Capítulo 8
SARAH
Oscar saiu da minha casa puto da vida por eu estar namorando, mandei algumas mensagens e ele não respondeu, me levantei e me arrumei para a escola, estava totalmente sem ânimo para encarar Dylan, disse a ele por mensagem que iria pra aula com Monse.
Tomei café e despedi da minha vó. Saí de casa já encontrando Monse que me esperava.
_Bom dia. -beijei seu rosto-.
_Bom dia. -me olhou desconfiada-, Pra quem dormiu acompanhada, você não parece muito animada. -Monse disse e eu a olhei de olhos arregalados-.
_Como.. Como sabe? -perguntei corada-.
_Eu vi ele entrando na sua janela, estava na minha janela conversando com César na ligação. -ela disse rindo-, Puta merda você namora, garota. -deu um grito boquiaberta-.
_Vou te contar tudo. -eu disse e ela assentiu-, Ele invadiu meu quarto porque estava machucado, tinha brigado com outra gangue. Eu limpei seus machucados e o ajudei a tomar banho. Não rolou nada. -eu disse enquanto caminhávamos-, Não rolou nada entre a gente, aí quando acordei agora de manhã ele tinha visto mensagens de Dylan no meu telefone e foi embora puto da vida. -disse com total cara de tédio-.
_Porra.. O que vai fazer agora? -Monse perguntou apreensiva com minha situação-.
_Quero terminar com Dylan, ele é um cara muito legal mas não combina comigo. -eu disse-.
_Faz o que seu coração mandar. -Monse disse e sorriu gentil-.
_Meu coração só me manda fazer merda. -eu disse e gargalhamos-.
Encontramos com César e caminhamos até a escola sem tocar no nome do Oscar, chegamos na escola e Dylan veio ao meu encontro.
_Bom dia, linda. -me deu um selinho-, Dormiu bem? -ele perguntou e Monse me olhou mas em seguida saiu puxando César-.
_Bom dia, dormi sim. -sorri sem mostrar os dentes-, Podemos conversar?
_Pode ser no intervalo, tenho treino agora. -ele disse e eu assenti-.
Nos despedimos e eu fui para a sala de aula, Monse perguntou se eu havia terminado mas neguei, do intervalo não passa. Logo deu intervalo e eu fui direto para onde Dylan estava.
_Oi, podemos conversar agora? -perguntei me aproximando dele-.
_Claro, gatinha. Pode falar. -ele disse e todos que estavam à mesa prestavam atenção em nós-.
_A sós. -disse e ele se levantou, caminhamos até perto do campo de futebol onde podíamos conversar melhor-.
_O que quer falar comigo? -ele perguntou me olhando-.
_É sobre a gente.. -me enrolei pra falar-, É que não combina muito. -fui direta-.
_Por isso estava estranha. Se não quisesse namorar poderia ter me falado. -ele disse levemente irritado mas logo voltou ao normal-, Tudo bem, Sarah. Amigos?
_Amigos. -disse e ele me puxou para um abraço-.
Fui para a mesa e almocei com meus amigos. Terminar com Dylan foi bem mais fácil do que eu imaginava, bom.. Uma atitude já está feita.
(...)
Cheguei em casa e minha avó estava costurando, coloquei a mochila em cima do sofá, peguei um copo com água e fui até ela.
_Oi, querida. -ela disse gentil-, Como foi a aula? -perguntou-.
_Foi boa. -disse me encostando no batente da porta-.
_Seus pais ligaram. -ela disse e eu me engasguei com a água-.
_O que? O que eles queriam? -eu perguntei já recomposta-.
_Queriam saber como andam as coisas aqui, se você estava me dando trabalho. -minha vó disse e eu revirei os olhos-, Estavam preocupados.
_Se estivessem preocupados comigo teriam me ligado, e não ligado para a senhora. -disse seca-.
_Tenta entendê-los, querida. -ela disse-.
Subi para o meu quarto e fui direto para o banho, lavei meus cabelos e sai do banheiro longos minutos depois.
Falar dos meus pais me causa um desconforto sem tamanho, depois que abriram mão de mim eu tomei um certo ódio dos dois.
Sequei o cabelo e me vesti, me deitei e liguei a TV, resolvi mandar uma mensagem para Oscar.
Mensagem
Sarah oi
Oscar oq quer?
