A primeira missão

- Atenção! A primeira missão dessa guerra foi passada por Kroquest e desta vez a mensagem chegou na hora certa. Veio com um elogio por termos conseguido sobreviver ao ataque Bundni e os pontos ganhos. Foram cinco pontos.

- Obrigado Steve, esses pontos valem muito, mas qual é a tal missão? - pergunta Dave que estava na cabine controlando a nave.

- Chegar ao anel interestelar central, pegar a esfera Starling e entregá-la no fim da corrente escura. Quem conseguir realizar este feito receberá vinte pontos.

Knok que estava na cabine com Seth e Kiren, na hora ficou boquiaberto e protestou.

- O quê?...O anel fica muito longe daqui e a corrente fica no sentido oposto do anel perto da fronteira galáctica do nosso grupo.

-Calma - interrompe Kiren olhando pra Knok- Você não falou nada dessa tal de fronteira galáctica.

Knok mesmo sabendo que era uma hora imprópria para perguntas respondeu a Kiren com calma.

- É apenas uma área delimitada para nosso grupo, não quer dizer que agente não pode sair, mas é só pra ter uma noção mesmo.

Seth soltou um sorriso irônico diante da situação e depois falou.

- Esses caras não têm vergonha na cara mesmo não é? Colocam a gente pra "brincar" de o dono da bola numa guerra espacial- Alguns o olharam confuso e logo se pôs a explicar- O dono da bola, quem nunca brincou disso lá na terra? Tem uma bola e cada um por si tem que pegar ela e levar até um local distante. Se alguém tocar em você, obrigatoriamente tem que entregar a bola para ele. Nunca ouviram falar?- Todos permaneceram calados- Então esquece.

- Bom, creio que nesse caso aqui seja necessário mais do que encostar em alguém para pegar a esfera- Kiren decidiu opinar e todos assentiram com a cabeça.

- Enfim... As defesas das naves já estão prontas e temos mais 10 naves menores de reconhecimento e de ataque saindo do sistema solar. Nós já podemos partir para o anel, mas por precaução é bom deixarmos a nave Glingon perto do sistema, nós vamos na nave humana- ordenou Knok determinado a ganhar aqueles pontos, mas sabia que tinha de se prevenir, pois os riscos eram grandes.

- Steve, Você já sabe quais são os enigmas de cada ponto de parada?- Beatriz perguntou, pois, segundo as regras daquela missão, a nave sobre posse da esfera não poderia simplesmente entrar em dobra e entregar, vários locais entre os dois pontos (Coleta e entrega) eram de parada obrigatória, ou seja, deveriam sair da dobra espacial por um tempo. No entanto, esses locais não eram informados diretamente: para quem possuía a esfera ela conseguia enviar um sinal para desligar o motor automaticamente em cada ponto, já quem não a possui recebe um enigma para cada local.

- Sim Beatriz, já tratei de enviar aos seus computadores pessoais.

-Ótimo Steve! Beatriz, você ficará encarregado do enigma. Seth, Kiren vão ver o nosso arsenal para acharem as suas armas, nós temos alguns simuladores de ataque também. Steve deixe as armas a postos, acione a camuflagem e mude o curso para o anel. - ordenou Dave se dirigindo novamente aos controles com os mesmos pensamentos de Knok.

- Sim, já vou fazer isto.

Seth e Kiren foram ver o arsenal para tentar encontrar uma arma para usarem em um ataque.

Era uma sala grande cheia de estandes de tiro com precisão e tiro rápido. Havia caixas com munições, granadas das mais diferenciadas e a parede repleta de inúmeros tipos de armas.

Kiren logo ao chegar já encontrou a sua arma. Era um rifle de alta precisão feito de SPS, um metal encontrado em meteoros e que era muito leve fazendo com que aquela arma grande pesasse apenas quatro quilos e meio.

