Batalha Desconhecida

Seth é um adolescente simpático e alegre. Ao mesmo tempo em que pode ser um garoto brincalhão e divertido é também sério e dedicado. Tem olhos azuis, cabelos bem baixos e castanhos e sua pele é um moreno mais claro, parecida com a de Beatriz.

Pena que não conhece a família e foi tirado assim, tão inesperadamente de sua vida para entrar numa guerra desconhecida a qualquer um da terra.
Ele já estava acordado a algum tempo sem saber ao certo o que estava acontecendo. A única coisa capaz de deduzir é que estava em um hospital ou algo do tipo, devido à coloração exorbitantemente branca e a cama sobre a qual repousava. No entanto, algo peculiar lhe assustava, pois ao se virar ele deparou com uma pequena janela através da qual ele via o céu estrelado. Mas espera! A janela não estava no teto.


Dave logo entrou na sala em que Seth estava com intenção de tirar o jovem do turbilhão de teorias da conspiração.
- Bom dia garoto, vejo que já está recobrando a consciência- Ele dizia à medida que se aproximava do jovem deitado- Beatriz deve ter exagerado um pouco, mas está tudo certo.

Seth permanecia ainda confuso, nunca havia visto aquele homem antes e sua apreensão aumentava cada vez mais. Estava claro em seu rosto.

- Quem é você? O que fizeram comigo- sua voz estava quase normal, apenas com leves falhas.

Naquele instante Dave olhou para o teto suspirou e voltou seu olhar para o garoto. Puxou uma cadeira e pôs-se a falar.

- Essa janela não ajudou nem um pouco- riu descontraído, mas recebeu uma expressão neutra de volta,fazendo com que começasse a ser mais direto- Seth você já vai entender a confusão que eu te meti:

No meio dos bilhões de sistemas existentes há um planeta maior que qualquer outro, habitado por seres horrendos chamados Starlings. Por serem os seres mais poderosos do universo eles sentiam que poderiam dominar tudo e todos, porém, para isso, era necessário mostrar aos serves vivos dos demais planetas que eram realmente tão fortes e ameaçadores quanto diziam. Então os Starlings desenvolveram armas e naves para que pudessem sair por ai matando e destruindo planetas a fim de aterrorizar a todos. Isso logo funcionou, em pouco tempo não se falava de outra coisa a não ser sobre a grandiosidade Starling.
Bom... Você pode pensar "para que tudo isto?" e a resposta é bem simples, pois demonstrar toda essa superioridade era apenas o começo de um projeto proposto pelos lideres dos Starlings, nomeado Guerra das Galáxias.

A ideia era basicamente obrigar os habitantes de um sistema da via láctea a se unirem em nome dele, para lutarem contra os habitantes de outros sistemas criando uma guerra galáctica entre todos.

Esta guerra é simplesmente todos os sistemas, representados por seus planetas, lutando uns com os outros para não serem extintos, pois se perdessem a guerra, como punição, os Starlings extinguiam a vida nele existente. A via láctea então fora dividida em partes criando grupos de aproximadamente 50 sistemas onde aconteceria a guerra.

A famosa Guerra das Galáxias não funcionava simplesmente de uma forma desorganizada, ela possuía regras e termos dentre os quais a principal informação a se saber é que há uma tabela de pontuação. Tal tabela é contada por pontos corridos, sendo os mesmos obtidos através de confrontos e missões passadas pelos Starlings. Ao fim, os cinco últimos no fim da guerra teriam de passar por provas extras nas quais o perdedor teria a destruição total da vida.

Nenhum sistema gostou disto, mas era impossível, mesmo se juntando, pelo menos se infiltrar no planeta dos Starlings o qual possui um sistema de defesa notável.

E é ai que nosso planeta terra entra. Nós ficamos no grupo Artrix sendo que em nosso sistema só há dois planetas habitados: a Terra e "Júpiter". O segundo por sua vez abriga seres chamados Glingons, desse modo, a junção de Humanos e Glingons era reconhecida universalmente como solares.

