Uma nova guerra

A nave humana já se encontrava fora do sistema solar esperando que a Glingon aparecesse, o que demorou um tanto, pois a nave havia dado problemas para conseguir dar a partida no motor de dobra, antes de saírem de Júpiter.

Assim que se encontraram, Knok foi até a nave humana para falar com Dave.

- Eu deixei Seth em Marte e Kiren quis ficar com ele. Mas enfim, nós pretendemos ir na direção dos grandes anéis azuis, quero ver se encontro os nativos desta área para saber se avistaram a tal nave.- Disse Dave, o qual se encontrava na cabine junto a Knok.

- Eu acho uma boa, porém sabemos muito bem como esses povos são perigosos- Knok se mostrava um pouco pretensioso.

- Não se preocupe com isso Knok, eu já tive uma conversa com eles outras vezes e creio que não nos atacarão logo de cara- Agora era Hoffmann quem se manifestava.

- Bom, vamos seguir em frente, de qualquer modo estamos bem armados. - Concluiu Dave, recebendo um consentimento de seus companheiros.

Knok se preparou para entrar na câmara de vácuo e ir para sua nave quando, repentinamente, enquanto ainda estava na cabine, viu a nave Glingon entrar no hiperespaço sumindo de vista.

- Mas o quê? Onde eles estão indo? Gustav? Gustav?- perguntava Knok tentando comunicar com alguém de sua nave- Não tem sinal!

De repente a nave humana começou a se mover e entrar no hiperespaço também, sem o comando de ninguém.

Todos ficaram se perguntando o que estava acontecendo. Steve, que estava online, havia desaparecido. Então, depois de alguns segundos de viagem, a nave parou e Dave foi checar para onde haviam ido.

- No momento nós estamos dentro do sistema dos Bundnis de frente ao planeta dos grandes Fotcres. - Avisou Dave extremamente assustado e preocupado nem mesmo ele acreditava no que dizia. Era um planeta bem grande, um pouco maior que a terra com a aparência de uma esfera de cor béije. - Quem é o responsável por isso?!

- Não sei, Steve não responde! – Hoffman analisava os dados de seu tablet quando um soldado entrou às pressas na cabine com um corte na cabeça que sangrava.

- Capitão, os motores acionaram do nada, sem nenhum aviso prévio do senhor! Algumas pessoas ficaram feridas com a aceleração repentina- Dizia ele respeitosamente e confuso. Não demorou até ele observar melhor o vidro da cabine e reconhecer o local que se encontrava- O que estamos fazendo na frente do planeta Fotcre senhor!?

- Fomos "atacados", Steve está fora do ar.

Logo após Knok falar um grande chiado soou dos alto-falantes da e então o sistema de Steve voltou a funcionar junto à frase "IA online".

- Steve, relatório!- Logo ordenou Dave começando a mexer no computador central junto a Hoff.

- O sistema da nave foi desativado por ondas eletromagnéticas bastante peculiares e em seguida hackeado. Tive que desativar meus sistemas, pois corria o risco de eu ser invadido por esta entidade que nos acessou, consequentemente eles teriam todas as nossas informaçôes.

- Mas que merda! Não é possível que sejamos hackeados toda hora e tão facilmente! - Gritou Knok com raiva- O que quer que tenha feito isto nos quer aqui. Fiquem atentos, e acione todas as armas da nave Steve.

Todos os soldados começaram a se preparar para um confronto. Entretanto, mal sabiam eles que o que iriam enfrentar tornava qualquer pessoa ou armamento inútil.

No meio de uma fumaça negra, que era comum vagar naquela parte do universo, surgiu uma nave do mesmo tamanho da humana só que preta com o casco irregular. A mesma que havia destruído a nave de reconhecimento 1 4 8 6.

- Droga! Preparar canhão principal agora Steve!- ordenou Dave imediatamente ao perceber a ameaça.

-Sim Dave.

Antes mesmo que eles se dessem conta do que estava à frente, a nave disparou com um canhão de energia verde que, junto ao estrago quase total das armas no casco, gerou um barulho ensurdecedor, o qual se propagou até a nave humana através da fumaça que estava por ali.

- O canhão está pronto.

- Então fogoo!- Gritou Dave.

A nave humana deu um tiro certeiro no inimigo, porém este apenas bateu na carcaça e, sem causar nenhum dano, desviou o seu curso para longe.

