Capítulo único
Fic Traduzida para o especial de Halloween do projeto dezdrarry
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Halloween Ball
por faramirlover
Tradução de papodeumagamer
Baile de Halloween! Um baile sangrento de Halloween! Quer dizer...se fosse uma festa de Halloween tudo bem, mas um baile sangrento?
A estúpida McGonagall e suas tentativas estúpidas de internações entre as casas.
Estou perfeitamente feliz por ser “amigável e cooperativo com os colegas das outras casas”, desde que eles estejam a pelo menos cinco metros de distância.
Por que diabos eu iria querer perder uma noite assistindo os pequenos Grifinórios do primeiro ano dançando vestidos como abóboras, ou algo igualmente patético, quando eu poderia...bem...eu poderia estar fazendo algo útil, qualquer outra coisa.
E o que diabos devo vestir? Eu sou um Malfoy. Malfoy’s são dignos e não usam fantasias estúpidas em bailes escolares estúpidos.
Em nome de Salazar, como devo ir? Um esqueleto? Não muito lisonjeiro.
Um feiticeiro? Quanta originalidade, além do mais eu sou um bruxo.
Um vampiro? Muito, mas muito cafona.
Snape? Ele pode simplesmente me matar por isso, mesmo que eu seja seu afilhado. Tem algumas coisas que não vale a pena arriscar...Tipo a minha vida.
Ok, eu tenho um dia para encontrar a fantasia perfeita. Bem, sou Draco Malfoy, posso fazer o que quiser e vestir o que eu quiser.
E no final das contas não é como se eu quisesse ir neste baile idiota.
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— Hermione! Não! Eu não vou usar isso.
— Por favor, Harry ! Você vai ficar lindo, e ninguém mais terá pensado nisso. Tenho certeza absoluta.
— Nenhum menino terá! – Harry respondeu – É uma fantasia de menina, e muito idiota para o Halloween, se quer saber minha opinião.
— Vamos Harry, você está ótimo. E vai ser divertido e ainda vai chamar a atenção de uma certa pessoa.
— Hermione! Vestido assim, acho que não vou querer chamar a atenção dele, porque se eu a tiver, será apenas pra virar alvo de piadas idiotas.
— Claro que não Harry. Não é como se você estivesse obcecado por ele por todos esses anos, e claramente nem faria qualquer coisa para ele notar você – Hermione disse, estendendo a mão para dar um tapinha amigável em sua bochecha – Agora seja um bom menino e vá tomar banho. Depois vou fazer o seu cabelo e você sabe que é preciso fazer alguma coisa com ele.
Reconhecendo o tom de Hermione de “você vai fazer o que eu digo ou eu vou te apagar e te dar um jeito enquanto você está inconsciente”, Harry suspirou em derrota e caminhou em direção ao banheiro acompanhado de Hermione, que levava uma escova de cabelo nas mãos.
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Traje? Verificado. Cabelo? Verificado. Perfeição? Está aqui, definitivamente.
Draco se examinou no espelho uma última vez, ajeitou levemente a gravata e enfiou a varinha no bolso por segurança.
Apesar de seu declarado desprezo por tais eventos, ele estava secretamente animado com esse. Ele estava ótimo, se sentia lindo e de acordo com seu horóscopo, estava prestes a encontrar sua alma gêmea. Não que ele acreditasse em coisas idiotas como horóscopos.
A única coisa que estava diminuindo seu humor era a memória do desastre que foi o Baile de Inverno. Pansy tinha ido na companhia de Crabbe, uma lembrança de revirar o estômago. E ele ficou sozinho na companhia de seus pensamentos e um pouco de suco de abóbora.
Havia uma pequena característica que o tinha atraído para esse tal baile. Seria fora da escola, no gramado, ao invés de ser no Salão Principal.
E Draco adorava estar ao ar livre. Amava as estrelas, amava o lago e, por mais que não quisesse admitir em voz alta, amava sua própria aparência ao luar. Todos sabiam que ele era vaidoso e talvez até um pouco narcisista, mas ele não queria que soubessem o quanto ele era.
Quando Draco chegou, o Baile estava apenas começando. Havia grupos de pessoas espalhadas pelo gramado, dançando ao som da música ou comendo biscoitos em forma de abóbora das muitas bandejas flutuantes que passavam por ali.
Draco desceu lentamente os degraus e pegou uma bebida de uma bandeja que passava. Tomando um pequeno gole do suco de abóbora, ele examinou a multidão, disfarçadamente, ou assim ele esperava que fosse.