Oscar seu namoradinho não vai gostar de te ver conversando comigo
Sarah não tô namorando
Oscar eu vi nas mensagens, Sarah.
Oscar não me envolvo com quem namora
Sarah eu terminei com ele
Oscar agora que terminou me procura
Oscar me erra
Merda!
Não mandei mais nada pra ele, apenas desliguei o telefone e tentei focar no desenho que estava passando na TV, é melhor eu ficar na minha, sem me envolver com ninguém!
{...}
_O halloween está chegando. -Jamal disse animado-.
_Esse ano vamos ver os melhores filmes de terror lá em casa, você tá convidada Sarah. -Ruby disse e eu sorri-.
_Vou adorar. -eu disse-.
_Podíamos fazer algo diferente esse ano. -Cesar sugeriu-.
_Concordo, podíamos sair pra pedir doces. -Monse sugeriu e todos nós animamos-.
_Eu gostei da ideia, então está marcado de irmos pedir doce? -perguntei e assentiram, menos Ruby-.
_Estamos muito velhos pra pedir doces. -Ruby implicou-.
Depois de várias tentativas conseguimos convencer Ruby a sair com a gente no halloween.
{...}
Eu e Monse estavamos no meu quarto e nos arrumando para o halloween, eu estava animada pra sair com meus amigos.
Minha avó deixou eu sair com meus amigos contando que as onze e meia estaria em casa.
_Ja decidiu sua fantasia, Monse? - eu disse saindo do banheiro e Monse estava sentada na cama, indecisa entre uma fantasia de bruxa e uma de pirata-.
_Que merda! Sempre fico indecisa. -Monse disse irritada-.
_Amiga, eu te ajudo. -disse pegando a fantasia de bruxa-, Usa essa. -a entreguei e ela assentiu indo para o banheiro se trocar-.
_O que achou? -ela perguntou saindo do banheiro e dando uma volta, bati palma e sorri-.
_Ta maravilhosa. -disse sorrindo pra ela-.
Estava terminando de fazer minha maquiagem e optei por um batom vermelho pra marcar a maquiagem. Minha fantasia é de diabinho, porém da cor preta.
Acabamos de nos arrumar e fomos encontrar os garotos. Eles nos esperavam na porta da casa da Monse, batendo campainha igual loucos.
_Meninos, estamos aqui. -Monse disse e eles nos olharam-.
_Nossa, achei que ia precisar usar minhas técnicas pra arrombar sua casa. -Jamal disse e Monse revirou os olhos-.
_Estão lindas. -Ruby disse, ele estava vestido de vampiro, César de Júlio César e Jamal de pirata.
_Linda. -César disse beijando Monse-.
Fomos para outro bairro pedir doces, fomos em várias casas e mesmo assim não tínhamos muitos doces e Jamal toda hora queria roubar doce de algumas crianças que passavam por nós.
A caminho de uma rua que a gente ainda não foi, vimos uma movimentação grande e em uma casa grande estava rolando uma festa enorme, o som estava muito alto.
_Tive uma ideia. -César disse olhando para a casa-.
_Não vamos entrar de penetra. -Monse disse e cruzou os braços-.
_Ah, vamos amor. Ainda tá cedo para irmos embora. -César insistiu e ela negou-.
_Vamos amiga, vamos aproveitar que está cedo, tenho que estar em casa as onze e meia. -disse e ela acabou concordando-.
Entramos na casa, de um lado do meu braço estava Ruby e do outro Jamal, em nossa frente estava César e Monse de mãos dadas. Entramos na casa e ficamos em um canto, Ruby e Jamal sumiram festa a fora.
_Aqui ta bem cheio, né? -eu disse para César e Monse-.
_Certeza que é festa de playboy. -César disse rindo-.
_Tô com fome. -Monse disse e rimos-.
Ruby se aproximou com dois pratos em mãos cheios de comidas e nos ofereceu.
_Ei, fiquem a vontade, tem comidas e bebidas espalhadas para todos os lados. -um garoto disse, provavelmente o dono da festa, que estava com uma fantasia medonha-.
_Obrigado. -eu disse sorrindo gentil-.
_São de onde? -ele nos perguntou-.
_Freeridge. -Ruby disse de boca cheia-.