A guerra começou por volta de 1900 no calendário terrestre, época na qual estávamos longe de pelo menos colocar um ser humano em um foguete para o espaço. Entretanto, para que pudéssemos participar, os Starlings nos enviaram plantas de naves armas e outras coisas que possibilitaram um enorme avanço tecnológico na Terra e em "Júpiter".

Começou a primeira edição do confronto e logo foi determinado que as pessoas não poderiam saber da sua existência por motivo de confusões e pânico. Assim, foram eleitos os capitães interestelares que comandavam todo o exército Humano e Glingon. Muitas espécies escolheram fazer o mesmo.

Inicialmente, Humanos e Glingons não se entendiam muito bem, preferiam ficar cada um de um lado, até porque eles tinham acabado de se conhecer. Infelizmente esta separação quase custou a vida de todos, pois o sistema solar ficou entre os cinco últimos, entretanto, por sorte, vencemos nas provas. Após este susto ambos passaram a conversar e conviver enquanto a guerra estava em seu intervalo de 10 anos o qual durava relativamente 4 anos para os Starlings.

Seres humanos e Glingons foram se acostumando uns com os outros, pegando costumes do dia a dia.
Os Glingons não tinham uma língua muito fácil de entender e pouco elaborada, já na Terra temos diversos idiomas. Mediante a tal problema tivemos que escolher as línguas oficiais terrestres. Devido à naturalidade do primeiro capitão terrestre foram escolhidos o inglês e o português. Com isso, a convivência entre as duas espécies fez com que os habitantes de "Júpiter" aderissem integralmente aos idiomas terrestres.

No caso de soldados novos, nós temos uma técnica para fazê-los aprender em uma semana. E para outras espécies foi criado, pelos Starlings, um dispositivo que é implantado no corpo, capaz de dublar a voz, ou seja, se um alien falar, você escuta como se ele estivesse falando em sua própria língua, e o mais interessante é que a voz dublada possui os mesmos tons e timbres da original.

Os Glingons são criaturas eretas com a fisionomia parecida com a dos humanos. Diferentemente, sua pele é um pouco mais dura com cores variadas em tons escuros, já o cabelo é consistente e com a maioria dos casos pretos. Vivem cerca de 20 anos a mais que a média humana devido ao seu corpo mais bem revestido.

Os solares estavam cada vez mais fortes e se destacando mais e mais no grupo Artrix. Em contrapartida, no auge de nosso sucesso, o imperador Starling, Strek, decretou que cada espécie deveria ter o que eles chamavam de soldado destaque. Este seria o soldado mais habilidoso para qual o foco da guerra seria voltado o que explica os motivos dessa decisão.

Para nós foi um tanto complicado, mas foram encontrados Luka (Humano) e Streger (Glingon). Infelizmente os dois morreram em uma batalha no inicio da guerra sobre o meu comando e de Knok, capitão interestelar dos Glingons, em uma luta contra os Trafs.

Foi uma pena. Knok e eu, após o ocorrido, pensamos em desistir do comando, porém uma das pessoas que havia morrido junto a eles era minha filha, Laura... - Dave neste momento sentiu um leve desconforto e um aperto no coração que quase o fez liberar algumas lágrimas, mas ele se conteve e continuou- Isso me deu forças para continuar, o fato de eu querer honrar sua morte para que ela não fosse em vão. De certa forma inspirou Knok também e consequentemente hoje os capitães interestelares continuam sendo nós. Poderia ter optado por mudar, mas além de nossa motivação nós já tínhamos uma pequena experiência com os soldados destaque, e agora estamos prontos para liderar mais uma vez.

Mas o problema era: quem serão os escolhidos?

Pensei muito e fui parar na base militar que você estava. Acompanhei os treinos por seis anos, pois eu queria ter certeza de quem eu estaria jogando a responsabilidade do segredo e da guerra. Então, depois de muito pensar te escolhi e o trouxe para cá, esta nave gigante em que nós lutamos a Guerra das Galáxias.

Seth estava bastante confuso, as informações eram muitas e digeri-las levaria tempo, no entanto ele resolveu fazer perguntas.