A arma tinha um cano longo, uma mira redonda com zoom para tiros de pouca distancia ate tiros a vinte quilômetros. Ele disparava três tipos de bala: uma para tiros através de paredes ou longa distância de GHG, um metal extremamente resistente, feita em um formato específico para ter a menor resistência de contato possível; uma para pouca distância que é a usada na terra e que não tem capacidade de furar barreiras, o que pode ser útil, pois em alguns casos não seria bom ter uma bala atravessando varias paredes e chamando atenção; e a ultima é um meio termo, pois atravessa superfícies rígidas, mas não tantas como a outra e é muito eficiente principalmente no tiro de 50 metros. Para ter todas estas balas ela tem um pente seccionado em três com capacidade para seis disparos cada.

-Seth olha esta arma. Este rifle tem um zoom muito grande e a arma é levinha!- comentou Kiren empunhando o equipamento.

-É impressionante, mas eu prefiro um rifle de assalto com um zoom mais leve, pois assim posso ter grande precisão com o inimigo de perto. Mesmo assim eu gostaria de testá-la, parece interessante.

Eles foram testando as armas e no fim Kiren acabou ficando com o rifle, um revolver de cristais de fogo e uma metralhadora humana. Seth pegou seu rifle com zoom de 6× e um revólver de cristais de gelo semelhante ao de fogo, apresentando apenas variação de cor e efeito. Por último Seth escolheu a mesma metralhadora de Kiren e em seguida foram andar pela nave.

Knok estava preocupado, pois a chance de encontrar alguém era grande e uma batalha era o que eles estavam tentando evitar ao máximo.

No outro dia, quando estavam a três dias de chegar ao anel, eles resolveram mudar o curso para um ponto de parada que Hoffmann havia descoberto e esperar por lá. Entretanto, outro sistema também havia descoberto o ponto e teve a mesma ideia, os Trafs. Logo, entraram em combate.

A nave era do tamanho da humana e, como ela, era em um formato de um paralelepípedo e era toda pintada de verde escuro. Os tripulantes tinham uma fisionomia igual à humana, no entanto, seu corpo era constituído de uma espécie de vidro cujo interior era negro e com alguns pontos brancos dando uma noção de profundidade. Para um observador comparativo poderia dizer que remetia à imagem do universo negro com algumas estrelas.

A batalha começou apenas com as armas externas da nave atirando umas nas outras. Depois de difíceis minutos, eles estavam lado a lado e começou então a luta para não receberem uma invasão, apesar de a presença de Trafs invadindo a nave por uma cratera no casco mostrava que era tarde.

Seth e Kiren, equipados, entram em ação indo para o local por onde os Trafs estavam entrando. Era uma sala aberta com algumas pilastras e algumas telas de vidro que compunham os computadores. Foram alguns cansativos minutos em que os dois, juntamente com outros soldados, tentavam se esconder atrás das pilastras e da porta de acesso à aquela sala e deter a entrada dos invasores. Assim, não levou muito tempo para que o escudo da nave Humana rompesse.

Este acontecimento fez com que Seth e Kiren fossem para outra área da nave deixando cerca de trinta soldados lutando contra os Trafs que pareciam brotar do chão. Em seguida os dois se uniram a um grupo para adentrarem a nave inimiga com o objetivo de destruir um reator no centro da mesma.

Enquanto isso, Dave, na cabine, tentava entrar no hiperespaço, mas o motor não estava aguentando. Assim, foi obrigado a fazer uma manobra arriscada, mas necessária. Dave jogou sua nave para cima do inimigo. Quando elas se chocaram foi um estrondo enorme. Vários pontos das duas naves onde a colisão aconteceu começaram a explodir e, para a alegria de Dave, o movimento funcionou e fez com que o escudo da nave dos Trafs quebrasse. Ao mesmo tempo, Beatriz tentava consertar o gerador de energia do escudo e logo teve sucesso. Knok estava na cabine junto a Dave olhando os danos que eram causados na nave através de um holograma no centro da cabine.

- Foram muitos os danos na nave depois da colisão?- perguntou Dave, mas sem tirar os olhos dos controles da nave.

- Eles fizeram um pouco de estrago, mas creio que tenha funcionado bem a colisão das naves.

Dave apenas balançou a cabeça e continuou apertando botões na tela de vidro e girando algumas rodas que estavam na tela.