_Ah, o bairro das gangues. -ele disse-, Então reconhecem minha fantasia. -ele riu-.
Ele estava com uma camisa de manga longa xadrez, uma calça preta, um tênis branco, um boné na cabeça e uma tatuagem falsa de cruz no rosto, estava muito estranho. Apenas rimos de seu comentário e fomos curtir a festa.
Depois de alguns minutos, Jamal apareceu perto de nós com um cooler azul cheio de bebidas.
_Peguem. Vamos beber. -Jamal disse-.
_Sem ficar bêbado, ok? Não vamos cuidar de você. -eu disse ele riu-.
Todos pegaram bebidas menos eu, só tinha bebida de álcool e eu estou evitando o máximo de beber álcool.
_Vou procurar algo sem álcool pra beber. -disse e assentiram-.
Fui para a cozinha e abri a geladeira, achei um suco de laranja e então peguei uma garrafinha e fui de encontro aos meus amigos.
Assim que cheguei perto deles, o dono da festa junto com amigos parou em nossa frente.
_Onde achou esse suco? -o dono da festa perguntou-.
_Na geladeira. -eu disse o olhando-.
_Esse suco é da minha mãe, está cheio de coolers com bebidas espalhados pela casa toda e você pegou o suco da minha mãe. -ele disse irritado-.
_Calma, é só um suco. -eu disse o olhando-.
_Calma? Por acaso alguém chega na sua casa e abre a geladeira sem permissão? -ele perguntou-.
_Sim! -eu e meus amigos respondemos juntos-.
_Você é idiota? Não era pra pegar esse suco. -ele gritou-.
_Ei, cara. Calma aí. -César disse parando na frente dele-.
_Calma, podemos pagar pelo suco. -Ruby disse tentando amenizar a situação-.
_Ah, claro. São 50 pratas. -o garoto disse-, e mais 20 por toda comida que consumiram.
_Não temos esse dinheiro todo. -Monse disse-.
_Então vai complicar para vocês, fala pra sua amiga idiota pra não pegar o que não é dela. -o garoto disse ainda irritado-.
_Quer saber, otário. -eu disse e ele me olhou-.
_Oh. -debochou-, Cuidem melhor da vadia mal criada.
_Toma o seu suco. -disse com raiva e virei o suco jogando tudo no chão sujando carpete de sua casa-.
O garoto ficou irritado e nós saímos correndo da casa, sendo atacados por ovos podres. Assim que chegamos em outra rua paramos por ali mesmo, todos ofegantes.
_Gente me desculpa.. Foi culpa minha. -eu disse e me olharam-.
_Não foi culpa sua, Sarah. -Monse disse se sentando no chão e eu sentei ao seu lado, Ruby e Jamal sentaram em nosso lado e César estava no celular um pouco longe de nós-.
_Jamal pede um uber. -Ruby disse-.
_Não, meu pai disse que é só para emergências. -Jamal disse e todos o olhamos como se fosse óbvio-.
_E você acha que essa situação não é uma emergência? -Monse disse quase gritando-.
_Calma galera, eu já resolvi. -César disse se aproximando de nós-.
_O que você fez? -Monse perguntou-.
_Venham comigo. -César disse e todos levantamos-.
César estava caminhando até a casa do garoto novamente, todos perguntaram a ele o que ele ia fazer mas ele não respondia. Nos aproximamos da casa e o garoto nos viu e veio até nós.
_Querem mais? -ele disse e parou na frente de César-.
_Não. -César disse bravo-.
_E o que vão fazer? -o dono da festa perguntou debochado-.
_Eu não vou fazer nada, mas ele vai. -dito isso César olha para o lado onde o impala vermelho de Oscar se aproximava-.
Oscar saiu do carro batendo forte a porta e parou na frente do garoto com a cara mais ruim do mundo, sempre com um olhar sombrio.
Ele então passou a mão na tatuagem falsa do garoto e em seguida passou a mão na sua.
_É de verdade. -ele disse se referindo a sua tatuagem de lágrima, o garoto fez cara de choro na hora-.
_Por favor, não me machuque. O que você quer? -o garoto perguntou chorando-.
Oscar então mandou ele nos entregar todos os doces da festa. Ele nos levou pra casa, deixou a Monse na casa dele com César, levou Jamal e Ruby para suas casas e eu fui a última a ser levada pra casa.
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