capítulos para o final.
Estou relendo os livros e achei legal misturar as provas do torneio tribuxo e os desafios que protegiam a pedra filosofal.
Explicação sobre as marcas no próximo capítulo que já está pronto. Se quiserem que eu poste ele domingo, comentem aqui.
- Ella
Bạn đang đọc truyện trên: AzTruyen.Top