De repente um Traf entrou silenciosamente na cabine pela porta da direita que dava acesso ao corredor principal. O alien se aproximou de Knok em silêncio. Ao chegar perto, ele apenas cravou algo em seu pescoço e tampou sua boca para que ele não gritasse e chamasse a atenção de Dave. O líquido injetado fez com que ele desmaiasse em menos de três segundos e em seguida, após Knok estar inconsciente, o Traf o colocou no chão cautelosamente e seguiu em direção a Dave. Já próximo do alvo, o seu braço direito se transformou em uma grande lamina de vidro com as laterais ovais e apenas a ponta afiada. O alien foi chegando cada vez mais perto, mas para a sorte de Dave, Beatriz estava entrando na cabine com um rifle semelhante ao de Kiren. Ao ver seu amigo em perigo logo mirou no Traf. O ângulo em que Beatriz estava deu a ela a oportunidade de conseguir disparar um pouco ao lado direito do alien, o que, consequentemente, impediria que a bala acertasse Dave.

O disparo foi certeiro e fez com que aquele Traf explodisse em diversos cacos de vidro pelo chão.

- Mas o que foi... - Dave olhou para trás assustado e viu Beatriz com o rifle e à sua esquerda vários cacos de vidro- Graças a deus você estava ai Beatriz, muito obrigado. Cadê Knok?- questionou Dave rapidamente, pois teve de voltar a atenção aos controles.

Beatriz olhou ao redor e assim que viu Knok no chão ela largou a arma e foi correndo até lá.

- Droga, ele está inconsciente. Steve, por que você não os avisou? Você tem que protegê-los! O que aconteceu, você nunca havia deixado um inimigo pegar eles de surpresa assim.

Steve não respondeu e então um chiado saiu dos alto-falantes.

- Me desculpe, não foi minha culpa. Alguém me tirou do sistema. Eu podia ouvir vocês, mas não conseguia fazer nada. Vou chamar Bruno Hoffmann e pedir que venha com urgência.

Beatriz tentava reanimar Knok, mas não conseguia.

- Está bem Steve, chame-o o mais rápido possível.

Pouco tempo depois Hoff já entrava pela portada cabine correndo.

- Recebi o chamado de Steve. Deixei alguns médicos no meu lugar e vim o mais rápido que pude!- Comentou ele enquanto se aproximava da vítima.

Beatriz que estava ajoelhada do lado de Knok olhou para o Hoffman e comentou.

- Eu tinha acabado de consertar o gerador de energia do escudo e vim ver a cabine, porém quando eu cheguei tinha um Traf tentando matar Dave e Knok estava no chão inconsciente. Olha, eu achei isto no pescoço dele.

Beatriz pegou um frasco no chão do tamanho de uma mosca com uma agulha na ponta e mostrou a Hoff. Este por sua vez logo concluiu do que se tratava.

- Isso não é bom, eu já vi isto antes. No começo é um sonífero, mas se não curar rapidamente e de maneira correta ele começa a afetar o sistema nervoso causando a morte. Venha! Ajude-me a levá-lo para o laboratório, lá tem o antídoto, vamos logo.

Enquanto Hoff e Beatriz levavam o corpo de Knok para fora da cabine, Seth chamou Dave e ele respondeu por um comunicador em seu ouvido.

- Dave, estamos todos prontos. Peço permissão para dar inicio a missão.

- Permissão concedida Seth, boa sorte.

O grupo logo entrou na nave através de um buraco feito no casco de ambas as quais ainda se encostavam. O grupo se separou de modo que 15 soldados foram em direção ao reator, enquanto Kiren, junto a Seth e os outros 3 soldados, foram para uma sala operacional de onde se podia abrir a porta do local do tal reator de energia.

O grupo seguiu pelo corredor e, em seguida, viraram para a direita dando de cara com alguns Trafs o que causou um tiroteio.

Os Trafs estavam em desvantagem, pois não tinham onde se esconder, já o grupo solar podia se proteger nas paredes do corredor onde estavam resultando em duas áreas de cobertura.

Foram tiros para todo lado, alguns conseguiam acertar os alvos e outros paravam nas paredes. Ambos os lados disparavam incessantemente restando apenas alguns repentinos gritos de dor.

