🍀10🍀
Qualquer erro durante o capítulo me avisem. Pode ter passado despercebido durante a revisão.
Votem e comentem. Incentiva muito a continuar escrevendo.
"Imperius or polissuco"
•Scorpius
Acordei com uma leve dor de cabeça, além do meu pescoço e costas que estavam me incomodando muito. Abro os olhos, piscando devagar e me deparo com um quarto sujo e antigo, moveis de madeira estragados pelos cupins, onde os raios de sol passavam pelas frestas no telhado.
Vejo o Devon sentado encostado em uma das paredes abraçando o corpo da Amy que dormia com a cabeça no colo do namorado. A Thalia e a Megan usavam suas mochilas como travesseiros. Todos com as varinhas em punho caso algo acontecesse.
Sinto o braço do Albus em minha cintura, então ao me sentar corretamente o vejo dormindo com a cabeça apoiada na parede e nossas mochilas jogadas ao seu lado. Ele estava com a varinha na mão, mas eu não via a minha em lugar nenhum. Levanto com cuidado para não acordá-lo e procuro na mochila, mas não tenho nenhum sucesso e por causa do barulho da minha bolsa contra a madeira acabo acordando os meus amigos.
- Hey, Malfoy – o Albus acorda e massageia o pescoço por causa do jeito que dormiu. O moreno sorri para mim e me analisa mexendo na mochila – O que está procurando?
- Minha varinha – murmuro frustrado.
- Você dormiu com ela ontem – ele me explica franzindo a testa.
- Afinal, o que estamos fazendo aqui? – olho em volta. Eu estava bem confuso – Não me lembro de nenhuma aula em campo.
- Fala sério, Scorpius – o Devon revira os olhos – Você é péssimo com pegadinhas. Não era para o professor Prince ter chegado?
- Do que você está falando? – arqueio uma das sobrancelhas – Eu nem me lembro de como eu vim parar aqui. Se alguém está pregando uma peça, essa pessoa não sou eu – murmuro na defensiva, desse tipo de brincadeira eu não gostava.
- Scorpie, foi você quem insistiu para vir – a Amy se aproxima preocupada.
- Você que me convenceu nessa loucura de marca... Disse que o professor Prince iria nos ajudar – o Albus me olha sem entender, enquanto a Thalia e a Megan sentavam mais próximas a nós em silêncio.
- Ele falou algo de marca, sim – concordo com a cabeça – Essa é a última coisa que lembro. Estar na sala do professor Prince falando sobre as marcas.
- Você foi até o dormitório de vocês – a Amy apontou para o Albus e para o Devon – Eu estava lá. Falou que o Prince tinha a marca com a pessoa que ele amava, conseguiu isso através de magia e que ajudaria você e o Potter – explica a sonserina.
- Também falou que ele te mostrou a foto da namorada – o Al completa.
- Eu consegui ver uma foto – murmuro lembrando vagamente – Mas eu estava longe. Parecia apenas borrões.
- Você nos guiou até aqui – a Megan fala duvidosa.
- Eu não lembro – sento no chão de madeira empoeirado e abraço os meus joelhos.
- Você estava agindo bem estranho – o Albus murmura parecendo pensar ao andar de um lado para o outro – Eram pequenas coisas, mas eu percebi.
- Só um minuto – a Thalia murmura ao procurar algo em sua mochila. A garota retira uma edição do "As forças das trevas: Um guia para sua proteção" da bolsa e parece procurar algo escrito no livro – Achei! – ela exclama.
- Que? – a olho sem entender.
- O professor Prince deu aula sobre a maldição Cruciatos – ela começou a explicar.
- O que isso tem haver? – o Devon arqueou uma das sobrancelhas.
-Deixa ela terminar de explicar – a Megan murmura.
- Ele falou que muitos bruxos que lançavam o Crucio usavam a brecha de estarem sobre efeito da maldição imperius para se livrarem do ministério – a garota lê um trecho do livro – Então fui pesquisar o que era.
- Diferente das outras maldições imperdoáveis, ser submetido à Imperius não dói ou é desagradável. A vitima é fica sob total controle do bruxo que lançou – eu digo e respiro fundo.
- Eu estava pensando em poção polissuco – o Albus comenta.
- Mas ela perde o efeito em um determinado tempo – a Thalia dá de ombros.
- Mas o Scorpius sempre dava um jeito de sumir – o Potter diz.
- Seja o que for – a Amy suspira – Estamos encrencados.
- Mas que merda – o Devon chuta a parede e a casa treme parecendo que iria cair aos pedaços.
- Vamos voltar – a Megan sugere apontando para o lugar por onde eles tinham entrado.
Ela corre para lá, passa a mão pelo lugar onde deveria estar uma brecha para o alçapão e parece se desesperar ao não conseguir abrir. O Devon a afasta e tenta com um pouco mais de força bruta, mas não consegue. Até tentamos alguns feitiços para explodir a passagem, mas nada funcionava e tínhamos medo da velha casa cair sobre nós. Era como se a tal passagem nunca tivesse existido.
- O que a gente faz? – a Goyle pergunta nervosa.
- Arranjaremos outro jeito de sair, Meg – a Amy fala ao colocar a mochila sobre os ombros.
