The underworld
E podemos escolher os lados
Mas estes somos nós, estes somos nós, estes somos
Quando todos projetam
E esperam que você os escute
Não cometa erros, eu moro em uma prisão
Que eu mesmo construí, é a minha religião
E eles dizem que eu sou o menino doente
Fácil de dizer, quando você não corre o risco, menino
Sick Boy - The Chainsmoker
Toby está atrás de mim segurando minha saia engulo em seco e troco um olhar com Cain. Abel suspira e sussurra:
- Eu nunca vi o Dormouse tão são.
- É seguro confiar nele? - Murmuro.
- Seguro ou não ele já nos achou. - Caleb sussurra. - Significa que estamos expostos e muitos já sabem que estamos aqui.
- Eu... - Babel engole em seco. - Eu acho que podemos confiar nele. - Ela encara Toby. - Ele deve ter vindo até aqui porque te sentiu e do grupo você é o único que ainda tem um reflexo vivo talvez isso não seja tão ruim.
- O que você acha? - Cain indaga para Toby, me viro para ele.
- E-eu...? - Toby olha de um para o outro, depois encara seus pés. - Apesar de eu estar com medo... Ele não é ameaçador e eu vi verdade no que ele disse.
- EI! - Me viro pra frente assustada. - Vocês não vem ratinhos?
- Você pode me descer se não vamos precisar correr. - Abel soca os ombros de Caleb enquanto fala isso.
- De nada. - Ele resmunga se abaixando para que ele desça.
Caminho devagar e sinto Abel se aproximar de mim, Toby se esconde atrás da Babel e seguimos Dormouse que nos guia por um caminho inverso pelo que viemos.
- Para onde você vai nos levar? - Caleb indaga aumentando a voz.
- Pra minha casa. - Dormouse responde ainda de costas. - Eu moro depois da floresta que cerca o Vale das Lágrimas, Copas costumava ir lá para fazer festas, Alice não pisa lá.
Um lugar longe do palácio... Ele está nos afastando de lá isso deve ser bom.
- Não sei porque ele está nos ajudando. - Abel murmura, me viro pra ele. - Mas parece ser verdade, acredito que o seu amigo só está com medo porque ver seu reflexo não é a melhor das sensações.
- V-você já viu seu reflexo?
- O tempo todo. - Abel ri. - Na minha cabeça, Lily.
Assim como o Cain via o Jaguadarte, sei que ele ficava aterrorizado eu via o medo nos seus olhos e o alívio quando ele acordava, ainda em silêncio saímos do Vale das Lágrimas pela saída e não a entrada de quando chegamos, se o que ele diz é verdade Alice não se afasta muito do próprio palácio sendo que o parque e a floresta ficam nas imediações, para sair teremos que voltar tudo isso correndo o risco de ser interceptados caso Hamnet dê o alerta para ela.
- A rainha de Copas asou umas tortas, num dia de verão... - Abel solta uma risadinha, ergo as sobrancelhas. - Ele disse que você fazia festas, deveria assar suas próprias tortas.
- Você é doidinho... - Suspiro.
Sou puxada para trás tão bruscamente que o grito de susto fica preso na minha garganta, olho para trás e vejo que foi Caleb que me puxou, fecho a cara.
- Ele está com febre... - Ele sussurra se abaixando. - Precisa de algo que a pare antes que se torne um fardo para nós.
- Ele não é um fardo... - Puxo meu braço de volta. - Se sabia da febre por que não disse antes? - Caleb dá de ombros e noto arrependimento no seu olhar, bufo. - Eu espero que Dormouse tenha algo que o ajude a melhorar.
- O que vocês estão sussurrando? - Cain se aproxima.
- Coisas de casal provavelmente. - Abel responde olhando para trás.
Sinto meu rosto queimar e dou um soco no ombro de Caleb me afastando dele, como Abel pode achar que eu estou pensando em algo tão supérfluo quanto um relacionamento quando na verdade eu só quero sair daqui com ele bem. Cruzo os braços e volto para perto dele, Cain continua para trás provavelmente com Toby ou Barbie e pelo resto do caminho pela floresta não sou incomodada por Caleb nem Dormouse diz nada para nós, mas está numa conversa animada com o Bankotsu daqui... Abel tagarela sobre os circos do meu mundo e quase nada do que ele fala faz sentido para mim, mas eu gosto do fato de que ele está se esforçando para interagir comigo.
