12: o que o amor vira quando chega ao fim?

(N/A): gosto desse capítulo. demorei né? aproveitem <3

Hyunjin era realmente um cara legal. Na tarde de sábado Felix apareceu na casa de Seungmin logo depois de pedir para o Kim seu endereço. Conseguiu o convencer de ir mais cedo para casa do Hwang, enquanto o Lee e o dono da casa arrumavam algumas coisas lá, e eles três iam conversando.

Seungmin se impressionava com como Felix era uma verdadeira borboleta social, já que em quase um mês de estadia ali, já tinha feito vários amigos. Mas de certa forma, se sentia bem em ver que o loiro estava se adaptando bem. Ele era com certeza uma ótima pessoa de se ter por perto.

— Mas me diz, Kim, tem alguém que você tá de olho? — Hyunjin perguntou, já que ele e Felix tinham entrado no tópico de ficantes, e Seungmin não participou, só observando os dois enquanto comia salgadinhos.

Hm... — Seungmin riu nervoso. — Talvez.

— Eu conheço? Vai estar aqui hoje?

— Me diz quem que não vai estar, Hyunjin? À essa altura grande parte da escola vai vir pra cá. — Deu de ombros, e Hyunjin riu, concordando.

Perto do horário da festa, os três começaram a se arrumar, juntos. Felix colocou sua playlist de divas pop — Como ele chamava, — e ajudou Seungmin a se maquiar, depois do garoto colocar a roupa que o Lee tinha insistido para que vestisse. Não se sentia exatamente bem usando roupas ousadas como calças de couro, mas o loiro tinha insistido tanto, que só decidiu se deixar levar.

Algum tempo depois, a noite já tinha caído por completo. A lua já se fazia presente no céu, e a casa já estava cheia, com a música tocando alto. As pessoas bebiam e dançavam por todos os lados, e Seungmin já tinha cumprimentado várias delas. Não era de beber, tinha motivos pelos quais evitava ao máximo colocar álcool em sua boca, mas, sentia que naquela noite precisava, nem que fosse só um pouco.

Sentia como se tivesse que se preparar pra algo.

Depois de virar mais um copo de bebida, estando ainda surpreendentemente bem — Nunca imaginou que fosse ter uma tolerância alta — se sentiu sem ar no meio de todas aquelas pessoas, e decidiu ir para os fundos da casa do Hwang, aonde havia um gramado, e uma piscina. Ele se encostou numa das paredes do lugar, e se permitiu apenas encarar o céu, sem querer que quaisquer pensamentos rodassem por sua cabeça.

Era uma noite com previsão de chuva, tinha visto mais cedo. Não forte o bastante para ser considerada uma tempestade, mas o suficiente para que o restante da festa não quisesse aproveitar a piscina que Hyunjin tinha em casa.

Ele suspirou, mordendo a beirada do copo de plástico vermelho que segurava, já sem quaisquer resquício de bebida nele.

Foi quando escutou a porta de vidro dos fundos ser aberta, e logo depois ser fechada. Se virou para o lado, e viu a pessoa que tentou ignorar a noite inteira, por quê tinha certeza absoluta que ele estaria ali. E até agora, tinha funcionado. Até agora.

— Ah, é você. — Ele disse, e tomou um gole da bebida que tinha em mãos. Seungmin suspirou, não respondendo. O outro garoto não disse mais nada, continuando a encarar o Kim.

O rosto de Seungmin fervia com a encarada que sabia que estava recebendo. Mas não diria nada. Não tinha nada pra dizer, pelo menos não agora.

Jeongin bufou, e coçou sua nuca, incomodado. Bebeu o último gole no seu copo, e o colocou em cima de uma mesa do lado da porta que havia acabado de passar.

— Desculpa. — Seungmin não respondeu. — Eu fui babaca com você. Sem motivo.

— Sem?

— Isso importa?

Se calaram novamente. Só se escutava a música vindo de dentro da casa e o som das pessoas conversando, rindo, se divertindo. Enquanto os dois ali fora se martirizavam por coisas que nunca tinham dito.

Seungmin suspirou. Não estava interessado em discutir. Num movimento não calculado, ele só se deitou no chão, na grama do lugar, encarando o céu. Jeongin observou seus movimentos, não entendendo, tampouco querendo entender.

Num consenso silencioso, o Yang se juntou ao Kim, se deitando ao lado dele na grama. Por alguns segundos os dois se permitiram sincronizar suas respirações, levar suas mentes à outros lugares, e se esquecer de tudo que os aflingia. No caso de Seungmin, tudo que ele queria colocar desesperadamente pra fora, e no caso de Jeongin, tudo que ele queria desesperadamente manter para dentro.

Seungmin virou a cabeça para o seu lado direito, olhando Jeongin, que encarava o céu, enquanto nuvens se formavam ali, fechando a paisagem.

Por que você finge não lembrar do que aconteceu?

Jeongin não responde. Seungmin não esperava uma resposta imediata. Continuou.

— Eu sei que você lembra, Jeongin. Te conheço como a palma da minha mão.

Jeongin sabia do que ele estava falando. É claro que sabia. Jeongin sabia de muitas coisas. Se lembrava de muitas coisas.

— Eu não posso, Seungmin. — Ainda olhando para cima, sem um pingo de coragem para encarar o mais velho, Jeongin murmurou, tão baixo, que ele parecia contar um segredo. — Eu não posso. Você é a melhor pessoa que eu conheço. Em todos os aspectos. Eu não quero estragar isso com a bagunça que acontece aqui dentro.

