Capítulo Dois

𓈒 🗓𖧚 ග . ⁕ 𑇛

⠀⠀ Olá, meus querides leitores! ໑𓈒ʿʿ𖧷 ⵓ Hoje trago-lhes um romance que nasce de uma superação com o meu casal favorito dessa vidinha de fanfiqueira. É uma história bem antiguinha que estou repaginando. Espero que aproveitem a leitura e nos vemos lá no final deste capítulo maravilhoso!

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09 de outubro de 2018 - Ap dos Bieber's 

10:32 pm - CAN

Havia deixado Luke na casa de minha mãe, para passar o feriado de Ação de Graças enquanto eu tentava finalizar um projeto, com ele em casa eu não estava me concentrando, adolescentes são aquelas coisinhas barulhentas quando estão com tempo livre, e tudo que eu preciso neste momento é de um pouco de paz e silêncio.

Estou tão cansado, a exaustão tem me consumido, estou vivendo no piloto automático, acordo todas as manhãs e preparo o café de Luke, mando-o para a escola e depois para o curso de espanhol. Então tranco-me em meu escritório e trabalho em alguns projetos que John me envia, mas na maioria das vezes, apenas choro ao olhar para o porta retrato em cima da minha mesa.

É uma foto de quando fomos em nossa primeira festa, Olívia estava ainda mais linda, depois dali fomos para a casa de meus pais, aproveitando que eles haviam tirado o fim de semana para uma renovação de votos e viajaram para Las Vegas em uma nova lua de mel. 

Lembro-me bem do modo acanhado dela quando a toquei naquela noite, de perceber seus pelos eriçarem ao menor dos meus toques, do rubor em seu delicado rosto quando tirei-lhe a peça que ainda sobrava sobre seu corpo, ao tê-la nua e exposta a mim como uma tela e como o admirei, a mais bela obra de arte já criada sobre essa Terra, ela levou as mãos sobre os seios, cobrindo-os.

Lembro-me de rir de seu ato, então me levantei e a beijei. Minhas mãos passearam sobre suas curvas, parando sobre seu bumbum e eu o apertei, puxando para meu colo e então deitei-a sobre minha cama, distribuí beijos por toda a extensão de seu corpo, fazendo-a gemer cada vez que lhe tocava com os lábios em pontos sensíveis.

Eu a possuí em meu braços, fizemos amor aquela noite e saber que era eu o seu primeiro só me tornava ainda mais realizado, eu, a todo momento, dizia que a amava, e em troca recebia seus gemidos como aprovação de minhas investidas. 

Ela era o meu porto seguro, a minha fortaleza e desde aquela noite eu soube que nunca mais em minha vida queria ter outra mulher em meus braços, que eu realmente amava Olívia e era com ela que iria passar todos os meus dias até a nossa velhice, mas então o destino me passou uma rasteira e eu a perdi no auge de nossa felicidade e hoje eu não vejo um futuro para mim.

Meu celular vibra em meu bolso e sou arrancado de minhas lembranças, amaldiçoou quem ousou me tirar dela, mais uma vez eu a perdi. Com muita má vontade retiro o aparelho e olho para a tela, sinto uma pontada fraca atingir meu peito ao ler o nome na tela. 

É Rose, ela me liga todos os dias, pelo menos 3 vezes só para perguntar se tomei minhas pílulas e se estou melhor, falar com ela me trás uma certa paz, desde que Olívia se foi, eu nunca mais consegui me abrir com ninguém.

Apesar de fazer minhas sessões com o doutor Adam Lee, eu ainda não consigo falar abertamente com ele, de coração mesmo e com Rose, sim, ela se tornou uma confidente nesses últimos meses, às vezes eu penso que ela é um anjo que foi enviado para minha vida, para estar no lugar certo e na hora certa, quando eu caminhava para a morte.

— Alô, Justin… Você está aí?

— Olá, Rose — respondo-lhe após alguns segundos. — Ainda estou aqui — digo com pesar.

Posso ouvir seu bufar do outro lado da linha.

— Vamos parando com isso já. — Ordena-me com seu tom autoritário, fazendo-me rir ao imaginar a cara que fez ao falar essas palavras.

— Justin…  — Reclama imitando uma voz, agora um tanto infantil e eu sorrio ainda mais. — Já chega, eu ligo para saber como você está e você fica rindo de mim. — Reclama do outro lado. — Seu bobo! — Agora nós dois rimos, ficamos assim por alguns segundos mais.

Rose fala algo relacionado ao seu emprego e como o Dr.Adam havia pegado no seu pé por algo que eu nem prestei atenção, não faço por mal, mas meus olhos estão focados no porta retrato à minha frente. É estranho estar ali, olhando-a e do outro lado da linha, uma outra mulher está se preocupando comigo, que sabe quase tudo sobre mim.

