🍀1🍀
Qualquer erro durante o capítulo me avisem. Pode ter passado despercebido durante a revisão.
Chegando com mais uma fic Scorbus. Votem e comentem🍀
“Daily prophet"
•Albus
“Sonserina!"
A voz do chapéu seletor ecoou pelo salão, fazendo meu corpo tremer e meu coração parar por um instante. Ao contrário do que todos esperavam, eu, um Potter, estava indo para a Sonserina.
Por mais que eu meu pai tenha me tranquilizado antes, foi um choque ser colocado na casa dos ambiciosos e astutos.
A casa das serpentes me recebeu bem, nós não tínhamos nada a ver com o que nossos pais foram, mas isso sempre era jogado em nossa cara.
Foi surpreendente para todos quando eu me tornei melhor amigo de um Malfoy. Scorpius Malfoy era a pessoa mais leal e doce que eu já conheci. Não lembrava em nada o que diziam do pai dele.
Nossa amizade até fez com que nossos pais se aproximassem e terem que agir cordialmente durante os feriados que insistiamos em passar juntos.
Era duro ser comparado com meu pai, ele era um herói. E isso era cobrado a todo momento de cada um de nós.
Essa herança que era nosso sobrenome pesava. O que fez o Scorpius desistir do time de quadribol, apesar dele amar voar.
Todas as piadinhas perguntado se ele iria comprar o time para ser titular, assim como o Draco fez. Ele preferiu não brigar, mas também preferiu não insistir no que gostava.
Eu continuei tentando entrar no time. Me colocaram como apanhador, por causa do meu pai. Torcendo para que eu fosse tão bom quanto ele. E por isso eu sempre treinava mais horas do que os outros jogadores.
Essa cobrança era tão injusta. E ela se arrastava ao longo dos anos.
...
Meu sexto ano em Hogwarts estava sendo um caos, pois eu descobri através de cartas que meus pais estavam se separando.
Do nada.
Eles eram o tipo de casal perfeito que eu levava como exemplo. Eles raramente brigavam e pareciam combinar tanto.
E do dia para a noite chega uma carta do meu pai explicando a situação. Minha mãe estava em período de jogos, eu sabia que ela estava ocupada, mas esperava que ela escrevesse para mim e meus irmãos. Nós queríamos saber se ela estava bem.
As cartas da minha mãe eram sempre coisas comuns, mas hoje, praticamente dois meses depois da carta do meu pai, ela resolveu falar sobre o assunto.
Ela estava triste, mas uma mulher forte como ela era, saberia superar isso.
Guardo a carta nas vestes, para entregar ao James ou a Lils quando eu chegasse ao Grande Salão e saio do curujal de maneira apressada para não perder o café da manhã.
O cheiro de comida estava delicioso, caminho até a mesa da Grifinória e entrego ao James a carta.
- Albie, você leu o profeta diário hoje? - ele me pergunta depois de pegar a carta.
- Você sabe que eu odeio essa porcaria - reviro os olhos - Por quê?
- O papai está na capa - ele bebe um pouco de suco antes de continuar - Ele vai casar.
- Como? - falo um pouco alto, já que várias cabeças param para me olhar.
- Ele vai casar, mas não diz com quem - o James explica - Tem uma lista de pessoas que podem ser. Estão até fazendo apostas.
- Que babaquice - nego com a cabeça.
- Bem, é com a alma gêmea dele - a Lils sorri de canto.
- Porra - falo exasperado e passo as mãos pelos cabelos pretos tão parecidos com os do meu pai - Então apareceu a marca.
- É - a Lils afirma com a cabeça tristemente - Você já sabe o que dizem as lendas.
- Ele foi casado com a mamãe por anos e essa porcaria não surgiu, e agora do nada com uma mulher aleatória isso acontece! - eu reviro os olhos.
- Ele ama a mamãe, mas dizem que o lance da alma gêmea é diferente - a Lils fala encantada.
- Eu não acredito nisso - falo irritado.
Eu odiava aquela história que nos contavam. Você poderia amar outra pessoa, mas a marca só aparecia quando você realmente encontrasse sua alma gêmea. Isso poderia acontecer rápido ou levar toda uma vida. Tem casais que mesmo depois de muito tempo de casados não tem. Ela aparece em um momento determinado, como se destinassem aquelas duas pessoas a ficar juntas.
Mas o que me irritava, era que pessoas que já tinham uma história simplesmente largavam tudo por causa da maldita marca.
- Vamos conversar com eles no Natal - o James me avisa - Eles vão nos explicar tudo.
- Tá - dou de ombros e vou para a minha mesa.
- Bom dia, flor do dia - a Amy Zabini sorri para mim.
- Não estou no meu melhor humor hoje, Amy - suspiro.
- Você leu o profeta - ela afirma.
- Meu irmão me contou - explico.
- Você odeia esse lance de almas gêmeas, não é? - o Devon Nott perguntou - Mas cara, é forte de verdade.
- Nada contra vocês - aponto para os meus amigos. O Devon e a Amy já tinham as deles. A marca deles dois lembrava uma árvore. Talvez seja do dia que houve o acidente com o Salgueiro Lutador... O Devon ficou ferido por um tempo.
- Pelo lado positivo, sua mãe também vai poder encontrar a alma gêmea dela - a Amy sorri e aperta minha mão.
O que ela não entendia que não era por causa dos meus pais que eu não gostava das marcas. E sim porque a pessoa que eu gostava já tinha a sua.
Scorpius Malfoy...
Os cabelos loiros esbranquiçados, a pele pálida que ganhava uma tonalidade de vermelho quando ele estava envergonhado ou levava sol. O sorriso emoldurado e os olhos cinzas.
