Capítulo 35
SARAH
Eu estava em um lugar claro quando finalmente consegui abrir os olhos, minhas vistas estavam embaçadas e haviam várias pessoas me olhando. Tentei me levantar mas sem sucesso, meu corpo estava fraco e acabei não conseguindo.
_Não faça força, querida. -ouvi uma voz familiar que me deixou tranquila-.
Aos poucos minhas vistas foram desembaçando e eu pude ver quem estava ali, eram meus amigos, Oscar e minha vó.
_Finalmente você acordou. -Monse se aproximou-, Está bem, amiga? -perguntou-.
_Deixem o Oscar falar com ela. -minha avó disse e ele se aproximou com os olhos vermelhos-.
_Você está bem, mi amor? -Oscar perguntou se aproximando do meu rosto e deixando um beijo suave em minha testa-.
_Estou.. -disse baixo tentando me levantar, sem sucesso mais uma vez-.
_Não faça força, Niña. -ele segurou minhas mãos-, Eu fiquei com tanto medo de você não acordar.. -disse me olhando e todos nos olhavam mas logo se apressaram e saíram da sala nos deixando a sós ali-.
_O que aconteceu com ele? -perguntei me referindo a Dylan-.
_Essa questão foi resolvida, mi amor. Você está livre. -Oscar disse sorrindo para mim e eu sorri fraco-, Está se sentindo melhor?
_Um pouco. -eu disse-.
_Eu achei que ia te perder. -Oscar disse sincero me olhando nos olhos-.
_Eu estou aqui, amor. Estou com você. -disse e sorri para ele-.
_Eu te amo, Sarah. Eu te amo muito. -Oscar disse e aquilo fez meu coração disparar de alegria, ele me ama!-.
_Eu também te amo, amo muito. -disse o puxando para um selinho-.
_Você deve estar morrendo de fome, né? -Oscar perguntou e eu assenti-, Vou atrás do médico para trazer seu almoço. -eu assenti e ele saiu do quarto-.
Assim que Oscar saiu do quarto, minha vó e meus amigos entraram. Minha vó estava com a feição preocupada e meus amigos vieram até mim.
_Esta bem? -Jamal perguntou e eu assenti-.
_Amiga, fico feliz que esteja bem. -Monse disse me abraçando-.
_Já quero ir embora. -eu disse fazendo todos ali rirem-.
_Acho que vai ficar em observação. -Ruby disse-.
_Deve ter alta amanhã cedo. -César disse-.
Antes que eu pudesse responder os meus amigos, uma mulher entra no quarto falando alto com a enfermeira.
_Não tente me impedir, eu vou ver a minha filha.. -ela gritou. Sim, a mulher é a minha mãe-, Filha, o que aconteceu? -minha mãe perguntou se aproximando de mim-, Sua vó me ligou e eu peguei o primeiro voo para cá. -ela disse passando a mão em meu rosto-.
_Senhora, o quarto já está cheio, peço que se retire. -a enfermeira disse e minha mãe a ignorou totalmente-.
A minha relação com minha mãe nunca foi fácil, brigávamos bastante e não combinamos. Não achei que minha vó ligaria para ela...
_Como você está, querida? -minha mãe perguntou-.
_Estou melhorando, mãe. Não precisava viajar até aqui. -eu disse e ela revirou os olhos-.
_Lógico que precisava. É bom que você volta para a França comigo. -ela disse e meu coração disparou e antes de responder Oscar entrou no quarto-.
_Já vão trazer o seu almoço.. -ele parou de dizer quando olhou para a minha mãe-.
_Quem é ele? -ela perguntou o olhando de cima a baixo-.
_Ele é.. Um amigo nosso. -minha vó disse entrando na conversa e nos salvando-.
(...)
Passaram-se algumas horas e minha mãe continuava no meu quarto, agora me contando como andam as coisas em casa depois que vim morar aqui e me disse que meu pai chega amanhã de manhã, ela estava visivelmente incomodada com a presença de Oscar ali e ele não estava confortável ali. Então a minha vó teve a brilhante ideia de chamar meus amigos e minha mãe para comer alguma coisa no refeitório do hospital para que eu e Oscar pudéssemos ficar a sós um pouco.