-Mas vocês lutam a tanto tempo, porque ninguém sabe disso?

-Seth, é necessário, se todo mundo soubesse da guerra seria um caos e um grande pânico, não queremos que o que fazemos aqui interfira na vida das pessoas.

-Entendo... Mas e o outro cara, pelo que você disse os tais Glingons terão um soldado destaque também. E, como posso imaginar, ele será como meu parceiro.

-Os Glingons já estão chegando com ele, já devem ter entrado no hiperespaço- assim que respondeu, Dave pôde perceber a mudança repentina na expressão facial de Seth. Aparentava estar começando a descontrair e tentou algo.

- Não, espera. Hiperespaço que você fala é tipo Star Wars?- questionou Seth parte por dúvida e parte por brincadeira.

Dave sorriu e em seguida respondeu.

- Não Seth, não é como no Star Wars. Nós usamos um sistema que segue a teoria da dobra espacial para viajar a longas distâncias no espaço, encurtando o caminho entre um lugar e outro sem afetar o tempo, o que é muito importante, baseado inclusive nos descobrimentos de Albert Einstein sobre a relatividade. Isso nos leva a outro quesito: o famoso tempo. Ele nos confunde às vezes, pois não é mais amanhece com o sol anoitece com a lua, não passa o dia por 24 horas. A contagem de tempo aqui é meio diferente, mas procuramos estabelecer unidades de tempo para nos situarmos no universo, mas, voltando ao assunto, nós resolvemos chamar de entrar no hiperespaço quando fazemos viagem com este sistema de dobra. Sei lá, me parece mais emocionante dizer: "Entrar no hiperespaço", do que: "Fazer dobra espacial"- Dave agora falava como o capitão de um barco dando ordens à sua tripulação. Seth apenas observou e riu.

- Ambos me parecem igualmente emocionantes...

- Nah- murmurou Dave- Talvez Star Wars tenha tido influencia nisso dai- ele deu de ombros e caminhou para o fim da conversa ao passo que se levantava- Agora relaxe porque daqui a pouco teremos um treinamento para acostumar vocês... Ah e foi aplicado uma 'melhora', vamos dizer assim, em seu corpo para ele resistir à vida no espaço por isso você deve sentir enjôo. Steve prepare um sonífero e dê a ele.

-Pera, pera, pera quem é Steve- questionava se apoiando no cotovelo.

- Ele é um computador super inteligente que comanda toda a nave, uma IA (inteligência artificial).

-Ah, já vi e ouvi coisa estranha demais. Steve me dê este sonífero logo, por favor- Seth jogou sua cabeça sobre o travesseiro em sinal de cansaço e fechou os olhos.

- Claro, Boa noite.

Dave ficou observando a planta de sua nave para garantir que não esquecera nenhum local desde a última guerra.

A nave humana era no formato de um hexágono comprido com armas em seu casco. Um jato de fogo gigante saindo em sua traseira a impulsionava, enquanto na frente um buraco na forma de um cone constituía a artilharia pesada, um enorme canhão. O canhão ao atirar começava com um redemoinho de nuvem azul feito de energia que formava um anel, no centro deste uma pequena bola azul de pura energia se formava e, por fim, antes que a bola ficasse grande o suficiente para encostar na nuvem, disparava em um grande raio que quando atinge o alvo faz um belo estrago.

A cabine era grande e tinha um enorme vidro na frente. Os controles ficavam um pouco distantes do vidro. Atrás deles tinha um pequeno degrau e o resto da sala era quase vazio, apenas com algumas armas nas paredes, algumas cadeiras e três portas de saída.

A nave era dividida em várias partes como hangar, área médica e outras todas de extrema importância.

A dos Glingons não era muito diferente, o canhão era o mesmo e o formato era também de um hexágono. A única diferença mais notável era o seu casco que não era de metal e sim de fibras trançadas, levemente alaranjadas e de grande resistência, feitas de um material do planeta Júpiter. A cabine era a mesma, pois todo o interior fora criado sob o mesmo projeto de nave principal que o sistema solar padronizou.

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