Capítulo 10
Já sentiu que sua vida estava propensa ao desastre? E que por mais que você tentasse sair daquele buraco parecia ter entulhos sobre você? Bom, na minha vida não é diferente, um dia eu acordei e decidi que queria dar um basta na extrema onda de maldições que minha amada e falecida mãe jogava sobre mim, então decidi que seria advogada. Foi quando eu deixei tudo para trás e me mudei para a Califórnia afim de reconstruir o meu interior, nadar naquele oceano de lágrimas que eu mesma tinha feito e sobreviver.
Eu sou quem sou para garantir que pessoas como a minha mãe ou o que cheguem perto do seu nível de doença mental tenham realmente o que precisam, seja uma boa cela na penitenciária ou um tratamento em algum asilo. Minha vida tinha sido totalmente regrada da minha forma, calculada e listada do jeito que eu imaginava o futuro perfeito e nunca, jamais imaginei que estaria em Homeland cercada por espécies, ou pior, deitada em uma maca hospitalar depois de assistir uma luta entre dois deles.
Posso ouvir mesmo que distante as reclamações de Jessie, é impossível não reconhecer a sua voz em qualquer lugar que eu estivesse. Passei a mão na cabeça sentindo o curativo onde eu tinha batido na parede, sim eu era um completo desastre sobre duas pernas. Estava resmungando alguns palavrões quando vejo a porta sendo aberta e Jessie passando por ela, logo sou sufocada por um de seus abraços de urso.
- Chega, vai acabar me quebrando. - reclamo. Mesmo sabendo que não tinha força para fazer isso ela me solta, seu olhar de mãe preocupada está ali e eu não gosto nada disso. - Não me olhe como se fosse minha mãe, Jessie!
- O que estava fazendo com dois machos territorialistas dentro de casa? - abri a boca para responder mais ela me calou. - Você ficou maluca? O que estava pensando ? - abri a boca novamente para responder e mais uma vez fui cortada. - Você não vai dizer nada?
- Eu estou tentando, pode parar de me cortar? - ela colocou a mão sobre a boca. - Obrigada. Gross fez um jantar para se desculpar por ter me deixa do chateada ao tocar no assunto do meu nome, depois o Brass chegou e eu o convidei para entrar. O que aconteceu em seguida foi uma sessão de socos e chutes.
- E quem foi que te bateu? - franzi a testa, o movimento esticou o corte fazendo a dor me lembrar do tombo que levei antes de apertar o botão.
- Ninguém me bateu, eu tropecei nos meus sapatos jogados e acabei batendo a cabeça na parede. Sabe que eu tropeço até no vento e vivo deixando meus sapatos espalhados pelos cantos da casa. - Ela ia dizer alguma coisa má pareceu se lembrar de como eu era desorganizada e desastrada.
- Eu fiquei muito preocupada com você. - passei a mão nos cabelos já secos e ondulados, eu também ficaria se a situação fosse contrária.
- Eu também fiquei preocupada comigo. - admiti e ela acabou rindo da minha expressão. - Falando nisso, me diga que eles não se mataram.
- Gross e Brass estão bem, na medida do possível. Não vão morrer por causa de alguns socos. Acho que você precisa saber um pouco mais sobre espécies. - assenti, eu realmente precisava.
- Nunca deixe dois homens muito próximos, anotado. - resmunguei me sentando confortavelmente. Ela sentou ao meu lado e riu.
- Não é o fato de serem machos, Rory. Gross e Brass gostam de você, viram um possível acasalamento e tentaram investir. Na sua casa eles se sentiram ameaçados e quando vão resolver algo assim, eles normalmente partem para uma briga feia. - gostam de mim? Gross gosta de mim? - E pelo seu olhar parece que um deles te interessou.
- O.Oque? - gaguejei. - Porque acha isso? - ela riu jogando os longos cabelos vermelhos sobre um dos ombros.
- Porque você ficou com cara de paisagem. Sabe, eles são bons machos mas, eu daria um tempo até me aproximar deles novamente. O que você viu pode gerar traumas e você tem o psicológico muito... - A cortei.
- Não comece com a história da minha mãe novamente. Tenho visitado minha psicóloga e meus exames estão marcados para o mês que vem, eu estou bem, psicologicamente saudável. - Ela assentiu erguendo as mãos em desistência.
- Então, é o Gross ou o Brass? - Brass tinha um certo carinho e aquele estilo de super herói, sempre aparece quando eu preciso mas, passei tanto tempo perto dele vendo seu latente desconforto que aquilo causou um ar de amizade. Já Gross...
- Não é ninguém. Sabe que não estou pronta para relacionamentos nesse momento. Afinal preciso estar totalmente focada no caso do Carlos. - Gross parecia o Badboy do Colégio, aquele garoto com cara de mal que fazem as pernas bambearem mas, esse nunca foi meu estilo de namorado, sempre optei pelos nerds sentimentais ou homens ocupados demais com o trabalho.
- Bom, então não vai ficar chateada. Eu e Justice achamos melhor que eles mantenham distância de você, por segurança. - O desconforto de saber que não falaria mais com Gross logo me atingiu mesmo assim, sorri e assenti para Jessie. Não passava de uma atração sexual por estar longe de um órgão masculino há muito tempo.
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