No nosso terceiro ano em Hogwarts, nas festividades no natal, nós estávamos na mansão Malfoy. Eu e o loiro caminhavamos pelo jardim agora tomado pela neve, tomando cerveja amanteigada quente para aquecer.
O rosto dele estava vermelho pelo frio e nós estávamos rindo de algo. Foi um momento rápido quando nos beijamos. Talvez naquele momento eu tinha me dado conta de que ele era mais que um amigo pra mim.
Então dias depois ele apareceu com a porra de uma marca no antebraço. E eu não tinha marca nenhuma...
Desde aquele ano, mantemos apenas nossa amizade.
...
Tive aula de artimancia, astronomia, herbologia, dupla de feitiços e história da magia. Eu estava cansado demais para treinar depois do número de aulas hoje. Apenas me sento no carpete do salão comunal e encosto minha cabeça na parede.
Fecho os olhos por um tempo, até sentir alguém sentar ao meu lado.
- Hey, Al - o meu amigo sorri.
- Onde você esteve o dia todo? - pergunto preocupado.
- A Megan não te contou? - ele me olha surpreso - A Goyle nunca lembra de nada.
- Você sabe disso e ainda insiste - eu dou uma risadinha.
- Ela é uma boa amiga - ele sorri. Ela realmente era, apesar de ser bem doidinha - Mas o que aconteceu?
- Seu amigo idiota estava treinando hoje de manhã, porque ele finalmente tomou coragem para fazer os testes pro time e acabou quebrando a perna - ele me diz calmamente.
- Malfoy - o repreendo.
-Fiquei o dia inteiro no hospital - ele faz uma careta.
- Seu maluco - nego com a cabeça - Ainda bem que temos a madame Pomfrey.
- Ela disse que não quer mais me ver lá - ele gargalha.
- Quantas vezes você foi parar lá mesmo? - eu arqueio uma das sobrancelhas provocando.
- Esse mês? Seis vezes - ele abaixa a cabeça - Mas cinco delas foram culpa sua.
- As vezes eu perco o controle da vassoura - dou de ombros.
Mentira, ele estava perto demais. Isso me desconcentrava.
- Nunca com a Thalia Crabbe, não é? - ele fecha a cara.
- Nem vem com essa - eu reviro os olhos.
Ele insistia que eu gostava da Thalia ou algo assim. Isso quando eu tocava no assunto dele ser muito próximo do Jeb Greengrass.
- Fiquei sabendo sobre o profeta diário - ele me olha preocupado - Você está bem?
- Fiquei um pouco irritado - assumo - Mas a Amy e o Devon me fizeram olhar de outro modo.
- Você sabe que o mesmo aconteceu com os meus pais - ele fala - Minha mãe achou sua alma gêmea - ele sorri - Ela está mais feliz.
- E o Draco? - eu pergunto.
- Ele amava minha mãe, mas ficou feliz por ela - o loiro dá de ombros - Ele sabia que um dia isso podia acontecer.
- Mesmo depois de tanto tempo ele ainda não encontrou ninguém? - pergunto.
- Não - meu amigo nega tristemente - Sem marcas. A tia Pansy falou que me mandaria uma carta assim que soubesse, mas até agora nada. Eu desconfio de uma moça que trabalha com ele no Saint. Mungus. Eles combinam.
- Quem sabe? - dou de ombros e sorrio.
- Você vai para casa do seu pai no feriado ou para a da sua mãe? - ele pergunta preocupado.
- Não sei - falo sincero - Minha mãe está viajando, só vou ver ela na noite de natal na casa dos meus avós... E não sei se estou preparado para conhecer a noiva do meu pai.
- Fica lá em casa - meu amigo sorri - São só dois dias até você ir para casa dos seus avós mesmo.
- Seu pai não vai se importar? - pergunto incerto.
- Você é de casa - ele dá de ombros - Ainda acho que ele te ama mais do que eu.
- Exagerado - nego com a cabeça - Ele ama mais a Amy.
- Poxa - finge estar magoado, mas depois ri - Você vai escrever para os seus pais?
- Não - nego com a cabeça - Quando chegar na sua casa eu uso a lareira para falar com eles pela rede de Flu.
- É assim? Nem pede - ele arqueia uma das sobrancelhas.
- Você que disse que eu sou de casa - explico rindo.
...
Pegamos apenas nossas varinhas, materiais e uniformes deixamos na escola. Nos despedimos dos nossos amigos e depois dos meus irmãos que iriam direto para casa dos avós Weasley.
Ainda estávamos tendo aulas para o teste de aparatação, então usamos a rede de Flu para chegar a Mansão Malfoy.
Ao sair da lareira, limpamos as vestes que estavam com um pouco de pó e encontramos o Draco na enorme sala.
- Vocês vieram mais cedo - ele nos olhou surpreso - Não era para vocês chegarem a noite?
- Não fomos para King's Cross, usamos a rede de Flu direto de Hogsmead - o Scorpius explica.
- Ahh - ele afirma com a cabeça - Albus, faz tempo que eu não te vejo - ele me abraça fortemente.
- E eu? - o Scorpius faz bico.
- Estava sentindo falta de você também, Scorpie - puxa o loiro para o nosso abraço - Vamos lanchar que eu tenho algo para contar a vocês.
- Estou curioso - meu amigo correu e sentou à mesa da ampla sala de jantar.
- Bem ... - ele iria começar a falar quando uma voz que eu conhecia se fez presente.
- Hey, love - a voz parecia vir da sala - Você não me avisou que teríamos visita - frase foi finalizada quando eu vi os olhos verdes atrás dos óculos redondos e os cabelos pretos bagunçados do meu pai. Ele parado na entrada me olhando surpreso.
- Pai? - o encaro.
🍀🍀🍀
- Ella
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