- Mas o quê? –Hoffmann estava extremamente perplexo com situação e o desespero já invadia seu corpo.

- Não houve nenhum dano sequer- completou Knok observando aquele monstro de nave que se movimentava tranquilamente.

Depois de passados alguns segundos começou a série de disparos. O inimigo tinha grandes metralhadoras e alguns canhões pequenos (apenas era possível ver o cano de aparente calibre reduzido, porém seu projétil era extremamente destrutivo).

A nave pouco resistiu e logo perdeu o escudo, em seguida a potência do motor começou a decair exponencialmente. Com praticamente todo o casco destruído e pegando fogo, todos ficaram desorientados sem saber o que fazer. Toda tentativa de revidar era inútil.

O bombardeio durou mortais minutos até que, por fim, uma pequena bola foi lançada de modo a vagar no espaço em direção ao vidro da cabine. Dave, próximo ao gigante para-brisa de vidro, pode vê- lá vagamente e logo deduziu o seu propósito gritando- Bombaaaa!- Antes mesmo que pudesse tomar distância, a bola explodiu lançando todos da cabine para trás e terminando de destruir a nave que começou a ser puxada pela força gravitacional do planeta.

Não demorou muito para que ela entrasse nele e caísse em uma das muitas clareiras de terra gigantes, dentro da vasta mata densa do lugar

De baixo era possível assistir uma nave enorme caindo dos céus como uma bola de fogo. Em seguida ela se chocou contra o chão de maneira a continuar o movimento para frente, soltando pedaços naquela terra marrom clara e parando quase que no meio da clareira de aproximadamente 3 quilômetros de diâmetro.

Por várias horas a nave ficou lá, despedaçada sem nenhum sinal de sobreviventes. Alguns bichos com as pernas e corpo lembrando um galo- as primeiras eram longas, o corpo robusto e tinha um extenso bico com dentes afiados- entravam e saiam puxando corpos mortos que pesavam mais do sêxtuplo de seu próprio peso .

Um dos bichos entrou na cabine com o objetivo de pegar Hoffmann, mas ele não percebeu Knok recuperando a consciência. Após seus olhos enxergarem claramente, este tirou um revólver de gelo da cintura e atirou matando aquela coisa.

Ele tinha um grande corte no braço esquerdo, outro em sua testa, o qual Knok logo viu a necessidade de ponto curativo, além de um caco de vidro grande penetrado em sua perna direita com uma boa parte para fora.

Knok acordou Hoff e juntos em três horas conseguiram acordar e fazer a contagem dos sobrevivente,s separando-os em grupos em relação a seu estado de saúde.

- Alô, câmbio, alguém na escuta? Aqui é a nave principal alfa I pedindo ajuda, câmbio... ALGUÉMMMM... - Hoffman estava falando continuamente ao rádio tentando contatar a base principal, porém a resposta era nula. Ele então, deixando o rádio de lado, virou-se para Knok e suspirou- Nenhuma resposta da base,creio que nosso comunicador não está conseguindo lançar as ondas em dobra, precisaríamos chegar ao topo de alguma montanha para tentar ver se nos levarmos do máximo de interferência.

Knok parou de mexer em um soldado que estava aparentemente já sem vida e perguntou a Hoffmann:

- Chegar até lá é certeza de que conseguiremos comunicação?

- Pelas minhas análises, o local em que estamos deve ser capaz de interferir no funcionamento do aparelho, porém chegando lá em cima eu diria que as chances de nos comunicarmos são de 30%.

Knok naquele momento logo virou sua cabeça demonstrando extrema preocupação e angústia

- 30%?

- Sim, caso eu faça uma alteração aqui a possibilidade pode subir para 40, mas não passa disto. Nós temos ainda uma chance. Steve estava mandando relatórios contínuos da missão para a base, e antes do ataque fatal ele mandou um aviso de que a nave Glingon havia entrado no hiperespaço. Depois disto a conexão dele foi perdida e não pretendo reiniciá-lo aqui, devido ao risco de seu sistema ser danificado por conta dos computadores estarem torrados.

Knok levou um tempo pensativo, já não tinha ideias do que fazer, o mais importante naquele momento era encontrar todos os sobreviventes e proteger a nave do ataque dos animais do planeta.