Procurando por Potter, querendo verificar se ele tinha uma roupa muito melhor que a sua, mesmo que ele achasse isso particularmente impossível. Ele avistou um tufo familiar de cabelos ruivo e se moveu ligeiramente para a esquerda conseguindo assim enxergar totalmente Weasley e Granger.
Uma rápida análise na roupa de Weasley disse a Draco que não havia necessidade de se preocupar em ser superado por ele. Weasley tinha se vestido no verdadeiro estilo Grifinório do primeiro ano e veio como, sim, você entendeu, uma abóbora. O topo da abóbora tinha a forma de um chapéu e estava empoleirado no topo da cabeleira alaranjada, colidindo horrivelmente com aquilo que ele chamava de cabelo.
Granger, por outro lado… parecia bem. Ela estava vestindo um macacão de couro apertado, que vinha com uma cauda e orelhas de gato.
Pela primeira vez, Hermione Granger parecia sexy, realmente muito sexy. Por alguns instantes Draco ficou muito feliz por ser gay, caso contrário, ele teria de admitir que o Weasley tinha a garota mais bonita do ano. Mas como ele era gay, não conseguia pensar em garotas assim, portanto, não precisava admitir nada.
Sorrindo com seu raciocínio interno, Draco deu mais um passo para a esquerda para procurar Potter. Mas ele não estava lá. Draco soltou um grunhido de frustração. Como ele poderia saber se sua fantasia era melhor do que a de Potter, se Potter não estava por lá?
Sentindo-se bastante irritado, Draco bebeu o suco de abóbora, desejando algo um pouco mais forte, algo que tivesse uma dose de álcool. O volume da música caiu e ele pôde ouvir o que Granger e Weasley estavam dizendo.
— Tenho certeza que ele descerá logo, Mione – Weasley disse pacificamente – você trabalhou duro para fazer com que ficasse bonito e ele não iria te chatear por não descer. E McGonagall iria matá-lo caso ele se tranque no dormitório.
— Acho que sim...Só espero que ele se apresse. Quero ver a reação de todos ao ver como ele está vestido. Vai ser muito divertido.
Sorrindo levemente, Draco pegou um biscoito de uma bandeja próxima e o mordeu. Ele mal podia esperar para ver a grande entrada de Potter.
Esperançosamente, ele estaria vestido de maneira semelhante ao Weasley e seria algo embaraçoso como um morcego.
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Harry ficou na frente do espelho ao lado da cama de Seamus, mais uma vez se perguntando como deixou Hermione o colocar nessa fantasia idiota.
Ele alisou o tecido branco que se agarrava levemente ao seus braços e muito relutante, resolveu descer para o baile.
Parou por um momento próximo às portas da frente, se escondendo nas sombras, não querendo que ninguém o visse. Uma imagem de Draco Malfoy rindo bobo passou por sua mente.
Surpreendentemente, foi isso que o fez se mover. Ele iria provar para Malfoy que não dava a mínima para o que o outro garoto pensava.
Respirando fundo, ele saiu das sombras e começou a descer os degraus para o gramado. E enquanto descia os degraus, parecia que todas as pessoas ao redor estavam se virando para olhá-lo.
Sussurros começaram e Harry sentiu-se corar levemente.
Examinando a multidão rapidamente, ele viu Draco Malfoy parado por perto, observando-o. Ele estava vestido de noivo, seu cabelo loiro penteado para trás, um lírio na botoeira e um terno preto que abraçava seu corpo.
Harry quase riu do absurdo da situação em que estava metido, mas se conteve, imaginando as provocações que viriam em seu caminho mais tarde. Harry desviou o olhar, corando loucamente, desejando que o chão se abrisse e o engolisse.
— Quem é aquela? – uma voz próxima perguntou.
— Eu não a reconheço.
Alívio e constrangimento o inundaram em igual medida. Alívio por ninguém saber que era ele. Constrangimento por as pessoas o terem confundido com uma menina.
Mas veja bem, ele raciocinou, Hermione lançou alguns feitiços para fazê-lo parecer mais feminino, então não era como se as pessoas pensassem que ele normalmente parecia uma garota.
Além de fazê-lo parecer uma menina, Hermione havia consertado sua visão e escondido sua cicatriz. Se eu tiver muito cuidado, pensou Harry enquanto procurava por Ron e Hermione, ninguém vai descobrir que sou eu. Acompanhado por este pensamento reconfortante, Harry partiu entre os grupos de pessoas em direção aos amigos.