É algo totalmente inesperado, se me dissessem que hoje eu estaria falando dos meus problemas com uma mulher que não fosse Olívia, eu iria rir e debochar. Nunca me vi dividindo nada com alguém que não fosse ela.

Estávamos em meados de novembro e Olivia estava entrando em seu oitavo mês de gestação, havíamos saído às compras dos últimos preparativos para a chegada de Luke. Ela sorri quando a olho, estava alisando aquele enorme barrigão, parecia que carregava não um, mas dois bebês ali dentro e eu nunca havia visto-a tão feliz.

Voltei meus olhos para a rodovia e após alguns minutos de silêncio ela me perguntou o que achava de passar a noite de natal na velha cabana de seus pais. Fiquei inquieto com aquela ideia, não era nem um pouco segura, na noite de natal iria faltar apenas cinco dias para o seu parto e todo o esforço seria um prato cheio para o destino antecipar a chegada do nosso pequeno, mas ela implorou tanto e jurou não fazer nada além do necessário, isso incluiria ela em repouso o dia todo para que nada viesse estragar a nossa noite. 

Eu concordei, no fim, era sempre assim ela pedia, implorava e eu cedia, afinal eu nunca soube dizer não a ela… talvez se eu não fizesse todos os seus caprichos teria salvado-a, eu implorei a ela para ir em uma consulta que eu marquei, semanas após o primeiro aniversário de nosso filho, quando ela teve uma crise de dores e o vômito veio com sangue.

Mas como sempre ela soube me tranquilizar e prometeu que se voltasse a acontecer, ela iria até o consultório de meu primo. Eu achei que estava tudo bem, ela nunca ficou doente, sempre foi de uma saúde de ferro, mas os primeiros sinais que não ia nada bem estavam ali, eu os ignorei, eu sou o culpado. 

— Eu a matei, eu matei ela! — Grito aos prantos, malditas lembranças que me maltratam. 

— Justin… Justin, o que houve? — Uma voz preocupada fala ao outro lado. — Está tudo bem? — pergunta, só então me lembro que estava ao telefone com Rose, eu havia me esquecido dela, me perdi outra vez em minhas recordações.

Uma onda de raiva toma conta de mim diante de sua pergunta.

— Você acha mesmo que está tudo bem? — Grito em meio às lágrimas que insistem em cair de meu olhos, a fúria toma conta de mim. — Como posso estar bem, quando fui o culpado da morte de minha esposa! - O outro lado da linha fica mudo por um tempo, cheguei até a acreditar que ela havia desligado e eu ficaria feliz se ela tivesse feito isso.

— Justin, por favor não se culpe! — Sua voz saiu baixa, um tanto trêmula, poderia jurar que ela estava segundo o choro. — Você não teve culpa, você a amava e fez tudo para salvá-la.

— Não, eu não fiz. — Agora meu tom está normalizado, mas ainda sinto as lágrimas me rasgarem a face.

— Olívia não o queria assim… morto. — Ouço sua respiração pesada. — Justin, eu sei que não vai concordar mas se teve alguém errado nessa história, foi ela… — Interrompo-a, não deixo concluir sua linha de pensamento.

Quem é ela para dizer que Olivia era a culpada? Quem?!

— Cale-se, você não sabe nada sobre ela! — Berro com a mulher que a pouco me trazia paz. — Você não sabe nada sobre mim, nada! Ouviu bem?

Antes que ela pudesse dizer algo, lancei o aparelho contra a parede, vendo-o abrir sobre o tapete felpudo que Olívia havia me dado de presente. 

Como Rose foi capaz de dizer essas palavras, o que ela sabia sobre Olivia? Nada. Eu não quero vê-la, não posso mais ter contato com alguém assim.

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⠀⠀ ⠀Informações da Fanfic:

   ㇛𓈒ʿʿ𖧷ܱ᠉ O.1┆ Betagem feita por: ScorpiJupiter

   ㇛𓈒ʿʿ𖧷ܱ᠉ O.2┆ Design feito por: Nigohyu

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⠀Considerações finais da autora!

     ໑𓈒ʿʿ𖧷 ⵓ Quero agradecer imensamente a você que leu até aqui e dizer um enorme OBRIGADA por me ceder alguns dos seus minutos ao ler essa história. Espero de verdade que lhe veja em mais fanfics minhas, grande beijo.

Agradecimento a todos do blog NaturallyEdits que tem a melhor staff do universo e por dedicarem seu tempo em melhorar minha história. 



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