Dave foi encontrado algum tempo depois que Knok e Hoffmann iniciaram a busca, porém ele estava ainda inconsciente e com muitos ferimentos. No entanto, ainda vivo.

O planeta era, em parte, desconhecido e abrigava seres estranhos de diversos tipos - além até dos grandes Fotcres - e que constantemente vinham em direção à nave sendo abatidos pelos franco atiradores que ficaram de vigia. O plano de sobrevivência naquele momento era formar uma defesa ao redor dos destroços para impedir a entrada dos monstros esperando ajuda da frota dos Solares.

Na base de marte tudo corria normalmente. Seth resolvera visitar, junto a Kiren, as pessoas do módulo 5 incluindo a família de Luana.

Assim que se aproximou ele se deparou com um menino jovem e que lhe causou um sentimento feliz. Era Batrok, o original.

- Seth, nenhum deles tem memórias de seus clones, e quando digo isso, me refiro a Batrok. Sei que ele lhe fez bem quando mais precisou, porém não é a mesma pessoa- explicou Luana em voz baixa enquanto ambos se aproximavam do menino.

- Não se preocupe, só de ver o rosto dele já me faz feliz- Respondeu Seth ficando frente a frente com o garoto- Então você é o caçula daqui! Prazer eu sou...

- Seth- interrompeu Batrok apertando a mão dele- Prazer eu sou Batrok.

- Vejo que a timidez não o afeta não é mesmo- Comentou Seth surpreso com o rápido entrosamento de Batrok o qual sorriu.

- Pena que eu não conheço ninguém assim não é mesmo?- Retrucou Luana se virando para Seth ironicamente.

- Pena mesmo- Devolveu a ironia.

Após algum tempo de conversa eles entraram para conhecer o resto das pessoas.

Lis e John, pais de Luana, o cumprimentaram e logo perceberam que teriam que contar algumas histórias, até por que, por coincidência, Sara, Gideon, Phyrra e Paul (os outros membros do Módulo 5) estavam lá.

Apesar do grande período de tempo eles ainda estavam jovens, somente um pouco mais velhos do que quando foram capturados, devido ao fato de terem sido mantidos desacordados em sono profundo todos esses anos.

As esperanças de Hoffmann estavam corretas. Não levou muito tempo para perceberem que os relatórios param de chegar, e a última coisa recebida foi que algo estranho parecia estar acontecendo.

- Seth, Kiren, Luana, algo aconteceu com a nave de Dave e Knok. Nosso último relatório foi de que algo anormal estava ocorrendo, mais especificamente a nave Glingon entrou no hiperespaço repentinamente- Comentou um general Glingon, Trurer, que estava no comando geral da ICS ao lado de um general Humano, Arthur.

- Como assim último relatório?- Questionou Kiren.

- Steve parou de enviar mais, e não conseguimos estabelecer comunicação com eles. Nossos rastreadores indicam que a nave estava no sistema Bundni antes de o transmissor ser danificado. Eu e Arthur estamos preparando uma frota de resgate para a área. Sabemos que o sistema Bundni é hostil, porém pretendemos enviar naves mais simples para não representar uma ameaça.

Os três se entreolharam e então Luana logo disse reconhecendo o pensamento mútuo.

- Reserve três jatos.

- Os ataques estão fracos, conseguiremos com certeza aguentar bastante tempo aqui sem que esses bichos invadam, porém não temos muitos suprimentos e os feridos precisam de uma assistência médica mais equipada. Precisamos avaliar a possibilidade de mandar um grupo para o morro.

- Entendo sua preocupação Hoff, e acho que devemos fazer isto, porém seja quem for, terá que saber que é um risco enorme. Não conhecemos nada daqui, penso esperar mais um pouco para conseguirmos uma melhor compreensão da situação e do que estamos enfrentando- Knok mantinha-se ainda na retaguarda, pois a falta de conhecimento representava naquele momento um de seus piores inimigos.

Hoffmann assentiu com a cabeça quando repentinamente uma voz ecoou naquele local.

- Ahhh... O que Knok está resmungando aí- Murmurou Dave enquanto acordava dolorido. Knok rapidamente foi para próximo de seu amigo visando prestar socorro.

- Até que enfim parceiro, você acordou. Achei que ficaria inconsciente durante a aventura inteira- Falou Knok rindo.