- Ei Lily quando a gente voltar... - Presto mais atenção no seu rosto e ele está sorrindo. - Podemos ir juntos a um circo? Juro que não vou te prender em uma jaula de novo. - Abel ri. - Podemos?
- Podemos. - Sorrio. - Acho que eu nunca fui em um circo para ver um espetáculo.
Abel ri e abraça um dos meus braços se encaixando em mim, suspiro e me apoio nele, realmente como Cain disse eu sou mais carinhosa com ele, mas é porque Abel ao menos me dá brechas para lhe dar carinho, não é fechado e distante como o Cain, apesar do que aconteceu no passado eu quero acreditar que ele mudou e que quando voltarmos poderemos ser uma família normal com o que sobrou, reparo que ele está realmente quente, talvez Dormouse tenha alguma erva ou água quente para que eu possa lavar seus ferimentos. Suspiro e encaro Dormouse que para se virando para nós, caminhamos até ele e paro também esperando os outros chegarem.
- Vocês são bem obedientes! - Dormouse sorri. - Ratinhos eu acho que tem olhos sobre nós. - Ele aponta para longe e viro a cabeça vendo uma sombra negra.
- O pássaro JubJub... - Abel sussurra e arregala os olhos. - Você acha que o Capturandam também foi solto?
- Acredito que não, quem solta o pássaro não é Alice.
- Foi o Hamnet... - Cain sussurra. - Ele sabe que estamos aqui.
- Pois bem você está certo Pargarávio*... - Dormouse sussurra, franzo as sobrancelhas. - Temos que cortar caminho pela árvore TumTum**.
- Achei que ela fosse uma lenda. - Caleb exclama.
- Vocês acham demais. - Dormouse ri. - Venham comigo que eu lhes mostrarei ela.
Dormouse nos guia por uma mata mais densa, aposto que nenhuma ave consegue nos enxergar sob as copas destas árvores, ele caminha mais um pouco e sempre em frente até que para em uma árvore grande e retorcida e nos espera sorrindo novamente.
- Agora vou ensinar a vocês um segredo. - Ele ri. - Para a árvore Tumtum mostrar seus caminhos, mas eu não sei se as crianças do lado de lá sabem o que ela realmente é.
- É a árvore do Jaguadarte. - Caleb sussurra, me viro para Cain. - Bem... É isso que eu ouvi, mas não sei o que significa.
- Na verdade aqui foi o ponto onde Jaguadarte despertou quando as pessoas do lado de lá chegaram, por isso a árvore que cresceu nessa terra tinha um forte poder de moldar caminhos, talvez porque tenha sido ela que trouxe o antigo guardião dessa terra para cá quando ela foi invadida. - Dormouse completa sorrindo para Cain. - Você desconhece muito do seu antecessor aparentemente.
- Ele é uma criança. - Bankotsu sussurra e encara Dormouse com olhos preguiçosos. - Aposto que nem o próprio Mandrake sabia de tudo que essa terra podia fazer.
- Você tem razão. - Dormouse dá de ombros. - Bem então vejam o segredo da árvore. - Ele enfia suas unhas na casca da árvore e puxa um pedaço de madeira, arregalo os olhos. - A seiva.
- Se vocês ingerirem um pouco da seiva a árvore TumTum vai ajudar vocês. - Bankotsu continua.
- A Lebre está certa. - Dormouse me dá a casca arrancada, encaro a seiva. - Você já teve mais muiteza Copas. - Ele passa um dedo pela seiva e a lambe.
- Não sou Copas, meu nome é Lilith. - Murmuro e repito o que ele fez. - Isso é horrível.
Passo a casca para os outros e reparo nos olhos de Dormouse, ele ri e depois que todos ingerem a seiva ele encosta a palma de sua mão na árvore e sussurra:
- Me guie até minha casa.
Me assusto quando um buraco que dá para um adulto passar se abre na base da árvore, ele se esgueira por ele e é seguido pela Lebre de Março, engulo em seco e aperto a mão de Abel.
- É como a casa. - Me viro para Caleb. - A casa Nonsense abre suas portas para aqueles que têm algo dela assim como a árvore abre suas raízes.
- Até que você usa a cabeça às vezes, hein Dois? - Babel passa por ele e bate na sua testa.