Seungmin continuou o encarando por um tempo, sem proferir alguma coisa que seja. Sentia tudo, não sentia nada. Seus sentimentos iam através de palavras. Impronunciaveis.

Pingos de chuva começam a cair sobre eles, lavando as pontas de lágrimas que se formavam no rosto de um deles. Jeongin desejava que ela lavasse seus pensamentos também.

Seungmin levantou seu tronco do chão, e, com uma expressão tranquila em seu rosto, apontou com a cabeça em direção à piscina para o Yang, perguntando se ele não queria pular na piscina consigo.

— Com roupas? — Jeongin perguntou, levantando metade de seu corpo, confuso.

— Óbvio. Já vamos nos molhar mesmo.

Jeongin não discutou, tampouco se mexeu. Seungmin se levantou, limpando a grama de sua roupa, e estendeu sua mão para o mais novo. Ele seguiu seus movimentos, sentindo a quentura da mão do Kim.

Se aproximaram da beirada da piscina, e, antes que Jeongin pudesse dizer outra coisa, Seungmin pulou.

— Vem, Yang! — Ele chamou, com um sorriso no rosto.

Jeongin não pensou muito, retirando sua jaqueta, ficando apenas com sua camiseta branca, e se jogando na piscina também.

Assim que imergiu, se perguntou por Seungmin, não vendo o garoto à sua frente. Sentiu então, dois toques em seu ombro, e se virou, vendo o Kim logo atrás de si.

Ele estava lindo. Assustadoramente bonito. Seus fios de cabelo molhados estavam grudados na sua testa, formando uma franja que, hoje, Seungmin tinha jogado para os lados da cabeça, deixando sua testa exposta. Seu rosto tinha gotículas de água por ele, que brilhavam na pele dele sob a luz da lua que aos poucos ia sumindo pelas nuvens. A camisa agora grudada no corpo dele, delineava seu corpo. Jeongin notou também, que um pouco do rímel dele tinha escorrido, e instintivamente, levou sua mão até o local, passando seus dígitos ali de leve, limpando, enquanto observava atentamente todos os detalhes do rosto de Seungmin. Este, por então, fechou os olhos suavemente assim que sentiu o toque, aproveitando daquela sensação sem que visse a figura à sua frente.

Abriu os olhos devagar, ainda sentindo o toque da mão gelada de Jeongin em um lado do seu rosto, e, mais uma vez, seu olhar queimar sobre si. Eles se encaravam, abertamente, sem nada os possibilitando de mentir mais tarde. Sem desculpas de bebidas, ou mentiras esfarrapadas. Apenas olhares que nenhum dos dois compreendia o que diziam ao certo, mas que entendiam a intensidade presente em ambos.

Seungmin desceu o olhar para os lábios de Jeongin, num ato impensado. Jeongin notou no mesmo instante, seguindo o olhar do mais velho.

Ele podia se arrepender. Ele ia se arrepender. Não pelo que estava prestes a fazer, e sim, por como reagiria depois. Como (não) lidaria com isso, e se tornaria mais miserável a cada segundo que repensasse o que tinha acontecido nessa noite. Mas naquele momento, com a chuva que continuava a cair sobre eles, ele decidiu que ela estava levando consigo aqueles pensamentos — Mesmo que temporariamente, — para o fundo de sua cabeça. Queria se render aos seus impulsos.

Jeongin levou sua outra mão até a cintura de Seungmin, a apertando firmemente, e trazendo o garoto mais para perto de si. A água fez um barulho pela movimentação repentina, e Seungmin não pensou duas vezes antes de levar as mãos até o cabelo de Jeongin, e o beijar.

O que o amor vira quando chega ao fim?
Ele vira angústia, ansiedade. Deixa de ser sobre desejar reciprocidade, às vezes se torna maldade. Ele impregna na sua mente, te deixa doente. O amor deixa de ser uma facilidade, se torna uma dificuldade.
O amor quando chega no fim morre. Morre de dor.

Mas quando você luta pelo amor...

Seungmin lutava consigo mesmo, sabendo o que aquilo significava. Seu amor já o adoecia, ao mesmo tempo que o curava. A língua de Jeongin era suave, tinha um gosto doce, suas lágrimas eram salgadas. O beijo dos dois era agridoce, e Jeongin adorava essa combinação. Seu ímpeto se sentia amargo. Não tinha mais volta. Ele se sentia amargurado, por tentar afastar aquilo de si, e não conseguir. Por, no fundo, não querer que conseguisse. Puxou Seungmin para mais perto, o beijando com convicção. Fez daqueles lábios seu reino, queria poder ali mesmo lhe jurar devoção. Mas não podia. Seu amor era vazio, no fim do dia.

O que o amor vira quando chega ao fim? Seungmin não sabia de verdade. Não precisava saber. Seu amor tinha tido começo, e, o que achou ser um ponto final quando era adolescente, se revelou uma vírgula. Seu amor não tinha chegado ao fim, ainda estava na metade. Na linha tênue que decidia se o amor se tornava mais, ou se acabava de vez.

Naquela noite, eles cruzaram essa linha. Seguiram por um caminho. Eles sabiam. Não queriam descobrir o que o amor se tornava quando chegava ao fim.

(N/A): quantas emoções khhkk

esse capítulo na real ficou mais profundo do que eu esperava que ficasse então hmm to com medo de vocês não gostarem, porém, vou apostar nele

apartir de agora a narração vai ser um pouco focada no jeongin, viu? não sei quando volto com capítulo, espero que breve.

espero que estejam gostando. <3

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