Prólogo.

Andando pelos corredores do colégio Yuri já sabia o que faria e isso ninguém mudaria. Já havia feito isso dezenas de vezes e faria mais dezenas se fizesse sua melhor amiga feliz.
Novamente haviam espancado Lucinda e Yuri não teria pena dessa vez, a primeira foi um aviso, a segunda já não seria mais.

Ele já mandou um grupo pro hospital, outros babacas que vieram antes também sentiram o peso do punho dele.
Yuri já foi conhecido por voz de anjo e dedos de mel, por seu talento na guitarra e sua voz doce no microfone, agora era conhecido por punhos sangrentos, nem se importava qual nome o daria. Ele só tinha um foco, proteger sua melhor amiga custe o que custar.

Eles tinham e ainda tem sonhos, os palcos logo conheceriam a dupla, faziam tudo juntos, desde os 5 anos de Lucinda e 6 de Yuri. O mesmo perdeu os pais novo e viveu com uma tia, até seu irmão completar 18 e poder o criar.

Ele ainda é o mesmo de antes, mas pra ver sua outra face era só tocar em Lucinda ou falarem qualquer coisa pra magoa-la.

Desde que Lucinda assumiu quem era a vida da mesma nunca mais teve paz, Miranda resolvia diplomaticamente no tribunal, Yuri já era mais estourado e entrava em brigas constantemente.

Jamais pediriam pra ela deixar de ser quem é ou se esconder, ela deveria ser o que quisesse ser e não o que preconceituosos queriam que ela fosse.

A barra de ferro era arrastada no chão, o som do metal contra o piso era a única coisa que se ouvia aquele horário.

Ouvia sons na sala da academia e não esperou nada, parou na entrada da porta e avistou o líder socando um saco de areia, seu olhar frio e repleto de ódio era o que contrastava do rosto doce que Yuri tinha.

Yuri avançou erguendo a barra de ferro, mas o jovem virou o tronco desviando e acertando uma cotovelada nas costas de Yuri.

__olha quem veio tomar as dores da aberração.__ele ri e Yuri sorri com escárnio.__eu posso ver sua mente imbecil!

Yuri antes do corpo virar desferiu a barra na vertical acertando a barriga do rapaz.

O mesmo cambaleou e Yuri avançou sem pena, desferiu outra e a terceira foi no rosto.

__se pode ver minha mente, saiba que você não vive até amanhã!__pisou no tornozelo do rapaz o quebrando, acertou a barra de ferrou na costela e logo sentiu algo bater em suas costas.

Mais 4 estavam se aproximando e pegaram Yuri por trás.

__veio defender aquela coisa?!__um chute no rosto do Yuri e ele não deixaria baixo, mesmo ainda aéreo pelo chute, ele chutou a barriga do mais próximo.

Se levantou ignorando a barra de ferro nas costas e avançou segurando o pescoço de um o jogando contra os equipamentos.

Virou o tronco e acertou um cruzado em mais um. Sentiu um mata leão e logo desferiu uma cotovelada se soltando, virou o corpo, acertou uma joelhada e logo um soco desacordando um.

Avançou no que se levantava e desferiu 3 socos antes de ser puxado e notar um se aproximar, ergueu os pés batendo com força jogando o da frente sobre os pesos e jogou o tronco pro lado se desvencilhando do que o segurava, acertou uma rasteira e quando o mesmo caiu ele avançou acertando um chute desmaiando o mesmo.

3 já estavam no chão, o 4° se preparava pra fugir e Yuri avançou o dando um mata leão e avançou até a parede batendo o rosto do mesmo umas 3 vezes, sangue manchou a parede e o mesmo caiu. Quando Yuri viraria pra voltar ao primeiro não pode.

Um peso de 10 kilos o acertou na lateral esquerda com tamanha força que Yuri caiu no chão desacordado.

Sangue manchava ao seu redor, os olhos fechados.

O rapaz fugiu ao constatar a merda feita.

*
*
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A ambulância se aproximava, mas quem chegou primeiro no local foi Lucinda, que ao avistar Yuri no chão estagnou na porta, pessoas curiosas estavam ao redor e Lucinda empurrou todos.

__SAIAM!__seu gritou foi alto e sofrido.

Caiu de joelhos ao lado do corpo de Yuri e segurou com as mãos trêmulas seu rosto.

__Yuri. Yuri por favor abre os olhos.__pediu em lágrimas.__abre esses olhos agora!__ordenando ela acreditava que mudaria algo.

Sentada sob a poça de sangue ela abraçou o corpo dele gritando e chorando.

Os paramédicos chegaram e lá a correria se instaurou.

Quando chegou no hospital estava o irmão de Yuri e a mãe de Lucinda, a mesma suja de sangue precisou ser contida pela mãe.

Horas sem resposta, foram mais desespero, Lucinda haverá xingado quase todos ali, só não quebrará nada por conta de sua mãe, mas ela temia, Lucinda temia o final de tudo isso.

O médico os chamou, nada disse e só os levou ao quarto. Na última cortina lá estava Yuri conectado a aparelhos e uma canula na boca, os olhos abertos e serenos.

__Narutin.__Lucinda o chamou pelo apelido que ele amava ser chamado.

Os olhos dele não mudaram o foco, ao segurar sua mão nada, não houve uma reação.

__por que ele está assim?__O irmão de Yuri perguntou ao médico.

__eu receio informar, mas a pancada foi tão forte que o paciente teve danos irreversíveis.

__irreversíveis? Como assim?!__Lucinda tornará a controlar as lágrimas.

__o senhor Yuri Martins está em coma vegetativo. Não sairá mais dessa situação, as únicas coisas que o mantém  com os olhos abertos e o coração batendo são as máquinas.

__tá me dizendo que meu irmão morreu?!

__ELE NÃO MORREU!__Lucinda berrou.__ELE ESTÁ ACORDADO!

__ele não responderá a nada e nem reagirá mais, sua situação ficará sempre assim. Pode falar o que desejar, mas ele não poderá corresponder.__Aquilo foi o fim pra Lucinda, as lágrimas rolaram com tamanha força como de todos os presentes.

Yuri Martins não voltará a ser quem era, nunca mais...

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