Sorrio e sigo Babel que desce, ajudo Abel a se equilibrar e encaro tudo a minha volta: estamos em um túnel revestido de raízes e galhos velhos com chão de terra úmida, as raízes dessa árvore devem se espalhar por todo o reino... Paro de admirar tudo e sigo Dormouse de perto, Abel ficou um pouco para trás agora com a Babel.
- O que foi Lilith? - Dormouse se vira sorrindo.
- Como os túneis te levam até sua casa?
- Eles se moldam. - Dormouse abre os braços. - Por exemplo se você quiser ir até o palácio eles vão abrir uma rota para isso que não vai ser essa.
- Por que está nos mostrando isso?
- Você é bem questionadora... - Ele ri. - Eu disse que queria ajudá-los antes que Alice acabe com vocês.
- Por quê?
- Menina você é terrível. - A Lebre me censura. - Volte para seus amigos.
- Eu gosto disso. - Dormouse sussurra. - Eu tenho esperanças que Copas possa voltar e fazer Wonderland ser boa novamente.
- Você trairia a Alice? - Abel sussurra e percebo que ele e Cain estão bem próximos.
- Por que não? - Dormouse dá de ombros. - Ela nunca me fez nada de bom.
- O que você sabe sobre ela e o reino como está? - Cain indaga. - E sobre o velho Vorpal?
- Eu posso dar as respostas a vocês irmãos...? - Dormouse nos olha sobre o ombro, encaro Cain e Abel.
- Maurêveilles. - Abel responde sorrindo. - Irmãos Maurêveilles.
- Certo Maurêveilles. - Dormouse volta a olhar para frente. - Em casa eu responderei suas perguntas.
Abel arqueja e dá risada, se não estivéssemos no subterrâneo eu o repreendia pelo barulho.
XXX
Caminhamos por algum tempo até Dormouse parar e as raízes se abrem e quando saímos estamos de frente para uma casa de dois andares com um pequeno jardim, olho atentamente para ela enquanto espero os outros saírem, Dormouse e a Lebre entram primeiro e vamos depois.
- Será que eles vão nos atacar? - Caleb sussurra. - Ou é uma emboscada?
- Se fosse uma emboscada ele já teria nos entregado. - Rebato. - Vamos só tentar confiar, ok?
- Você parece ser a líder do bando. - Dormouse comenta rindo. - Vamos ver... - Ele apoia uma mão no queixo e finge pensar. - Eu vejo com meus olhinhos que alguém está ferido. - Me viro para Abel. - Temos um quarto de hóspedes aqui embaixo, deve ser melhor do que você subir as escadas.
- Eu não preciso do seu cuidado. - Abel rebate e seu olhar fica gelado. - Não é como se eu devesse algo a você.
- Vamos. - Seguro seu pulso e ele arregala os olhos. - Eu vou cuidar de você. - Dormouse sorri. - Você poderia me emprestar algumas coisas?
- Claro. - Ele sorri. - Bem vocês podem ficar, mas terão que me ajudar. Congelo. - Os dois de Espadas poderiam acompanhar a Lebre, eu tenho um problema no sótão. - Dormouse ri. - Vocês devem ser bons em trabalhos manuais.
- Por que temos que te ajudar? - Caleb rebate.
- Porque senão ficam sem almoço. - Dormouse cruza as mãos no colo. - Você deve ser boa com cuidados, vá com eles para o quarto de hóspedes. - Ele dá um tapinha no ombro da Barbie. - Você eu não sei o que pode fazer. - Cain bufa. - E um ratinho especial pode preparar o almoço comigo.
- O Cain pode ir comigo? - Toby dispara. - Por favor?
- Claro. - Dormouse se vira. - Venha comigo Lírio e eu lhe darei o que precisar para cuidar do pequeno joker, os dois também.
Barbie, Cain e Toby seguem Dormouse para a cozinha, Babel e Caleb sobem com a Lebre e fico sozinha com Abel que puxa seu braço com força.
- Por que aceitou tão rápido? - Ele ergue as sobrancelhas.
- Quero cuidar de você.
- EU NÃO PRECISO DO SEU CUIDADO!!! - Abel rosna, recuo. - Onde você esteve por todos esses anos?!
- E-eu... - Sinto meu lábio tremer. - Eu não...
- Exato, você não estava lá. - Abel sorri. - Agora quer se remediar com o que sobrou de mim.
Trinco os dentes e acerto um tapa no seu rosto, Abel sorri e ergue o olhar congelo encarando aqueles olhos frios.