- Bom, dependendo da situação em que nos encontramos agora voltarei a desmaiar- Dave mantinha a irnonia na voz como forma de amenizar o clima pesado dali. Aos poucos ele foi se levantando com a ajuda de Hoff e Knok.

- Bom, estamos perdidos, sem comunicação, sem suprimentos, sem informação e com o risco de animais mortais chegarem até nós- Hoff foi bastante direto de maneira intencional.

- Se é assim, voltarei a dormir... - Terminou Dave sorrindo e respirando fundo.

O grupo de resgate saiu em busca de descobrir onde a nave Humana foi parar, devido ao fato de a Glingon ter sumido totalmente a ponto de não deixar o menor rastro.

- Sigam o caminho e nos mantenham informados, qualquer problema deve ser informado imediatamente- Disse Trurer através de uma ligação de holograma.

- Entendido senhor- responderam todos na cabine da principal nave na missão.

Não demorou muito e já estavam próximos. A primeira preocupação era não parecerem uma ameaça, e para isto uma nave foi em direção a uma instalação espacial Bundni, enquanto projetava o símbolo dos solares. Aquele era um ato de paz, pois mostrando aquele símbolo daquele modo demonstrava que o objetivo não era ataque e sim um encontro pacífico.

Tudo parecia seguir bem, um movimento calmo e sem contratempos, até uma nave grande e negra aparecer próximo à frota e disparar matéria escura contra a que projetava o símbolo. Com toda a confusão todos aceleraram ao máximo em direção ao planeta dos Fotcres buscando cobertura naquele ataque repentino.

O canhão de matéria escura tinha o luxo de apenas um disparo por um longo período de tempo, o que permitiu que as naves avançassem para o planeta com vida, por enquanto.

Enquanto isto, no solo, as coisas esquentavam. Cada vez mais bichos avançavam e ficavam difíceis de serem abatidos- era como se algo tivesse os instigado a investir contra os solares- até que, após um enorme estrondo vindo do espaço, centenas de animais saíram das matas por todos os lados em direção à nave.

Metralhadoras fixas, rifles e bombas tentavam contê-los, porém não era o suficiente.

Caso aqueles bichos chegassem ao objetivo, iriam atacar os solares e matar brutalmente, pois estes não seriam páreo para tão grande número de alvos, logo, udo caminhava para um trágico desfecho. Knok e Dave não sabiam mais o que fazer até três jatos aparecerem atirando e lançando mísseis que explodiam tudo ao redor, fazendo os animais recuarem. Logo atrás, algumas naves solares se aproximavam e ajudavam na batalha.

Foi uma cena descomunal, disparos potentes faziam a terra explodir em chamas e levantar enormes colunas de pó. Por fim, o local alvo desse ataque era tomado por corpos de animais mortos e feridos.

Seth foi o primeiro a pousar, e, logo ao descer, comentou.

- A cavalaria chegou!- Anunciou olhando para todos, mas ao ver Dave ele se silenciou por um breve momento para depois prosseguir-Não quero mandar em meus Capitães, mas... Precisam sair daqui agora, uma nave enorme nos atacou e está vindo para cá. Algum plano?

- Sugiro que adentremos a mata- comentou Knok.

- Os animais podem nos matar por lá- ponderou Dave.

- Outro ponto são os feridos, nem todos conseguem se mover- Agora foi a vez de Hoff complementar- A não ser que os deixemos aqui, no entanto seriam facilmente atacados.

Seth observava todo aquele impasse entre os envolvidos, pois a decisão realmente era difícil de tomar, porém decidiu opinar.

- Se me permitem dizer, aqueles animais da mata são menos mortais do que a nave que está a caminho e o que quer que esteja à bordo- Um momento de reflexão se instaurou rapidamente- Bom, seja o que decidirem, vão rápido- Concluiu subindo em seu jato novamente quando Dave gritou.

- Tenha cuidado!

Seth suspirou, ele sentia um aperto eu seu coração ao olhar para Dave e tinha motivos para isso.

- Não se preocupe Dave- Respondeu ele levantando vôo.

Todos começaram a evacuar a nave e adentrar na mata sob a cobertura de Seth, Luana e Kiren. Enquanto isso, as naves solares lançavam armamentos no solo para ajudar aos soldados e se preparavam para o combate pesado.

Não levou muito para o veículo obscuro chegar com o apoio de outros menores, porém extremamente mortais.