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A multidão ao redor de Draco parou de falar assim que alguém se virou para olhar as escadas. Ele também se virou , afinal deveria ser algo muito interessante ou muito estúpido para atrair a atenção assim tão facilmente, e foi então que ele a viu.
Uma garota de pele pálida e olhos verdes brilhantes em um vestido de noiva elegante, um véu curto puxado de forma que apenas cobrisse os olhos. Pela primeira vez desde os dez anos de idade, Draco questionou sua sexualidade.
Quando a garota olhou em sua direção, ele sentiu seu coração dar um salto. Ela pareceu observá-lo por um momento antes de corar e desviar o olhar.
O volume do som mais uma vez começou a aumentar quando a garota alcançou o final da escada e desapareceu na multidão. Foi então que o absurdo da situação atingiu Draco.
Ele era gay e estava atraído por alguma garota aleatória com quem ele nunca tinha conversado. E ela estava vestida de noiva e ele de noivo. Como a vida poderia ficar mais estranha?
Draco a viu novamente, uns três metros de distância mais pra frente. Ele estava prestes a ir falar com ela quando a viu ser saudada por Granger e Weasley, os quais deram um grande sorriso ao vê-la. Ótimo!, Draco pensou, aposto que ela é uma maldita Grifinória também.
A noite se estendeu e tudo que Draco fez foi observar a garota com o canto do olho. Pansy e Blaise vieram até ele várias vezes para tentar fazê-lo dançar, mas ele se livrou deles, sem se preocupar em dar uma desculpa, apenas mandando que eles se perdessem por aí e não o procurassem.
Pela primeira vez na vida, Draco se sentiu nervoso. Seu coração estava lhe dizendo para ir até a garota, mas seus pés não estavam dispostos a seguir as instruções.
Foi só quando a garota começou a se afastar do resto dos dançarinos e descer em direção ao lago que o loiro teve coragem de segui-la.
Nenhum dos outros alunos estava perto do lago, preferindo ficar perto do castelo, das luzes, da música e da comida.
— Oi – Draco disse gentilmente assim que se aproximou dela.
A garota se virou rapidamente, completamente surpresa com a presença de Draco. O movimento repentino a fez perder o equilíbrio e ela tropeçou ligeiramente. A mão do loiro agarrou seu cotovelo para mantê-la em pé.
— Obrigada – disse ela, escapando de sua mão e reajustando o véu.
— Eu sou Draco – ele disse, estendendo a mão – Draco Malfoy.
A garota parou por um segundo antes de responder.
— Harriet.
Harriet estendeu a mão e Draco, cavalheiresco como sempre, se inclinou para beijá-la. Um rubor profundo se espalhou pelo rosto de Harriet, mas ela conseguiu segurar seu olhar.
— Você está incrível nesse vestido – disse Draco – ele realmente combina com você.
O rosto de Harriet ficou profundamente vermelho e ela rapidamente olhou para o lago.
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Harry teve a horrível sensação de que seu rosto estava prestes a pegar fogo. Primeiro Draco Malfoy o seguiu até o lago, segundo ele estava flertando descaradamente! O que ele deveria fazer?
Harry arriscou um olhar de volta para Draco e sentiu seu coração dar um pulo ao olhar que estava recebendo.
Os olhos de Draco estavam queimando com o que só poderia ser descrito como uma avassaladora luxúria. Harry engoliu em seco ligeiramente.
Não, não, não, não, mil vezes não!
Isso não poderia estar acontecendo. Dois anos inteiros de desejo por Malfoy e ele de repente o notou agora que parecia uma garota. Quão brilhante era isso?
— É estranho – Draco disse quebrando o silêncio – como você é uma noiva e eu um noivo.
— Noiva vampira – Harry corrigiu, mostrando a ele um par de dentes brancos e brilhantes – um pouco mais no clima de Halloween, você não acha?
— Eles são como os de verdade? Ou se parecem como uma dentadura de plástico? – Draco perguntou.
— Semelhante aos verdadeiros, eles são bem afiados também. Eu já cortei meu lábio duas vezes quando estava comendo um biscoito.
Draco riu e Harry ficou surpreso com a beleza do som. A única coisa irritante era que ele não conseguia ver Draco muito bem através do véu.
Embora o resultado disso fosse que Draco também não conseguia ver seus olhos muito bem. Eles eram a única coisa que Hermione não tinha mudado.
A necessidade de ver Draco adequadamente superou o desejo de Harry de esconder seus olhos. Arrancando o véu de seu cabelo magicamente alongado, ele o jogou de lado e encarou o loiro nos olhos.