Kiren pegou uma granada e lançou contra os Trafs, mas quase custou a vida de muitos aliados, pois eles a pegaram e lançaram de volta. Por sorte um dos solados conseguiu ainda empurrá-la para longe.

Seth acertou dois na cabeça ao passar correndo da ponta direita do corredor para a ponta esquerda.

- Boa Seth, acertou os dois- disse o último soldado que havia restado além de Seth e Kiren.

- Tenho que admitir que foi muita sorte, apenas passei apertando o gatilho do revolver- comentou Seth ponderando.

- É... Mas é bom ter sorte de vez em quando. Mas, vamos voltar à missão. Pelos meus cálculos faltam dois- comentou ele de volta.

Não restava muito que fazer naquele momento, apenas tentar a sorte, e foi o que fizeram. Prepararam suas armas e apareceram no corredor atirando.

Enquanto eles disparavam com suas metralhadoras, o soldado, cujo nome era Christopher, foi atingido no ombro esquerdo e se escorou na parede oposta onde eles estavam. A este ponto Seth e Kiren já haviam matado os Trafs que ao morrerem explodiram em vários pedaços de vidro como sempre acontecia.

- Ah droga, fui atingido por uma bala ácida- murmurou Christopher com dor.

O local onde a bala acertou começou a ser consumido pelo ácido que a bala continha em sua composição, justamente para aumentar as chances de morte do atingido.

Christopher tentava pegar um tubo branco e pequeno de spray em sua cintura com a mão direita, mas a dor era tanta que ele não conseguia se mover. Então, Kiren rapidamente pegou o tubo de spray de sua própria cintura e aplicou em cima do ferimento de Christopher. Feito isso, quase que instantaneamente, o ácido encerrou sua reação, deixando apenas um buraco um tanto grande em seu ombro, totalmente corroído pelo ácido a ponto de se ver através dele.

- Você está bem Christopher? Aguenta continuar?- perguntou Seth analisando o ferimento de seu parceiro.

- Sim estou bem, agora não está doendo tanto, mas meu braço esquerdo não será muito útil nesta missão. Pelo que me parece você também não saiu ileso, mas pelo menos mais ileso do que eu.

Christopher se referia a um leve tiro de raspão no rosto de Seth o qual formou um traço de sangue em seu rosto.

Christopher sorriu para os dois enquanto pegava o revolver no chão com a mão direita. Após terem se recomposto eles recolheram as plaquetas de informação dos aliados mortos, despediram-se e seguiram o caminho.

Eles entraram em uma sala grande com cinco bancadas na horizontal que iam de uma ponta a outra, com um espaço entre o fim delas e as paredes.

Estas bancadas estavam cheias de soluções químicas e materiais de pesquisa sendo que na penúltima havia dois Trafs.

- PARADOS! Afastem-se da bancada e mãos aonde eu possa vê-las- Gritou Seth enquanto apontavam as armas ameaçando os Trafs.

Um dos dois tentou rapidamente apertar um botão de alarme que tinha na bancada de trás, mas Kiren o viu.

- Ei! Você! Afaste-se deste botão e coloque as mãos para cima... AGORA!

Os Trafs estavam rendidos, mas para o azar deles entrou um soldado na sala por uma porta à direita chamando os dois.

- Estamos precisando de vocês dois na sala de comando, andem ra.... Merda.

O soldado logo que percebeu Seth, Kiren e Christopher tentou atirar, mas Seth foi mais rápido acertando-o com um tiro de seu rifle.

No breve momento de desconcentração um dos Trafs rendidos apertou o botão e o alarme disparou. Eles correram para uma porta no final da parede esquerda, mas Christopher conseguiu matar um.

- Droga ele apertou o alarme!- Gritou Christopher olhando para os dois.

- Vamos sair daqui agora- ordenou Kiren enquanto olhava um holograma de um mapa daquela nave que ele possuía em um pequeno dispositivo- Ali, vamos por aquela porta!- encerrou ele apontando para o local de fuga.