Seguimos a morena. Cada um pega suas mochilas e segura com mais força as varinhas. Para explorar a velha casa. Descemos as escadas e os degraus de madeira rangiam quando pisávamos, a qualquer momento nossos pés poderiam ficar presos na madeira. Ao chegarmos no que parecia ser uma sala, percebemos que o lugar foi enfeitiçado para não ter saída alguma. Tinha uma mesa com um vaso e bilhete em cima próximo à lareira, mas nenhuma porta ou janela.
- É pó de Flu – o Devon anuncia ao olhar dentro do vaso pegar um pouco do pó brilhante.
- Podemos ir a qualquer lugar – a Megan anunciou.
- Duvido – nego com a cabeça. Para quem fechou todas as saídas, ele não deixaria esse furo.
"Pó de Flu para os que não podem aparatar
Essa lareira leva apenas a um lugar
Não tem como escapar
É só dizer Glasgow para me encontrar"
O Albus termina de ler o bilhete e eu vejo em seus olhos que ele estava nervoso.
- É a única chance que temos – a Thalia murmura – Quem quer ir primeiro?
- Eu vou – respiro fundo e engulo em seco.
- Você está sem varinha – o Potter me olha preocupado – Eu vou.
O Albus pega um pouco do pó e joga na lareira repetindo o nome escrito no papel. Cada um de nós repete o ato dele. Viajar pela rede de Flu é um tanto incomodo e temos que ter cuidado para pronunciar o lugar certo, pois podemos acabar saindo em outra lareira.
Limpo o pó das vestes de Hogwarts e meus olhos se arregalam em choque pelo lugar que estávamos. Era uma enorme mansão, bem maior que a dos Malfoy. Suas paredes eram claras e havia detalhes em ouro no teto e na lareira que acabamos de sair. Tudo estava limpo para um lugar que não parecia habitado. Era como se estivesse parado no tempo. Os sofás e poltronas num tom rosado e a enorme imagem de um casal que sorria e acena na parede.
Então percebo o professor Prince entrar na grande sala usando suas vestes habituais e o cabelo escorrido que agora escondia metade do seu rosto fazia com que seu sorriso parecesse assustador.
- Fico feliz que tenham achado meu bilhete – ele sorri – Não pude busca-los como o combinado.
- Combinado?! – o olho exasperado – Eu não combinei nada com você. O que você está armando? Porque sumiu com minha varinha?
- Acho que me esqueci de devolver – ele dá um sorriso e tira a varinha das vestes.
- Accio – o Albus faz um movimento com a sua varinha, mas ela não sai da mão do Prince.
- A magia não funciona aqui, mas vocês vão precisar mais na frente – ele joga a varinha para mim e eu agarro – Você estava bem animado – ele senta no sofá e me encara como se me desafiasse – Disse que faria qualquer coisa.
- Não me lembro de nada disso – nego com a cabeça – Só lembro de ter estado na sua sala.
- Tão jovem senhor Malfoy – ele fala de forma cínica – Isso é preocupante. Deveria encontrar um medibruxo para examiná-lo. Seu pai é um, não é?
- Deixa meu pai fora disso – ralhei – O que você quer?
- Na verdade, eu queria apenas vocês dois, por isso usei você para convencer o chatinho do Potter – ele revira os olhos – Mas seus amigos intrometidos insistiram para vir... Agora tenho três chances de conseguir o que eu quero.
- Como? – a Amy o olhou confusa.
- Há anos eu procuro esse lugar para ter minha marca – ele explica - Mas só quem tem coração puro e desejo sinceros podem passar pelo ultimo teste – o professor revira os olhos e faz cara de nojo – Eu quase morri tentando.
- Mas você já tem uma marca – a Megan afirma.
- Não é de verdade, é apenas uma homenagem à mulher que eu amo – ele dá de ombros.
- Quer que a gente consiga a marca para você – o Albus afirma exasperado.
- Você é até inteligente, Potter – ele finge surpresa – Seu pai tem uma parcela de culpa nisso e o seu também – aponta para mim.
- Como? – eu olho confuso para ele.
- Eu fui estudar em Hogwarts depois da batalha contra você-sabe-quem. Eu era apaixonado por uma garota mais velha. Ela era linda... Os cabelos ruivos, jogadora de quadribol – sinto o Albus ficar tenso ao meu lado – Mas ela disse ser velha demais para mim e que já namorava o grande e famoso e herói Harry Potter! – ele continua a história – Então eu conheci uma garota que também tinha entrado na mesma época que eu... Mas ela era sangue puro e os seus pais já tinham combinado um casamento para ela com o rico e sangue puro Draco Malfoy.
Nós respirávamos fundo o ouvindo contar a história, bem próximos um do outro parecendo chocados demais para se mover.
- Agora eles dois estão juntos e felizes – ele dá uma gargalhada – Não é irônico? – faz uma pausa e nós continuamos em silêncio – A Astória já tem uma marca o que torna tudo mais difícil, mas a Ginny não.
- Fica longe da minha mãe! – o Albus grita irritado.
- Eu a amo – ele tenta sorri docemente.
- Você não ama ninguém – a Thalia murmura.
- Estamos ficando sem tempo – ele se levanta abruptamente – Precisam ir. Eu encontro vocês no final.
Ele nos guia brutamente até um longo corredor escuro e nós não fazíamos a menor ideia do que nos esperava ali dentro.
🍀🍀🍀
Críticas construtivas são bem vindas. Não deixem de me dizer o que estão achando.
Pelo projeto ainda tem mais quatro capítulos pela frente.
- Ella
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