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— Você tem olhos realmente lindos – Draco murmurou, colocando um dedo sob o queixo dela e virando o rosto dela para ele – Como esmeraldas. Eles são absolutamente deslumbrantes.
Harriet corou ainda mais inclinando a cabeça para o lado e deixando seu cabelo preto cair sobre os olhos. Aqueles olhos esmeralda maravilhosos que Draco poderia jurar que já tinha visto antes.
— Então... – disse Harriet, quebrando o silêncio – Quem você acha que tem a melhor fantasia ?
— Eu acho que você está ótima, uma das melhores – Draco disse honestamente – Embora Ronald Weasley faça uma abóbora de forma impecável.
Harriet riu disso e Draco sentiu seu coração parar no peito. Antes que pudesse se conter, ele se inclinou para frente e pressionou os lábios contra os de Harriet. Ela correspondeu ansiosamente, separando os lábios para permitir a entrada da língua do loiro, enganchando os braços em volta da cintura de Draco e puxando-o para perto.
Por alguns momentos, Draco sentiu como se estivesse voando e então tropeçou para trás e caiu com um baque no chão. Ele olhou para cima chocado e viu que havia lágrimas escorrendo pelo rosto de Harriet. Sem outra palavra, ela se virou e fugiu de volta para o castelo.
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Harry correu, correu mais rápido do que nunca, desesperado para se afastar de Draco.
Ele não foi capaz de ficar. Ele queria tanto, mas a ideia de que Draco o estava beijando sem saber que era ele doía mais do que a ideia de nunca beijar Draco novamente.
Dia das Bruxas! Dia das Bruxas sangrento! Baile sangrento de Halloween! Maldita Hermione! Vestido estúpido! Maldito Draco Malfoy! Malditos sejam todos, espero que vão pro inferno!
Harry deu um uivo de frustração e bateu com o punho em uma parede próxima antes de desabar contra ela.
Não era para acontecer assim. Não era para acontecer de forma alguma. Ele não deveria se apaixonar por Draco. Ele não deveria acabar vestido como uma garota. E Draco Malfoy certamente não deveria beijá-lo porque pensava que ele era uma garota!
Lágrimas quentes e raivosas escorriam pelo rosto de Harry e ele não queria ser encontrado usando vestido de noiva e chorando em um corredor.
Harry puxou sua varinha e rapidamente transfigurou seu vestido em jeans e uma blusa. Com outro aceno de sua varinha, ele removeu todos os feitiço usados para mudar sua aparência colocados por Hermione.
Ouvindo passos, Harry se arrastou de lado em uma alcova, logo atrás de uma armadura e tentou se esconder.
Por alguns momentos, Harry foi capaz de conter as lágrimas, reduzindo-as a fungadas silenciosas. Quem quer que tenha passado, não percebeu Harry ou seus soluços silenciosos. À medida que seus passos se afastavam, Harry se sentou e gritou frustrado enquanto lutava contra as lágrimas.
Depois do que pareceu horas Hermione o encontrou, seja por acidente ou conhecimento prévio, e ela de repente estava ao lado de Harry, puxando-o de pé e conduzindo-o de volta para a torre da Grifinória.
Ela não perguntou o que tinha acontecido, apenas pegou o braço dele, puxou-o e então o levou de volta para o dormitório, transfigurou suas roupas em pijamas e o colocou na cama, ocasionalmente enxugando as lágrimas de seu rosto. Só depois que Harry foi enterrado debaixo de muita de suas cobertas e seus soluços desesperados se transformaram em soluços ocasionais, ela falou.
— Se ajudar, Malfoy parecia uma merda depois que você fugiu – disse ela antes de sair do dormitório, fechando a porta com um clique silencioso.
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O instinto que prevalecia na mente de Draco era se levantar, sacudir a poeira e marchar para longe, agindo como se a situação não tivesse o afetado.
Mas ele não conseguiu. Tudo o que ele podia fazer era sentar-se no chão olhando para a figura que partia apressadamente enquanto seu estômago se revirava horrivelmente em seu interior.
Não era para acontecer assim! Ele pensou com raiva. Não é justo!
Draco deu um soco no chão ao lado dele, permitindo-se alguns momentos para recuperar a compostura.
Draco mais uma vez observou as luzes dançando no lago, o tempo todo pensando nos olhos esmeralda cintilantes, lágrimas brilhando em suas próprias orbes prateadas.