- Não podemos com naves deste tamanho, temos que pensar em algo! - Luana começava a se preocupar com a situação em que estavam entrando. Jatos contra naves de maior porte, um confronto sem dúvidas mortal.

- Os reforços podem encontrar dificuldades para chegar, precisamos usar nosso tamanho reduzido para afetá-los- Falou Seth.

- Os motores traseiros, eles são a principal propulsão da nave. Se acertamos em cheio poderemos causar um bom dano neles, porém, apesar de geralmente as defesas são grandes para que ninguém faça isto, eu tenho um plano- Kiren deu um leve sorriso confiante e prevendo uma grande manobra de jatos no ar.

Os três avançaram em direção às pequenas naves da sociedade e começaram a efetuar disparos para chamar a atenção, o que funcionou, logo diversas rajadas de tiros começaram a vir em direção a eles. Depois de feito isto, voaram até próximo das laterais da nave gigante, fazendo com que diversos disparos a acertassem. Em seguida, aceleraram rumo à frente daquela monstruosidade, onde havia um pequeno canhão que começou a carregar uma energia azul.

- Eles pensam que irão nos pegar com aquele canhão como o planejado- Anunciou Luana- Preparem-se para a manobra em 3... 2... 1... Agora!

Os três jatos ficaram na posição vertical e de baixo deles um propulsor os fez frear quase que totalmente. Esse movimento, apesar de ter gerado uma desaceleração mortal sob os corpos dos três- Seth e Kiren escaparam com sorte, Luana possuía a armadura- os fez ir velozmente para a parte traseira da nave, enganando os alienígenas.

No entanto, enquanto, relativamente, moviam-se para trás, a nave começou a mudar de uma forma estranha. Parecia estar se transformando e quando menos se esperava, ao chegar no local de onde disparariam contra o propulsor, perceberam que ali era a parte da frente. Consequentemente, o canhão estava carregado e travado nos jatos que ainda tentaram manobrar e se afastar, contudo foram atingidos.

Os três não voavam mais e começaram a cair envoltos por chamas. Seth e Kiren ejetaram e caíram em meio à mata, usando como freio, uma leve propulsão reversa de um equipamento em suas costas. Luana não teve tanta sorte, ela foi atingida em cheio e caiu batendo contra as árvores ainda dentro do jato. Por sorte, dentre os três ela era a única com a armadura.

- Por aqui!- avisou um soldado indo em direção a Seth e Kiren que estavam um tanto atordoados.

- Como é que vocês dois estão?- perguntou Knok.

- Parece que bem, a nave daqueles filhos da mãe não tem lógica- Falou Kiren alongando algumas partes e em seguida pegando uma arma entregue por um soldado.

- Nunca havia visto nada parecido com essa coisa, se é contra isto que vamos lutar, precisamos de algo maior do que nossas simples naves- Comentou Seth aumentando ainda mais a insegurança de todos.

- Esse é meu medo- Disse Dave com um ar extremamente preocupado- Mas enfim, temos que continuar, por sorte Luana caiu não muito longe daqui.

- O que decidiram sobre os feridos?- Perguntou Seth por impulso fazendo Knok, Dave e Hoffmann se entreolharem tristes e então Hoff tomou a frente.

- Se ficássemos com eles morreríamos todos incluindo eles. Não havia como levar todos nas costas... Os deixamos em uma sala mais resistente da nave, e acionamos defesas automáticas, foi o que podíamos fazer...

Seth e Kiren ficaram com um enorme aperto no coração, era realmente uma situação delicada.

- Bem vindos de volta à guerra- Comentou um soldado que passou por eles seguindo em frente.

Após algum tempo, Kiren, usando seu rifle, avistou em um local distante dali uma pequena tropa alienígena aparentemente vinda das naves da sociedade.

- Sejamos cautelosos parece que a sociedade está enviando tro... - Kiren parou de falar, pois havia visto algo que o deixou com raiva, porém não surpreso- Tem Bundnis junto a eles, aqueles imbecis estão fazendo parte da sociedade.

- Bom... Não me surpreende muito, até por que, olha aonde nossa nave veio parar! Bem no meio do sistema deles- Comentou Seth aparentando raiva também.

Infelizmente não havia muito que se fazer além de deixar aquilo de lado e seguir caminho.

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