✧Sixteen✧

" Me senti culpado e confuso por decisões que não tomei e situações que não causei ".

~Pedro Miranda






AUTORA


Depois de Margot ter passado o final de semana na casa dos pais de Natasha, elas voltaram e chegaram de madrugada, fazendo com que as duas subam para o quarto, tomaram um banho rápido e capotaram na cama, deixando o cansaço ganhar.

Na manhã seguinte, Natasha acorda junto com seu marido e desce indo até a cozinha, encontrando Laura, que recebe o casal com um grande sorriso como sempre.

- Como foi lá?

- Foi tudo tranquilo... Bom... Se esquecermos o início.

- Como assim?- Steve ficou em dúvida.

- Nós duas fomos direto para dentro da casa, estava tudo bem, até a Yelena pensar que Margot era uma invasora e decidir atacar, e para piorar tudo, minha mãe chegou para ajudar, acertando a cabeça dela com um taco de baisebol- Natasha disse ajudando Laura com algumas coisas, enquanto seu marido e ela ficam chocados com o que ela acabou de falar.

- Meu Deus... - Steve se sentou na cadeira.

- Coitada.

- Falando nela, ela subiu para o quarto?- Ela olha a hora pelo seu celular e vê que não está tão cedo nem tão tarde.

- Na verdade, me surpreendi ao descer as escadas e não encontrar ela. Foi até um pouco estranho.

- Estranho mesmo- Nat diz depois de pensar por um tempo- Vou subir para ver se está tudo bem.

Os dois concordaram e assim ela fez. A ruiva deixou a cozinha e subiu as escadas indo até o quarto de sua filha.

Ela bate três vezes na porta aguardando algum sinal de vida.

Nada.

Ela decide bater mais três batidas.

Nada.

Com isso ela decide tentar abrir a porta vendo que a mesma estava fechada mas não trancada. Entrando devagar ela vê a cortina fechada deixando o quarto escuro, além disso, estava tudo quieto. A ruiva dirige seu olha para cama e encontra Margot deitada e um pouco encolida, como se estivesse com frio, o que era estranho, já que estava uma manhã consideravelmente quente.

Natasha se aproxima da cama a passos silenciosos.

- Margot... Acorda- Ela fala em um tom baixo, fazendo a menina se mexer- Vamos acordar? Vai acabar se atrasando se não se levantar agora.

- Ok- A menina diz em um tom baixo.

Margot fica em pé, mas por pouco, a gravidade não jogou ela para o chão. Graças a Natasha que estava por perto, ajudou a garota ficar de pé.

- Ei, você está bem?

- Uhum... Só... Levantei rápido demais...

A mais velha desconfiada colocou a sua mão devagar na testa dela, percebendo que a mesma estava queimando.

- Você está queimando em febre.

- Sem... Problemas... Eu...

-Aguenta?- Vendo que ela não terminou a frase ela faz, fazendo a menor concordar levemente- Deita. Não precisa ir hoje. Isso é grave, não pode ficar assim. Vou buscar um remédio para abaixar a febre.

Em seguida, Margot foi se deitar sem questionar nada, somente se jogou na cama. Ela estava mal e sabia disso, mas estava acostumada a sempre tentar resistir a esse tipo de coisa. Tomar remédio e repousar não era uma opção para ela. Como a única ordem em que recebeu foi de se deitar, não pensou duas vezes e se deitou, pois sentia seu corpo pesado.

Ela sempre se sentia cansada, mas agora, ela não conseguia disfarçar.

Natasha foi até seu quarto pegando um o remédio para a febre, em seguida foi até a cozinha e explicou a situação para Laura, Steve e Pepper, que tinha acabado de acordar. Rápidamente voltou a subir em direção ao quarto da Margot.

Do jeito em que a mais velha tinha deixado a Lestrange, ela permaneceu.

- Margot, toma esse remédio.

A menina se sentou com os olhos um pouco aberto, pegou o copo o remédio e tomou sem nem pensar, um erro que ela iria se cobrar quando estivesse melhor.

- O que está sentindo?

- Nada.

- Nada de bom, eu imagino.

Natasha ajudou ela a se deitar novamente, já que a menina parecia estar fora de orbita, A ruiva puxou a coberta até os ombros da morena que ficou de olhos fechados. Natasha levou sua mão até os cabelos dela, fazendo ali um pequeno carinho.

- Isso é bom... - Margot diz em um sussurro- Por que isso é bom?

Abrindo só um pouco os olhos ela questiona.

- Porque é feito com amor.

Ela volta a fachar os olhos, mas, logo volta a abri-los.

- Isso quer dizer que você me ama?

- Sim- Natasha responde sem nem pensar muito.

A menina demostra estar um pouca chocada. Não durando muito, ela volta a fechar os olhos.

- Você não deveria dizer isso... Aposto que se descobrir tudo o que eu fiz, iria me odiar...

- Se quer saber a minha opnião, eu acho que não. Já fiz coisas que odeio me lembrar, mas, com o tempo entendi que não fiz porque queria e sim porque fui obrigada-Margot solta uma risada sem humor.

- Você vai me odiar... Chegou um tempo que eu fazia as coisas por conta própria... Começei a querer tal coisa... Para... Me... - Ela se cala, não tendo coragem de dizer, não importa o grau de sua febre, ela não era capaz de dizer, então, seu cérebro fez ela dizer outra coisa- Eu estou começando a gostar da companhia de vocês... Só um pouquinho... Isso é ruim...