- Lilith? - Me viro para trás e Barbie está segurando uma travessa e alguns panos. - Eu... - Nego minimamente com a cabeça. - Eu vou estar esperando no quarto.
Ela se vira e volta, me viro de novo para Abel e ele está mais afastado.
- Por que virou as costas pra mim? E por que mandou ela embora? - Arregalo os olhos.
- Porque eu não tenho medo de você. - Sorrio e torço as mãos. - Eu quero te ajudar, eu posso limpar seus ferimentos...
- Por quê? - Ele inclina a cabeça. - Bell não fez nada que mereça todo esse cuidado.
- Não precisa ter feito. - Sorrio e dou um passo em sua direção. - Somos irmãos.
- Eu sempre estrago tudo, não é? - Abel sussurra e vejo lágrimas se formando em seus olhos. - Me desculpe por ser tão instável Lily.
- T-tudo bem... - Seguro seus ombros. - Você não tem culpa... - Abel me encara. - Você precisa de alguém que cuide de você e que te entenda e eu estou aqui. - Acaricio seus cabelos.
- Eu nunca sei sentir coisas misturadas Lily. - Ele suspira. - Eu só sei sentir uma coisa e quando eu fico bravo...
- Já disse que está tudo bem. - Suspiro. - Não precisa se desculpar.
- Promete que vai ficar comigo pra sempre? - Abel esfrega os olhos. - Eu tenho medo do Cain se você não estiver comigo Lily. Ele não me entende.
- Ele te entende sim e sei que ele não vai te fazer mal. - Abel começa a soluçar. - Vamos, a Barbie está esperando.
O ajudo a andar enquanto Abel ainda choraminga até o quarto, quando entro Barbie está em cima de uma cadeira e parece desesperada.
- LILITH!!! - Ela salta e saí correndo pela porta aberta e se esconde atrás de mim. - Tem um monstro ali!!!
- Um monstro? - Me arrepio e viro para Dormouse. - Você deve ter esbarrado na Alice.
- Alice? - Repito.
- Sim, meu bichinho. - Dormouse passa por nós e se abaixa perto da cama, ele estica a mão e uma bola peluda cor de rosa salta na sua mão, quando ele se aproxima noto que a bola peluda tem pernas e olhos gigantes multicoloridos. - É uma tantarântula. - Ele sorri e acaricia ela com um dedo.
- O que é uma tantarântula? - Indago e estico minha mão, Dormouse me passa Alice e escuto Barbie guinchar. - Ela não é assustadora. - Acaricio os pelos dela e encaro seus olhos.
- Uma tarântula doida. - Dormouse a pega novamente. - Mas não vou deixar ela assustar a pequena Lírio. - E volta para a cozinha.
- Por que ele aparece sem fazer barulho? - Abel comenta.
- Também não sei... - Volto a ajudá-lo a entrar. - Você vem? - Barbie consente e entra. - Devia ter perguntado porque a aranha se chamava Alice...
- Eu não preciso saber... - Barbie sussurra, ajudo Abel a se deitar e me afasto dele. - Você já trocou as suas ataduras? - Barbie indaga timidamente.
- Não... - Abel desvia o olhar.
- Isso pode doer um pouco... - Ela continua, eu vou pegar a chaleira que eu deixei no fogo, vai ser melhor se usarmos água quente.
Quando Barbie saí me sento ao lado de Abel e suspiro.
- Quer que eu tire suas ataduras? - Ele nega. - Se não trocarmos sua perna pode piorar...
- Mas vai doer... - Abel bufa. - Por que não podemos deixar assim? - Olho para as faixas sujas e suspiro.
- Lembra do que você me pediu? Então eu estou aqui te ajudando me deixe fazer o melhor pra você.
Abel bufa e vira o rosto inflando as bochechas, sorrio e acaricio sua cabeça. Me levanto e começo a puxar as faixas superficiais e me sinto nervosa, eu nunca vi como um corpo humano fica sem pele e eu não pensei que veria... Tiro a primeira camada de faixas quando Barbie volta, Abel arregala os olhos e fica vermelho.
- O que foi? - Barbie ri despejando água quente na tina de metal que ela pegou. - Não precisa ficar com vergonha de mim. - Ela mergulha uma toalha amarela na água e depois a torce.
- Você não se queima...? - Abel sussurra surpreso.
- Um pouco. - Barbie sorri e levanta as mangas do vestido. - Mas tudo bem.
Ela me passa a toalha e não entendo, continuo a encarando até que Barbie suspira e me empurra para trás.