Foram necessários os esforços combinados de Ron, Hermione, Dean e Seamus para tirar Harry da cama na manhã seguinte. Os quatro marcharam com ele para o café da manhã, imprensando-o entre eles e forçando-o a ficar por toda a refeição.
— Olha Harry, você não precisa olhar para ele, você não precisa falar com ele. Ele não sabe. A vida pode continuar normalmente. Nada precisa mudar – disse Hermione razoavelmente.
— Mas e se eu quiser? – Harry gritou, saindo de entre Hermione e Ron – E se eu não quiser que seja como sempre foi?
Um silêncio atordoado caiu no corredor enquanto todos se viravam para olhar, desesperados para saber o que estava acontecendo. As próximas palavras de Harry saíram como um sussurro.
— E se eu preferir ter essa dor do que nada?
Sem outra palavra, Harry fugiu do corredor tão rápido que saiu antes que qualquer um de seus amigos pudesse dizer outra palavra.
O silêncio durou alguns momentos antes que uma onda de ruídos invadisse o corredor enquanto todos os alunos começassem a falar ao mesmo tempo.
Harry fugiu pelo hall de entrada e subiu as escadas, atirando-se no primeiro banheiro que encontrou, se trancou em um cubículo e começou a chorar de novo.
Depois de alguns momentos, Harry ouviu a porta do banheiro se abrir.
— Vá embora! – ele gemeu, apenas desejando que todos o deixassem sozinho com sua miséria.
— Se você não sair desse cubículo logo, Potter, você vai se atrasar para a aula de poções – disse um sotaque familiar – e o Professor Snape terá sua cabeça em uma bandeja de prata.
— Vá embora, Malfoy, não é como se você se importasse.
— Eu não vou embora, e também não vou implorar para que você saia desse banheiro e pare de agir como uma criança mimada.
— Por que diabos você se importa? – Harry perguntou antes que se arrependesse de abrir a boca.
— Quem disse que eu me importo? Estou apenas tentando educá-lo sobre como se comportar como um adulto. Você é do sétimo ano, Potter, aja como tal.
Harry sentiu a miséria dentro dele se transformar em raiva e imediatamente ele estava abrindo a porta do cubículo e encarando Draco.
Ele abriu a boca para dizer a Malfoy exatamente o que pensava dele, mas foi interrompido por um par de lábios se pressionando contra os seus.
Abandonando todos os pensamentos racionais, Harry retribuiu o beijo com a maior paixão que pôde, se afogando no gosto que só poderia ser descrito como o de Draco.
Então a realidade surgiu e ele afastou Draco pela segunda vez em 24 horas.
— Que diabos, Malfoy! Você é hétero! – Harry gritou com raiva – o que diabos você está fazendo me beijando?
— Quem disse que eu sou hétero? – Draco perguntou, inocentemente, inclinando a cabeça para o lado.
— Ontem à noite... ontem à noite você beijou aquela garota!
— Sério, Potter ? – Draco disse, balançando a cabeça com pena – você é muito mais estúpido do que eu poderia imaginar .
— O que?
— Um vestido não é feito apenas para uma mulher. Você acha que eu não reconheceria seus olhos? – Draco perguntou antes de se inclinar e beijar Harry novamente, mas desta vez de forma suave.
Harry correspondeu ansiosamente, envolvendo seus braços em volta do pescoço de Draco e puxando-o para mais perto. Os braços do loiro deslizaram ao redor da cintura de Harry e o seguraram com força contra seu peito.
— Então, você sabia que era eu o tempo todo? – Harry perguntou quando eles se separaram.
— Sim, no segundo que vi seus olhos, eu soube.
— Que romântico – Harry riu.
— Só pela minha Harriet – disse Draco também rindo.
Harry deu um tapa de brincadeira no braço dele antes de sair de seu abraço e ir para a porta do banheiro.
— Onde você está indo? – Draco perguntou, parecendo um pouco preocupado.
— Eu acredito que você mencionou algo sobre Snape ter minha cabeça em uma bandeja de prata se eu me atrasasse para a aula dele. E eu acho que você prefere ter um namorado com cabeça, não é?
— Namorado?
— Sim, só porque nosso primeiro beijo foi quando eu estava usando um vestido, isso não me torna uma menina e por que diabos você está sorrindo?
— Eu gosto da palavra namorado – Draco disse, sorrindo ainda mais.
— Bem, isso é bom, porque vou chamar você assim por muito, mas muito tempo – disse Harry, pegando a mão de Draco e puxando-o para fora do banheiro – Agora vamos fazer Snape desmaiar ao nos ver de mãos dadas.
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