_Ela não gostou de mim. -Oscar disse ass que todos saíram do quarto-.
_Ela não gosta de ninguém. -eu disse a ele-.
_Ajudou bastante. -ele disse e eu ri-.
_Relaxa, amor. Já já eu conto pra ela sobre nós e digo que não vou ir para a França mais. -eu disse e Oscar me olhou-.
_Ela quer que você vá embora? -Oscar perguntou angustiado-.
_Digamos que sim, mas eu não vou. Já tinha decidido isso no dia que cheguei aqui. -eu disse tentando tranquilizar ele-.
_Amanhã você recebe alta. -ele disse e eu abri um enorme sorriso-.
_Sério? Como sabe? -perguntei-.
_Precionei o médico um pouco. -ele disse e riu, seu sorriso é maravilhoso-.
(...)
Já era de manhã, pedi para Oscar, minha vó e meus amigos irem para casa descansar na noite passada e minha mãe dormiu comigo no hospital. Assim que tomei o café da manhã que uma das enfermeiras trouxe o médico entrou no quarto.
_Bom, senhorita Sarah. -ele começou a dizer olhando a prancheta-, Você está bem melhor, sua pulsação está melhor e a senhorita poderá ir para casa. -o médico disse e minha mãe se levantou da cadeira que estava-.
_O que ela teve? -ela perguntou ao médico e eu o olhei aflita, o mesmo me olhou entendendo meu olhar-.
_Ela teve uma queda forte de pressão, não estava se alimentando direito. -o medico disse e antes de sair da sala piscou para mim, fiquei aliviada por ele não ter contado a verdade para ela-.
Me troquei e assim que saí do quarto, minha vó e Oscar me esperavam na recepção. Minha mãe estava segurando uma bolsa com algumas roupas minhas e eu fui abraçá-los.
_Como passou a noite, querida? -minha vó perguntou quando a abracei-.
_Foi tranquila. -eu disse-.
_Está melhor, Niña? -Oscar perguntou baixo-.
_Estou sim, doida pra ir para casa. -disse e ele assentiu rindo-.
Minha mãe queria ir para a casa da minha vó de táxi mas Oscar insistiu em nos levar e ela acabou aceitando a carona. Logo chegamos em casa e eu não via a hora de poder comer algo de casa, aquela comida de hospital não me sustentou. Assim que abrimos a porta, meus amigos gritaram "Seja bem vinda de volta, Sarah" em uníssono, me fazendo sorrir indo na direção deles.
_Vocês são incríveis. -eu disse dando um abraço em grupo neles-.
_Seja bem vinda, amiga. -Monse disse-.
_Oscar cozinhou hoje. -Jamal disse esfregando as mãos-.
_Era surpresa seu burro! -Ruby disse dando um tapa fraco em Jamal e eu ri-.
(...)
Estava na cozinha me servindo com a sobremesa que Oscar fez pela terceira vez, quando sinto duas mãos em volta da minha cintura.
_Achei que não ia te pegar sozinha hora nenhuma. -Oscar sussurrou em meu ouvido me fazendo arrepiar. Me virei para ele e o beijei com vontade, estava com saudades-.
Assim que paramos o beijo por falta de ar ele me deu um selinho e me olhou.
_Precisamos contar para a sua mãe. -ele disse e eu assenti-.
_Vamos sim.. Agora. -eu disse e ele assentiu, escutamos a porta e quando ouvi a voz de quem era olhei para Oscar-, Vamos contar para meu pai e minha mãe de uma vez..
_Ele que chegou? -Oscar perguntou aflito enquanto me olhava com olhos arrelagados-.
_Sim. -eu disse-, Não está com medo, está?
_Não, claro que não. -ele disse ainda aflito e eu o puxei até a sala-.
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