Eles correram e abriram a porta, deparando-se com um corredor com outra porta na outra lateral. Enquanto faziam aquela pequena travessia, alguns Trafs apareceram nas duas pontas e começaram a disparar. Por sorte, eles conseguiram atravessar sem levar tiros. Entretanto, para a surpresa deles, ao entrarem na sala perceberam um Traf mirando uma bazuca. Assim que eles entraram o alien atirou e em um reflexo inesperado Kiren abraçou Christopher e pulou no chão, enquanto Seth pulou para o lado oposto deixando o míssil passar pela porta ainda aberta e acertar a parede do corredor.

Assim que Seth caiu no chão, ele tirou um revólver de cristal de gelo e acertou o Traf várias vezes. Logo em seguida, quando a porta se fechou, Kiren se levantou e atirou numa pequena tela, impedindo que ela fosse aberta novamente.

Após fazer isso Kiren escorou na parede e se sentou para assimilar todas as informações.

- Alguém, pode me explicar o que acabou de acontecer aqui?- comentouChristopher deitado de barriga para cima e olhando para o teto.

- Cara, eu realmente não sei como nós estamos vivos, mas pelo menos agora já podemos dizer que desviamos de um tiro de bazuca- respondeu Seth também deitado no chão e logo os três começaram a rir como forma de descontrair a adrenalina.

- Enfim, vamos lá. Temos coisas a fazer- disse Kiren e logo em seguida todos levantaram.

Aquela era a sala do objetivo deles. Era um tanto vazia, mas com uma parede cheia de telas mostrando câmeras e abaixo das telas uma bancada cheia de botões.

Seth logo se dirigiu a mesa com os controles e rapidamente descobriu como se abria a porta da sala onde ficava o reator.

- Alô, alguém na escuta, estamos no corredor onde está a porta do reator, vocês já conseguem abrí-la?- Um dos soldados do outro grupo estava falando com Seth e Kiren pelo radio em seus ouvidos. Kiren então respondeu.

- Estamos prontos para abrir, só avisar quando estiverem... - Ele foi interrompido por um estrondo no comunicador.

- Merda! Kiren! Terão que esperar! Tem Trafs na esquina do outro lado do corredor atirando na gente.

- É... Calma, eu e Christopher estamos indo. Vamos pegá-los de surpresa pelas costas- Avisou Kiren se preparando para continuar o caminho.

- Entendido, vamos segurá-los o máximo possível- Encerrou o soldado desligando o comunicador.

- Seth você consegue sozinho?- perguntou Christopher.

- Sim, podem ir. Irei guiá-los pelos corredores.

Kiren olhou o mapa do holograma que ele novamente abriu e logo os dois saíram correndo.

Eles, após saírem da sala, viraram à esquerda e pouco a frente à direita, pegando dois Trafs de costas com um tiro na cabeça. Eles tentaram seguir reto, mas havia cinco Trafs naquele corredor, então eles viraram à esquerda.

Foi uma corrida cansativa em que eles tinham que matar discretamente alguns Trafs até chegarem ao destino.

- No fim deste corredor é que estão os Trafs. Nós vamos virar e eles estarão cercados- Anunciou Kiren escorado na parede junt a Christopher pronto para agir.

Foi o que fizeram, e deu certo. Mataram todos e se juntaram aos soldados em frente à porta quando Seth a abriu.

Enquanto isso na sala de comando, dois Trafs com armas grandes entraram na sala em que Seth estava, obrigando ele a se esconder por de trás de uma caixa de metal.

- Não há sinal deles e pelo soldado morto parece que já passaram por aqui. Creio que devemos ficar e guardar a sala, o confronto com aqueles solares está ocupando a todos- Comentou um dos Trafs observando a sala.

- É, mas precisam da gente, nós temos que ir. Avise o capitão sobre a situação aqui... - retrucou o segundo quando então ele olhou para uma das telas que mostrava a equipe solar no reator- Droga! Temos um problema, eles estão entrando na sala do reator de energia principal da nave. O que eles querem lá? Qualquer um sabe que as naves têm sistemas reservas- continuou.

- Não faço ideia, mas se eles querem explodir o reator, eles irão explodir junto- disse primeiro enquanto fechava a porta da sala onde a equipe estava. - Esses idiotas. Acham que podem invadir nossa nave assim e sair ilesos!

