33 capítulo
P.o.v Madi
Meu primeiro passo era ir na delegacia mais próxima. Não deixaria meu pai solto por aí, ainda mais agora que Blake sabia sobre o que ele fazia. Meu pai não tocaria mais em nenhuma garota, se dependesse de minha as únicas coisas que ele tocaria seriam algemas.
--O que a mocinha deseja ?-- a mulher da delegacia me perguntou e eu abri um meio sorriso com pura vingança, esse era só o começo.
--Um boletim de ocorrência-- falo batendo os dedos na bancada.
A mulher me leva a uma sala no fundo da delegacia e logo a porta da mesma é aberta pelo pai de Hunter. O homem arregala seus olhos para mim e logo me dá passagem para entrar na sala.
Me sento na cadeira de frente de sua mesa e logo ele se senta novamente. O homem me olha como se pedisse para que eu falasse e logo eu conto tudo o que meu pai fazia comigo fazendo o mesmo me olhar assustado algumas vezes durante a conversa. Assim que acabo de o explicar sobre meus pais o homem a minha frente me abraça forte.
--Eu sinto muito por isso, Madi-- o homem fala me apertando forte em seus braços e eu respiro fundo me controlando para não chorar.
--Sinta muito quando ele apodrecer na cadeia-- falo vingativa e o homem volta para sua mesa.
--Já estou mandando viaturas para sua casa, quer continuar aqui para ver ele sendo colocado na cela ?-- o homem perguntou e meu sorriso aumentou.
--É tudo o que eu mais quero-- falo sem tirar o sorriso da cara.
Finalmente eu veria aquele doente sofrendo as consequências por me fazer sofrer durante tantos anos. Eu queria que ele morresse ali dentro, eu não me importava nem um pouco se isso acontecesse.
Saio da sala do pai de Hunter e começo a procurar um bebedouro. Assim que o acho pego um copo de água e me sento nas cadeiras que tinham perto do mesmo. Olho para a porta da delegacia que era de vidro me permitindo ver o movimento dos carros, parecia tudo tão calmo agora.
As viaturas param na frente da delegacia e logo meu coração se acelerou. Eles tinham o achado.
Tiram o homem o qual eu chamava de pai do porta mala da viatura e logo começam a o empurrar para dentro da delegacia. Assim que eles passam na minha frente o homem me olha mortalmente.
--VADIAZINHA DE MERDA, EU VOU TE MATAR-- grita o homem enquanto é empurrado para dentro da sala do Sr.Rowland.
Respiro fundo e bebo mais um gole de água, precisava me acalmar, meu pai não conseguiria me tirar mais nenhuma paz. Agora nada de mal aconteceria comigo.
--Você está com fome ?-- a mulher da entrada me pergunta e eu assinto indiferente --Tem uma lanchonete aqui do lado, se quiser ir lá.
--Eu não tenho dinheiro-- falo simples me encostando na cadeira de modo desleixado.
--Ok, vamos la, eu pago algo para você-- ela diz e eu abro um sorriso sincero para ela.
Caminhamos ate a enorme lanchonete que tinha do lado da delegacia e nos sentamos no grande balcão que possuía ali.
--O que a senhoritas querem ?-- escuto de fundo olhando para os detalhes da lanchonete.
Um cartaz grande anunciava que eles estavam precisando de novas garçonetes e uma luz acende em minha cabeça. Eu precisava de um emprego.
--Vocês ainda precisam de uma garçonete ?-- pergunto rápido pro balconista.
--Sim, o salário não é tão alto mas ja é alguma coisa para alguém que só vai tirar os pratos da mesa-- o garoto, que provavelmente tinha minha idade, explica.
--Eu preciso desse emprego-- falo com os olhos arregalados.
--É seu, você pode ir até Peterson-- aponta para um homem gordo no caixa --E falar que quer o emprego.
--Obrigado-- agradeço seguindo caminho para onde o tal Peterson estava.
Paro na frente do homem e ele me olha com as sobrancelhas arqueadas.
--Quero o emprego-- falo apontando para o cartaz e ele dá um sorriso.
--É seu-- fala direto e eu abro um sorriso grande.
O homem começa a explicar sobre meus horários e sobre meu salário. Qualquer coisa para mim estava bom, eu só não queria depender de ninguém.
Assim que o homem termina de me explicar eu agradeço e vou ate a mulher que já tinha terminado de comer, pego meu lanche a agradecendo por ter pagado para mim e logo começo a caminhar para minha casa. A delegacia não era tão longe de minha casa e isso era realmente um alívio para mim.
Não sabia se a mulher de meu pai estava em minha casa, mas se ela estivesse eu mesma a tirava de la as forças.
A porta estava escancarada me fazendo simplesmente entrar dentro da casa. Olha para todos os cantos e não vejo sinal de ninguém. Bom, parecia que a casa era so minha. Tranco a porta e começo a arrumar aquela casa imunda. Não voltaria a viver em um chiqueiro.
Era um novo recomeço, agora eu estava sozinha e nada me atrapalharia a viver minha vida. Agora eu poderia ser livre, não tinha porque ter medo agora. Eu simplesmente estava sozinha. Blake não teria que esperar tanto se dependesse de mim.
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Escrever esse cap foi libertador. Graças a Deus minha filha tá fora de perigo agora.
(Voltando aos velhos tempos) FINGE QUE A ESTRELINHA É A BUNDA DO BLAKE E APERTA COM VONTADE ☆
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