Ela ficou surpresa, tentando assimilar o que tinha acabado de escutar. A mais velha sabia que ela não estava totalmente em plena conciência, mas a fala dela não parecia dizer aquilo por dizer, na verdeda, parecia que ela estava dizendo tudo o que nunca teve coragem ou o que nunca iria admitir em voz alta.

- Na verdade isso é muito bom. Você vai perceber isso com o tempo.

Depois disso a garota não disse mais nada. Ficou aproveitando o carinho que recebia. Praticamente nunca havia recebido antes.

Assim que Natasha percebeu que ela tinha voltado a dormir, ela deixou o quarto esperando o remédio da febre agir.

Chegando na cozinha, viu os demais adolescentes e falou que Margot não estava se sentindo bem e que não iria. Logo depois os que tinha que estudar foram e só os adultos ficaram na Torre. Natasha tinha tomado seu café da manhã com eles e decidiu levar alguma coisa para Margot.

Pegou um suco de Uva, torradas e uns pedaços de melão.

A mulher da três batidas na porta e abre sabendo que a menor estaria deitada. Ela coloca a bandeja no colchão e põe sua mão na testa dela, vendo que estava menos quente do que antes. Mas ainda estava quente.

- Margot... Querida, se senta um pouco- Ela acordou a Margot que contra gosto se sentou na cama- Trouxe algumas coisinhas para você comer.

- Não estou com fome- Ela falou baixinho.

- Mas você tem que comer para a gripe passar.

- Não.

Natasha fica quieta por um instante. Margot nunca negava alguma coisa, pelo menos, não mais de uma vez. Quando Natasha iria dizer algo, a menina abre os olhos que havia fechado rapidamente, uma expressão de medo toma conta de sua face.

- Eu como não me leva para a Sala do...

A menina fica quieta depois de alguns segundos, quando foca um pouco nos olhos verdes da mais velha. Um grande desespero e angústia brotou no peito dela, mas, depois de ver quem realmente estava em sua frente era Natasha, ela entendeu que estava segura. Ninguém iria levar ela para aquela sala.

- Como?

Margot continuou quieta, e logo respirou fundo, puxando o máximo de ar que conseguia. Com calma e prestando atenção em tudo que fazia.

- Nada... Seus olhos sempre foram assim?

- Assim... Como?- A ruiva fica perdida.

- Vivos... Sempre transmitem... Paz... - A menina diz isso com a voz não passando de um sussurro.

A gorato não desvia seu olhar da Natasha por nada, deixando ela sem saber o que dizer. É claro que os olhos delas nunca tranmitiu paz o tempo todo. Ela teve seus momentos de dificuldade mas, conseguiu superar tudo, com muita luta e persistência. Chorando e caindo, mas sempre se levantando, sabendo que iria cair novamente, mas, o que importava era que independente do que acontecesse, ela sempre iria se levantar. Não importa o que acontecesse.

- Não, claro que não- Ela cortou o silêncio, mas manteve uma voz calma e firme- Tive meus momentos ruins, mas com isso, tive pessoas em quem confiar e me reergui.

Margot desviou o seus olhares e tossiu um pouco.

- Está me dizendo para... Confiar em alguém nas entrelinhas? Novamente?

- Sim. Sempre é bom ter alguém para contar o que sente e pensa.

- A última vez em que eu confiei em alguém, eu me arrependi.

- Nem todos somos igual. Pode ter certeza, aqui nessa Torre, você pode confiar em todos- Margot Sorri de uma forma amarga.

- Foi exatamente desse jeito que tudo começou... "Pode confiar, ele está nos ajudando" , foi o que me disseram... mas aí... Tudo virou contra mim...

Pode parecer loucura, mas, se ela não estivesse doente, ela nunca teria dito nenhuma dessas palavras.

Eram lembranças muito vividas em sua alma, que parecia que foram marcadas com um ferro quente. Algo intangível, extremamente frágil.

Era seu ponto fraco.

Natasha queria perguntar mais, saber sobre mais, mas, pelo jeito em que as palavras saiam da boca dela, era algo difícil. Não iria forçar ela a dizer nada, nunca o fez e dessa vez não seria diferente. A menina começou a dizer por conta própria, a única coisa que a ruiva fez, foi dar um conselho e ouvir.

Natasha pegou a bandeja e ajeitou no colo de Margot.

- Sei que está mal por conta da gripe, mas eu te garanto, se comer um pouco que seja, vai se sentir melhor. Mais tarde te dou um remédio para ajudar- Abriu um pequeno sorriso e segurou na mão dela, que olhou por um instante as mãos juntas.

Um misto de emoções estavam com Margot. Ela não entendia o porquê que falou aquilo, simplismente seu filtro foi embora e ela começou a falar sobre algumas coisas que rondavam em sua mente.

- Posso te pedir um favor?

- Claro.

- Quando for bater na porta, pode bater 4 vezes?

- Poder eu posso, mas... Por quê?

- A maioria das pessoas batem três vezes... Assim eu sei quando é você que bate na porta e não... ele...- Natasha e se pergunta mentalmente quem seria... ele...

- Ok, eu faço isso. Toda vez em que eu for bater na porta, será quatro batidas.


Olá!
Como estão?

Se passou um tempo mas eu voltei (um milagre).

Não sei dizer se gostei desse capítulo, mas tenham certeza de que eu tentei ksksksks

Quero aproveitar e agradecer a vocês, eu dei uma sumida e quando voltei, tomei um susto com o tanto de votos que a fic já tem! Quase 600 votos!

Vocês são d+❤️❤️❤️❤️❤️

Não sei mais o que dizer então... Até o próximo capítulo!

Adios.

Feito com muito carinho EVFR.💝

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