- Você nunca cuidou de ninguém? - Ela sorri. - Isso pode doer um pouco.
Barbie segura o pé dele o erguendo, ela pinça a ponta da faixa com os dedos e a desenrola, aperto a toalha quando vejo a mistura do que sobrou da pele dele com sangue e outra substância grudadas na faixa, Abel morde o lábio e fecha os olhos.
- A toalha serve para isso. - Barbie vai separando a faixa colada nos músculos com a toalha quente, sinto minhas pernas tremerem e caminho até Abel me sentando e o abraçando enquanto vejo Barbie trabalhar.
- Como você sabe disso? - Sussurro, Abel está encolhido em mim, afago seus ombros. - E você está indo muito bem.
- Eu conversei com o Scorpio. - Ela sorri. - Ele disse que eu seria uma ótima enfermeira, sabe? Eu gosto muito dele, ele sempre trata a gente como se fossemos seus filhos. - Barbie se levanta e respira fundo. - Eu queria que meu pai fosse como ele. - Ela ri e se vira de costas.
- Seus pais eram idiotas. - Abel me encara. - Eles tinham a filha perfeita e a condenaram por um erro.
- Sua boba. - Barbie volta a limpar a perna dele enquanto funga.
- Você é bem legal. - Abel sorri. - Eu nem senti tanta dor.
- Eu vou levar isso como um elogio. - Barbie volta para a chaleira e coloca mais água quente. - Você vai me ajudar agora, Lilith?
Me levanto e pego outra toalha seca a mergulhando, tiro as mãos da água porque ela está quente, Barbie bufa e pega a toalha a torcendo e me passando, suspiro e volto para perto de Abel deslizando a toalha lentamente sobre a pele vermelha que sangra levemente, eu espero que Scorpio possa dar um jeito nesse machucado...
- Pele cresce de novo? Hein Barbie? - Abel pergunta encarando sua perna. - Sabe as unhas crescem quando se quebram e os dentes caem uma vez...
- Eu acho que não. - Barbie sorri carinhosamente e usa a outra toalha para limpar o rosto dele. - Mas acho que ela se cura e você não vai precisar dessas faixas.
- Você parece uma mãe. - Abel ri e a encara. - Você sabe como é ter uma mãe?
- Na verdade não... - Barbie desvia o olhar.
- Nenhum de nós sabe. - Sorrio e Abel inclina a cabeça. - A mamãe morreu quando eu era um bebê, só o Cain se lembra dela.
- É...? - Ele fanze as sobrancelhas. - Alice sempre disse que minha mãe não me queria, por isso eu vim parar aqui.
- Nossa mãe nunca ia fazer isso, aposto que ela amaria muito você. - Respondo e penso. - Acho que ela me amava também...
Barbie mergulha as duas toalhas na tina e as torce, depois coloca as duas nas costas de uma cadeira para secar, ela pega faixas novas e me pede ajuda para enrolar.
- Depois eu vou lavar as toalhas e ver o que aconteceu com os outros. - Barbie comenta. - Vocês estão com fome?
- Não... - Olho para Abel que consente. - Bem eu espero que Dormouse tenha algum aperitivo e que não esteja tramando nos matar.
- Acho que não. - Barbie sorri. - Eu só queria voltar pra casa...
- Nós vamos! - Abel ri. - Vamos logo, logo...
Sorrio, eu espero.
XXX
Yey capítulo novo! E *outra forma de chamar o Jaguadarte **árvore fictícia do poema Jaguadarte, bem nesse capítulo eu trouxe mais referências de uma Wonderland que eu nunca tinha mostrado antes :v quis mostrar mais da personalidade do Bell, quando ele foi criado meio que eu estabeleci que ele teria TDI que é "transtorno dissociativo de identidade" basicamente é a multipla personalidade, não bipolaridade qqq tipo no TDI meio que a pessoa tem personalidades completas e que, às vezes, têm noção uma da outra e podem ter gostos diferentes, pelo que eu pesquisei ela é geralmente causada por traumas, mas aquela ner eu pesquisei via Google não sei muita coisa aksjkajskjakjsk outra coisa que ele diz sobre só ter um sentimento por vez se eu não me engano faz parte do trastorno borderline, que não duvido que o Abel também tenha qqq
Enfim esse foi o capítulo de hoje UwU e façam suas apostas para o próximo aksjkaskjaksjak
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