- Kiren, Kiren- disse Seth sussurrando- dois guardas invadiram aqui e trancaram a porta, eu estou escondido.

- Merda Seth o que agente faz?- disse Kiren enquanto eles instalavam a bomba com os Trafs rendidos.

- Já sei. Eu posso abrir a porta pra vocês, mas só por provavelmente cinco segundos, armem a bomba e fiquem todos prontos- Disse Seth se preparando para tentar algo.

- A bomba já esta armada, pode abrir a porta quando quiser- Avisou Kiren.

- Está bem.

Seth respirou fundo, preparou sua arma e saiu de trás da caixa correndo em direção aos guardas. Acertou uma pancada na cara de um, apertou o botão para abrir a porta e saiu correndo para fora da sala.

Todos os solares saíram antes que os Trafs fechassem a porta.

- Infeliz- Gritou um dos Trafs e começou a atirar contra as paredes tentando acertar Seth com sua arma. Ela era como uma metralhadora e os tiros atravessaram facilmente a parede. Seth foi atingido algumas vezes o fazendo cair no chão e em seguida se escorar na parede sentado e muito ferido.

Kiren e os soldados saíram correndo em direção a um local onde uma nave os pegaria, mas antes disto o soldado destaque daquela espécie, ou melhor dizendo, a soldado destaque. Era uma mulher que, para o espanto de Kiren e dos demais soldados, aparentava exatamente uma jovem humana de pele clara, cabelos castanhos longos e lisos, aparentando apenas 19 anos.

Ela atacou a todos e matou um por um com uma sequencia de golpes impressionante restando apenas Kiren e Christopher.

Quando a tal humana segurou Christopher pelo pescoço e foi atirar em sua cabeça, Kiren, que estava sem sua arma, deu um tronco nela e os dois caíram no chão.

- Corre Christopher, corre!- Ordenou Kiren.

Christopher hesitou no inicio, mas depois seguiu as ordens de Kiren visando achar algum meio de ajudá-lo.

A mulher se levantou rápido e mirou uma espingarda de plasma na cabeça dele e logo apareceu outro Traf que disse à garota.

- Pode matar ele. Nós estamos com o Seth.

O destino de Kiren naquele momento era certo, porém, antes que ela pudesse apertar o gatilho um dos soldados que estava com Kiren, quase sem vida, acionou uma pequena bomba reserva na parede da nave. Kiren logo entendeu o plano que aquele soldado tinha para salvá-lo. Assim, quando a bomba estourou, Kiren deixou-se ser sugado pelo vácuo para fora, enquanto os outros ficaram se segurando nas paredes até ser acionado o sistema automático para resolver o problema de sucção.

Vagar no espaço trazia três grandes problemas, a falta de oxigênio, pressão avariada, e congelamento. Para a sorte de Kiren o equipamento usado pela roupa dos solares, era capaz de projetar um tipo de proteção que evitava que o mesmo fosse afetado pelo resfriamento excessivo e a descompressão por um período de tempo.

Kiren ficou no espaço sem ar e quando estava já inconsciente, uma nave que havia acabado de salvar um soldado o qual estava sendo baleado pelos Trafs, se aproximou. O indivíduo baleado apesar de atordoado avistou Kiren vagando no especo. Enquanto isto, Seth era preso e levado com a nave no hiperespaço que ia embora com rapidez.

- Kroquest...- Disse um Starling entrando na cabine da grande nave que sobrevoava o planeta. Como de costume o movimento naquela sala era quase nulo, sempre apenas Strek e seu irmão analisando os dados fornecidos sobre a guerra.


- Diga- Respondeu Strek sentado em sua cadeira observando a vista através do vidro. Não se virou para manter contato.

- Um soldado foi capturado senhor e creio que...- O soldado foi interrompido por Kroquest que virou sua cadeira. Strik permaneceu em suas atividades avaliando diversos dados nas projeções de tela pela cabine.


- Irá pedir pontos em troca... Sim, isso ocorre a todo instante nesta guerra. Vá direto ao ponto, pois estou assistindo a uma batalha aqui.


- E-e...


- O capturado foi Seth senhor, o tal soldado solar que está se destacando em meu grupo- Anunciou Frucher entrando rapidamente na sala interrompendo o Starling enquanto reverenciava Kroquest. No mesmo instante que ouviu a notícia, Strik desviou sua atenção para a sala.


- Parece que não é como imaginávamos então. Não me servirá de nada, faça o que quiser Frucher. Além do mais é sua responsabilidade tomar conta do grupo Artrix e preferiria que acontecimentos como esse não chegassem até mim- Falou e em seguida virou sua cadeira novamente. Frucher apenas se manteve firme em sua postura enquanto Strik soltou um leve sorriso.


- Está bem. Qualquer informação nova sobre soldados destaque reais aviso- Completou deixando que o soldado passasse o próximo recado para o qual estava ali.


- Você tem uma reunião agora- Avisou à medida que retirava-se da sala e foi logo seguido por Strek com sua pior feição.


- Faça um bom trabalho Frucher- Disse antes de se retirar.


Strik tentou ignorar o fato de que o líder do grupo Artrix ainda estava presente na sala observando tudo. Era o único que tinha permissão de comparecer naquele local daquele modo. Certamente o deixava irritado com aquilo.


- Você ri Strik- Começou a provocar enquanto andava pelo lugar observando as telas repletas de informações de todos os tipos.


- Só quando há algo para me fazer graça- Rebateu antes que seu companheiro continuasse. No entanto, Frucher apenas sorriu.


- Sei da tamanha confiança que nosso imperador tem em você. Seus pensamentos e desejos são facilmente alcançados devido a isso. Entretanto eu lhe digo uma coisa: Eu não cresci e lutei tanto para assumir a posição que estou hoje para ser apenas mais um Starling. Ser líder de um grupo da Guerra das Galáxias já é grandioso, mas busco muito mais- Strik apenas escutava sem desviar o olhar das imagens quando então Frucher se aproximou e lhe roubou a atenção- Espero que você não seja algo em meu caminho. Odiaria ter um inimigo aqui. Apesar de que estou de prontidão caso venha a ocorrer.


- Realmente ameaçador... Reconheço sua força de vontade em se impor aqui. Tem avançado bastante no quesito ganhar reconhecimento, ou seja lá o que quer. Por outro lado, tenho certeza de que já está mais do que claro que não deixarei você fazer o que bem entender. Strek pode até não enxergar muitas coisas ao redor e nem mesmo compreender, assim como a maioria dos Starlings, mas tem a sorte de ter alguém disposto a denfendê-los- Naquele instante ambos já estavam frente a frente se encarando até Strik se afastar- Até, quem sabe, deles mesmos.


- Haha- Gargalhou Frucher com ironia- Não me venha fingir de bem feitor e grande defensor. Sei muito bem que é mais falso do que aparenta e seu discurso não irá me enganar Strik.


- Vem me falar de falsidade? Quem conseguiu um belíssimo show logo no inicio da guerra. Solares contra Trafs, explosões, invasões e o que mais pudesse ter e apareceu aqui para falar sobre uma simples captura? Pensei que estava disposto a subir, ganhar confiança e liberdade na alta patente, mas ás vezes chama atenção até demais. Não seria melhor permanecer no alto, mas um pouco mais discreto? Iria facilitar as coisas para você! Estou certo?- finalizou Strik encarando o Starling que apenas andava de um lado a outro e parou frente a frente novamente para responder.


- Visibilidade ou não, não será obstáculo para que eu alcance meus objetivos, pois minha capacidade vai além de simples detalhes como este- Assim que dito, pôs-se a andar em direção à porta- Como eu disse, não nasci para ser um simples Starling e sim para, quem sabe, mudar o rumo desta guerra de uma maneira inimaginável. Entretanto, ainda permaneço com a mesma pergunta em mente. O que quer com seu ar enigmático, qual sua vontade aqui? E não me diga defender Kroquest! – Finalizou abrindo a porta para se retirar.


- Boa sorte Frucher. Irá precisar- Provocou uma última vez antes de encerrar de vez a conversa.

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